De volta aos presentes e às pessoas passadas no meu aniversário.

                     Estive neste sábado na casa do amigo Chico, que está indo para Gana, por três meses, e fui com a camisa azul e branca que ganhei deles de presente, e lá tive que aturar o “manto sagrado” vascaíno do filho Peter, nascido na Rússia, tocador exímio de bumbo, e, ai meu Deus, é muita informação, por isso, vou me concentrar noutro presente que ganhei, que é este aqui, ó:

                      Daí que fiquei conversando, entre um ceviche peruano da dona Paola e uma cigarilha cubana do don Chico, amigos perfeitos, e fiquei conversando com quem mesmo?

                       Com  Pedro, filho deles,  que vi na maternidade, e com quem fizemos juntos, na Tanzânia, o ônibus a caminho do Seringueti, e mais a namorada dele, que não estava lá na África, mas ontem, aqui, ou melhor, lá, na casa do Chico-Paola, olha só, aqui abro um parêntesis para as estagiárias mocinhas aqui da Rádio Nacional, lembrando que nem só por velhos babões elas são admiradas.

                        Pois então, vamos ao foco do post de hoje?

                       Ficamos conversando, ah, a Juliana, irmã mais nova do Pedro, tipo mulata, outra com quem viajei, ela bem criança, lá na Tanzânia-Zimbabwe-Quênia, e que, pela primeira vez, conhecemos, ontem, sábado, 30-01-2010, aliás, lá no Seringueti, ela fez aniversário de 12 anos e eu fiz uma poesia pra ela, e agora, neste sábado, tá confuso, meu Deus,  ela chega com o primeiro namorado da vida, todo mundo achou que,  e … se chama Eduardo, que nem eu, e … pô, ta difícil falar.

                       É o seguinte.

                      O presente que EU ganhei no MEU aniversário, um dos muitos, e sobre o que estava conversando com o Pedro e a namorada dele, foi justamente este capítulo:

                        Daí eu falei, debaixo destes meus 62 anos, do encanto de ter recebido de presente, pior que não sei de quem, por que misturei tudo, presentes e pessoas, quer dizer, foi melhor ainda, aliás, a camisa azul e branca, mas, continuando, o encanto de ter lido o Nick Hornby ( autor de Alta Fidelidade), no capítulo em questão, comentando qual seria a melhor música para ser ouvida durante o ato em que uma pessoa estivesse perdendo a virgindade.

                        Ele pergunta:

                        –  Seria possível alguém perder a virgindade ao som de “Let’s get in on”, com Marvin Gae, sem cair na risada?

                        O autor, em seguida, diz que perdeu a virgindade ouvindo o lado B (tempo do disco vinil) de Smiler, de Rod Stewart.

                        E perguntei pro jovem casal, sem querer saber qual teria sido a música deles (deveria ter perguntado, a minha foi o Tema de Lara):

                       –  Smiler, sorrindo, seria um bom tema pra se perder a virgindade?

                     Embora eu me lembre de ter acrescentado, ou não, que não tem nada de perder, é uma troca, ou melhor, é um puta adianto na vida.

                     Ah… ainda tem a história do porque eu fiz o meu grande amigo Chico, pai do Peter,  chorar, neste sábado, por causa do meu irmão, Janeck.

                     Mas aí são intimidades.

                     Merecem músicas específicas.

                      Ao som do agogô de Benin.

                      Axé.

                     Mas só pra fechar esta prosa de domingo.

                    Neste MEU presente do MEU aniversário EU achei o seguinte comentário do autor Nick Hornby de como seria bom perder a virgindade ao som de Samba Pa Ti, de Santana:

                    “Ela começa devagar, misteriosa e linda, depois fica mais urgente e então … bem, então  se desvanece.”

 

 

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