Para melhorar a condição marginalizada do preto e do pardo,

que formam a raça negra,

não bastam apenas políticas públicas eficazes.

A recomendação é do Instituto Ethos.

É preciso colocar como meta permanente uma série de ações mais afirmativas.

Saiba quais são elas.

Ouça Eduardo Mamcasz nesta quinta e última parte da série

”Discriminação do negro no mercado de trabalho”.

Click abaixo

 http://radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2012-07-27/sociedade-n%C3%A3o-incentiva-participa%C3%A7%C3%A3o-do-negro

 

 

 

 


Por causa do  alto nível de analfabetismo, inclusive o funcional,

e baixo número de diplomas universitários, apesar das cotas, 

e diante das novas exigências do mercado de trabalho,

continua bastante limitado, segundo do Dieese,

o acesso do negro a empregos de qualidade e,

mais grave ainda,  a programas de qualificação profissional.

Ouça   a quarta parte da série

“A discriminação do negro no mercado de trabalho”.

Clique abaixo

http://radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2012-07-26/falta-de-acesso-%C3%A0-educa%C3%A7%C3%A3o-aumenta-discrimina%C3%A7%C3%A3o-do-negro-no-trabalho


  Maioria dos brasileiros sofre discriminação no trabalho

O último Censo do IBGE (2010) aponta um fato 

que não acontece desde 1890,

dois anos depois da abolição dos escravos.

Cento e vinte e dois anos passados,

a população negra volta a ser maioria no Brasil.

Mas os sintomas continuam os mesmos.

Os brancos ganham duas vezes mais do que os negros,

que ocupam empregos menos qualificados,

por não terem acesso aos bens públicos,

principalmente à educação.

Acompanhe, a partir de hoje, a série especial

Discriminação do negro no mercado de trabalho”.

The last census of the IBGE points out a act that has not happened since 1890, two years after the abolition of slavery. One hundred and twenty-two years, the black population is again mostly in Brazil. But the symptoms remain the same. Whites earn two times more than blacks, which occupy less skilled jobs, not having access to public goods, especially education. Track, starting today, the special series 

“Discrimination in the black labor market“.

 Click abaixo

http://www.ebc.com.br/cidadania/galeria/audios/2012/07/maioria-dos-brasileiros-ainda-sofre-discriminacao-no-trabalho  


 

Negro cem por cento tem muito pouco aqui na Rádio Brasil.

Aliás, no princípio deste post, cito dois exemplos:

De um lado, tem um negro, técnico de som, no lado pobre.

Do outro, tem uma negra, chefe, atuante na causa, mas … rica.

Então, pergunto na audiência pública do STF:

– Afinal de contas, o sistema de cota para entrar na universidade pública mesmo sem ter as condições exigidas, ela vale para o preto ou para o pobre?

– Melhor, se tiver uma vaga e dois postulantes, um preto e um pobre, quem deveria ficar com ela?

Pois ouça uma das respostas:

http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618


 

Tec: Vinheta de abertura  Trocando em Miúdo
Loc: 70 por cento dos mendigos são negros.
Tec:cunca
Loc: 81 por cento dos negros dependem do SUS.
Tec: cunca
Loc: 98 por cento dos negros não chegam à universidade.
Tec: cunca
Loc: Tem mais. Negros ganham menos do que mulheres brancas.
Tec: dieese negro
Loc: Segundo o Ipea, o negro recebe 66 por cento do salário da mulher branca. Imagina então a situação da mulher negra… Ela recebe 33 por cento do salário do homem branco.
Tec: dieese mulheres
Loc: Palavra do economista Tiago de Oliveira, do Dieese. Tem ainda o Retrato das Desigualdades, tirado pelo IPEA.
Os mais vitimados pela terrível situação de trabalho infantil são os meninos negros, e nordestinos, entre os cinco e os nove anos de idade.
Tec:cafuas
Loc: Quer dizer.O Brasil tem uma dívida enorme para com os negros. Leni Souza, do movimento do negro unificado, qual é a reparação?
Tec:LENI
Loc: Hoje, é o dia nacional da consciência negra. Esta data não existe por acaso.  É homenagem a Zumbi, o rei dos Palmares.
Tec:cunca
Loc: 20 de novembro de 1695. Nesse dia, Zumbi foi traído, preso, torturado, degolado, e a cabeça ficou secando por mais de um ano na praça do Carmo, em Recife.
Tec: guetos
Loc: E por que? Bom… bGanga Zumba é o Rei de Palmares. População: trinta mil. Chega a tropa dos brancos. Milhares de negros são degolados na hora, inclusive crianças. Menos uma delas. É levada de presente à autoridade de Recife.
Tec: cunca
Loc: Quinze anos depois, foge de volta para Palmares e reorganiza o território independente. O nome dessa criança?
Zumbi, o Rei dos Palmares.
Tec:bg final
Loc:De Brasilia,Eduardo Mamcasz – um branco.
Salve o Dia Nacional da Consciencia Negra, quer dizer, salve o Dia de Zumbi, o Rei de Palmares.
Tec:encerramento

 Para ouvir:

http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618

 


 

os pretos de paris 19- photo by mamcasz

Estava eu hoje a flanar pela Rue de Monge, ici em Paris, quando de repente encontro um pacote de livros jogados cuidadosamente perto de uma lata de lixo. Peguei dois. Um, sobre a Internet Underground que se diz ser  o “guide du bizarre e de la contre-culture”. O outro, o que aparece na parte de cima da foto, é do Jacques Sapir e se chama “Os Buracos Negros da Economia”, ou seja, “Les Trous Noirs de la Science Économique”. Este livro eu estudei em 2008 em São Paulo quando fiz o MBA de Derivativos na BMF-BOVESPA-FIA-USP, um pouco antes da crise mundial antecipada pelo velho professor Simeão, de Macroeconomia, com a seguinte advertência marota: “Nunca  se esqueça, Mamcasz,  que tudo que sobe … desce. É da Natureza.”photo by mamcasz 

Este livro é interessante porque defende uma economia anárquica, com reajuste instantâneo de preços, que a produção seja sempre decrescente para estimular a concorrência, e que, portanto, os agentes econômicos ajam de uma maneira automática. É neste ponto que o autor Jacques Sapir ataca com força os graduados do Planejamento que sonham com o impossível equilíbrio geral e se acham donos de um poder que conhece tudo, onisciente, e que por isso usam da mão invisível. Ele termina com esta frase porrada:

 “La main invisible devient le poing d’acier d’un despote.”

“A mão invisível se transforma num punho de aço de um ditador”.

Outro ponto presente no livro dos Buracos Negros da Economia, que achei jogado na Rue de Monge, aqui em Paris, defende que assunto econômico é assunto político e nunca tecnocrata. Pois foi isso mesmo que ouvi do vice-presidente do Brasil, José Alencar, e que está reservado para o necrológio dele na Rádio Nacional. Surpresa? Pois todo jornal, web, rádio, TV do Brasil está com o dele pronto. C’est la vie,  amig@. Quer dizer, a morte. Mas o Zé, depois de um trecho cantando Caymi, ataca os juros altos praticados no Brasil,dizendo o seguinte:

 “Eu sempre disse que a taxa básica de juros no Brasil não devia nunca ser decidida pelos economistas porque este é um assunto estritamente político.

Orra, meu. Este lixo parisiense foi três chic. Agora, deixa eu continuar procurando pela minha mulher que está sumida ici a Paris.

Quem quiser ler o artigo do Jacques Sapir sobre a atual crise mundial, acesse aqui:

http://www.marianne2.fr/La-crise-un-an-et-toutes-ses-dents-1-3_a182098.html

Au revoir.


 

os pretos de paris 15- photo by mamcasz

Paris tem preto pra caramba. Nem sempre numa boa. Tem os degredados das ditaduras corruptas africanas. Mas pouca gente sabe que quando Napoleão, o imperador Bonaparte, que hoje dorme no palácio dos Invalides, vendeu o estado de Louisiana aos Estados Unidos, mais de 50 mil escravos, então libertos, vieram direto aqui para Paris, para escapar da horda branco-azeda que daria na Guerra Civil Americana.

os pretos de paris 0 - photo by mamcasz

Depois, foi a fase dos artistas negros do jazz  que quando em decadência fugiram para Paris, porque aqui eles teriam um bar, mesmo que sujo, para tocar, em troca de um quarto imundo mas com direito a algumas fileiras de cocaína regada a uma bebida forte qualquer, mesmo que o rum, menos o vinho que é bebida de branco, sem contar o adicional de uma loireba, que sempre aparecia para esquentar os ossos do preto cansado.

os pretos de paris 22 photo by mamcasz

Não a toa que todo dia, ici a Paris, eu sempre escuto a Rádio FM Saint Paul, que só toca jazz negro, dia e noite, sem parar, da melhor qualidade, meu.

Por isso, hoje, AOS PRETOS DE PARIS, a homenagem é aos artistas de fato. Em 1948, ano do meu nascimento, Baldwin se mudou para Paris, onde se juntou a um grupo de escritores e artistas negros, que incluiu Chester Himes, Richard Wright e Ollie Harrington. E principalmente a minha nega maior: Josephine Baker.