fevereiro 2010



                       Brasília não tem jeito mesmo.

                       Hoje de manhã, na frente da rádio, duas vagas para deficientes ocupadas por diferentes.

                      No caso, o carro do ministro da AGU – Advogacia Geral da União – e segurança.

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                           Estava eu, em novembro do ano passado, 2009,  por um noves fora,  nada, pela Rádio Nacional, em Salvador, na minha querida Bahia, eu e mais uns trinta colegas da EBC, num tal dum Congresso sei lá do que de um Controle Público. Foi bom … Rio Vermelho …Pousada Catharina … uma tia-mina com o Cartão Corporativo … e tal …. né?

                          Blá… blá… blá… blá… blá… blá… blá… blá… blá…

                          Pois então … no final … no último dia, sexta, pinta o escândalo do DF … Arruda … lá em novembro de 2009 … daí, corro pro Jorge Hage … CGU … tava lá … pois  Zé … aliás, no sábado, dia seguinte, embarcando, sozinhos,  batemos um papo, no mesmo aviao, cade a porra  da  minhoquinha em cima desta letra … lepitópi contrabandeado, mas do legítimo … fazê o quê, falando que nem petê  …

                          Continuando … me distrai com esta foto com a bonitona que é do Ministério Público, procuradora, sei lá … tesão… tesão… tesão … diria não eu (será?) mas, com certeza, o Raul Seixas, pois ele que seja processado, não eu, por este justificado tesäo – será que eu teria o prazer de por ela ser preso? ai quem me dera…

         

                              E né que hoje, dia 25 de fevereiro de 2010, tantos tentos repassados, a grande CGU anuncia, cá dos píncaros do Planalto Central,  este   seguinte (novembro-dezembro-janeiro-fevereiro-quase águas de março:

                             “Investigação da Controladoria Geral da União encontrou irregularidades na aplicação do dinheiro repassado para obras no Distrito Federal.

                              Muitas das obras de Brasília são feitas com verbas federais.

                              O novo trecho do Metrô, por exemplo, tem dinheiro do Ministério dos Transportes –R$ 40 milhões.

                               Na ponta do lápis, segundo o relatório, o serviço ficou 125% mais caro, um prejuízo de quase R$ 12 milhões. “

                            Moral do papo:

                            1 – Será que ainda posso ter esperança com essa procuradora-geral-gostosona?

                             2 – Será que a CGU poderia ser um pouquinho, só, mais devagar do que a tal da tartaruga?

                             3 – Será que só eu sou ZONZO aqui em Brasília?

                             4 – Enfim, Ibiapina, neste caso, posso falar uma palavrona????

                             Então, me desculpe, minha cara ex-estagiária, mas tenho que gritar:

                            – PORRAAAAAAAAAA………!!!!!!!!


             Tem ” deficiente” que fica confusa quando encontra alguém que é “diferente”.
 Este mal estar pode ser evitado se as pessoas se interagirem mais no trabalho.
 Pois veja só o péssimo exemplo que continua aqui na frente da Rádio EBC.
 São três carros de pessoas difererentes mas não deficientes.
Uma autoridade para entrevista na TV Brasil, uma funcionária e um chefe graduado.
 Nenhum deles disse Bom Dia ao porteiro quando chegou hoje aqui na rádio:

                

Alguns detalhes a respeito do não-feito:

http://www.cedipod.org.br/quando.htm


                        Pois Zé… estava eu cá, sob o céu de Brasília, na múltipla escolha de ser governado por um preso ou vendedor de picolé ou cabo da PM do PT ou interventor, na manhã deste domingo, sol de calango, e só mexendo nos meus “ cebolões ” .

                        Pois Zé… daí peguei minha Vitrola (?), 45 rotações, na ponta da agulha, no sovaco o pano de feltro, bem limpo e começo logo a faina:

                       Entrei no Banquete dos Mendigos, do Macalé. Bebi a Gota d’água, da Simone. Babei no What a Wonderfull (naquele tempo) World, do Armstrong.

                      Pois Zé… daí escuto as primas ordens, sempre mui severas, de dona Florzinha.

                     – JOGUE FORA TUDO ISSO E AGORA !!!

                    Antes, na enrolação do meio de campo, estendi-me no coçar minhas melecas e melenas e associar meus cebolões aos meus velhos amigos e novas amigas… sem ofensa, mas sabe como é que é. Domingo de manhã, Brasília, solzinho de calango, caipirinha, carne de sol ao forno, dessalgada no leite ao coentro…

                     Pois Zé … daí, mexi num 33 rotações… tá certo, não é do seu tempo. Que nem a fita da máquina de escrever. Muito menos o papel carbono. Estêncil? Mimeógrafo? Mama’s and Papa’s?

                   Pois Zé … e dona Florzinha, sempre mui digna:

                  – JÁ FALEI PRÁ JOGAR FORA ESSES SEUS “CEBOLÕES”  E AGORA !!!

                   E eu, mui firme, como sempre, só no enrolando (?) :

                  – Não largo meus velhos amigos e minhas novas amigas de jeito nenhum.

                  Pois Zé …  daí,  ouça se  tenho razão que a própria razão desconhece:

                 Jimi, os Pretenders, os Comodores, os Five Jack, os Pigs on the Wing – qué isso, Zé – coisas do Pink. Quem? O Floyd.

                 Mexi ainda no Simon, abraçadinho ao Garfunkel. E com o Pelvis in the Ghetto. E cantei na surdina, enquanto coçava meus “ cebolões” :

                – It’s now ,or never, kiss me, my darling, tomorrow não vou tá a fim…

                 Pois Zé .. daí, pulei pros Titãs ( Jesus não tem dentes no País dos Banguelas). Porra, que porrada. O Arnaldo Antunes ainda era um nem- neim. 

                 Peloamôdideus, genti… Escreva prá dona Florzinha prá ela não me obrigar a uma mau-dade dessa. Eu ter que me livrar dos meus Bolachões é o mesmo que me livrar deste mundo. Enterrar The dark side of the moon, do Pink, nem que fróid. Rita Pavone cantando, em alemão, komm doch wieder mal nach rom (???)

                E o Cat.

                 – Qual?

                 – O Stevens. Cantando The Wind.

                   – JOGA LOGO FORA TUDO ISSO E AGORA !!!

                  E a Tina, Let’s stay together, aí é briga, na certa, São dois prá lá, um prá cá, dona Pimentinha Regina.

                 E o Neil Young? quando conheci a Florzinha, naquela cama de viúva, altos drinks e, na vitrola rolava  o California Sunset…

                 – Pois Zé …

                 – É o que?

                 – Nada, não …

                 Parti pro diálogo, grupo de trabalho, coisa e tal, que nem na rádio petista-ongueira-estatal e tal.

                 Joguei fora o Crosby, o Stills, o Nash, e até o Young. Sem contar o Deep Purple,o New Order, o Zeppelin, os Street Rats, James Brown, The Animals, The Who, Nina Simone, Barry White, Colosseun, Jack Bruce, Billy Paul, Ginger Baker, Stevie Wonder, John and Vangelis,a trilha sonoroa do Sunshine, Frank Zappa, Otis Redding, Carole King, James Taylor…

                Abri mão da Dionne Warwick – menos da faixa A-4, Hey Jude, de jeito nenhum.

                Ray Charles, tudo bem, menos o I can’t stop of loving you… mas não tem diálogo no caso do disco do Dancin’days, lado B, faixa 1 – Macho, Macho Man, Village People, não tô certo, seu Zé?

                  Digo o mesmo com o disco do Santana, 1971, Disco é Cultura, Columbia, lado 1- a Batuka.

                  Tem ainda o lado 2-A – Richie Havens, A Little Help from my friends, se for com o Joe Cooker, então, é briga mesmo.

                  Com o cebolão Let It Be, os quatro beats na capa, acabo sozinho, se for preciso…

                Pretenders, Only You, não abro a mão mesmo!!!

                 El condor Pasa, com Paul Simon, de jeito maneira.

              O discão do Pink Floyd , aquele com a vaca na capa, nem que ela tussa.

                O Queen, A Nifht at the Opera, faixa B-2, Love of my Live, má nem pensá… O Queen, alive, God Save the Queen, ou ele ou ela.

                Tô certo, seu Zé?

              No mesmo lado, Live Magic, Friends Will Be Friends, não tem, mesmo, conversa.

             O Richard Clayderman, tudo bem, só a faixa A-4, Tema de Lara, aí é um assunto muito do pessoal. Primeira namorada da vida lá no interiorrrr…

            Agora, o Calix Bento, do Tavinho, com o old Milton, nem pensar, né seu Zé?

            – E da flor , nasceu Maria, e de Maria, o Salvador, oiá, meu Deus…

           Fé cega – nem, nem, nem :

          –Agora, não pergunto mais prá onde vai a estrada…

        Quase que fui. Só uma coisinha final:

       Onde estiver escrito “ CEBOLÃO ” . . . leia-se “ BOLACHÃO ” , VINIL…

         E me mande logo esta corrente pra frente, Brasil, Brasil, salve a seleção de corruptos incompetentes.

        – Help!!!

        – I need somebody.

          – Qué isso, seu Zé?

           – Nada,nada, nada. Você não soube me amar!

           Moral da  prosa:

           Enquanto isto, eu   continuo por aqui, só  enrolando(?) a minha própria vida.

         – Então, tá.

          – Inté e axé.


                      De Mauro Santayana a respeito dos políticos de Brasília:

 “ Para usar os adjetivos certos, não se trata apenas de corruptos, corruptores e corrompidos – como os acusados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público -, mas de pessoas com escasso conhecimento de seus limites constitucionais e do que seja o estado republicano. Chegamos ao paradoxo constrangedor: a mais incompetente e, provavelmente, mais indesejada “classe política” do Brasil se encontra na direção da mais importante cidade brasileira, Brasília, a capital da República. ”

                        Moral:

                        Retire-se do hino oficial a parte em que se canta:

           BRASÍLIA, A CAPITAL DA ESPERANÇA !!!!!

” Em meio à terra virgem desbravada
na mais esplendorosa alvorada
feliz como um sorriso de criança
um sonho transformou-se em realidade
surgiu a mais fantástica cidade
“Brasília, capital da esperança
“. “


                              Por que sumiu?

                              Porque….

                              Então, escute aqui o porque da coisa:

http://www.podcast1.com.br/ePlayer.php?arquivo=http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/MIUDO_MAMCASZ_RECEITA_3.mp3


 Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.

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