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Ihre Hitler in meinem Berlin

Agora, falando coisa com coisa. Desde os tempos do Muro de Berlim que eu visito esta cidade vencedora, derrotada, dividida e agora, novamente, vitoriosa. Ao longo do tempo, as mentes que pela cidade rodam numa alta qualidade de vida, mudam de conceito.

De eterno sobrevive a solida obediencia germanica. A mesma obediencia cega que levou o povo a aplaudir um maluco, entao Salvador da Patria expoliada depois da Primeira Guerra Mundial.

Acontece que Adolf Hitler, nome e suastica proibidas por lei de serem expostas no sentido da propaganda, continua vivo.

Esta a primeira diferenca notada por mim ao longo dos tempos e das viagens a esta Berlim eternamente verde.

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Berlim permaneceu dividida em quatro pedacos na ultima metade de seculo. Sinais que ainda perduram e se esvaem aos poucos. Sovieticos, Americanos, Ingleses e Franceses.

Os franceses, estes, alias, olhados de soslaio porque, por exemplo, na famosa Ponte Aerea dos Aliados para salvar Berlim do cerco sovietico, bom, os franceses, ditos aliados, participaram com nenhum aviao porque, disseram, estavam todos eles sendo usados para matar vietcongs na Hindochina, de onde, a exemplo dos gringos, depois, foram escorracados, antes.

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Minhas conversas com Hitler em Berlim

Base principal do livro que estou terminando, esta viagem a Berlim faz parte dele, na verdade dele fazem parte tres series. Pela ordem historica: Parte I – A Alemanha Derrota. Parte II – A Alemanha Dividida. Parte III – A Alemanha Vitoriosa.

Importante, portanto, estas minhas conversas com o Adolf Hitler. Afinal, ele foi de fato o lider do povo germanico, alemao, teutonico. E se fizeram precisos os encontros com ele, nos dias de hoje, em que estariam os nazistas de volta, tais quais os comunistas.

Ponto Um. Hitler era adorado pelo povo. Tal qual qualquer dos outros salvadores dos tempos de ontem, hoje ou depois do amanha. Hitler, Stalin, Mao ou qualquer um dos caudilhos latino-americanos ou ditadores africanos.   Todos eles possuem o marqueteiro Goebels e se merecem. Este, o fato.

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E onde estaria a Alemanha derrotada? O tema pode ser visto de maneiras diferentes, dependendo das cartas guardadas nas mangas nos museus dos ditos aliados, ou invasores.

Tem o Museu Russo-Germanico, que nao fala dos estupros dos soldados sovieticos e nem do sistatico assinato em massa, nos campos de concentracao na Siberia, dos nazistas que nao conseguiram escapar a tempo para o lado ocidental onde, muitos, foram inclusive promovidos a governantes.

Tem o Museu dos Aliados, dos Estados Unidos, onde a visao se difere. A mesma coisa nos museus da Stasi, da DDR e tal.

Mas, a pergunta continua calada. Alemanha derrotada, por que?

Exemplo maior. O bunker onde Hitler se matou e o corpo dele, junto com o de Eva, mais Goering e Goebels, foram queimados, hoje representa apenas um terreno baldio, servido de reles estacionamento. Tudo para esquecer de vez do Hitler.

????????A verdade. O povo continua visitando o local, onde existe uma placa com as informacoes basicas do fato. Assim parece que teria se finado o lider do movimento nacional-socialista alemao. Nem tanto.

Continuando na pesquisa que nesta viagem rendeu muito mais do que nas outras pelo seguinte. Nota-se uma diferenca. Existem mais imagens de Hitler e da suastica nos dias da Alemanha de hoje.

Na rua Wilhlem, que foi o centro do poder nazista.

Na exposicao sobre o socialismo 1930-1945, que apreciei numa exposicao dentro do Ministerio do Trabalho e Acao Social, no mesmo predio ocupado pela turma do Goebels, o maior marqueteiros da historia, ainda hoje copiado por todos os governos.

O mesmo Hitler pode ser visto hoje na exposicao, no lado externo do atual Ministerio das Financas, predio enorme, 2 mil salas, o mesmo deixado intacto pelo poderoso ministro da Aeronautica, o Goering.

Nos museus todos – Historico, Russo, Aliado, DDR e tal. No antigo capitalista Story of Berlin, na Kudam, feito pelos ocidentais, na epoca do Muro de Berlim. Ou entao no Museu enorme, ao ar livre, num dos campos de aviacao deixados pelos nazistas e ocupados pelos aliados ate que um dia o muro caiu e a Alemanha volta a ser uma.

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Pois entao, pronto para a redacao final, parte I, do livro A Alemanha Derrotada, das minhas conversas com Hitler, nesta minha enesima viagem a Berlim, percebo o seguinte, tomando cuidado nas palavras:

Da Historia Nazista, em Berlim, ressuscita mais coisas do que o massacre dos Judeus.

Agora, tem momumentos para os Ciganos tambem massacrados.

Os gays, alemaes ou nao.

E nota-se, a partir de um tempo, na nova Alemanha, numa limpeza de mente e do enorme complexo de culpa do povo inteiro, um novo entender.

Alemaes tambem foram massacrados pelos nazistas e aos milhares.

Pouco se fala no Museu da Eutanasia. Mais de cem mil alemaes, doentes ou incapacitados, fisicos e mentais, forma simplesmente mortos pelos doutores medicos que continuaram, depois da guerra, clinicando normalmente. Aos familiares dos eutaniasados, o reconhecimento ainda nao chegou.

Tem ainda as centenas de alemaes que foram fuzilados ou degolados porque atentarm contra o sistema nazista. De generais a estudantes. Da Rosa Branca ao General Staunberg. Estao sendo relembrados dentro do processo historico de revisao nazista.

Sem contar as centenas de campos de trabalho forcado, para alemaes ou nao, alguns deles sendo recuperados para efeitos de preservacao historica.

Enfim. Tudo isto, e mais um pouco, conversei neste minha viagem a Berlim, com o Adolfo Hitler.

Presente inclusive nos cartazes de rua. Nazistas no Congresso Europeu. Nazismo dos jovens das periferias do lado norte da cidade. Contra a nova leva de imigrantes. Principalmente de negros fugidos da Africa.

E assim, La Nave Nazista navega de novo.

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After the wall came down in Berlin was only a lark, invasion of buildings, graffiti crazy, false sense of regained freedom. Over the period of partying, is ahead of the process of gentrification. The capital, say judio, is back to drive the alternative, the migrant, Turkish, Arab, Muslim, African poor. All in the name of a cleaning at the time of Hitler, it was said ethnic, against Jews, gays, blacks and Gypsies. Now, instead of building pixado enter the color. The old brand type star, announcing the end of the freedom to create, hack, pixar, live. End of story.

 Depois da queda do muro em Berlim foi uma farra só,  invasão de prédios, pixação maluca, falsa sensação de liberdade recuperada. Acabado o período de farra, está  adiantado o  processo de gentrificação. O capital, dizem que judio, está de volta para expulsar o alternativo, o migrante, o turco, o árabe, o muçulmano,o africano, o pobre. Tudo em nome de uma limpeza que, no tempo do Hitler, dizia-se étnica, contra os judeus, gays, pretos e ciganos. Agora, no lugar do prédio pixado entra o colorido. A velha marca tipo estrela, anunciando o fim da liberdade do criar,  invadir,  pixar,  viver. Fim de papo.

Nach dem Fall der Mauer in Berlin war nur eine Lerche, Invasion von Gebäuden, Graffiti verrückt, falsches Gefühl der wiedergewonnenen Freiheit. Über den Zeitraum der Party, ist vor dem Prozess der Gentrifizierung. Die Hauptstadt, sagen Judio, ist zurück, um die Alternative, der Migrant, türkischen, arabischen, muslimischen, afrikanischen Armen zu fahren. Alles im Namen einer Reinigung zur Zeit der Hitler, hieß es ethnische, gegen Juden, Homosexuell, Schwarze, Sinti und Roma. Statt nun den Bau pixado geben Sie die Farbe. Die alte Marke Typ Stern, kündigt das Ende der Freiheit zu schaffen, hack, Pixar, zu leben. Ende der Geschichte.

 

Après la chute du mur de Berlin n’était qu’une alouette, l’invasion des bâtiments, des graffitis fou, faux sentiment de liberté retrouvée. Au cours de la période de fête, est en avance sur le processus de gentrification. Le capital, par exemple Judio, est de retour pour conduire l’alternative, le migrant, turc, arabe, musulmane, africaine pauvres. Tout cela au nom d’un nettoyage à l’époque d’Hitler, il a été dit ethnique, contre les Juifs, les homosexuels, les Noirs et les Tsiganes. Maintenant, au lieu de construire pixado entrer la couleur. L’étoile de type ancienne marque, annonçant la fin de la liberté de créer, hack, pixar, vivre. Fin de l’histoire.

Después de la caída del muro de Berlín era sólo una broma, la invasión de los edificios, el graffiti loco, falsa sensación de libertad recuperada. Durante el período de fiesta, está por delante del proceso de gentrificación. La capital, por ejemplo judio, ha vuelto a impulsar la alternativa, el migrante, turco, árabe, musulmán, pobre de África. Todo en nombre de una limpieza a la hora de Hitler, se dijo étnica, en contra de Judios, los gays, los negros y los gitanos. Ahora, en lugar de la construcción de pixado introducir el color. La antigua marca estrella de tipo, anuncia el fin de la libertad de crear, hack, Pixar, en vivo. Fin de la historia.

אָך די וואַנט געקומען אַראָפּ אין בערלין איז געווען בלויז אַ לאַרך, ינוואַזיע פון בנינים, גראַפיטי משוגע, פאַלש זינען פון ריגיינד פֿרייַהייט. איבער די צייַט פון פּאַרטיינג, איז פאָרויס פון דעם פּראָצעס פון דזשענטריפיקיישאַן. די קאפיטאל, זאָגן דזשודיאָ, איז צוריק צו פירן די אנדער ברירה, דער נאַווענאַדניק, טערקיש, אַראַבער, מוסלים, אפריקאנער נעבעך. אַלע אין די נאָמען פון אַ רייניקונג אין דער צייַט פון היטלער, עס איז געווען האט עטניק, קעגן יהודים, געיס, בלאַקס און גיפּסיעס. איצט, אַנשטאָט פון בנין פּיקסאַדאָ אַרייַן די קאָלירן. די אַלט סאָרט טיפּ שטערן, אַנאַונסינג די סוף פון די פֿרייַהייט צו מאַכן, כאַק, פּיקסאַר, לעבן. סוף פון

 

Berlin duvarı aşağı geldikten sonra sadece bir şaka, binaların işgali, grafiti çılgın kazanmış özgürlük yanlış duygusuydu. Parti yapan aşkın süre öncesinde soylulaştırma sürecinin olduğunu.Sermaye, judio söylüyorlar, göçmen, Türk, Arap, Müslüman, Afrika yoksul alternatif sürmek için geri döndü. Tüm Hitler’in anda bir temizlik adına, bu Yahudiler, eşcinseller, siyahlar ve Çingenelere karşı, etnik denildi. Şimdi, yerine bina pixado rengi girin. Oluşturmak, hack, pixar, yaşama özgürlüğüne sonuna duyuran eski bir marka türü yıldızı. Hikayenin sonu.

Atenção. Atchung, mané.

 Se hoje os Judeus são aliados na gentrificação de Berlim, na época do Nazismo os Turcos eram aliados dos Alemães contra os Judeus.

Já dizia o Chacrinha:

Roda, roda e avisa…

*

Tradução –  duvidosa –  do Google

Definição de Gentrification by Wikipedia:

O enobrecimento urbano, ou gentrification, diz respeito à uma intervenção em espaços urbanos (com ou sem auxílio governamental), que provocam sua melhoria e consequente valorização imobiliária, com retirada de moradores tradicionais, que geralmente pertencem a classes sociais menos favorecidas, dos espaços urbanos. Acontece que o resultado, visualmente, é outro. Os bicho-grilos, riporongas sairam fácil. Agora, achar que a turcaiada vai dar mole, não vai, não, chucrute. Mas olha só a diferença.

“Os processos de gentrificação são criticados por alguns estudiosos do urbanismo e de planejamento urbano devido ao seu suposto caráter excludente e privatizador. Outros estudiosos, como o sociólogo Richard Sennett da Universidade Harvard, consideram demagógico o caráter das críticas, argumentando que problemas urbanos não se resolvem com benevolência para com as camadas mais pobres da população e, na sua opinião, só se resolvem com alternativas que reativem e recuperam a economia do local degradado.”

 

Moral do Lero de hoje aqui de Berlim.

Nem Cachoeira nem Lula. Em alemão, não é NEIN!!!

Nem Gilmar (só se for o goleiro campeão).

Nem Jobim (só se for o compositor).

Tchuss, Zé Ninguém.

Já não falei Tchuss?

Então?

Avie, menino!!!


Mulheres alemãs querem maridos judeus.

The German people today did not get rid of non-trauma, they were others, but full of complexes, such as unconditional defeat in the last two world wars, Nazi-killing Jews, Communism and Fascism, which divides, even today, in either half of Germany, more capital Berlin. And the German Jews, because Judaism is religion, not citizenship.

Das deutsche Volk heute nicht loswerden Nicht-Trauma, sie waren andere, aber voller Komplexe, wie bedingungslose Niederlage in den letzten zwei Weltkriege, Nazi-Mord an den Juden, Kommunismus und Faschismus, das teilt sich auch heute noch, entweder in halb Deutschland, mehr Hauptstadt Berlin. Und die deutschen Juden, denn das Judentum ist die Religion, nicht Staatsbürgerschaft.

O povo alemão até hoje não se livrou não de traumas, que estes foram de outros, mas de completos complexos, tais como: derrota incondicional nas duas últimas grandes guerras, nazismo-massacre de judeus, e fascismo-comunismo que divide, ainda hoje, nos modos, metade da Alemanha, mais a capital Berlim. E os judeus alemães, porque judaísmo é religião, não cidadania.

Pois hoje vamos aos judeus. Já foram indenizados, não nas vidas, mas nos bens estão de volta. Aqui em Berlim, tem  a grande sinagoga, riquíssima, abóboda externa de ouro, tem os bancos, as universidades, o sistema financeiro, museu da história judáica nos últimos dois mil anos (Kreuzberg), mais a grande área repleta de blocos negros do tamanho da imensidão da tragédia.

Sem contar, ainda, os inúmeros pequenos monumentos, às vezes uma mesa e uma cadeira de aço, ao lado a fatídica mala de partida, ou então a Gleis 17, em Grunewald, apenas os trilhos de onde partiam os trens sem volta para o enorme campo de extermínio, não de concentração, na Polônia, o Auschvitz, embora nada haja a respeito dos ciganos, gays e dissidentes também exterminados.

Mas o que para mim mais me marca aqui em Berlin no doloroso êxodo judio é um monumento situado numa praça particular, na antiga parte comunista, que não é bem visto nem pelos alemães e muito menos pelos judeus e explico:

Block der Frauen, Bloco das Mulheres, Rosenstrasse, na frente de onde era a Gestapo-KGBCIA-SNI. Nos últimos meses da guerra já perdida, Hitler, via Goebbels, resolve terminar de vez com os judeus, porque ainda existiam uns quatro mil, preservados porque eram casados com mulheres alemãs e filhos idem.

Motivo deste monumento não aclamado mas que diz da importância dele para a preservação dos dois mil últimos judeus, cidadãos alemães, casados com mulheres arianas que foram à luta, povo unido, bradaram, greve de fome, e ficou a dúvida nazista: matar ou não matar mulheres alemãs. Diante do fato consumado, a guerra chegando ao fim, salvaram-se todos: as mulheres alemãs e seus maridos judeus.

As fotos do monumento Block der Frauen dizem tudo. Elas sim foram o futuro do presente da Alemanha. E não se fala mais em sionismo, comunismo, fascismo, nazismo, capitalismo e tal.

Sobre este monumento tem o filme da cineasta Maragerette von Trotta, de 2003, chamada As Mulheres de Rosenstrasse, e também o livro Resistante of Heart, de Nathan Stoltzfus. Deste, um trecho só:

“De repente, ouve-se um tiro. Quando o som se esvai, o único som que fica é o silêncio. Pois este foi o dia para mim ficou tão frio que congelou as lágrimas em minha face.”

The End. Or The Begining?


Berlin, das westliche, kapitalistische, besetzt von den Vereinigten Staaten, Großbritannien und Frankreich, sagte die Gewinner des NATO-Paktes, hatte schon immer das Stück cracolândia in Nord-Kreuzberg, weil der Nachbarschaft befindet sich südlich der türkischen Einwanderer.
Haben Sie die andere Seite, die Kommunisten, die von der Sowjetunion, der Warschauer Pakt dominierten, war alles nur Traurigkeit, denn auf drei zu machen, um bei einem Fußballspiel anfeuern musste von vier auf daKGB Bürokraten, Stasi, PT und wie sein .
Als die Mauer fiel, war die einzige fuzarca, bash, Typ generell freigegeben, und das erste, was ripongas Kapitalisten hat, war der Strand überfallen die andere Seite der Spree, das Gebäude auseinander fallen, wirklich, nichts wert, aufgegeben.

Berlim, do lado ocidental, capitalista, ocupado por Estados Unidos, Inglaterra e França, os ditos vencedores, do Pacto da Otan, sempre teve o pedaço cracolândia, no norte do Kreuzberg, porque o sul do bairro é dos imigrantes turcos.

Já do lado de lá, dos comunistas, dominados pela União Soviética, no Pacto de Varsóvia, era tudo uma tristeza só, porque para juntar três para torcer num jogo de futebol tinha que ficar de quatro para os burocratas daKGB, Stasi, PT e tal.

Quando o muro caiu, foi a fuzarca só, festança, tipo liberou geral, e a primeira coisa que os ripongas capitalistas fizeram foi invadir a praia do lado de lá do Spree, nos prédio caindo aos pedaços, de verdade, não valendo nada, abandonados.

Prezlauerberg então virou a extensão da cracolândia, com a onda de pixação em tudo que é canto, ocupando os prédios inteiros, até que os capitalistas chegaram de verdade, compraram os prédios a preço de banana, recuperaram, e mandaram os riporongas pastar.

Daí, eles foram para donde? Pouco mais longe, logo depois da famosa ponte da troca dos espiões, entre Kreuzberg, capitalista e Friedrichshain, a comunista, que, por sinal, já começa a receber os primeiros toques de tinta e de retirada étnica para cada vez lugar nenhum.

Então, vamos para um rápido relato deste verdadeira carnificina moral contra os pobres riporongas de Berlim, a cidade sexy, sempre multitudo. Até agora. Nem o papa dos muralistas está escapando. Murais que deveriam estar tompados pelo Patrimônio Mundial da Unesco.

Estou falando das obras do artista italiano Blu que, junto com o francês JR, fez estas duas obras de arte de rua, resistindo, não se sabe até quando, nas esquinas das ruas Curry e Schlesische, pedaço mais barra pesada até o final do ano passado. Vamos à obra máxima:

Polícia e toneladas de tinta são as estratégias usadas pelas autoridades ex-nazistas  contra os riporongas que, com certeza, se na época vivessem, teriam que usar a estrela rosa, que nem os gays, ou a estrela de Davi, que nem os judeus, ou a estrela amarela, que nem os ciganos. Agora, no novo estilo permitido pela Berlim ultramoderna, mais capitalistas ainda, é tipo isto:

Portanto, nestas vindas a Berlim, desde os tempos do muro, tendo-a visitado dos dois lados, como bom brasileiro, só que não fiquei em cima do muro, pois sou polaco, mas na próxima vez que vier por aqui com certeza não verei mais este tipo de arte.

E Prezlauerberg? Virou turística, classe média que deixou de ser hippie para fazer filhos sadios para a nova Alemanha.E esta tal de nova hippie Friedrichshain? Bom. É melhor os riporongas botarem a viola na kombi e partirem para novas invasões. Estão precisando de uma assessoria do MST-PT. Aliás, Dilma Roussef e Angela Merkel são duas comunistonas. Quer dizer, dizem que eram. Pelo sim, pelo não, nada de Paz e Amor, tá, bicho? Nada mais de arte para o proletariado.

Aliás, este cartaz aí em cima tem um lero final aqui no blog que é o seguinte. Estava eu com um deles, amarelão, lendo tranquilamente, na barra pesada da cracolândia do Schlesisches, quando me chega um cara com cara de polícia secreta estalinista e me pergunta em alemão e eu rápido: niquiti espráiti dóiti e ele: polaco, e tá lendo por que? mas se adiantou em inglês, pior do que o meu, deve ser polícia petista, e explicou que o cartaz era proibido, chamado para uma manifestação  proibida , contra esta onda de acabar com os riporogans, e eu, em brasileiro: pois mande eles pro forno a gás que vocês sabem usar muito bem contra ciganos, judeus, homossexuais e, inclusive, polacos. Hein? pronuncia-se Háin? E eu: nada, nada, nada, Heil, mano, Inté e Axé. E fui saindo de perto do trem. Vai que me manda de volta para a Polônia, via Auscheviltz, né? A merda é que ele ficou com o cartaz. CENSURA!!!


People.
Ich bin in Berlin. Zum tausendsten Mal. Ab dem Zeitpunkt war ich ein Architekt des arabischen Reiches, die Kultur auf der Arabischen Halbinsel gebracht und damit dann die Barbaren, die Westgoten, Germanen und Slawen, sie, wie Polnisch, Karma für die Aufnahme in den Hof gehängt Hispanic bezahlt , das bis heute anhält, aber weiterhin das Gespräch hier in Berlin, Ende April 2012 bis Anfang Juni, und Leonard Cohen, der im September kommt, oh mein Gott, auch wenn jetzt im April, prüft die grandésimo Rufus Wainwright.

Estou em Berlim. Pela milésima vez. Desde na vez em que eu era um arquiteto do império árabe que trouxe cultura à península arábica e, por conseguinte, aos bárbaros de então, os visigodos, teutônicos e eslavos, estes, tipo polacos, carma que pago por ter sido enforcado na corte hispânica, isto mesmo, continuam até hoje, mas continuemos o papo cá em Berlim, final de abril, 2012, até começo de junho, e o Leonard Cohen que está vindo em setembro, ai, meu Deus, ainda bem que agora em abril, reverei o grandésimo Rufus Wainwright.

Pois hoje revi Kreuzberg, amanhã domingo, irei a Friedricstain, Preslauen Berg já era, calma, tudo isto é conversa da contracultura que é o forte de Berlin, acabou o muro, o pessoal riporanga USA do Kreuz invadiu Prez, foi expulso para Fried, e, agora, vai ser expulso ninguém sabe mais para onde. É a turma riporonga mesmo que, como diz o prefeito gayzézimo de Berlim, nós, quer dizer, eles, somos pobres, mas somos chiques, somos gays, mas somos machos, somos germânicos mas não somos nazistas, tanto que o número de judeus está cada vez maior, é só dar um pulo no Mitte.

Pois então. Voltei ao Kreuz. Metrô de superfície, nas alturas. Maior mafuá, nos Seischeles, na divisa da antiga Oeste, capitalista e Oeste, comunista, coisas do passado. Dois anos passados, estive aqui, era pedaço estranho, mafuá mesmo, nada perigoso que nem o entorno de Brasílias, mas, enfim, muito do estranho, e hoje, revejo tudo, muito estranho, depois anos passados, tudo muito limpo, derrubado, algumas coisas, tipo do mano BLU, siga abaixo, cadê os malucos belezas…

Ainda tem o lado antigo comunista, Friedrichshain, a gente ainda sente, senti hoje mesmo, no cheiro de urina, no meio da mesma ponte onde eram trocados os espiões da KGB pelos da CIA e vice-versa, ou seja, tudo a mesma merda, mas, afinal, qual a diferença para a hoje sentida, no meu nariz, mesmo MIJO, hein meu Fritz?

Siga as fotos que estou sem tempo porque estou sainda para a noitada na parte mais baixaria de Berlim que, felizmente, ainda continua sendo a melhor. Mesmo. Tchuss.


                               Samba do Crioulo Doido na Esplanada dos Mistérios.

                             Quatro milhões de reais foram retirados do nosso bolso candango direto pro bicheiro de Nilópolis molhar o bico da Beija Flor prá mulata mostrar a riqueza do sertão, no caso, aqui de Brasília, pródiga, multipartidária, uma bela dona cinquentona  assediada por um bando de goianos roceiros vindos da Bahia, Pernambuco, São Paulo e tanto ditos rincões.

                            Na  assumida maior roubada, sambaram   os comprados sambistas do Rio, enquanto os coronéis de araque do cerrado que compraram a bela escola de samba carioca dançam nestes  dias de festa “momesca” na cadeia da PF-Papuda, espécie de    Bangu-Carandiru aqui do DF.

                          O governador, no galho de Arruda, que largou a artista bonita e pegou a ninfa, está licenciado, porque no xilindró, enquanto o vice, Paulo Otávio, genro do JK, finge que é mas está, de fato, de olho naquilo que ainda não é, ou seja, o próximo personagem de um video X-9 qualquer.

                          No mais, resta o temor do PT do mensalão aloprado da cueca ganhar no colo a intervenção. Pode até ser tipo ministro da Defesa.

                           Entonces, duas coisas me chamam a  atenção neste miserável sábado de carnaval aqui na ilha:

                           1 – A letra fatídica do samba enredo da Beija Flor deste ano, a maior roubada, digna de vaia:

                          No coração do Brasil, o afã de quem viu um novo amanhã.  Revolta, insurreições, coroas e brasões.  Batismo num clamor de liberdade! Segue a missão, a caravana em jornada.  Enfim,  a natureza em sua essência revelada, firmando o desejo de realizar. A flor desabrochou nas mãos de JK.                    

                               2 – Aliás, o samba enredo da roubada da Beija Flor começa justamente com os primeiros acordes do Guarani que são usados desde os tempos do popularesco bolivariano ditadorzinho Getúlio Vargas, que adorava nomear  interventor. São os  acordes que fazem a entrada de A VOZ DO BRAZIL, carro-chefe da estatal Agência Nacional-EBN-Radiobrás-EBC-Rádio Nacional.

                        E por que coloco a Rádio Nacional no meio?

                       Porque sempre no meio de qualquer coisa … tem coisa, né? Entáo, lá vai.

                      No tempo de Getúlio, tempos de ouro do rádio no Brasil , a Rádio Nacional usou, no dia 29 de janeiro de 1936, no primeiro programa A VOZ DO BRASIL, tu sabes o que? Uma edição especial com as escolas de samba do Rio. E tem mais, mané sambeiro:

                    O samba enredo da    Estação Primeira da Mangueira, naquela época, tal qual  a Beija Flor de Nilópolis, hoje em dia, mamou uma grana do Estado, bicheiro ou treteiro. Em troca, o especial foi divulgado, na íntegra, pela nossa co-irmã, a Rádio Nacional do Terceiro Reich, dos nazistões-fascistas-hitlerianos, aliás, naquela época, também aliados dos comunistas de Stalin.

                   Moral:

                   Tais vendo como o mundo rola sem ser uma bola?

                   Dica:

                   Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil – Leandro Narloch


Berlin and San Francisco to me are the two cities where the quality of life spreads without freshness. I’ve been  lots of times in both. Paris, otherwise,  is a case of irrational passion aside. In Berlin, I was forty days in the penultimate round. Of stay, I finished my left   video, from more than a thousand pictures. At the sound of Lili Marlene, the work begins:

Berlim e San Francisco, para mim, são o máximo de cidades em que a qualidade de vida se esparrama sem frescura. Já estive nas duas uma porção de vezes. Paris é um caso de paixão irracional à parte. Em Berlim,  fiquei quarenta dias na penúltima ida. Da estadia, saiu o vídeo, a partir de mais de mil fotos. Ao som de Lili Marlene, o trabalho começa assim: 

Berlin East-West- Video by Mamcasz

Berlin - Video by Mamcasz  2

Berlim entre a Cruz e a Suástica. Cristo e o Anti-Cristo. Halleluya e Heil, Hitler!

 
    Berlin East-West 3 - photo by Mamcasz 
 
Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim em cima do muro que começa a pender para um lado. A queda se aproxima.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim entre o proletário e o burguês. Capital e Trabalho. Operário e Patrão. E o muro ... no meio.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano zero. O proletariado capitalista dá um murro no muro.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlin ano vinte. Pós muro. Sem o escuro do muro. A classe operária vai ao paraíso.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano vinte. Pós muro. Na Alexander Platz, a Oxfam se apodera do ex-palacete comunista

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano vinte. Pós muro. O que era decaído, ressuscita em Kreuzbeg. Tem espaço na foto até para Free Tibet, seus chinocas.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Berlim ano vinte. Pós muro. Onde havia o escuro, chega o claro. Ao fundo, o Palácio da República vai pro chão.

Berlin East-West - photo by Mamcasz

Na ilha dos museus, a caravana dos cães passa. O Pérgamo abriga a imperatriz egípcia.

 Berlin Eaast-West - photo by Mamcasz

 

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E a nossa caipirinha invade a monumental Karl Marx Strasse, na ex-Berlim Oriental.