Brasília está no auge de uma seca bem das antigas, falta de umidade típica dos desertos.

               Sem contar o “velho vento vagabundo” (Cruz e Souza), que revolve a poeira suja escondida  debaixo dos tapetes da Esplanada dos Mistérios,  no coração da Praça dos Podres Poderes.

             Não é a toa que, nesta época, aparecem os doidos escalando o Mastro da Bandeira, esqueiteando a rampa do Palácio do Planalto e, inclusive, rompendo o lacre do sigilo, na Receita Federal, das filhas e de quem  mais se colocar “no meio do caminho tem agora uma pedra”(Carlos Drumond).

            Juro que não vejo nada.

            Juro que não sei de  nada.

           Juro que nem mesmo sinto este cheiro de merda.

           Juro em cima do cadáver da tua mãe. 

            Culpado?

            Esta seca besta nesta parte de Brasília  comprova a foto tirada neste dia 01-09-10:

                       Ainda bem que sou da turma que deixa a Esplanada para o esforço concentrado dos 300 e tantos picaretas  – quem diz mesmo isso ao se referir aos parlamentares?

                      Prefiro me exilar  fagueiro, sem exigir qualquer tipo de Bolsa (Família ou Ditadura), na minha Super Quadra Residencial localizada ao sul do Plano que nem o Deus Piloto ousa sequer retocar.

                     Eis a minha Brasília, em foto tirada hoje de manhã, dia 02-09-2010:

                    Moral.

                   A seca é a mesma, mas a sede é diferente.

                  Saravá, Mané!

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