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Na sede, em Brasília, a greve começou assim:

http://www.youtube.com/watch?v=3N9c_I3eG5k

Por uma nova EBC

com amanhãs de

mesma luta

nova imagem

mesma luta renhida

nova imagem refeita

mesma luta renhida no tempo

nova imagem refeita no espaço

mesma luta renhida no tempo da vida

nova imagem refeita no espaço da sorte

mesma luta

nova garra

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 mesma luta

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mesma luta

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mesma luta 

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mesma luta 

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Video by Felipe Leite Costa – EBC NA Esplanada

https://www.facebook.com/photo.php?v=677858578893521&set=o.194059373945685&type=2&theater

EBC-Empresa Brasil de Comunicação.

É quem as BBC (Inglaterra), RFI (França), RTE (Espanha) ou Deuch Well (Alemanha).

Para uns, são empresas públicas. Para outros, governistas.

 Há casos em que se tornam partidárias.

De qualquer forma, são  financiadas pelo Estado, ou seja, pelo Povo, chamado de Público.

 

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GREVE DA EBC 2013.

Ultrapassando os dez dias.

Participação efetiva do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Assistência de São Luís (Maranhão) e Tabatinga (Amazonas).

 Quase dois mil empregados concursados, dos 20 aos 70 anos de idade, com 1 a 40 anos de casa.

 Estão de fora, alegando questões ditas jurídicas e não de consciência, 409 gestores.

 A maioria absoluta, o que importa, na greve geral.

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Pare. Olhe. Agora, veja e escute as Vozes da Greve.

1 – Nosso Canto de Guerra:

http://www.youtube.com/watch?v=x7L9KusnRgE

 2 – Quem quer continuar a greve?

http://www.youtube.com/watch?v=tP8prSOKXVc

3 – Mais alguém?

http://www.youtube.com/watch?v=UvZ_VkIHGPg

Sindicatos do Rio

http://www.youtube.com/watch?v=lUT8FgTZKQg

Deputado Chico Alencar

http://www.youtube.com/watch?v=LKjsseBEnEQ

EBC RIO

http://www.youtube.com/watch?v=PckcTasbT7E

EBC SÃO PAULO

http://www.youtube.com/watch?v=-T3sB4juiek

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Nós  que levamos a EBC nas costas, no dia a dia, recebemos inúmeros apoios externos pela nossa greve, legítima, mas levada ao TST- Tribunal Superior do Trabalho – pela parte dita patronal, embora a empresa seja pública.

Vamos a alguns dos muitos apoios dados.

 Iniciando pelo CIMI – Conselho Indigenista Missionário.

Velho parceiro principalmente na Radio Nacional da  Amazonia.

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MST – Movimento dos Sem Terra

CUT – Central Única dos Trabalhadores

MCT – Movimento das Camponesas Trabalhadoras

Escute a lider catarina campesina Rosane Bertotti-

http://www.youtube.com/watch?v=02f0977n3t0

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Mais apoios para a Greve da EBC 2013

Deputada Érica Kokay. Deputado Padre Ton. Senador Eduardo Suplicy.

 CSP Conlutas e Sindicato dos Petroleiros. PSOL. ABGLT.

 Deputada Leci Brandão, filha artística de Cartola.

 http://www.youtube.com/watch?v=iasUdLfIDxI

Leonard

o Sakamoto

http://www.youtube.com/watch?v=5i0aVFngMxE&feature=youtu.be

Deputado Adriano Diogo

https://www.youtube.com/watch?v=S4LZ28i29t8

Ator Murilo Grassi

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UwAvENlamOA

Jornalista Tim Vickery, correspondente da BBC no Rio:

https://www.youtube.com/watch?v=0wPe63Iz2do

Penúltima atualizada

CUT
FUP (Federação Única dos Petroleiros)
FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação)
Frente pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Fale-Rio)
LutaFenaj!
Oposição cutista dos radialistas de SP
FNP (Federação Nacional dos Petroleiros)
MST
SENGE (Sindicato dos Engenheiros)
AMARC (Associação Mundial de Rádios Comunitárias
CSP Conlutas RJ
ONG Olhar Animal
CIMI (Conselho Indigenista Missionário)
Barão de Itararé

Erika Kokay (PT-DF)
Ivan Valente (Psol-SP)
Chico Alencar (Psol-RJ)
Markus Sokol (Membro Direção Nacional do PT)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Jean Willys (Psol-RJ)
Carlos Gianazzi (Psol-SP)
Paulo Teixeira (PT-SP)
Jorge Bittar (PT-RJ)
Leci Brandão (PC do B -SP)
Adriano Diogo (PT-SP)
Padre Ton (PT- RO)
Rapper Gog
Leonardo Sakamoto (ONG Repórter Brasil)
Latuff

Moral do lero todo.

Esta ODE À GREVE DA EBC 2013 rejunta  uma diferença  de quase meio século.

 De um lado, eu, jornalista, 65 anos de idade e 32 anos de casa. Pós em Economia Derivativa.

 Do outro, Christiane Saú D´Agostinho, RH, 25 anos de idade e 2 de casa. Pós em Gestão Pública.

 Esta é a grande vitória desta greve.

 Aproximou as pessoas divididas pela Avenida do Povo.

Isto gestor nenhum tinha conseguido.

 Por isso,  esta ode é a base do para breve documentário.

A  EBC  PAROU !!! 

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Imagem de gestos de luta

Imagem de gestos de luta (Photo credit: Wikipedia)

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Liberté, Fraternité, Igualité, o quê, mané?

– Nós evitamos uma catástrofe.

 Nóis quem, caixeiro viajante?

 Sarkozy, na TV França, oficialesca.

 Depois da puta reunião dos 17 do Euro.

Enquanto isto, nas ruas, a voz do povo ecoa.

Tudo bem que aos pingos.

 Na forma de sussuros, cartazes, pinturas.

União Sindical. Qué isso?

 Fraternité.  Não tem de quê…

 Dívida. Austeridade!!!

Mas quem vai pagar a conta?

 O povinho se sempre, né?

 Greve Nacional?

Sem CUT, UNE, MST, CGT?

O povo nas ruas contra a gatunagem geral?

 Sem Bolsa Família, Gás, Luz, Geladeira e Trepadeira?

Jamais!!!

Leia-se JAMÉ!!!

Só tem um porém.

 Um dia, o povinho zé ninguém,

depois de pagar a conta, acaba assim, ó:


(Foto de uso público – EBC)

*

Nascido nas famosas redes sociais,

não confundir com as compradas ONGs,

muito menos com os Blogs comunitários, leia-se oficiais,

não é que aconteceu a tão antes imprevisível

Marcha contra a Corrupção e a Impunidade?

(Foto de uso público – EBC)

*

Aqui em Brasília, a Esplanada dos Mistérios encheu, 

 da Catedral até a Praça dos Podres Poderes,

 concentrando-se, ao final, no Lago poluído do Congresso Nacional.

 Segundo a Polícia Militar, foram 25 mil pretos (vestidos de…).

(Foto de uso público – EBC)

*

No caso aqui de Brasília,

esta foi a maior resposta conseguida via Facebook,

no movimento começado, é verdade,  pelo “Nas Ruas”, do Rio de Janeiro.

Infelizmente,   o carioca, bem, preferiu ir aos jogos, mesmo que de azar,

 e ouvir os tiros à distância no Complexo Desportivo do Alemão.

Mas a marcha aconteceu bonito em muitas cidades,

tipo Avenida Paulista, Porto Alegre, Curitiba, Belém,

enfim, em todo o território nacional.

A Marcha contra a Corrupção e a Impunidade

 ganhou repercussão internacional,

embora a imprensa tupiniquim,
amestrada pelo dinheiro da Viúva,

 tenha preferido ficar tipo bem neutra,

em especial as cadeias de televisão de porte,

só liberando imagens depois que elas, bom,

de fato aconteceram e não tendo mais como deletar.

(Foto da Folha de São Paulo)

*

A Marcha contra a Corrupção e a Impunidade

 cumpriu o que vinha sendo acertado, durante a semana,

nas redes sociais, ou seja, alguma peça de preto no vestir,

nenhum cartaz de partido

 muito menos de político,

e tudo na maior ordem e paz.

( Foto de uso público – EBC )

*

Teve o pessoal do PSOL que tentou, aqui em Brasília,

inserir cartazes contra o PT,

 mas foi convencido a desistir, na boa.

 Nenhum politico ou partido foi aceito a abraçar a causa.

Exceção aberta apenas para OAB, CNBB e ABI.

 Advogados, bispos  e imprensa.

(Foto do Estadão, em Porto Alegre)

*

A grande pergunta agora, e corre
nas redes sociais, a partir do relativo sucesso, é verdade, ainda que as “Diretas
Já” começaram com duas mil pessoas, em Pernambuco, e acabaram com dois milhões,
é sobre os próximos passos:

( Foto do Correio Braziliense )

*

– Garantir as “Mãos Limpas”,
projeto popular ameaçado de extinção?

– Acabar com o voto secreto na hora da cassação?

– Voto nulo?

– Impeachment?

– Proibir doação de empresas para partidos políticos?

E assim, La Nave vai.

Pra donde?

Depende.

Fica a pergunta que não pode morrer.

– Nesta hora de briga para acabar com a corrupção que sangra o Brazil,

 cadê os tão organizados gays, margaridas,

CUT, MST, MLST, GLST,
os sem-teto, sem-terra, sem eira e nem beira?


1 – Fenaj

Saiu o resultado da eleição da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas, com 41 profissionais eleitos na chapa Virar o Jogo. Apesar do nome, a maioria é da diretoria antiga. Interessante que não tem 1 aqui de Brasília. Boa imunidade sindical para todos.

Lista completa em:

http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=3148

2- Jornalistas de Brasília

 Enquanto isto, o balanceante Sindicato dos Jornalistas de Brasília enfrenta uma dura divisão nestas eleições.

De um lado, a Velha Guarda. Do outro, a Jovem Guarda.

O ovo ou a galinha?

Mas ninguém, mesmo, da Nova Guarda.

E ninguém no meio para colocar ordem na zona.

Sem sede própria, vendida para uma construtora, em troca de futuras salas, funciona no eterno decrépito Clube da Imprensa.

Na verdade, há quase cinco mil jornalistas na capital, sem contar o bando de estagiários, e valendo os fotógrafos e e cinegrafistas.

Sindicalizados, menos da metade. Os que costumam votar não chegam a dez por cento do total.

 Interessante é que no caso do Clube da Imprensa há uma terceira chapa registrada com  o nome de Virando a Mesa.

Lista completa dos jovens (nem tanto) e dos velhos (com certeza) em:

http://www.sjpdf.org.br/Noticia,Abrir,3951,7804.aspx

Ah …

Amanhã eu posto aqui um arranca-rabo que tivemos eu, dito plínio, e um pseudo-jovem que está na Chapa 2-Acomodação,  quando estávamos  na saudosa Comissão de Funcionários da EBC, não a de agora.

Tudo devidamente registrado no STE (?).

Inté e Axé!

Boa imunidade sindical, cutianos.

São 41 na Fenaj e 28 no Sindicato.


Leia no Observatório de Imprensa.

Profissão, Jornalista.

Jornalistas numa baita de uma encruzilha.

Eduardo Mamcasz

Diretório Acadêmico

Clique a seguir:

http://observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=555DAC002


  JORNALISTAS    NA  ENCRUZILHADA

A história da sindicalização dos jornalistas brasileiros começou na década de 30,  século passado,  a reboque das benesses do governo da época, no caso, do então ditador Getúlio Vargas, que concedeu a jornada de cinco horas diárias e tentou, sem êxito, em 1938, criar escolas superiores que permitissem uma profissionalização, com diploma, que só foi alcançado noutra ditadura, esta militar, em 1969, e derrubado agora, em 2009, no final de um governo democrático de viés popular.

 

Muros de Brasília - photo by Mamcasz

A partir de 1950, os jornalistas brasileiros passaram da fase dita de boemia para a sindicalização que acompanhou o processo de industrialização brasileiro, com a transição das Associações de Imprensa regionais para os Sindicatos, embora, no âmbito nacional, a Associação Brasileira de Imprensa -ABI – tenha mantido presença marcante, a partir do golpe de 1964, quando os sindicatos dos jornalistas ganharam juntas interventoras, até decair novamente, em termos de participação nacional, desde o impeachment do primeiro presidente civil eleito depois dos militares.

 

Muros de Brasília - photo by Mamcasz

A reação dos jornalistas brasileiros voltou a acontecer na década de 70, com a retomada dos Sindicatos por nomes de peso, a exemplo do Distrito Federal, onde entrou Castelinho (famoso colunista Carlos Castelo Branco), seguida de lutas enormes contra a censura, pelas Diretas Já para presidente,  de protesto por mortes de jornalistas,  o caso maior foi o de Vladimir Herzog, na prisão política em São Paulo, encerrado este ciclo com a realização de  greves de jornalistas que tinham apagado do imaginário de toda uma geração esta forma de luta de classe, ainda que corporativista.

 

Muros de Brasília - photo by Mamcasz

Finalmente, advindo o processo de transição para a democracia (saída dos militares, chegada do primeiro presidente civil eleito indiretamte – Sarney –  e afastamento do primeiro eleito diretamente – Collor), os jornalistas se encontram agora numa encruzilhada, na fase pós Informática,  perdendo cada vez mais espaço para blogueiros, lobistas, comunitários, ongueiros, assessores e outros estranhos no ninho, o mesmo acontecendo com o sindicalismo e seu envolvimento partidário, não mais político, com   preferência pelo singular  PT – CUT, e se distanciando cada vez mais   do centro da meta da maioria da classe.

 

Muros de Brasília - photo by Mamcasz

Em síntese, a classe dos jornalistas brasileiros está sem rumo, desunida, desinteressada e sem bandeira, perdida diante de investidas como o fim da exigência do diploma ou da malsucedida criação do Conselho de Comunicação Social, sofrendo da ausência de bandeiras comuns de luta e de nomes brilhantes para modernizar o movimento sindicalista do jornalismo brasileiro. 

 Enfim, devido à opção pelo singular e não pela ação pluralística, que envolva a maioria, o sindicalismo brasileiro referente aos jornalistas está nas mãos de meia dúzia que diz representar os interesses de milhares de profissionais que preferem o silêncio dos inocentes.

O que vai sair disso, ninguém sabe, nem quando, e muito menos onde.

 

Muros de Brasília - photo by Mamcasz

Boca no Trombone

 Eduardo Mamcasz

 

( Jornalista profissional sindicalizado desde 1977, primeiro no Rio depois em Brasília,  formado na UFRJ,  com passagens nos jornais O Globo, Folha de São Paulo e EBN-EBC, entre outros. Este texto foi preparado para o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), a pedido, por uma turma duma Faculdade de Comunicação em Brasília, quer dizer, no Distrito Federal, porque na cidade de Taguatinga. )