agosto 2010



Nascido há 119 anos, falecido faz tempo, é enterrado de vez, hoje, o famoso Jornal do Brazil.

Muita  história.

No mesmo túmulo, gente do peso de um Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Carlos Drumond de Andrade, etc, etc e tal.

Jornal da Coluna do Castelinho (Carlos Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Brasília, nos tempos da dita-dura).

Do enfrentamento da censura com toques de humor, trocando o proibido por previsão de chuvas e trovoadas em Brasília.

Em  1892, é fechado durante um ano pelo marechal-presidente de plantão que quase prende o editor do JB, Rui Barbosa, acusados de incitar a Revolta da Armada.

Este velório me diz muito até porque em 1988, apareço na manchete de capa do JB, ao lado do ministro do EMFA, atual  Defesa, o brigadeiro Camarinha.

Causídico:

Acreditamos que a censura, existente ainda hoje no Brasil, tinha acabado com a saída dos generais-presidentes.

Fático:

Na época, sou o presidente, naquela semana, da EBN (Empresa Brasileira de Notícias), atual EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O ministro Camarinha, o mais velho do governo Sarney, esculhamba, durante 50 minutos, a bagunçada economia do país (naquele julho de 1988, só nas três primeiras semanas, a inflação chega aos 19,3 por cento).

A entrevista vai ar, sem prévio conhecimento superior do SNI, na agência de notícias (ainda era telex), na rede voluntária de rádio (ainda era via telefone, através das sucursais em todas as capitais), e também na oficial Voz do Brasil.

Veredito:

1 – Paredão de fuzilamento para a EBN;

2 – Paredão de fuzilamento  para este que voz fala (não é a primeira e nem a última condenação);

3 – Paredão de fuzilamento  para o ministro-chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Bem intencionado, mesmo caído, ele evita uma iniciada Revolta da Armada, enquanto o ministro do Exército, general Leonidas Gonçalves,  é trazido correndo, de volta, da China.

E tudo isto está aí, na primeira página do Jornal do Brazil que hoje também é oficialmente fuzilado, por questões financeiras.

Descansemos em paz.

Este post está inagurando minha participação, a partir de hoje,  no blog internacional  Os Cosmopolitas, divulgado a partir da Irlanda.

http://www.oscosmopolitas.com

Inté e Axé!


Lindo

Tão lindo

Tá tudo lindo

Tá tudo tão lindo

Tô tão tudo lindo

Tá todo mundo lindo

Tô  tão gente e  lindo

Tão todos tudo tão lindo

Tão bem que eu tô lindo

Também sempre foi assim tudo aqui tão lindo

Talvez amanhã  até fique no muito  mais  lindo

Até porque estou indo mais uma vez para a minha Paris

Onde tudo é mais lindo ainda do que aqui está tão lindo

Acontece que eu não sei chorar lamenta   Cartola lindo

Por isso estou indo lindo  para me decidir lindo em Paris

Se vou para cá lindo se vou para lá num mais ainda lindo

Num caminho  livre lindo leve lindo solto lindo não findo

De gritar lindo sussurrar lindo esbravejar é lindo no lindo

A verdade é que vou me sentir em Paris muito mais lindo

 

                      Namore moi qu’un jour je vais vous emmener a Paris.

                     Qui n’aime pas se laisser séduire par de telles promesses  et beaucoup de rêves taille complète: Promenades sans fin à travers  les boulevards de la capitale.

                   Des milliers de baisers devant les petites tables a les petits cafés. Rafraîchir les bords de la Seine les tenant par la main.Demandez au incognito qui nous reflète, côte à côte, le fond dans les objectifs du paysage. En retour, prolonger un goût d’invitation qui est très agréable.

                  “Fica comigo que um dia eu te levo a Paris” – quem não gosta de ser seduzida com tais múltiplas promessas e do se completar tamanho sonho: infindos passeios pelos boulevares da capital.

                 Trocar beijos vagarosos junto às minúsculas mesas dos repousantes cafés, mãos dadas pelas beiradas refrescantes do Rio Sena, pedir ao incógnito que reflita, lado a lado, aquela paisagem ao fundo nas lentes que, ao regresso, eternizam o sabor de tão prazeiroso convite.

                   Après avoir tenu les mains dans les jardins de Monet – restent les mêmes que les peintures, et regarder les détails dans la cuisine avec des tons jaune, ensemble nous irons monter les escaliers en bois que sont usés-faires, et à l”egtage, à côté de la fenêtre de la chambre, en tirant le perfurm des fleurs, lá-bas, je vais t’attirer l’attention sur un détail, que est toujours le même au lit où Monet ressenti l’amour et est tombé endormi rêvant des images qu’un jour il y aura la peinture.

                C’est alors seulement que j’aurais le courage de vous demander:

              – Veux-tu m’épouser?

             Depois de passearmos de mãos dadas pelos jardins de Monet – continuam tão iguais às pinturas, e de olharmos os detalhes na cozinha com tons amarelos , subamos juntos as escadas de madeira- quão gastas estão, e no andar de cima, junto à janela do quarto, atraindo o perfume das flores lá embaixo, eu te chamo a atenção para um detalhe – ainda é a mesma cama onde Monet sente os amores e adormece sonhando com os quadros que um dia há de pintar no amarelo.

               Só então eu tenho a coragem de te perguntar :
               – Você quer casar comigo ?

                   O convite é feito há trinta anos e até hoje Madame não me responde.

                  Mesmo assim, calado insisto, não desisto, existo.

                 Por isso, continuamos juntos e sempre voltando a Paris.

                 Quem sabe numa dessas idas …

                Então,  até daqui a uns dez dias.

                Sei lá.

                Este tão lindo aqui já está me cansando.

                Au revoir.

 

 

 


Durante discurso no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, Serra (José, candidato a presidente)afirma que o governo faz “patrulhamentos e perseguições sistemáticas” a jornalistas.

“Boa parte desta estratégia não deixa de ser alimentada por recursos públicos, como por exemplo da TV Brasil, que não foi feita para ter audiência, mas para criar empregos na área de jornalismo e servir de instrumento de poder para um partido.”

Na sua resposta, Franklin ( Martins, ministro da Comunicação) dá uma cutucada em Serra ao dizer que a campanha eleitoral pode tirar o julgamento sereno mesmo de quem diz ter nervos de aço.

Já Cruvinel (Teresa, presidente da EBC) diz que governo nem um partido controlam a TV, mas um conselho.  “O  governo paga mas não manda'”, afirma a jornalista.

(Foto-chamada extraída da Veja e texto do Estadão)

Pelo Sim

http://agenciabrasil.ebc.com.br/ultimasnoticias p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1023969

Pelo Não

http://agenciabrasil.ebc.com.br/ultimasnoticias?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1024137


Hoje é o Dia Mundial da Fotografia.

Daí que fico aqui matutando nos instantâneos felizes que este meio me presenteia quando menos espero.

Sebastião Salgado (série Serra Pelada), Cartier-Breson, Robert Capa, etc.

Daí que desço, aqui na Rádio Brazil, até a copa do primeiro andar, para um cafezinho que, na verdade, sempre acaba saindo mais é uma interessante sopa de palavras.

E, mais uma vez, está lá, sentado ao lado do garçom, uma pessoa que conheço desde os tempos da antiga Manchete,  no Rio.

Gervásio Batista. Mais de sessenta anos de profissão.

Lógico que benéficos trocadilhos e rapapés de sempre são distribuídos mutuamente, a cada re-vista.

Até parece que a gente não se esbarra  duas ou mais vezes por dia.

Daí então que bate o seguinte lá dentro da minha mente cabeça.

Putz!

Que Mané Salgado Breson coisa nenhuma.

Hoje, Dia Mundial da Fotografia, o cara mora aqui ao meu lado, a cada dia.

Salve, salve, grande conviva Gervásio Batista.

Gervásio Batista começa a tirar leite da fotografia ainda nos tempos daquele  presidente que vem logo antes do Pai da Pátria, o Getúlio Vargas.

Isto mesmo. Como é mesmo o nome dele?

Mas o nosso Gervásio continua vívido aqui ao meu lado qual Velha Guarda traquinas.

Por isso, digo e repito:

Como tem gente boa aqui na rádio, sô.

Uma das 100 mil fotos dele, esta a famosa pose do JK na inauguração de Brasília, há 50 anos. Meio século:

Qué mais?

http://www.abi.org.br/paginaindividual.asp?id=518

 


                     Semana que vem, depois que eu voltar de uma nova ida, vou  mudar o nome deste blog, que neste dia 23 de agosto completa um ano de vida,   para:

OS FANTASMAS DA RÁDIO HAITI.

                    Mas daí vão me dizer que  o HAITI É AQUI.

                   Então, pelo jeito, vai ser mesmo:

OS FANTASMAS DA RÁDIO AFEGANISTÃO.

                 Só assim vão parar de me acusar de estar ofendendo a honra de algum coleg@, em sentido pessoal,  até porque  isto nunca antes  foi de fato minha intenção e nem disso houve expressão.

               Tanto que eu nunca citei o nome de qualquer colega, aqui na Rádio Afeganistão.

              A não ser os já falecidos mas, aí, eles foram sempre homenageados por mim, mesmo que depois da morte.

             Sempre tomei cuidado em não particularizar um fato e muito menos o espaço dos vivos da Rádio Brazil ( fica onde mesmo esta estação? )

            Ou seja, se por acaso pareceu implícito, alguma hora, dependendo da cabeça de cada um, ora, ele nunca foi explícito, e nos dois casos jamais houve a intenção de qualquer coisa a não ser de dar vazão a um bom texto.

         ESTE BLOG SEMPRE TEVE CARÁTER PARTICULAR, DE UM SÓ AUTOR, SEM CENSURA, DENTRO DA LEI, E COM A INTENÇÃO DE PROVOCAR REAÇÕES, CRÍTICAS OU SIMPATIAS, MESMO QUE ENTREMEADAS, ÀS VEZES, DE UM SALUTAR PALAVRÃO OU DE OUTRO PESADO  SARCASMO.

             Por conta do estilo deste blog, tenho muitos simpatizantes e poucos ferrenhos inimigos.

            Talvez por conta de pegar pesado quando usam as vagas reservadas aos colegas com deficiência física ou discordâncias por conta de certas ações dos Sindicatos, Conselhos, Clubes e  Comissões, mas aí a pluralidade tem que ser democraticamente respeitada até porque todos externos e passíveis de eleições periódicas.

          Eu poderia, por exemplo, ter tomado atitude legal contra um colega que, em setembro de 2009, por escrito, num blog dele, me mandou, nominalmente, tomar no cu e eu, mesmo não sendo chegado, para manter a coerência, respeitei o gosto dele:

         Clique abaixo:

http://madrugainsone.blogspot.com/2009/10/mau-jornalismo.html

         O fato se deu em função deste post aqui no meu blog:

https://mamcasz.wordpress.com/2009/09/30/requiem-para-uma-comissao/

        Repetindo.

      Este atual representante da Jovem Guarda na chapa 2 nas atuais eleições no Sindicato dos Jornalistas do DF  me mandou exatamente  isto, sem tirar muito menos por:

http://www.youtube.com/watch?v=Iip4tDz786o

                      E por que me lembro do ataque passado no momento presente de campanha sindical dele e da turminha no sindicato, espero que sem futuro.

                     Bom. Arquivo, memória, roda o vídeo, roda, roda e avisa, balança a pança o Velho Guerreiro (?).

                   Tanto que em homenagem ao mais novo general do Itamaraty, o poetinha Vinicius de Morais, promovido post-mortem a embaixador, eu devolvo aos meus inimig@s, e não os nomino aqui para manter o costume de não colocar cobra no altar, o seguinte poema-canção muito em voga na turma da Velha Guarda:

 

“Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô

Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender


A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê

Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô

Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver


Na tonga da mironga do kabuletê
Na tonga da mironga do kabuletê
Na tonga da mironga do kabuletê

Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você


Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê

( A tonga da mironga do kabuletê – Vinicius de Moraes e Toquinho )

Então, Saravá, Inté e Axé, man@.


Eighty per cent  ( 80%) of Pernambuco’s people,  in northeastern Brazil, in search of Ibope, noticed today,  say they plan to vote to senator in blank, set aside or are undecided in this election in 2010.

Teve um reunião hoje, aqui na Rádio Brazil, sobre a cobertura dita pública destas  Eleições 2010.

Além do lero-lero de sempre, a recomendação.

Procurem traduzir, para o povão, o resultado da pesquisa.

Então, mandou, faço-o de pronto.

Pesquisa do Ibope divulgada hoje.

Outra vez, a minoria, que é maioria,  pode decidir.

Para presidente, 15 por cento dizem que pretendem votar em branco, nulo ou sei lá em quem.

Ou seja.

Hipoteticamente, se os 15 forem pro Serra, ele passa para 47 contra os 43 da Dilma.

Ou não?

Agora, para senador, que seria peça-chave, o negócio tá feio, meu.

Pernambuco.

Na frente tem um do DEM (ex-PFL-Arena) e um PT.

Quer dizer.

Na frente, mesmo, para traduzir do jeito que a chefia mandou, estão os brancos e nulos (26 por cento) e os indecisos (54 por cento).

Dois mais dois dá quanto?

Oitenta por cento dos pernambucanos não sabem  em quem votar para senador.

Tô errado?

Aqui em Brasília, são 74 por cento (17 mais 54).

Em Sampa, 60 por cento.

Em Minas, 50 por cento.

E aí, mano, se esta turma resolver arrepiar?

Já pensou?

Comente:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/08/16/brancos-nulos-e-indecisos-chegam-a-80-por-cento/#respond


No começo deste ano, para ver se funcionava, agreguei meu nome para receber o Happy New Year, Mamcasz, sendo assinado, parecendo que ao vivo, pelo próprio Barack Obama.

É a tão decantada rede social usada por ele para render votos e ganhar não só a eleição para presidente dos Estados Unidos como para arrecadar dinheiro para a campanha (de grão em grão…)

Pois as mensagens continuam. Hoje, recebo mais esta e aqui coloco para mostrar aos marqueteiros tupiniquins como se usa de fato uma rede social a favor da pessoa candidata.

“ Estudos têm demonstrado que quando existe a vontade de que as pessoas façam alguma coisa, elas estão muito mais propensas a seguir adiante. Este conceito simples mas poderoso nos ajudou a fazer história em 2008, quando os eleitores de primeira viagem  desempenharam um papel decisivo na eleição. Agora,  voluntários estão levando esta estratégia para comunidades em todo o país, mais uma vez.”

 

Comente:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/08/16/uso-de-rede-social-e-isto-o-resto-e-ball-shit/#respond

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