Paris



folhas vão e vem

ao vento eu vou

vôo bem viu vô

vamos pássaro no passo

a passo passarinho voar

entre o vento das bolhas

venha alento adentre

janela da minha alma

só balanço dormente

folhas dançam à toa

fora na boa tudo voa

num vento no ventre

a plana asa sul pilota

mil folhas sem norte

xô morte sô forte sô

eu só

(Sexta – 13 de maio-2022)


Manhã desta sexta dita Santa. Uma ova. Pós uma noite em que o J.Cripto é, primeiro, negado pelos mais íntimos amigos, Pedro à frente, este, por três vezes, pelo menos. Isto, depois de ter sido dedurado pelo outro amigo, o Judas. Daí, preso e torturado a noite inteira, de quinta para esta sexta. Mais. Largado pelos amigos judeus. Lavado, às mãos, pelo invasor Pilatos. Crucificado pelo judeu Herodes, o dito rei. Entre dois ladrões. Assim determinado pela voz do Zé Povinho:

– Crucifica-O !!!

Para piorar meu ínfimo hoje astral, consigo terminar a leitura do livro da romena Herta Muller: FERA D’ALMA. Suábios que não conseguem emigrar de volta para a Alemanha por conta da ditadura comunista. E dos filhos dedurados por mães que dão para o agente sinistro que joga o cachorro para cima da presa violentada. Enfim, confesso, termino o livro, às lágrimas, na página 249, com este terrível dito-escrito-reelido:

“ Quando ficamos em silêncio nos tornamos desagradáveis; quando falamos nos tornamos imbecis. ”

Mas não posso me findar nesta Sexta da Paixão (qual?) sem algumas das outras fortes frases rabiscadas ao lápis por mim e por Madame. Por exemplo:

– Amar alguém com medo (página 41);

– Ela chorou porque acreditava no que ela pensava (página 51);

– A fera de sua alma, ela está se mudando para o nada (página 87);

– Ela não tinha nada além do seu segredo, ou seja, tudo (página 153);

– Eu não fecho minha boca porque dentro de mim ainda bate um coração (página 183);

Enfim, o fim, afinal:

– Seis semanas depois da partida da Romênia, Jorge está deitado no asfalto em Frankfurt, na sonhada Alemanha, cedo pela manhã. No quinto andar do abrigo provisório para refugiados, há uma janela aberta. No telegrama para a mãe o escrito: Morte Súbita.

(Tudo isto ao som do Elvis Presley só no gospell, tipo assim: There will be a peace on the valley someday for me. Yeh???).

Boa Sexta – Santa ou da Paixão – sei não.

P. Q . P !!!


Hoje. 11 de Janeiro, é um dia dia muto especial neste meu caminho do Fim. This is the End. Hoje, começo meu pós 74 anos de ida. Logo eu que, dantanho, contento-me com a esperança dos 50 anos. No más, macho man. Estou com um quarto de século de lambuja. Acontece que meu tempo vai passando, passando, passando e, passo ao seguinte:

Hoje, acordo e, portanto, estou vivo. Sirvo o café à cama, normalmente, à Ma Dame, com quem convivo há 42 anos. Depois, faço o meu, hoje no especial com ovos mexidos e duas cerejas ao lado, o que me levanta. Depois de outro cafezinho para Madame, ainda à cama, no silêncio eu sigo a minha vida e, apesar do diferente, ela nem nota que eu primeiro tomo um banho completo. Faço a barba. Escanho-me. Limpo os pelos salientes das narinas e das orelhas sempre atentas a tudo. Troco de roupa. Uma camiseta mais clara do que a de costume. Ninguém, ou seja, Alguém, nem nota. Perfurmo-me, includo nas íntimas partes que ora são apenas boas lembranças dantanho.

Tem mais. Afinal, hoje é mais um dia especial, pelo menos para mim, afinal, prossigo a partir destes 74 anos de Mi Vida. Daí, eu coloco na “vitrola” minhas músicas preferidas. Pela ordem, aliás, Madame nem nota o porquê deste estranho enredo na manhã desta terça-feira, dia 11 de janeiro, meu aniversário de 74 anos de Ida. Pela ordem, uns mais, outros com menos volume nas caixas de som, começando pelo primaz Leornard Cohen:

– Tennessee Waltz (4:05)

– The Traitor.

– Ballad of Absent Mare.

– I’m Your Man (4:25)

Na sequência, bem down, sei, afinal, nobody diz parabéns para este velho polaco nestes 74 anos de Ida, coloco Chris Rea, bem alto, desde este sexto andar lá no embaixo tem gente que diminui os passos da andança para ouvir:

– The road to hell (partes 1 & 2).

No complemento, agora no interno, me to me, ninguém me deseja happy nada, até porque desligo interphone, wifi, gps e o escambau, afinal, estou triste neste início da caminhada, sinto meus joelhos e minhas costas e meu respirar, apenas os sinto porque ainda penso, enfim, coloco, para impropério pessoal, nem Madame nota, o último CD do budista Leonard Cohen: You Want it Darker. Penso. Hoje, no fundo, quero mais isso sim.

Enquanto istoa música toca e a TV se cala, a Internet me atinge em cheio, enfim, porque hoje é sábado, não, sei lá, porque hoje refaço meus 74 anos de Vida, recomeço minha ida, em particular, com a Vodka polaca, 700 ml, bem da refrigerada, tudo adrede no preparo porque só não repito a tentativa de suicídio, conforme o jurado por três vezes, mais o pepino em rodelas finas na conserva, com o biscoito chita em rodelas amorenadas na chapa quente.

Na dispensa, deixo meu tão bem não notado ainda, cá no particular, pratinho hoje especial para a sobremesa: fatias finas do já adrede comprado: figo, pêssego, caqui, lichia e cereja. Por cima, uma leve camada de açúcar mascavo. E algumas gotas da vodka importada from Polack.

Quer +?

Dez da manhã, cheiroso, desbarbado, roupa nova, pseudo sensualístico fantasma, isolado de tudo e de todos até da lembrança deste meu aniversário de 74 anos, não quero, mas, enfim, sou moderno, deixo desligado o celular-iphone-orelhão-sei lá como se diz- gps e tal, mas não resisto. Abro correndo, escondido até da minha vontade, o Wifi 5g com Bluetooth para uma rapidinha (hein? Qué isso? Ih. Esqueço).

Ah. Antes desta Internada na Internet vou para a TV via Sat, aquela com os pratos na cabeça do prédio, tá sabendo, minha Netinha que, ainda bem, não tenho, ai, saco, vô, fala logo o que, sei lá vô, você, o senhor, tá, o que o senhor, e aí?, o senhor é que está com a palavra, continue, cara:

Pois então, minha cara pessoinha. Ligo a TV. Não tem cabo. Mas tem SAT. Bem melhor. Ainda é Smart. Saca? Solta a franga, vô. Quer+. E aí?

Então paro, depois de uma sapeada geral, na procura de algo que me levante deste baixo astral por causa do esquecido por todos neste meu aniversário de 74 anos de Ida, repito, pois paro no canal passando o filme em cima da obra “Se questo é un Uomo” – Isto é que é um Homem, do famoso Primo Levi, judeu químico escritor liberto do campo de extermínio:

– Meu primo, vô?

– É.

– Não lembro dele.

– É que tu tá velha, minha Netinha. Ou então, burra.

– Ih, vô. Este filme fala de que? Tem a ver com teu aniversário, Véi? Falando nisso, quando o vô faz aniversário? Vai ter festa? Posso levar meu novo cara, cara, desculpe, caro avô? Espero que teu aniversário seja logo porque não sei se até lá vou estar grudado nele, sabe como é, né, vô, acho que sou que nem tu.

– Mas que saco, minha Netinha.

– Controle-se, Vô. Olha a fimose!

– Tá aí, netinha?

– Tô.

– Sozinha?

– Não.

– Então, o certo é você falar…

– O que, vô?

– Tamu.

– Então a vó Cleide tá aí do teu lado né? Oi vó.

– Oi, Netinha.

– Posso falar uma coisa, vó Cleide?

– Lógico.

– Por que a senhora não lembra que hoje é aniversário, 74 anos de ida, do vô Mamcasz. Tá gagá, é?

– Netinha!

– Quié, vô.

– Tua vó tá dormindo. Ainda bem. Agora, escute com atenção. Você e o cara aí em cima de você.

– O que???

– Primo Levi. Estou vendo o filme em cima do livro dele, escrito depois que ele sai do campo de concentração, escapa por pouco de morrer na câmara de gás e ser jogado no forno para virar cinza.

– Ih. vô. Hoje o senhor está estranho.

– Sim. E agora, vocês dois, parem um pouco desta bolinação e escutem comigo, bota o celular no ouvido que coloco o meu no som da TV:

“Hoje, pela primeira vez depois de cinco meses nesta concentração, aqui em Auschwitz, somos enquadrados do lado de fora, sete horas da manhã. Manhã de sol. A gente olha um para outro como se nunca nos tivéssemos convivido no escuro de tudo. Ainda que seja um sol branco, polaco e contido.”

– Tchau, vô. Tô desligando.

– Alguma vez você esteve ligada em alguma coisa?

– Quer que a gente passe aí, vô.

– Não. Deixa eu seguir sozinho nesta só minha ida.

– Por causa de que?

– Porque agora, Netinha, você está sendo beijada pelo teu Zé Colméia.

– Gostoso.

– Tá.

– Vô Mamcasz!

– Quié?

– Feliz Aniversário.

Silêncio molhado cá dentro deste velho de 74 anos muito mais do que a chuva lá fora, barulhenta mas cheirosa que nem, que nem, que nem quem? Ah. Acaba o filme. Deixa eu voltar para a minha íntima amiga Internet para ver o que “rola neste pedaço de merda desta nossa América Latrina”:

“Falam que eu estou doida mas eu sei

que tem algo errado

Clico na Internet, ligado na caixinha do Blutúfe (?), presente da minha Netinha, é que meus ouvidos não andam bem, que nem meus dentes, não os precisos, despedidos faz tempo, mas os ainda angulare

Ah. Taguatinga não é Tabatinga, lá na Amazônia, do Brasil e da Colômbia, bem juntinhas, conheço. A de hoje fica aqui perto, no Distrito Federal, nada a ver com Brasília, a capital deste nosso Brasil.

Pois então. Aqui, na capital do maior país da América Latrina, um prédio de cinco andares, irregular, acaba de afundar. Sim, ainda não sou vô maluco. Sempre sou só mas até agora nunca vô. Prá onde? Sei lá.

– Vô!

– Quié, Netinha?

– Fala cair. Prédio não afunda.

– Netinha!

– Quié, vô.

– Pois este prédio, sito no Lote 20 – QSE 20 – Taguatinga – Distrito Federal – Brasil – América Latrina – Planeta Terra …

– Continue, Vozão.

– Pois ele afunda, sim, Netinha. Não desaba. Apenas afunda. O primo, falo do andar térreo, afunda porque os outros quatro andares acima caem em cima dele. Includo o quinto, irregular, que nem os outros. Tudo acertado para, então sim, qualquer dia desses cair de vez.

São vinte e quatro apartamentos de moradores calados, coniventes, agora deslocados, só com a roupa do corpo e, pior ainda, sem aceitar que ainda estão vivos graças à insistência da dita Velha Maluca. Triste América Latrina. E isto justo aqui ao meu lado. Não hablo de Buenos Aires, hermano, até porque ela está pior ainda do que nosotros.

Licença que tenho mais que escutar a TV, não é ver porque estou com a vista fraca mas não se engane porque minha mente está melhor do que a tua:

Neide Lira, 50 anos, diz que sente um “aperto no coração, como um aviso na forma de grito” e que por isso decide buscar ajuda.

O estabelecimento em que Neide trabalha com o marido fica no primeiro pavimento do edifício agora completamente inutilizado.

“O prédio apresenta defeito faz tempo. Acionamos o proprietário, que chega a dizer que se trata de massa podre”.

A então “Velha Maluca” diz que chega às 7h40 decidida a ligar para o Corpo de Bombeiros mas os moradores falam que “ eu estou doida, mas eu sei que tem algo errado porque estou sentindo uma forte agonia e pavor e falo para as pessoas que não quero morrer com meu neto neste lugar”.

Preste então atenção ao que estou lendo agora na Internet neste meu esquecido aniversário de 74 anos de Ida, aqui na capital desta América Latrina, Brasília, Brasil. Neide, a Velha Maluca, conta que começa a buscar ajuda antes das 8h.

“Primeiro, ligo para a Polícia Militar, que me manda falar com o Corpo de Bombeiros, que me orienta a procurar a Defesa Civil. Tudo demorado além da conta.”

Isto é só o começo, justo aqui na capital do Brasil o maior país da América Latrina. Depois de conversar com a Defesa Civil, Neide diz que é orientada a mandar um e-mail, com fotos e vídeos. Ela afirma que faz o procedimento, mas que, mesmo assim, não consegue ajuda, tanto que precisa, em meio às gargalhadas dos irregulares moradores, voltar insistir com os bombeiros, já que é um pedido de urgência, feito às 7h30m, agora são 10h30.

“Depois disso, ligo desesperada de novo para o Corpo de Bombeiros – conta-me a “Velha Maluca”, agoniada – e imploro para eles não deixarem as pessoas morrerem daqui a pouco. Então, finalmente, eles decidem vir, isso já quase 11h. Vinte minutos depois, o prédio afunda. Os moradores que me chaman de “Velha Maluca” até meia hora passada, escapam com vida. Graças a Deus. Mas a merda é que reclamam, agora, que estão sem Nada”

– Parabéns, dona Neide.

– Obrigada, seu Mamcasz. Ah.

– Quié?

– Feliz 74 anos de Ida.

– Obrigado, “Velha Maluca”!

– Ah. O que é mesmo que este teu primo fala desta gente que parece que não sei mas sei muito bem?

“Vocês que vivem seguros/ Em vossas casas aquecidas/ Vocês que encontram na volta de noite/ Comida quente e rostos amigos / Pois comecem a pensar na pessoa de verdade/ Que trabalha na lama/ Que não conhece a paz/ Que luta por um pedaço de pão/ Que morre por um sim ou até por um não. Pensem nisto.”

https://www.metropoles.com/distrito-federal/doacoes-ajudam-moradores-desabrigados-apos-desabamento-de-predio-no-df

https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2022/01/10/falaram-que-eu-estava-doida-mas-sabia-que-tinha-algo-errado-diz-mulher-que-chamou-bombeiros-antes-de-predio-desabar-no-df.ghtml


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Domingo, cá na Bras-Ilha, Braz-Viu, 12:34, this 07 04 21, eu tô meio assim que mais assado. Como?

Down, daddy, yes, sei lá, come teu vô, vá, viu, falo prá tua vó qué minha.

Em pé !!!
Punho-me cerrado no joelho. Ôlho direito. Ólho. Só me faltava esta crase prostrada. Prostática figura máscula polônica-tupiniquínica-candanga-bahiánica. Prótese penística. Onde mesmo? Ai. Socorro, meu Santo Alemão.

Só se me chamar pelo meu nome de vero.

Deveras? Vera? Vem cá no meu bico.

Ya, Mamcasz. Ein minut!!! Nem + 1 segundo.

Nazista!!!
Daí, melado e mijado, respiro ao modo polaco, repito, espirro, respondo rápido, prostático neste mínimo do tempo que o alemão me dá, como sempre:

O que, mein polack?

Ok?

Nein! O que???

Eu tô fudido, Fritz.

Quem?

E U ! ! !

Repita, no grito, polaco, nesta minha orelha alemoa:

EU TÔ FODIDO!!!

Quem?

Eu, Mamcasz, seu porra do HausHeinHaiMen!

. . .

. . .

Polaco Mamcasz!

Quié, chucrute Alzenheimer?

Pague na saida.

Posso levar a morena?

Nein.

Fui.

Ide.

Não volto cá, tá?

Dank.

Fui, Adolfinho.

Heill!!!

Quié?

Devolva minha morena.

Nein!!!

Meu polaquinho.

Quié, minha moreninha?

Larguemo-nos no mundo.

E o Fritz?

Polaquinho!!!
This the End:
F U M U S ( Eu + a Moreninha + o Fritz).

??????

!!!!!!!!!


Momentâneo Elocubrar Polaco Neste Instante Pandemônico Tupiniquim.

Coloco Maiúscula onde Eu Estiver A Fim. Leia Tudo e Vai Entender o Porquê.

– Por que?

Porque vale como exemplo quando Milico se Mete a Mexer nas Coisas do Civil. Mesmo que ele se diga Logístico, Melhor Seria, Sério, se fôra Estrategista. Jamais um Obediente Cego. Acontece que Toda Tropa, Inda que Unida, abriga Milico Burro.

– Sim, Senhor!

Por Oportuno, lembro do meu Tempo de Reco em Tropa Dita de Elite no Rio. Serviço Militar Obrigatório. Na batalha, juntos, um Milico Burro e um Milico Estudado. Prioridade Militar daquele Primo Momento que me segue até hoje nesta Sétima Vida.

Ordem Unida! Passos Iguais. Distanciamento Equalitário. Mente Colada. Pensamento Eclipsado. Obedicência Cega. Fácil para o Milico Burro. Complicado para o Milico Estudado.

Consequentemente, a Mente Não Mente. Primeiro Teste de Fogo. Uma Batalha Feroz. Veraz. Verás:

“O Povo diz Amém!

Quem é Pobre tá com Fome.

Quem é Rico tá com Medo!

Verás que um Filho Teu Não Foge à Luta!

(Enredo da Império Serrano em 1996)

Meia Volta Vou Ver. Meu Tempo de Reco na Unidos da Tijuca. Cabo de Vassoura. Isso mesmo. Maior Estratégia Militar. Dois Cabos de Vassoura. Na frente, o Milico Estudado. Na Retaguarda, o Milico Burro. Em cada Uma das Quatro Mãos, o Cabo. De Vassoura. Para completar, o Sargento. Nem Sim Nem Não.

– Avante! Marcha, Soldado. Se não Marchar Direito vai Direto pro …

Isto Dá Rima – pensa o Milico Estudado, Futuro Poeta Zen Polaco.

Que Bosta – grita sem pensar o Milico Burro, Futuro Povo Excluído.

E assim, o Milico Burro continua puxado pelo Milico Estudado. Depois de muito repetir, os Milicos Marcham Unidos. Para onde? Em princípio, para a Morte. Faz Parte da Porta da Vida do Milico. Autômato. Acelerar! Autônomo. Marche! Um. Dois. Esquerda. Direita. Um. Dois. Um Ator Amador. Tudo porque Arma a Dor. Fogo!!!

– ATENÇÃO! SENTIDO! ORDEM DO DIA:

“Estamos quase chegando nos 250 mil mortos no Brasil pela Inoperância Geral diante do inimigo que não a toa tem uma Coroa no Nome Maligno. Coronavirus. Mas Nós Vamos Vencer!”

– Nós quem, General-Almirante?

– ORDINÁRIO!!! DISPENSADO!!! MARCHE!!!

#milico

#pandemia

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https://www.facebook.com/virovirusz

#pandemia #coronavirus #covid19 #vacina


https://clubedeautores.com.br/livro/do-eu-poeta


Em prisão domiciliar, cercada pelas telas sujas da obra, escuto aqui do sexto andar a voz na distante base do chão :

– Pelo amor de Deus, gente, me ajudem a comprar uma cesta básica neste Natal. Que Jesus abençoe vocês.

No mesmo tom, debaixo da chuva, no refazer do telhado da agência dos Correios, na parte plana de Brasília, chega a mim o espirro violento do peão nordestinho, seguido do grito sem máscara :

– Olha o virus da corona, gente. Bom Natal prá vocês, porque prá mim, rapaz, vou te contar.

Ah. Ao lado, no depósito chique de crianças, com nome de passarinho branco, os rebentos cantam :

– Porque é Natal … pro pobre … pro rico … blá blá blá …

Então, tá.

Tá o que?

Nada, tá!


Em prisão domiciliar, cercada pelas telas sujas da obra, escuto aqui do sexto andar a voz na distante base do chão :

– Pelo amor de Deus, gente, me ajudem a comprar uma cesta básica neste Natal. Que Jesus abençoe vocês.

No mesmo tom, debaixo da chuva, no refazer do telhado da agência dos Correios, na parte plana de Brasília, chega a mim o espirro violento do peão nordestinho, seguido do grito sem máscara :

– Olha o virus da corona, gente. Bom Natal prá vocês, porque prá mim, rapaz, vou te contar.

Ah. Ao lado, no depósito chique de crianças, com nome de passarinho branco, os rebentos cantam :

– Porque é Natal … pro pobre … pro rico … blá blá blá …

– Então, tá.

– Tá o que?

– Nada, tá!


Diário Pandemônico – Berlim Ano Zero.

Como dizíamos nós velhos jornalistas: ainda está com o cheiro da gráfica. Acabamos de publicar – Eduardo Mamcasz & Cleide de Oliveira mais conhecidos aqui como Polaco & Madame, a dupla de risco.

Eis o relato, ainda no calor da batalha, dos 90 dias de confinamento, desde março deste Ano do Rato, 2020, em Berlim, a capital da Alemanha.

São 241 páginas, 55.638 palavras ou 325.426 letras. Tudo disponível no site do Clube dos Autores nas versões e-book ou impresso, este sob encomenda.

Mais uma coisa. As vinte primeiras páginas podem ser lidas como aostra grátis, tira-gosto, como se diz no botequim, mesmo que online. Boa leitura.

https://clubedeautores.com.br/livro/diario-pandemonico


Madame, a mais bonita desta Quarentena.

MADAME 03

Aqui, Berlim. Décimo quinto dia desde a mais nova chegada. Em princípio, fim da Quarentena. Melhor sinal no sentido de que não houve contágio no trajeto Brasília – Berlim, com troca de avião em Lisboa. Aí, no zizgue-zague da alfândega e polícia de fronteira, uma mistura assustante e amontoada de vôos africanos e latinos. Enfim, tem ainda o susto natural das dez horas fechadas num avião cada vez mais apertado e cheio de gente desconhecida. Mais as quase quatro horas no trajeto Lisboa-Berlim.

Mas a melhor sensação deste final positivo, desculpe, negativo olhando o teste da Praga da China, além da pacífica sensação de não termos sido apanhados nesta pandemônica e virótica guerra bacteriológica em andamento mundial, tem a ver com a sensação da coincidência melhor, que é o aniversário, neste 26 de março, da eterna Madame, companheira convivente desde 1980, compartilhando inúmeras viagens e sensações tipo, por exemplo, a proximidade no estouro nuclear de Chernobil.

MADAME 01

Madame de aniversário merece parabéns mais do que apaixonado por parte deste polaco eterno dela seguidor de perto, muito mais perto do que o recomendado, atualmente, de um metro e meio de distância. No caso nosso, pessoal, nem pensar, desculpem-nos os cientistas analistas pandemônicos. Parabéns, Madame, pessoa que me coloca sempre em situação de risco, ainda bem, e por isso longe do comodismo.

Parabéns, Madame. Beijos na boca, tá? Claro que pode. Até mais. Este risco é cisco. Insisto. Nunca desisto. Pelo contrário. Invisto. Inclusive, arrisco:

– Parabéns, minha quarentona!!!

MADAME 02


embaixada 5

Brasileiro no estrangeiro em tempos de coronavirus. Será que vai ter o mesmo tratamento daqueles levados de volta desde a China em avião presidencial da nossa Fabinha? Pois então, vamu lá.

Na primeira situação de risco, cá na Europa, este polaco e a madame, foi na explosão da usina nuclear então soviética de Chernobyl. A gente estava a uns 100 km do local. Agora, outra situação de risco, ainda que, voltando, no Brasil a situação não difere de cá.

Com visto de permanência até junho, residência garantida até lá, além da promessa de seguro viagem de que, excepcionalmente, atenderá neste caso pandemônico, a escolha nossa foi a de não regressar no momento, mesmo com a ameaça de fechamento. E daí?

Daí que em sendo brasileiros, temos a proteção de nossos funcionários itamaratecos, através do que aqui se chama BRASILIEN BOTSCHAFF. Será mesmo? Então, vejamos:

Comunicado da Embaixada do Brasil na Alemanha:

A Embaixada do Brasil em Berlim faz saber aos interessados, por meio da Comissão de Seleção designada pelo Embaixador (Nota do autor: na verdade é uma mulher, então, Embaixadora) do Brasil, que realizará processo seletivo para a contratação de 1 (um/a) Copeiro/a-Arrumador/a para Residência. Os interessados deverão remeter documentação, por via postal registrada, até o dia 20 de março de 2020.

embaixada 2

Ops. Desculpe é o cacete. Isto está sim na página coronática-pandemônica da Embaixada do Brasil aqui em Berlim. Na verdade, o anúncio valendo a partir desta quarta-feira, 18 de março de 2020, é o seguinte, preste atenção seu brasuka:

Em atenção às medidas de prevenção ao contágio pelo COVID19, o Setor Consular da Embaixada em Berlim, a partir do dia 18 de março corrente, quarta-feira, limitará o atendimento presencial apenas aos casos de comprovadas emergência e necessidade, que serão avaliados caso a caso e agendados com antecedência.”

Pois na parte resignada aos comentários tupínicos, cito o abaixo, embora não colocando o nome do patrício aflito aqui na Alemanha que não pode entrar na Embaixada do Brasil a não ser virtualmente. Diz ele:

Estamos tentando agendar online no Ausländerbehörde de Berlin para pedir o Visto de Estudante. Site diz que o agendamento está indisponível desde 28/02. E pessoalmente não aceitam, por causa do coronavírus. O que fazer? “

embaixada 1

Pelo sim, pelo não, a Embaixada do Brasil na vizinha Áustria que, nos tempos do Adolfo fazia parte da Germânia, colocou o seguinte alerta na página online:

Recomenda-se aos brasileiros de passagem pelo território austríaco que avaliem antecipar o retorno ao Brasil, a fim de evitarem ficar bloqueados em caso de novas restrições.”

Se acontecer alguma coisa com brasileiro aqui na Europa e precisar do ofício da Pátria Amada, as embaixadas ainda completam nos avisos quase fúnebres:

Tendo em vista a necessidade de adequação da Embaixada do Brasil em Viena para proteger a saúde dos consulentes e dos funcionários, informamos que a partir de segunda-feira, 16 de março, o Setor Consular funcionará exclusivamente em regime de plantão. O atendimento ao público será feito por telefone ou e-mail.”

E completo. Sem choro nem vela. Inté e Axé. E seja o que Alá-Jeová-God quiserem. Amém, uai.

embaixada

http://berlim.itamaraty.gov.br/pt-br/News.xml

https://mamcasz.com/2019/04/17/embaixada-do-brasil-em-berlim-e-atacada/


       Deixe de ser idiota! Coronavirus. Corona. Virus. Terceira Guerra Mundial. Economia. Pare de pensar que todo chinês está contaminando. Só porque ele está usando a ridícula máscara que não protege porra nenhuma.

           Falar nisso… e os brasileiros na China que não podem voltar para o Brasil, hein? Onde está a nossa FABinha? Coronavirus. Cuspida para cima. Caiu de volta, mané. Fui. Beber uma Corona. Até porque a Belzontina…

CORONAVIRUSOK

     別當白痴了 冠狀病毒。 第三次世界大戰已經開始。 不要以為每個中國人都會污染。 只是因為您戴著的是可笑的面具,卻沒有保護您。

     談到哪個……以及在中國的巴西人誰不能回去,是吧? 我們的FABinha在哪裡? 冠狀病毒。 吐 ell回去,bit子。 我進去了。喝電暈。 即使因為貝爾佐蒂納(Belzontina)…

            Stop being an idiot. Coronavirus. World War III has begun. Stop thinking that every Chinese is contaminating. Just because you’re wearing the ridiculous mask that doesn’t fucking protect you.

          Speaking of which … and the Brazilians in China who can’t go back, huh? Where’s our FABinha? Coronavirus. Spit up. Fell back, bitch. I went in. Drinking a Corona. Even because Belzontina …

         Biédāng báichīle guānzhuàng bìngdú. Dì sān cì shìjiè dàzhàn yǐjīng kāishǐ. Bùyào yǐwéi měi gè zhōngguó rén dūhuì wūrǎn. Zhǐshì yīnwèi nín dàizhe de shì kěxiào de miànjù, què méiyǒu bǎohù nín.

       Tán dào nǎge……yǐjí zài zhōngguó de bāxī rén shuí bùnéng huíqù, shì ba? Wǒmen de FABinha zài nǎlǐ? Guānzhuàng bìngdú. Tǔ ell huíqù,bit zi. Wǒ jìnqùle. Hē diàn yūn. Jíshǐ yīnwèi bèi’ěr zuǒ dì nà (Belzontina)…

CORONAVIRUSOK


happy 2020 ok

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