Turismo



          Another bitch of Czech artist sculptor David Cerney. I have shown both.
        One, the Futura Gallery, where we look at fiofó the president and the prime minister sees giving to eat in the mouth for a political enemy.
         Another, in front of the house of Franz Kafka, two people pissing on the map of Czech Republic with the stick of both moving and, in water, forming palavões (like fuck) against politicians.
          And now, one very historic.

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              Tem, na praça Venceslau, a famosa estátua do cavalo e, e cima dele, um rei muito conhecido na formação do país, ainda que independente, de novo, só em 1918, depois de 300 anos nas mãos dos alemães, suecos, austríacos, polacos e ciganos, aqui chamados de romanos.

                 Pois olha só o que o David Cerney me apronta.

              Na passagem da Galeria Lucerna, uma das grandes, ele colocou o mesmo conjunto – herói e cavalo – dependurados no teto. Com o detalhe. O cavalo está de barriga para cima, o rei sentado no, digamos, instrumento cavalar e, dizem os entendidos,  o equino está morto, depois de tanto satisfazer o herói popular dos últimos 400 anos. 

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                   Outra desse Cerney foi a de pintar de rosa choque o tanque de guerra usado pelos soviéticos para “libertar” os tchecos dos nazistas. Mesmo com os comunistas apeados do poder, o David acabou preso por alguns dias. Tem uma dele com o SadamHussein, na época poderoso, preso dentro de um aquário. Maiso Freud dependurado entre dois prédios. Enforcado?

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Mas voltemos ao Duque de Caxias montado no cavalo.

- Florzinha!!!

- Quié, Madame?

- Olha lá, hein? Se não se comportar, te levo para Cesky Krumlov.

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             - Então, tá. Vou  voltar a escutar minha rádio country-tcheco  para desanuviar um pouco antes de sair para a noitada  de sábado para domingo no Blues Sklep para curtir Eric Stanglin que é melhor.

                – Isto, fica na tua, assim, bem emburrado, que eu vou sozinha.

                – Ih. Já melhorei… amanhã eu conto como foi o que vai ser, tá?

                Vou mijar umas palavras no rio Moldava para ver a poesia que delas eu formarei. Ahoj, cambada.

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http://countryradio.cz/

http://www.bluessklep.cz/

http://www.myspace.com/ericstanglin

English: Signature of Franz Kafka

English: Signature of Franz Kafka (Photo credit: Wikipedia)


       I’m just coming, cool Saturday, rest for the night out, a neighborhood far from the tourist center of Prague Hlesovice, which was favela, post communism and end industries inadequate, and now shows a new face. After I say this neighborhood.

Today we went to Trift Store only happens once a year, organized by the Czech Expats, class foreigner living, studying, working or shit here. In fact, it is the annual meeting of expatriates in Prague.

   * * * * *       

      Estou acabando de chegar, sabadão legal, descanso para saída da noite, de um bairro distante, Hlesovice, que foi favela, pós comunismo e fim das indústrias inadequadas, e agora mostra uma nova cara. Depois eu falo desse bairro.

         Hoje fomos só para o Trift Store que acontece uma vez por ano, organizado pelo Expats Tcheco, da turma estrangeira que mora, estuda, trabalha ou trampa por aqui. Na verdade, é o encontro anual dos expatriados de Praga.

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        O lugar era uma antiga estação de tratamento de água, de 1884, tipo quarteirão de fábrica, totalmente recuperada. Tem um restaurante japonês chique, o SaSaZu, um mercado municipal de frutas-legumes-flores-alimentos, uma loja de informática de última geração e, hoje, o grande encontro dos estrangeiros para um Trift Store. Quem conhece sabe o bom que é. Quem tem usado leva para vender. Quem não tem, vai para comprar bem barato, mais a música, a comida, a cerveja e tal.

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          Acabamos com uma bolsa grande térmica por 50 coroas-5 reais, uma caixa linda cheia de lápis e material de pintura por 40 coroas-4 reais, um vidro alto tipo lindo de morrer na descrição de Madame e mais uns óclinhos-vidrinhos e coisinhas bem bonitinhas. 

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             Para mim, na verdade, nada, quer dizer, um cheescake com late enquanto via a banda passar. Só para abrir o apetite num restaurante ali perto, bem local, sem estrangeirismo. Mas isto fica para depois.

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              Quer dizer. A antiga favela Holisevovice já está de cara nova e se aprumando cada vez maisl Tem o quarteirão ultramoderno  que, até 2002, era uma favela abandonada depois de uma puta enchente do rio Vlatava, que praticamente circunda o bairro de Hilesovice, ao norte, isolado pelo lado oeste pelo monte de trilhos dos trens. Ou seja, um lugar só dele.

              The prose today, here in Prague, starting at Trift store’s annual Expats in Praszka trznice (Prague Market), is to show the importance of this renovation of a slum neighborhood, which was Holosivice, with the end of Communism and outdated industries installed there, going to a place to be as modern as Berlin. Mainly in the head of the Czech people, who still need to open up. In fact, still communist. Scared.

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               Tem ainda, renovado, o Dox, Instituto de Arte Contemporânea, super modernérrimo até para a própria capital da República Tcheca, com um povo que tem medo do outro, ainda não saiu do comunismo entranhado na mente e no coração e na falta de coragem de se abrir. Por isso a importância do acima  Cross Club, também em Holisovice, Praga, de música bem pesada, e no ar, dizem, não senti nada, sente-se até o cheiro vaporoso da marijuana marroquina. O maior barato

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                   A prosa de hoje, aqui de Praga, começando pelo trift store anual do Expats, no Praszká Trznice  (Mercado de Praga), é para mostrar a importância dessa renovação de um bairro favela, que foi Holosivice, com o final do Comunismo e das ultrapassadas indústrias ali instaladas, para um lugar indo para ser tão moderno quanto Berlim. Principalmente na cabeça do povo tcheco, que ainda está precisando se abrir. De fato, continua comunista. Com medo.      

                – Florzinha!

               - Que é, Madame?

            – Larga o microfone e vamos almoçar. Deixa estas pessoas abelhudas que te seguem no Facebook para lá. Antes, diz aí que eu mando um beijo. Que está tudo lindo aqui em Praga.

          – Inclusive eu?

       – Tá. Escreva logo e vamos.

       – Hoje, Madame está me achando bu….ni…..tu!!!

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Today is a holiday in most of Europe. Liberation Day.

On one side out of the former Iron Curtain, honors to the Americans. 

On the other hand, neither here in Prague, thanks to the Soviets Tanks.

They arrived, freed,  and … went out only in 1989.

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8 de Maio – Dia da Libertação. De que mesmo?

Hoje é feriado em quase toda a Europa. Dia da Libertação.

De um lado da ex-cortina de Ferro, honras aos americanos (Norte e Sul).

Do outro lado, que nem cá em Praga, graças aos soviéticos.

Chegaram, libertaram, exilaram na Sibéria e … foram embora só em 1989. 

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                     Por isso, não se vê hoje nenhum tipo de comemoração. Mas o feriado continua. Até porque o tcheco é que nem o mineiro. Continua desconfiado mesmo depois do tanque soviético ter sido pintado de rosa para servir de monumento. Foi escondido num museu distante.

                 Teve a Revolução de Veludo. O tcheco não gosta do apelido. Quer dizer que eles se livraram do comunismo numa boa. Há quem diga que o comunismo caiu de velho, junto com a União Soviética, e não tinha mais como continuar nele.

Daí, tem ainda o lado do Nazismo do tio Hitler. Na verdade, a atual República Tcheca era praticamente aliada nazista, que nem a Áustria. Já atual República Slovaka, é eslava mesmo, mais russa.

                  O tcheco, independente só em 1918, era parte do Reino de Habsburgo, bem alemão, do lado romano-católico, daí as mil torres de igrejas aqui em Praga.

             Mas voltando ao Feriado de hoje, 8 de maio, aqui em Praga, Dia da Libertação de que mesmo? Ah. Prosa boa essa. Duas discussões públicas nos dias de hoje. 

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                  1 – Está muito grande o número de comunistas nas repartições públicas, principalmente na corrupta polícia. Políticos, mais ainda.

                      2 – O que fazer com os prédios deixados pelos comunistas, os paneláska, feitos de painéis pré-construídos, tudo da mesma cor e tamanho. Uma comissão vai decidir o que fazer: implodir ou reaproveitar, dando uma nova mão de praticidade inclusive. Só escapa a Torre de TV, imponente, espaçosa, controlando tudo, dizem os tchecos, a cara dos soviéticos invasores, ops, libertadores.

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             Ah. De novo. Aqui em Praga, hoje, 8 de maio,  é feriado nacional em homenagem aos libertadores soviéticos que no final da Segunda Guerra Mundial expulsaram os Nazistas.

               E os tchecos, onde estavam? Metade, que nem os franceses, italianos, sérvios e turcos. De mãos dadas com os chucrutes.

                Ah… na entrada do funicular que sobe até o topo da Coluna de Petrin, tem um monumento, na escadaria. Monumento às Vítimas do Comunismo. Na faixa de bronze, no chão, os números: 205 mil presos, 171 mil exilados, 248 oficialmente executados, 4.500 sumidos nas prisões e 327 fuzilados ao tentarem fugir na fronteira de ferro.

                Ah… o monumentos às vítimas do Comunismo na verdade são diversas figuras, dilaceradas, descendo a escadaria. Um detalhe capitalista do leste europeu:

                                    NENHUMA DAS VÍTIMAS É DO SEXO FEMININO.

                         Moral da prosa: Eles queriam, de fato, serem libertados?


Herói caolho de Praga surpreende polaco capenga do Brasil.

Pois então.

Today, we went back to the old way. Spending the day in a corner alone, a neighborhood, a piece. The chosen one was bad famous Zizkov. Same name as the one-eyed hero of the Czech people, riding a Cavalão. Type Duque de Caxias ours.

It starts by Lonely Planet, Brazilian version, calling the neighborhood “kind of rude in extremos and it is very dirty and run down, although the top earning a retread come.”

Hoje, a gente voltou à forma antiga. Passar o dia num canto só, num bairro, num pedaço. O escolhido foi o mau afamado Zizkov. Mesmo nome do herói caolho do povo tcheco, montado num cavalão. Tipo Duque de Caxias nosso.
Já começa pelo Lonely Planet, versão em brasileiro, chamando o bairro de “meio rude nos extremos e muito dele é sujo e decadente, embora a parte de cima venha ganhando uma recauchutada”.

E lá vou eu, Madame de segurança, para a parte baixa que a gente não tem medo de cara feia.
Do bonde 9 descemos e fomos logo rumo ao morro para ver o herói caolho, debaixo de chuva. De lá, voltamos para a dita Zizkov suja, decadente e barra pesada.
Subimos até a Torre de TV, herança dos comunistas, que nem o metrô, os bondes, a burocracia, que mais? A foto das crianças é mais uma aprontada do artista tcheco David Cerney, o mesmo do fiofó do presidente na Galeira Futura, em Smichov.

Zizkov tower

Zizkov tower (Photo credit: Wikipedia)

Da torre, 93 metros de altura, aquela vista 360 graus de Praga por inteira. Dali, direto para o belo e recomendado barzão, desde 1923, U Sadu. De entrada, a garçonete indigesta, conhecida do TripAdvisor, que joga na mesa o Menu em Inglês. Ótimo coisa nenhuma. Os preços começam em 150. O prato do dia é 80. Daí, Madame vai na mesa da calçada, pega o Deni Menu, do Dia, em tcheco mesmo, a gente tinha traduzido no Google, antes de sair de casa, tinha cinco pratos, o 5 tinha acabado, ficamos com o 1 e o 3, mais o chopão, mais um uísque que madame anda gripada, e lá vem a conta … 250 cororas, ou 25 reais.
Ah… a garota indigesta tinha sumido há tempo porque fomos atendidos por um galante rapaz, falante em inglês, simpático e bonito, na opinião da madame.
Moral do lero de hoje.  Zizkov tá com tudo. Pena que eu tenha sido enganado pelas versões mais antigas da Internet, dos tempos em que era, de fato, um bairro decadente, esta tal da República Independente de Zizkov.

Dali, a gente ainda foi…. deixa para lá. Fica para outro dia.


Prague is not only a Castle

Good news is that runs behind the journalist. Since then. At the corner of the house, here in Prague, rented through Airbnb.com has an abandoned building, time still communists. Well breakdown style, rococo clashing neighbors. They say it was one of the venues of DOPS-CODI them, Securitat.

* * * * *

Notícia que é boa corre atrás do jornalista. Pois então. Na esquina de casa, aqui em Praga, alugada através do Airbnb.com, tem um prédio abandonado, do tempo ainda dos comunistas. Bem estilo repartição, destoando do rococó dos vizinhos. Dizem que era uma das sedes do DOPS-CODI deles, a Securitat.

* * * * *

Dobrou zprávou je, že běží za novináře. Od té doby. Na rohu domu, tady v Praze, pronajaté prostřednictvím http://www.airbnb.com má opuštěná budova, tentokrát ještě komunisté. No členění styl, rokokové střety sousedů. Říkají, že to byl jeden z dějišť DOPS-CODI nich, Securitat.
Antonte, druhý den jsem si vzal fotku zvířete a poslán do Pragua Post, Praha přivítání a Magistrátu hlavního města Prahy, napodobuje svého přítele ve firmě, kde Obro v Braziu, Bia. Řekl jsem, že je to škoda, že tráví trubky ve Starém Městě na houfy turistů, a zapomenout na satelity, a dokonce i tam, kde jsem, přilepený k hlavnímu okruhu.
Výborně. Podívejte se na to na fotografii, která mě překvapuje, teď, teď, na vrcholu nabídky, zde domácí okna, Smíchov, Praha. Sirény, rohy, brzdění, izolační pásky hadice, kouř, oheň, ambulance (protože to má několik narkomani, kteří házejí odpadky a kouř … kouř vychází, vpravo). Policie už jen vzhlédl. Sešel jsem dolů. Řekl, že nikdo nemůže zahrávat s Noia. Pouze tehdy, pokud chcete ponechat.

- Co je to za zemi?

A strážný:

- Polsky. Zůstat ve svém.

Kdo chce poslat protest, použijte odkaz níže.

http://www.praguewelcome.cz/en/


Ahoy cambada de burocrata comunista de merda!!!

(more…)


Hello.

After 28 years ago, from Comunist Era (Chernobill) to actual Capitalist Fera(!).

I am going to Praha, Prague, Praga.

Don’ t mass with me, cambada of pickpocket, bad taxi drivers, black market of money, false police, fucked waiters and so.

I want just walk, talk, think, look around of the city.

Don’t fuck meu saco.

And, of course, beginning this May,1 (the big communist party), I will present, just here, along 35 days, only in Prague, my point of reality.

Take care, roman people.

Prague.

From Nazism to Comunism to Capitalism.

All the same sheet.

Tudo a lesma lerda.

And so, leave me alone.

My name is FRANK KAFKA, porra,meu.

praga by mamcasz


                             A convivência do melhor IDH com o pior Indice de Gini do Brasil é exposta no livro Pombal de Gente Inacabada, que acaba de ser lançado pela Internet, no Clube dos Autores, nas formas online e impresso, pelo poeta e jornalista Eduardo Mamcasz, habitante de Brasília há mais de trinta anos.

                       O livro é o resultado da participação do autor no projeto mundial National Novel Writing Month e mostra a visão microscópica do Alter Ego  à janela de um elegante apartamento em frente ao duvidoso prédio que abriga  a legião movediça  de concurseiros atraídos pelo sonho do emprego vitalício.

                “Diante de mim mora um prédio nesta parte dita nobre desta capital brasileira chamada de Brasília, apelidada de A Ilha.

             A pintura no refazer, os fios das antenas de TV à solta, a individualidade exposta em minúsculos quarto e sala.

              Nele sobrevivem pombos ciganos, itinerantes, errantes à procura do ingresso em qualquer bem remunerada sepultura estatal.”

Clique abaixo para comprar ou ler as dez primeiras páginas

https://clubedeautores.com.br/book/142772–Pombal_de_Gente_Inacabada

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Sábado na matina, sol lindo cá na ilha, fantasio o torresmo com a branquinha, cadê o caldinho, mulata Luanda?

- Polaquinho, minha florzinha. Hora de acordar.  Ir prá rua. Trotar. Emagrecer. Já!!! A não ser que você queira que eu vá, eu mais este corpicho, sem você para Praga em maio. Vá!!!

Madame by Mamcasz

Na prima volta ao redor das duas quadras ditas super, tudo bem. Por ora, aqueço o joelho direito, na hora da pontada do esporão do calcanho esquerdo. Daí, esqueço o aqueço, a cabeça  a rodar, pensamentos nunca sanos. Diminuo o passo. À frente, a jovem manceba. Bom jingado. Ritmo bem ancado. Apesar do colega, também aborrescente, no papo desestruturado. E ela prá ele e eu ali:

- Pois noutro dia eu fui no médico e ele disse que eu estou com alto estrésse.

E eu, sem querer, incontido polaco, replico, em voz alta:

- Auto com  u ou alto com éle?

O futuro pretenso, duvido, não leva jeito, casal de pombinhos, se vira e …

- É alto estrésse com éle, polaco intruso, e você tem o quê com isso?

E vieram para cima de mim, suado, amuado, polaco, ainda bem que, agora, por ora, aquecido o suficiente para apertar o passo. E a manceba, agora atrás de mim:

- Polaco, mostra aqui pro meu rápa capoeira a diferença entre éle e u.

Daí… polaco esquecido, ainda bem que aquecido, do passo  ultrapasso para o trote.

Na subida da entrequadra, diminuo o trote, o casal  pré-estressado distanciado,  escuto o grito advindo do bar do Carioca, que não se chama Manoel, mas Zé, de Zeferino:

- Polaco. Tá correndo da Madame, é? Mariquinha. Se fosse macho vinha aqui pruma branquinha e o torresminho da Luanda.

Em defesa da lídima honra polaquiana, máscula por natureza, aparentemente não mais persequido nem por madame e muito menos pelo capoeirista,  sôfregoeu me desvio  para o lado dos coleguinhas jornalistas, ô subrraça, é assim mesmo que se escreve?

- Sei lá, polaco, sou teu copidésqui por acaso? Bebe a segunda, vai.

- Manda outra. Mais uma pro santo. Péra aí. Tá telefonando prá quem?

- … Madame?

Saio na corrida outra vez. Preciso de um novo suor urgente. Esta modernidade de telefone com imagem instantânea, em movimento, me deixa sempre puto da vida. Sou mais eu na fila do orelhão:

- E aí, morena, vai ligar pro cachorro, vai? Precisando de ficha? Qualquer coisa, é só dizer…

Moral do Lero

Os putos dos coleguinhas jornalistas do bar do Carioca perdem feio a sacanagem que aprontam comigo. Chego em casa, esbaforido, lanhado mas, o mais importante, suado de montão. Madame me recebe:

- Polaquinho. Olha só o que teus amigos pinguços me mandaram.

E eu, todo cabreiro, auto-estressado, com u, porque controlo pelo interesse do momento – que foi?

- Que bunitinho você correndo. Acima do que eu tinha mandado. Era só para trotar. Que gracinha.

Abro aquele riso enorme, mas silencioso, a tempo de ouvir um senão que Madame sempre tem:

- Agora vai tomar banho porque este teu suor está fedendo a cachaça da semana passada. Vai que eu estou, Madame nunca fala “tô”,  preparando uma salada verde.

Aparentando felicidade tamanha, debaixo do chuveiro, ruminando fictícia grama, acho gana para cantar:

- Eu não sou cachorro nãooooooooooooooo…….

homem-by-mamcasz


 Era uma vez o menino cordeiro 

Filho da ovelha bendita Maria

Adotado pelo marceneiro  José.

*

Em berço de palha é embalado

 Na manjedoura de ida vindoura

Ao ponto da falha na vida afiada.

*

Ai que saudades do leito que vai

 E do berço que vem em nome do

Filho dos mil Noéis deste mundo.

 *
Para me ouvir, clique abaixo
 

https://soundcloud.com/#mamcasz/feliz-nova-era-by-mamcasz

Feliz Nova Hera by Mamcasz]

Do então cordeiro não mais bebê

 Na toalha se vê o rapaz tão bonito

Na cabeleira a coroa de espinhos.

*

Bendito Cristo menino que berra: 

 Quero mais ouro, incenso e mirra

Extraídos dos magos reis mágicos.

*

Quero a estrela que seja só minha

 Na manjedoura em que escolherei

Meu tesouro de presente natalino.

*

Quero mesmo uma festa  tri-legal

 Porque sou  filho da ovelha Maria

Pai desconhecido etecétera e tal.

*

Quero firmado no meu testamento

 Que neste dia o mundo me deseje

Até no pensamento um Feliz Natal!

*

Para você também

 Fagulhe o incenso

 Um cheiro de vida.

*

Muito ouro e mirra

 No ano que aí vem

 Na mira de alguém. 

Amém.

*

Feliz  Nova  Era  (2013)

*

Para 2012, clique abaixo

http://mamcasz.com/2011/12/29/happy-new-2012/

Para 2011, clique abaixo

http://mamcasz.com/2010/12/15/2011/

Para 2010, clique abaixo

http://mamcasz.com/2009/12/28/happy-chistmas-proce-throughout-all-the-days-of-2010/

( Eduardo Mamcasz – Poeta Quase Zen )

Natal 04 by Mamcasz

 

There was once a boy lamb

Sheep son of Mary Blessed

Adopted by cabinetmaker Joseph.

*

In cradle of straw is packed

 On the way to come manger.

*

Oh how I miss going to bed

And the cradle that comes in the name of

Son of the thousand Noéis this world.

*

 Von dann nicht mehr Baby Lamm

Das Handtuch den Jungen gesehen, so schön

Haare auf der Dornenkrone.

Selig Christ Kind, das schreit:

*

Wollen mehr Gold, Weihrauch und Myrrhe

Von den Magiern Könige Magie extrahiert.

*

Ich möchte der Star mein eigenes sein

 In der Krippe auf diesem Pick

Meine wertvollen Weihnachtsgeschenk.

Natal 03 by Mamcasz 

 

 Je veux vraiment un parti tri-légal

 Parce que je suis le fils de Marie moutons

Père inconnu et ainsi de suite et ainsi de suite.

*

Je me suis inscrit dans mon testament

 À ce jour, je voudrais que le monde

Même en pensée un Joyeux Noël!

*

Ciebieteż

Kadzidłofagulhe

Zapachżycia Bardzozłotoimirrę.

*

Rok, którynadchodzi

Nawidokkogoś.

*

 

Natal 02 by Mamcasz

 

(more…)


Oscar Niemeyer Museum (NovoMuseu), Curitiba, B...

Oscar Niemeyer Museum (NovoMuseu), Curitiba, Brazil (Photo credit: Wikipedia)

Comunista, Oscar Niemeyer dizia que a arquitetura dele era para rico. Além dos mais de 500 projetos espalhados pelo mundo,    ele  deixa uma obra social apenas no escrito, onde  lamenta a miséria que o cerca. Confessa que a arquitetura  dele nunca foi  dirigida para os pobres que, no entanto, como consolação proletária, têm a felicidade de sentir a emoção diante da obra criada.

Ouça-me

https://soundcloud.com/#mamcasz/arquitetura-de-niemeyer

Brazilian Congress being washed by rain. Archi...

Brazilian Congress being washed by rain. Architecture by Oscar Niemeyer. (Photo credit: Wikipedia)


Eu não sou louco … é pouco

Se eu tiro parte do todo

Deste meu coração

Desmiolado.

 

I’m not crazy … it’s little

If I shot part ot the whole

Of this heart of mine

Brainless.

I’m not little … it`s crazy

If I pop the kernels

Of this heart of mine

Jumbled.

Eu não sou pouco … é louco

Se eu estouro o miolo

Deste meu coração

Atabalhoado.

Eu não sou louco … é tanto

Se eu tento o tiro no centro

Deste meu coração

Descansado.

I’m not crazy … it’s either

If I try to shoot at the middle

Of this heart of mine

Rested.

I’m not crazy … it’s meager

If I start at the very core

Of this heart of mine

Pregnant.

Eu não sou louco … é parco

Se eu parto bem no miolo

Deste meu coração

Engravidado.

I’m not this … neither I try

To extract anything from my mind

Of this heart of mine.

Eu não sou isso … nem tento

Ou não tiro pensamento

Deste meu coração.


(All of this just leave from me. Well well.  Without shot I don’t put cuffs on dominant point. No intimacy with  comma, exclamation or interrogation. Much less in the attached reticents. Point for me is only one. It’s like a shot in my heart. A singleand ready . This is the end, my beautiful frien. Just a point.)

(Acaba de sair. Bem assim. Sem tiro  não ponho punhos no ponto dominante.  Sem intimidade com vírgula, exclamação ou interrogatório.   Muito menos o apenso nas reticiências. Ponto para mim é um só. Que nem tiro no coração. Um só e pronto. Este é o fim, minha linda amizade. Ponto final.)

Why New York city?

Por que New York city?

Because she is the heart.

Porque ela é o coração.

And why Hey Jude?

E por que Hey Jude?

Because it`s a cloudy sunday, six in the morning, at Ground Zero. In my prayer I asked: come to me a song, any song. And she arrived, gentle, completing the total silence.

Porque num domingo, seis da manhã, nublado, no Ground Zero. Em minha prece eu pedi: venha a mim uma música, qualquer música. Ela chegou, suave, completando o silêncio total.

Hey Jude Verse Chord Analysis

Hey Jude Verse Chord Analysis (Photo credit: Wikipedia)

http://mamcasz.com/2010/09/10/sept-11-in-god-we-trust-sera/


Crisis of the Euro devalues ​​alms in Paris

It is common here in Paris any beggar come to us and ask “piéces deux”, ie two euros, which is more than five Reias. The normal is you give the two pieces of euro or move on. Ça va. You well. But now the crisis of the Euro is getting ugly. And winter is coming mad. Rain and temperatures below freezing. For those sleeping on the street, called SDF, has ever seen, right? It has to appeal to the discount. This same. It’s true. The beggar sleeping on the street so pretty, beautiful, magnificent Paris, is now putting the photo. SOLDES. Scratching puts 2 and 1 Euro. Discount Alms. It is the strongest manifestation of Capitalism Wild. Vale headline in free newspaper distributed on buses and subways: LES DE DF CHANGENT visage. The Homeless They change the landscape of Paris.

 Crise do Euro desvaloriza esmola em Paris

É comum aqui em Paris qualquer mendigo chegar para a gente e pedir “deux piéces”, ou seja, dois euros, que dá mais do que cinco reias. O normal é você dar as duas peças de euro ou seguir em frente. Ça va. Tu bem. Mas agora a Crise do Euro está pegando feio. E tem o inverno chegando brabo. Chuva e temperatura abaixo de zero. Para quem dorme na rua, o chamado SDF, já viu, né? Tem que apelar para o desconto. Isto mesmo. É verdade. O mendigo que dorme na rua da tão linda, bela, magnfíca Paris, agora está colocando na foto. SOLDES. Risca o 2 e coloca 1 Euro. Desconto na Esmola. É a mais forte manifestação do Capitalismo Selvagem. Vale manchete no jornal gratuito distribuído nos ônibus e metrô: LES DF CHANGENT DE VISAGEM. Os Sem-Teto Mudam a Paisagem de Paris.

Crise de l’euro dévalue l’aumône à Paris

Il est commun ici à Paris un mendiant venu à nous et demander “Deux Pieces”, soit deux euros, soit plus de cinq Reias. La normale est de vous donner les deux pièces de l’euro ou de progresser. Ça va. Vous aussi. Mais aujourd’hui, la crise de l’Euro devient laid. Et l’hiver est à venir fou. La pluie et les températures en dessous de zéro. Pour ceux qui dorment dans la rue, appelée SDF, n’a jamais vu, non? Il doit faire appel à l’escompte. Ce même. C’est vrai. Le mendiant dormait dans la rue si joli, beau, magnifique Paris, est en train de mettre la photo. SOLDES. Gratter met 2 et 1 Euro. L’aumône d’actualisation. Il s’agit de la plus forte manifestation du capitalisme sauvage. Vale titre dans le journal gratuit distribué dans les bus et les métros: LES DE DF visage Changent. Les sans-abri Ils changent le paysage de Paris.

Mais uma para os mendigos Sem-Teto da Crise do Euro aqui em Paris. A partir deste 01 novembro e até 15 de março está proibido a retirada de qualquer pessoa que esteja com o aluguel em atraso. O despejo. É a lei do Trêve Hivernale. O Inverno do Cão. A ministra da Habitação da França já garantiu que 19 mil novos lugares serão garantidos para os Sem-Teto. Hotéis baratos na periferia, albergues e tal. Com os outros já existentes, serão 82.890, só em Paris. Beleza. Que nada. A necessidade atual é de 150 mil lugares para os Sem-Teto.

Então, ao lado do Liberté-Fraternité-Equalité, está de volta a camiseta socialista com “Un toit c’est un droit”, ou seja, uma teto é um direito de qualquer um, seja ele presidente socialista ou mendigo capitalista. Ou então, partir logo para uma Revolução Francesa para espantar este Trêve Hivernale que está começando em Paris. Mas pelo que se vê nas ruas, o povo aqui é igual ao daí, mendigo sossegado, e até me faz lembrar a música cantada pelo Zé Ramalho:

- Ê, ê, vida de gado, povo marcado … povo feliz!!!

 Levantamento do SAMU social de Paris garante que o número de Sem-Teto neste Inverno do Cão em Paris aumentou muito por causa da Crise do Euro mais forte em países como a Grécia, Espanha, Portugal e outros que migraram para o sonho de Paris, onde a taxa de desemprego subiu para 11,7 por cento. Pelo levantamento, muitos dos mendigos-desempregados-desalojados-SDF de Paris são famílias monoparentais, ou seja, mulheres e filhos dormindo na rua. Como diria o poeta filósofo polaco, está na hora de chamar a Madame Guilhotina de volta.

http://www.directmatin.fr/france/2012-11-01/treve-hivernale-suspension-des-expulsions-199069


Gente.

A partir de hoje, estou em Paris.

Pas de economie, tá?

Me acompanhem em

http://aveparis.wordpress.com/\

Au revoir


Before the arrival of Dom João VI in Brazil, our money’s worth by weight of the PATACA. Then, it was changing its name and value. Cruzado, new cross, cruise, cruise real and ultimately unlike the beginning, in the plural becomes more reais and not réis.

Dos réis aos reais, a história do dinheiro brasileiro

Antes do Brasil ser descoberto, a moeda de troca se chamava escambo. Depois, com a chegada dos colonizadores europeus, veio a pataca. Depois dos anos 1.700, com Dom João VI chega o primeiro banco. Daí vieram os réis e o real. Com a chega da República, mil réis passam a valer um cruzeiro. Em 1964, cassam o centavo. Volta em 67, junto com o cruzeiro novo. Depois, vira Cruzado. Cruzado Novo. Cruzeiro. Cruzeiro real e, finalmente, valendo até hoje, o nosso real. E o próximo?

(Foto da pataca, que ainda vale em Macao, hoje China)  

Ao contrário dos Estados Unidos, onde o dólar é dólar desde o começo, aqui no Brasil a moeda circulante, ou seja, a representação do dinheiro, em papel ou moeda, além de ter mudado de cara uma porção de vezes também perdeu o valor de vez.

Antes da chegada do rei que fugiu de Portugal e veio para o Brasil, que vira Vice-Reino, a moeda aqui era na forma do peso. Quer dizer, o patacão valia pelo peso de ouro que ele carregava. Simples. Depois,começa a complicar.

Pois então. Chega o rei, funda o primeiro banco,chamado do Brasil que, aliás, quebra de vez quando a família volta para Portugal levando todo o ouro que estava nele guardado, garantindo a moeda que, casualmente, se chamava real, por causa do rei, e um conto dava mil réis. Hoje se fala mil reais, né?

O ouro roubado do Banco do Brasil era o que garantia a quantidade de moeda, ou dinheiro, emitido, regra que vale até hoje quando, por exemplo, circula dinheiro que, somado, corresponde a 80 por cento do nosso PIB, produto interno bruto, soma das riquezas produzidas. Sem o ouro, o Banco do Brasil, o primeiro, fechou.

Português: Cédula de 500 mil réis, emitida pel...

Português: Cédula de 500 mil réis, emitida pela Casa da Moeda entre 1836-1931. Acervo do Museu Paulista. (Photo credit: Wikipedia)

Mas voltando o rumo da prosa para o assunto de hoje. Dinheiro. Em 1942, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, acaba o tal do conto de réis. O real. Mil réis deixam de valer um conto e passam a valer um cruzeiro. Foi então criada a figura do centavo. Em 1964, como falei, acaba o centavo.

Três anos depois, volta o coitado do centavo. Mas cai o valor outra vez. Mil cruzeiros passam a valer um cruzeiro novo. Três anos depois, 1970, nova confusão. Volta o centavo. Volta o cruzeiro. Vamos em frente que a confusão ainda não acabou.

1986. Mil cruzeiros passam a valer um cruzado. Ou seja. Um milhão cai para mil. 1989. Nova desvalorização. Mil cruzados valem um cruzado novo. Ano seguinte muda o nome de cruzado para cruzeiro. 1993. Mais uma queda. Mil cruzeiros passam a valer apenas um cruzeiro real.

Ufa… e finalmente chega o real dos dias de hoje. 1.994. Desta vez a pancada é maior. 2.750 cruzeiros passa a valer quanto? UM REAL. Aliás, este real merece uma prosa especial só para ele.

Então me ouça, pessoa. 

http://soundcloud.com/mamcasz/brasil-vai-dos-r-is-aos-reais

Português: Cédula de mil réis, emitida pela Ca...

Português: Cédula de mil réis, emitida pela Casa da Moeda no Período Imperial. Acervo do Museu Paulista. (Photo credit: Wikipedia

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