maio 2010



E então chega o tão esperado Carnaval de Berlim.

Tudo bem que não tem tanto pecado que nem o nosso carnaval tropicano.

É uma mistura de quermesse, quatro palcos para shows (Eurásia, África, Latinauta e Turcaiada).

 Todo mundo bebendo até cair mas, mesmo malucão, jogando o lixo no lixo, ninguém assaltando ninguém, o metrô funcionando na maior.

 Fica meio difícil para um tupiniquim entender.

E não é que a bebida mais vendida é a nossa caipirinha?


E no dia do Carnaval em Berlim, com mais de um milhão de participantes, de sexta a segunda-feira, tudo feriado, teve o dia das igrejas abertas, só para sacanear os pecadores.

No caso, uma boa música de Shubert, quarteto de violinos, na igreja de São Nicolau, em Spandau, construída a partir do ano de 1238 (isto mesmo):


Outro show de graça em Berlin foi na velha Neukoln, na Karl Marx Strasse (é a rua onde o velho nasceu). Foi no  Café Hofperle, comida boa e barata, dos antigos, lustre e tudo e tinha este pessoal tocando só música de filme. Valeu:


Café Lagari, pros lados de Neukohln, que é o novo lado iupe-ex hippie-alternativo-cultural de Berlim. Teve um encontro de músicos, meio que de improviso, mas valeu a pena:


Mais um show de graça foi no Hochschule für Musik (escola de música), na boca do metrô Steglitz,  um bairro ainda chique deixado pelos invasores norte-americanos que, ao contrário dos soviéticos, não comeram os tijolos com os dentes. 

No meio dos alunos, tinha o professor Thomas Offermann que, quando soube que eu era brasileiro, disse “encantado” e eu respondi “obrigado”até porque, olha só que beleza de aluna, a Veronika Grüter, que toca uma senhora gitarre (violão):

 


Outro lugar lindo para ir em show de graça é no Schlot, um velho conjunto totalmente recuperado e, numa das partes, servindo de Escola de Jazz. No domingo em que fomos, eintritt frei, tinha apresentação dos neukomer, ou seja, dos alunos que estavam se formando em jazz:


Outro lugar com show de graça é o Fabish, que fica na boca do metrô Rosenthaler, no Mitte, primeira parte recuperada no estrago deixado pelos comunistas.

Os donos antigos, na verdade herdeiros ainda dos avós judeus incinerados pelo tio Adolfo, voltaram com todo o capitalismo em cima, recuperaram o prédio, que era uma fábrica, e virou o bar supermoderno, mais um hotel e um hostel.

No bar, tem livros nas estantes para você ficar lendo, sentado em sofás, e até um aparelho de som moderno para ouvir músicas superselecionadas.

 

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