outubro 2012



The Crisis of the Euro is in the Eye of the Poor

       First sign of the Euro Crisis here in Paris. Increased the number of beggars. Beggars. Les Misérables by Victor Hugo are back. The whole. And now ask for the most expensive of nerve, deux pièces, monsieur, or two euros, gives five dollars. I answer that this is what they live for day, 17 million Brazilians miserable, sorry, those living in miserable condition, below the extreme poverty line, it is best to read it?

 La crise de l’euro est dans l’oeil du pauvre

      Premier signe de la crise de l’euro, ici à Paris. Augmentation du nombre de mendiants. Mendiants. Les Misérables de Victor Hugo sont de retour. L’ensemble. Et maintenant demander le plus cher de nerf, Deux pièces, monsieur, ou de deux euros, donne cinq dollars. Je réponds que c’est ce qu’ils vivent pour le jour, 17 millions de Brésiliens misérable, désolé, ceux qui vivent dans des conditions misérables, en dessous du seuil d’extrême pauvreté, il est préférable de le lire?

     Primeiro sinal da Crise do Euro aqui em Paris. Aumentou o número de mendigos. Pedintes. Os miseráveis de Vitor Hugo estão de volta. A toda. E agora pedem, na maior cara-de-pau, deux pièces, monsieur, ou seja, dois euros, dá cinco reais. Respondo que é com isso que vivem, por dia, os 17 milhões de miseráveis brasileiros, desculpe, os que vivem na condição de miserabilidade, abaixo da linha da pobreza extrema, fica melhor ler assim?

     Mas cadê a Crise do Euro se os restaurantes estão cheios? Pois é, mané, é tudo igual no mundo todo. Inclusive a reação. O jornal satírico francês Sinemensuel (o jornal que faz mal mas tudo bem) traz a seguinte charge. Três milhões de desempregados. E o porco capitalista aconselhando: Tem mais é que esterelizar todo mundo. Senão, isto não acaba nunca. Bem nazista.

      Tem mais Crise do Euro que não aparece no noticiário internacional copiado da CNN ou das oficialescas TV France, BBC ou DeutchWelle. É o seguinte. É só pegar os anúncios dos jornais distribuídos de graça nos pontos de ônibus e de metrô. Entre eles o Metro, Direct Matin, Connexions e outros. Dê um pulo nos anúncios. Em várias páginas, tem este sintoma mais forte da Crise do Euro no olho do Zé Ninguém, o  Zé Povinho, que só fede e não cheira.

     Pois preste atenção a quantas anda o termômetro da atual crise dita financeira na grande Europa. Anúncios e mais anúncios de compra de ouro nas mais diversas formas: bijoux, lingotes, ou até mesmo, sinta só a crise, DENTES, isto mesmo, meu, pièces dentaires. Ainda avisam que a retirada do dente é de graça. Juro!!!

Ici photo crise ouro

    Outro ponto grave da Crise do Euro que a gente sente mais  ardido no olho do povo aqui em Paris. Virou comum se encontrar nos bares um novo cartaz avisando o famoso Fiado nem para Viado, quer dizer, esta casa não aceita mais qualquer tipo de cheque. Isto porque estamos de saco cheio de tanto cheque borrachudo, ou seja, nombreux impayéis. Merci pela compreensão, etecétera e tal, mas vá comer noutro quintal. Mais ou menos isso.

Zé Povinho, caricature of a Portuguese working...

Zé Povinho, caricature of a Portuguese working class man of the 19th century (Photo credit: Wikipedia)

    Mais uma e fecho este post da Crise do Euro, diferente da Crise do Braziu, onde os pobres estao um cadinho melhor, mesmo que à custa da esmola oficial. Aqui em Paris, está diferente. Os ricos, bom, continuam iguais. Já os pobres, estão indo para as ruas, não para protestar, mas para dormir debaixo das marquizes , pedir esmola, não fazer nada, deixar a vida se esvair numa região dita de países muito desenvolvidos.

   Outro detalhe inmportante nos classificados dos jornalecos que os pobres costumam ler, porque de graça. O que tem de anúncio de pretos-negros-africanos se dizendo de marabous, ou seja, mágicos, feiticeiros, adivinhadores, enroladores, prometendo mudar a tua vida já no segundo encontro, está por demais. Tipo: Monsieur Karamba Grand Marabou. Consiga de volta a riqueza perdida, o emprego, o trabalho sumido, qualquer problema financeiro, mesmo que grave, eu resolvo. Monsieur Ibrahim Medium: résultats suprenants em 3 jours. E por aí vai a Crise do Euro.

     Mais uma Crise do Euro no Olho do Povo. Nunca antes havia visto isto neste país. Hoje é comum nos cartazes de video nos ônibus e nos metrôs o aviso mandando a gente, e não a polícia, que mania mais feia de nós latrinos, ops, ladinos, ops, LATINOS. Atention aux pickpocket. Se parle. Pique-Poquê. Trombadinha. No alto auto-falante, a autoridade manda a gente ficar de olho no bolso e na bolsa. E nas estações tipo Copacabana, cheia de turistas, o aviso é multilingual. Até português e japonês e outras que parece a minha, polaco.


Gente.

A partir de hoje, estou em Paris.

Pas de economie, tá?

Me acompanhem em

http://aveparis.wordpress.com/\

Au revoir


O Banco Central do Brasil decretou, nesta data, intervenção no Banco BVA S.A., com sede na cidade do Rio de Janeiro, em decorrência do comprometimento da sua situação econômico-financeira e do descumprimento de normas que disciplinam a atividade da instituição.O Banco BVA detém apenas 0,17% dos ativos do sistema financeiro e 0,24% dos depósitos, com 7 (sete) agências localizadas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

The Central Bank of Brazil declared on this date, intervention in Banco BVA SA, based in the city of Rio de Janeiro, due to the impairment of its financial situation and violation of rules that regulate the activity of the institution.Banco BVA holds only 0.17% of the financial system’s assets and 0.24% of deposits, with seven (7) agencies located in the states of Rio de Janeiro, Minas Gerais and São Paulo.

O Banco Central está tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais de supervisão do sistema financeiro. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas punitivas de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

The Central Bank is taking all reasonable steps to establish responsibility, in terms of their legal oversight of the financial system. The result of the findings may lead to the imposition of punitive measures of administrative and communications to the competent authorities, subject to the applicable legal provisions. Under the law, the goods are unavailable drivers and former managers of the institution.

Brasília, 19 de outubro de 2012
Banco Central do Brasil
Então, tá.
Pra frente, Braziu!!!


Economia brasileira cresce abaixo do potencial: 1,2%

                 Who guarantees is the minutes of the Monetary Policy Committee, released early on Friday (18) by the Central Bank of Brazil. It has more in minutes, with 80 paragraphs and ten thousand words: the international crisis worries, inflation is high, pressed for food and drinks, and monetary measures continue for a sufficiently long period of time. Until now, the economy grews just 1.2%, also due to the “domestic demand, driven by moderate expansion of credit and the growth of employment and income, has been the main factor sustaining the activity.”  Ie.   The thing is ugly.

* * *

Brazilian economy grows below from the potential

Ata do Copom, divulgada na manhã desta sexta-feira (18) pelo Banco Central do Brasil. Tem mais na ata, com 80 parágrafos e dez mil palavras: a crise internacional preocupa, a inflação está alta, pressionada por alimentos e bebidas, e as medidas monetárias continuam por um período de tempo suficientemente prolongado. Até agora, a economia cresceu apenas 1,2%, assim mesmo por conta da “demanda doméstica, impulsionada pela expansão moderada do crédito, bem como pelo crescimento do emprego e da renda, tem sido o principal fator de sustentação da atividade”. Ou seja. Ainda que não pareça, a coisa está feia.

Se quiser, leia a ata completa.

Clique abaixo.

http://www.bcb.gov.br/?COPOM170


Aplicação em Bolsa de Valores aumenta mil por cento na Região Norte do Brasil (Amazônia); 700 e tanto no Nordeste.

        Por conta da interiorização dos ganhos da economia brasileira, está acontecendo um fenômeno de aumento considerável de investidores nas ações da Bolsa de Valores, que está com trinta novas empresas das regiões Norte e Nordeste listadas, inclusive no chamado Mercado Novo.

          Due to the internalization of the gains of the Brazilian economy, a phenomenon is happening in considerable increase of investors in shares of the Stock Exchange, which is thirty new businesses in the North and Northeast listed, including the so-called New Market.

        Normalmente usado mais no eixo Rio-São Paulo-Brasília, por causa da concentração de renda, as aplicações na Bolsas de Valores começam a invadir o interior do Brasil. Tanto que na região Norte, por exemplo, o aumento de gente que investe em ações teve uma alta de mil por cento. Isto mesmo. Na verdade, mil vírgula sete por cento. Informações da única Bolsa de Valores do Brasil. A BMF-Bovespa, com sede em São Paulo. ER por que isto está acontecendo? Vamos nessa.

       Normally used more in the Rio-São Paulo-Brasília, because of the concentration of income, investments in stock markets begin to invade the interior of Brazil. So much so that in the North, for example, the increase of people who invest in shares was up a thousand percent. This same. Indeed, one thousand point seven percent. Information only stock exchange in Brazil. The BMF-Bovespa, based in Sao Paulo. ER why this is happening? Let’s do it.

http://soundcloud.com/mamcasz/amaz-nia-aumenta-1000-aplica-o

      First, because they put their money into shares on the Stock Exchange. Because the application is yielding fixed income, often below inflation. It has to pay in time to receive as much income tax as a management fee to the broker, the custória, and the bank, the brokerage. Place in savings by nones rules, 70 percent of the Selic, is also starting to get a little below the official inflation rate. Not to mention that in the case of the Stock Exchange, you can make up the internet. Through such a home broker. What? Home broker. Home, it’s home. And broker, who is an investor. But not everything is so easy.

          Primeiro, porque aplicar o dinheiro em ações, na Bolsa de Valores. Porque a aplicação em renda fixa está rendendo, muitas vezes, abaixo da inflação. É que tem que pagar, na hora de receber, tanto o Imposto de Renda quanto a taxa de administração para a corretora, pela custória, e para o banco, pela intermediação. Colocar na poupança, pelas noas regras, 70 por cento da Selic, também está começando a ficar um pouco abaixo da inflação oficial. Sem contar que, no caso da Bolsa de Valores, dá para fazer até pela internet. Através de uma tal de home broker. O que? Home broker. Home, que é casa. E broker, que é investidor. Mas nem tudo é tão fácil…

 

(Fotos na aula prática na Bolsa de Valores no MBA de Derivativos da FIA- BM&F-Bovespa)       

     De volta à nossa Região Norte, com mil por cento de alta no número de investidores em Bolsa de Valores. Em segundo, o Nordeste, com aumento de 917 por cento. E por que isto? Porque o povo da região está ganhando mais, a famosa nova classe média está enriquecendo aos poucos. Aplicando em ações de empresas que estão sendo criadas na própria região. Hoje, temos trinta empresas do Norte e do Nordeste listadas na Bolsa de Valores, ou seja, que vendem ações, que aceitam sócios. Se as ações se valorizarem, os sócios, ou seja, os compradores dessas ações, também ganham junto com a empresa. Inclusive, três dessas 30 empresas estão listadas no nível 1 e mais quatro no Novo Mercado da Bolsa, as melhores, por terem governança e transparência.

      Back to our North Region, with a thousand percent rise in the number of investors in the Stock Exchange. Second, the Northeast, with an increase of 917 percent. And why is that? Because the people of the region is gaining more, the famous new middle class is gradually enriching. Applying for shares of companies that are being created in the region itself. Today, we have thirty companies in the North and Northeast listed on the Stock Exchange, ie selling stocks, which accept members. If the stock value themselves, partners, or buyers of these shares, also get along with the company. Even three of these 30 companies are listed in level 1 and four more in the New Market of the Stock Exchange, the better for having governance and transparency.

 

          E como é que eu faço para aplicar meu dinheiro nesta tal de Bolsa de Valores? Boa pergunta. Antes da resposta, tem que saber que nem sempre dá ganho. Não é renda fixa. Nem tem mínimo garantido, que nem a poupança. em que esperar para vender na alta e comprar na baixa. Segundo, tem que passar sempre por uma corretora que é ligada a um banco. Então, é cuidado dobrado. Com as belas promessas do corretor. Se for independente, mais ainda. De qualquer forma, em caso de roubada, por má-fé, tem onde reclamar. Nos últimos quatro anos, 493 investidores lesados conseguiram pegar 2 milhões de reais de volta.

        And how can I apply for my money this such a Stock Exchange? Good question. Before the answer, you have to know that does not always win. Not fixed income. TNem with a guaranteed minimum, that neither savings. they expect to sell high and buy low. Second, always have to go through a broker that is connected to a database. So is carefully folded. With the beautiful promises broker. If independent more. Anyway, if stolen, in bad faith, has nowhere to complain. In the last four years, 493 injured investors could get 2 million dollars back.

  So, it’s OK.

Axé and Inté.

Então, tá.

Inté e Axé.


Bons tempos aqueles em que se cantava a criança feliz, feliz a brincar. Hoje, elas querem mais. Brinquedo? Depende…

E olha que o preço da boneca cobiçada, das noites de sereno, subiu, desde o Dia da Criança de 2011, 5,79%, contra uma inflação de 5,73%. Melhor então empurrar para cima da criança mais uma bicicleta, que subiu 2,25%. Ou um computador, que deixou de ser coisa de gente grande, que subiu 2,44%.

 Agora, carinho, afago, atenção, beijo, abraço, até logo, bom, aí é demais, né, gente. Dá muito trabalho para os pais. As crianças estão mais é para o consumismo. Chegam a ficar doentes. Viram umas  dominadoras. Verdade. 

 Aumenta a preocupação de educadores com o consumismo infantil que, em alguns casos, pode desencadear até mesmo doenças, como alergias, depressão, agressividade, hiperatividade, ansiedade, além de febre e irregularidades no sono.

Vamos então aos números que abalam as finanças dos pais e alimentam o ego das crianças. Até porque o Dia das Crianças é o terceiro que mais vende, com 35% do faturamento dos negociantes. 

 Pelo comércio eletrônico, o faturamento deste ano chega  aos  855 milhões de reais. Em 2011, o comércio eletrônico faturou R$ 713 milhões. Só na parte das cansativas crianças que vencem os pais pelo choro, dengo e, digamos, manobras nada éticas. Ou não?

Agora, vamos fazer um teste para saber se os pais sabem se comportar na hora de comprar um presente para o Dia das Crianças. Será que eles são gente grande, sabem colocar o presente na grade financeira doméstica ou, se for o caso, parcelar sem que isto prejudique as necessidades básicas futuras da família.

 Então me ouça, pessoa.

http://soundcloud.com/mamcasz/dia-da-crian-a-n-o-quer-mais

 


 O que o preço do arroz tem a ver com a taxa básica de juros?

Follow my reasoning. At the meeting of the Monetary Policy Committee, Copom, on Tuesday and Wednesday, financial analysts think that the basic interest rate, the Selic, may stop falling, as had been happening since August because of rising inflation. Guilt rice. And why? Foods are pressing. The accumulated since January, the price of rice rose 18.14%. Inflation 3.77%. Only in September, the increase in the price of rice was is 8.21%. Strength inflation upwards. Me “sigue” (Follow me!). 

Acompanhe meu raciocínio. Na reunião do Comitê de Política Monetária,Copom, nesta terça e quarta, analistas financeiros acham que a taxa básica de juros, a Selic, pode parar de cair, como vinha acontecendo desde agosto, por causa da subida da inflação. Culpa do arroz. E por que? Alimentos estão pressionando. No acumulado desde janeiro, o preço do arroz subiu 18,14%. A inflação, 3,77%. Só em setembro, o aumento no preço do arroz foi é de 8,21%. Força a inflação para cima. Me “sigue”.Quer dizer. Primeiro me ouça, pessoa:

http://soundcloud.com/mamcasz/pre-o-do-arroz-tem-a-ver-com-a

 

 ( Grãos de arroz trabalhados por mim em forma de caleidoscópio )

Veja bem. A inflação está um ponto acima do centro da meta traçada pelo governo e deve terminar o ano nos 5,70 por cento. Enquanto isto, o Copom vinha baixando a Taxa Selic, que está em sete e meio por cento ao ano. Tanto inflação quanto Selic continuam as mais altas do mundo. Tem analista achando, então, que na noite desta quarta-feira, no final de mais reunião do Copom, a taxa básica de juros para de cair e fica como está, tudo por causa da inflação, que não pode, de jeito nenhum, terminar dezembro acima do teto da meta, ou seja, seis e meio. E o arroz com isso?

Rice up close

Pois então. Esta subida dos preços das coisas, ou seja, da inflação, em setembro se deu justamente por causa do aumento nos preços do alimentos, tudo muito acima da média final da inflação. Aí é que entra o tal do arroz nosso de cada dia. Preste atenção. Em setembro, a inflação foi de 0,57% e o aumento do arroz foi de 8,21 por cento. Isto mesmo. No acumulado desde janeiro, inflação de 3,77 e aumento do preço de arroz de 18,14 por cento. Nos últimos doze meses, inflação de 5,28 e aumento de arroz de 21 por cento. Pior ainda. O feijão subiu 18 por cento no mesmo período. O frango, só em setembro, 4,66 por cento. Olha só o preço do prato básico na mesa do brasileiro. 

Histórico da Taxa Selic

Histórico da Taxa Selic (Photo credit: Wikipedia)

 

 E por que o arroz pode atrapalhar a queda dos juros básicos, a taxa Selic? Simples. Ele é a causa maior do aumento da inflação que, para ser controlada, o Comitê de Política Monetária costuma aumentar os juros para diminuir o consumo para ter mais produto para baratear o preço das coisas. E não tem arroz por que? Aí sim. Teve seca na Rússia e Estados Unidos, diminuiu a quantidade de arroz, o consumo subiu, o preço lá fora ficou melhor e o Brasil, só exportando o arroz que era para ficar aqui dentro. Lá fora pagam melhor. E os vizinhos do Mercosul que sempre venderam arroz para a gente? Mesma coisa. Preferem vender na Europa do que para o Brasil que, aliás, também faz o mesmo. A colheita de arroz brasileiro caiu de 13 para 11 e ainda assim o Brasil exporta dois milhões de toneladas.

 Inté, arroz com feijão.

Axé.


Quatro prosas miúdas, a partir de hoje,

de como o pobre gasta a renda que não tem.

Quando falo de pobre, não é o remediado, muito menos a nova classe média C.

É o lascado, entre a baixíssima e a pequeno-média renda.

Ah… ficam de fora, como acontece com toda estatística,

os localizados abaixo da linha da pobreza.

São os miseráveis.

Os que sobrevivem na miserabilidade.

( Foto tirada por mim no bairro classe A do Batel em Curitiba, Paraná, Brasil)

Primeira parte da pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos – Febrabran – em cima de como o pobre gasta a pseudo renda nos chamados ciclos da vida – batizado, casamento e funeral.

A pesquisa  constata que  a população situada entre a baixíssima e a média renda, em casos de emergência, como doença grave na familia, procura mecanismos financeiros que vão do parente ao agiota. Só nisto, lá se vão 40% do quase tudo.

Então me ouça, pessoa.

http://soundcloud.com/mamcasz/ciclo-da-vida-01-pobre-gasta

Esta série específica  que repasso a partir de hoje eu acabo de aprender no curso intensivo Sistema Financeiro Nacional, que fiz na Confederação Nacional das Instituições Financeiras com a Federação Brasileira dos Bancos  (CNF-Febraban), com o professor Ricardo Escolá. Tem ainda, lógico, muito do MBA de Derivativos, na FIA, em bolsa de estudo para jornalistas de economia da BMF-Bovespa. Mais a vida…

Siga a série nos posts abaixo


Batizado, casamento e morte, chamados de eventos do ciclo de vida, exigem dos mais pobres um gasto extra equivalente a 30% da renda familiar, segundo pesquisa da Federação Brasileira dos Bancos.

Casamento

Uma coisa interessante apurada na pesquisa é que a turma de renda baixíssima costuma se planejar financeiramente,  na forma de poupança, no caso de casamento, tipo a preparação do velho enxoval da noiva. No caso da turma de baixa renda, entre um e três salários mínimos na família, em caso de casamento, além da poupança, também se costuma à mesma ajuda dos parentes na hora da festa. Já no nova classe média C, aparece um elemento novo, que é o empréstimo bancário, o começo do endividamento, aí valendo até para a lua de mel.

Nascimento

Pronto. Casamento realizado, dívida para pagar, e vem o que? O primeiro filho. Aí, independente da renda familiar, o que vale mesmo é uma mistura de poupança e crediário. No caso do pessoal de baixíssima renda, tem mais um elemento. Comprar fiado para pagar as despesas com a festa de batisado. E passando logo para outro ciclo de vida, que é a morte, as despesas com o funeral e o enterro, que nunca sai barato. Como é que fica?

(Foto tirada por mim no Eixo Monumental de Brasília, capital com maior IDH do Brasil)

Morte

Bom. De acordo com a pesquisa sobre microfinanças nas famílias de menor renda, nos casos de morte o pessoal se vira da seguinte maneira. Os de baixissima renda apelam, em primeiro lugar, para a famosa lista de ajuda na vizinhança. Depois, uma coisa que vale para os três tipos de renda, a eterna ajuda dos parentes. No caso só do pessoal de baixa renda, aparecem as figuras do agiota e do financiamento direto na funerária.

Enterro Classe C

 E o pessoal um pouquinho melhor de vida, que os técnicos chamam de médio baixa renda, ou nova classe média C. O que ele faz em caso de morte na família?Para arranjar os 30 por cento repentinos a serem gastos com o enterro, a nova classe média usa dos seguintes instrumentos financeiros de emergência e pela ordem: parentes, financiamento na funerária, empréstimo no primeiro cartão de crédito e a abertura da linha de crédito no banco, sempre com as taxas de juros, me desculpe o ouvinte, pela hora da morte.

Então me ouça, pessoa.

http://soundcloud.com/mamcasz/ciclo-da-vida-02-pobre-gasta

Inté e axé.


Como é que o pessoal das classes E, D e C, de menor renda, costuma se virar nas quatro oportunidades de vida, tais quais uma reforma na casinha, começar um pequeno negócio mesmo, melhorar a barraca e dar educação para as crias?

 Para começo de prosa, a pesquisa da Federação Brasileira de Bancos divide as oportunidades em quatro pontos mais procurados e que consomem 20 por cento da renda, divididos em cinco por cento, cada uma, ou seja, reforma da casa, educação, começar um negocinho e, finalmente, ampliar o negócio próprio, mesmo que seja uma barraca na rua.

 No caso do pessoal de renda familiar baixíssima, de um salário mínimo, a classe E, não existe dinheiro para gastar com educação ou negócio. No caso de uma reforma, pequena, na casa, o mais usado é mesmo um sorteio na vizinhança, a velha rifa, isto mesmo.

( Capa do disco de Jards Macalé, censurada, em cima da Declaração Universal dos Direitos do Homem)

Então me ouça, pessoa.

http://soundcloud.com/mamcasz/ciclo-da-vida-03-pobre-gasta

Em frente. Classe D, de baixa renda. Quando aparece uma oportunidade para reformar a casa, vale a caixinha entre amigos e parentes e pegar emprestado com o patrão. Na classe C, de média renda, aparece a oportunidade de um empréstimo bancário. O mesmo empréstimo bancário é usado pela nova classe média C no caso da educaçào dos filhos. No caso da classe de baixa renda, se tiver parente que possa ajudar, tudo bem.

E o que o pessoal faz quando aparece uma oportunidade, ou necessidade, de se começar um negócio próprio, que pode ser até na forma de camelô?

 Na baixíssima renda, nem pensar. Na baixa renda, costuma-se usar a indenizaçào ao ser despedido do trabalho. Na renda familiar média-baixa, ou classe C, a mesma coisa. A indenização ao ser demitido. Agora, um passo a frente. E houver chance de aumentar um negocinho em andamento, o caminho do endividamento passa pelo crediário, cartão de crédito parcelado, cheque especial, agiota e até a rifa.

Inté e Axé.

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Festa para  a baixa renda é sinal de endividamento

 As festas são garantidas através de cheque pré-datado, fiado, caixinha, crediário em nome de outra pessoa e  outras formas de endividamento. Está tudo na pesquisa da Febraban. A festa que mais compromete a já reduzida renda das classe E, D e C, entre a baixíssima e a médio-baixa renda familiar, está mesmo no final-começo de ano. Natal e Ano Novo. Casualmente, logo antes das despesas com material escolar e pagamento dos impostos anuais.

É justo na hora dessa festa de fim de ano que uma coisa une as três pobres classes. É a dívida para festejar. Na baixíssima renda, além do fiado, tem o uso do crediário em nome de outra pessoa que, quase sempre, fica com o prejuízo. Na baixa renda, classe D, vale a caixinha e o crediário próprio. Já na nova classe média C, as formas de endividamento para fazer a festa se multiplicam. Vale caixinha, crediário, cheque pré-datado, cheque especial, sorteio, empréstimo e o que vier.

Então me ouça, pessoa.

http://soundcloud.com/mamcasz/ciclo-da-vida-04-pobre-gasta-o

 Antes de partir para a próxima festa, que é o Carnaval,que leva o pobre à falência,  quase emendado com o  São João, tem a compra do material escolar e o pagamento do imposto tipo IPTU. Aí costuma ser mesmo tudo no cheque pré-datado ou pagamento parcelado. Mas voltando para a festa. Já é Carnaval. Sempre tem gasto. O de baixíssima renda garante a festa com parentes e muito fiado. O de baixa renda, com parentes e no crediário. O de baixo-média renda, pula o carnaval e o São João também, estourando o cartão ou liberando cheque pré-datado. Nem sempre com fundo.

Então, terminamos a prosa por aqui mesmo. É muita festa com pouco dinheiro, ou renda familiar sobrando para gastar com eventos sazonais. Isto se não tiver acontecido algum imprevisto no ciclo da vida. De qualquer forma, sempre tem um jeitinho de pagar depois, não é mesmo? Ou não. Por isso, vamos ficando por aqui mesmo.

 

Inté e Axé.

 


A CEB já pagou R$10,3 milhões por apagões neste ano em Brasília. O total pago pela empresa de energia de Brasília, a CEB, não inclui os prejuízos causados pelo apagão desta quinta-feira, que atingiu 70% dos clientes. Sem eles, neste ano, são R$5,6 milhões de multas e R$4,7 milhões por prejuízos.

 

Somos 882 mil clientes da CEB em Brasília, quer dizer, Distrito Federal, porque junta Brasília e as cidades satélites, a explicação é para quem não é daqui e está ouvindo esta conversa parecendo miúda. Dos 882 mil, 560 mil ficaram sem energia. E todos estão pagando, desde 26 de agosto, 1,54 por cento a mais na conta de luz. Lembrando que, e isto vale para todo o Brasil, ainda tem a novela da devolução do que foi cobrado a mais, entre os anos 2002 e 2010. Segundo os últimos cálculos do Tribunal de Contas da União, em todo o Brasil a conta cobrada a mais passa dos sete Bilhões de reais. E o consumidor? Ah… Aneel diz que falta gerência na CEB.

E quanto ao teu prejuízo?

Bom. Se for de equipamento queimado, faz o seguinte. Vá até o posto mais próximo da empresa de energia elétrica pedindo conserto ou reembolso pela queima do equipamento. Junte três orçamentos em empresas diferentes com preços do mesmo equipamento novo. Anote o horário e o local. Marca do aparelho. Modelo. Relato do que aconteceu. Leve a conta de luz no teu nome. Se for imóvel alugado, tem que provar. Ufa. E só para terminar. Se tua casa tiver luz através do gato, adeus equipamento.

Inté e Axé, Mané!

Então, clique e me ouça, pessoa:

http://soundcloud.com/mamcasz/apag-o-amea-a-mensal-o-e-elei

Vale também a leitura gerencial disso:

http://mba.americaeconomia.com/articulos/columnas/gerente-mejore-su-foda


Banco Central está de olho nos pequenos

Os testes feitos pelo Banco Central, no primeiro semestre, também indicam, no Relatório de Estabilidade Financeiro, a continuidade na liquidez de crédito, até dezembro. Mas alertam que os pequenos bancos continuam a ser olhados de perto, principalmente na questão do capital próprio abaixo dos 11% exigidos. E o teste de estresse comprovou que, caso aconteça algum tipo de problema maior, muitos dos bancos pequenos não se aguentam em pé. Na verdade, 17 deles.

 

(Trabalho em cima da foto oficial do prédio do Banco Central em Brasília)

In addition to growth, the tests conducted by the Central Bank in the first half, also indicate, Financial Stability Report, the continued liquidity of credit until December. But it warned that smaller banks continue to be looked at closely, especially the issue of equity below the 11% required. And the stress test proved that if some problem happens more, many small not withstand standing.

Então me ouça,pessoa.

Clique.

http://soundcloud.com/mamcasz/bc-est-de-olho-nos-pequenos 


O Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado pelo Banco Central do Brasil, dá nota quase positiva para o desempenho da economia no primeiro semestre. Mas acende alguns sinais de alerta. Aumento da inadimplência é um deles. O outro, a preocupação com a crise financeira na Europa.

Os técnicos explicam que o relatório está de olho no risco sistêmico, especialmente à sua dinâmica recente e o grau de resiliência a eventuais choques na economia brasileira. Complicado, né? Nem tanto. Traduzindo para o português da esquina.

RESILIÊNCIA é a capacidade de superar obstáculos ou resistir a pressões adversas sem entrar em surto. Pensando na economia. Por exemplo. É o Brasil continuar calmo diante da crise financeira na Europa. Tanto que o relatório do Banco Central, na página 15, lembra o seguinte, do jeito como está escrito:

“Faz-se oportuno ressaltar que o cenário externo continua sendo acompanhado, a fim de evitar que eventual deterioração da crise internacional afete negativamente a economia doméstica.”

 

Direto para o relatório. A inadimplência aumentou, sim senhor, por causa, principalmente, dos financiamentos para compra de carro.Com isso, houve maiores despesas de provisão e redução do lucro líquido. Traduzindo. Os bancos aumentaram a reserva contra calote e com isso diminuiram os lucros. Que mais? Houve elevação de 1,2 pontos percentuais no endividamento das famílias, alcançando 43,4% da renda disponível. Precisa traduzir isto? 43,4 por cento da renda das famílias já estão comprometidas com endividamentos feitos e com dificuldade de serem pagos. Ou seja. Maior estrésse.

Agora me ouça, pessoa:

http://soundcloud.com/mamcasz/economia-quase-passa-no-teste

Link para o relatório completo do BC:

http://www.bcb.gov.br/htms/estabilidade/2012_09/refP.pdf


The calculation is by IPEA, upon the data collected by IBGE. This is the best increase in income of the poorest since 1960. In the last 10 years was 91%. Nevertheless, Brazil still has the twelfth worst inequality in the world. We have the twelfth worst inequality in the world.

Mais pobres aumentam a renda 550% acima dos mais ricos

O cálculo é do Ipea, em cima dos dados coletados pelo IBGE. Este é o melhor aumento de renda dos mais pobres desde 1960. Nos últimos dez anos foi de 91%. Mesmo assim, o Brasil ainda tem a décima segunda pior desigualdade social do mundo.

(Sede do Congresso Nacional do Brasil, em Brasília, na seca de agosto.)

A notícia boa é justamente esta. Enquanto a renda dos dez por cento mais ricos, nos últimos anos, subiu um cadinho só, o dinheiro recebido pelos dez por cento mais pobres, aqueles que ganham menos do que a metade do salário mínimo, por família, pois então, subiu de montão.

Nos últimos dez anos, a renda das pessoas que vivem em famílias chefiadas por analfabetos subiu 88,6 por cento. No caso das famílias chefiadas por pessoas com 12 ou mais anos de estudo, a renda caiu 11,1 por cento. Caiu. E qual o lado positivo disso? Diminui a distância entre pobres e ricos. Por aí. Que mais?

No Nordeste, o mais pobre, a renda subiu 72,8 por cento. No Sudeste, o mais rico, subiu 45,8 por cento. E por vai. A renda cresceu 85,5 por cento nas áreas rurais mais pobres. E 40,5 por cento, ou seja, menos do que a metade, nas chamadas metrópoles, cidades grandes e ricas. Mais uma. A renda dos pardos sobe 85 e meio por cento. A dos brancos,47,6 por cento.

Então me ouça, pessoa.

 http://soundcloud.com/mamcasz/renda-dos-pobres-sobe-550-por

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