Alemão é ético. Germânico é correto. Tedesco é certinho. Até cachorro obedece o sinal de pedestre. Tudo isto sempre é válido, depende da época e do espaço, mas nunca aqui em Berlim, a eterna capital, dividada ou por inteira, destroçada ou reerguida entre os eternos muros.

A região de Berlim, indo para os quatro milhões de habitantes, sendo 82% deles provindos de fora, sejam vietnamitas – do norte ou do sul, no leste ainda comunista ou no oeste capitalista, ainda hoje divididos – ou tantos imigrados de qualquer outro ponto deste Planeta Terra…

Pois os três pontos dizem da minha incomplitude no relato desta Berlim que eu adoro, a exemplo do Rio, onde me formei no jornalismo e na mudança de vida, e também do cuidado em não desfazer de locais prazeirosos caídos em mãos de crentes de que podem destruí-los em breve.

Recente escândalo vergonhoso em Berlim foi a construção do BER – aeroporto internacional – que teve a data de inauguração confirmada mas que, dias antes, foi cancelada, até hoje, porque descobriram mais barganhas e maracutais do que houve no nosso idílico Maracanã.

Acontece que Berlim recebe bilhões de euros mandados pelos estados mais ricos, e produtivos, porque trabalham, da Alemanha, e mesmo assim apresenta os maiores índices de desemprego e cotistas sociais que se refastelam nas praias primaveris deste qual Rio de Janeiro.

Pois a conversa de hoje sobre Berlim, vista com meus olhos ainda não cansados, apesar dos quase 40 anos de convivência intermitente, acaba na última novela que é a troca de 2.500 “piroquetes”, aqueles cilindros onde são afixadas as propagandas do consumo cúlturo-capitalista.

Alguns desses cilindros têm até 70 anos de sobrevivência, outros feios no peso do concreto armado exagerado, perto de 50 relacionados para sobreviverem como patrimônio visual, apesar do protesto para que todos sejam preservados porque parte da história desta eterna capital.

O motivo, parecendo simples, é que finalmente houve a escolha de uma nova empresa que vai cuidar dos “piroquetes de Berlim”, onde serão afixadas as propagandas do capitalismo moderno, em troca de um contrato bilionário e do enterro da empresa dos tempos ianques.

Em meio à troca de tiros por entre os “piroquetes de Berlim”, na forma de acusações corrupcionais, aparece a velha denúncia do risco do amianto, material que faz mal à saúde da empresa contratada para a renovação, tal qual dito usado no famoso Muro, the Wall e tal.

Fiquemoss assim e aproveite para dar uma olhada em alguns dos últimos dos “piroquetes” que, a exemplo do Muro, e de outros sonhos bombardeados, somem da paisagem de Berlim, acontece que ela é eterna, sempre tem uma história, cabeluda ou não, para contar.

Então, tá.

Inté.

Axé.

Tschuss…

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