Este post, conforme o prometido, vai para a amiga Gaby Einstoss 

***

      There are things that impressed by the simplicity that touches deep inside. The Deserted Room. Kopenplatz. Mitte.  Jewish Berlin. Bronze monument of Karl Biedermann. Recalls the night of 9 to 10 November 1938. The Nazi Youth hunting out the People Wandering Jew. People who had managed to run to survive. In haste without bags, furnishings in the room remain motionless. A table and two chairs – one fallen.

     Tem coisas que impressionam pela simplicidade que toca lá no fundo. O Cômodo Vazio.Der Verlassene Raum.  Kopenplatz.  Mitte. Berlim Judáica.  Monumento em bronze, de Karl Biedermann. Relembra a noite de 9 para 10 de novembro de 1938. A Juventude Nazista sai à caça do Povo Errante Judeu. Teve gente que conseguiu correr para não morrer. Na pressa sem malas, os móveis da sala restam imóveis. Uma mesa e duas cadeiras – uma delas caída.

      Mas tem o prólogo, na forma da moldura emoldurada na calçada fria da praça. É um poema que cerca a mesa e as duas cadeiras, impossibilitadas do salto além do muro do Eterno Pogrom-Gentrification-Extermínio. São palavras duras extraídos do poema de Nelly Sachs, Prêmio Nobel de 1947:

“O dedo da Morte aponta para os donos das Casas  outrora  Convidados. Ultrapassado o Limite entre a Vida e a Sorte. Restam as fileiras de Chaminés. Onde o Corpo de Israel vira Fumaça.”

Tradução livre a partir de:

     “…O die Wohnungen des Todes, (Oh the houses of death) / Einladend hergerichtet (invitingly appointed) / Für den Wirt des Hauses, der sonst Gast war – (for the landlord of the house who was once a guest) / O ihr Finger (Oh you fingers,) / Die Eingangsschwelle legend (Laying the threshold) / Wie ein Messer zwischen Leben und Tod – (like a knife between life and death) // O ihr Schornsteine, (Oh, you chimney stacks,) / O ihr Finger, (Oh you fingers,) / Und Israels Leib im Rauch durch die Luft! (And the body of Israel going up in smoke!)

     No meio desta ida, paro para  escutar uma senhora judia,  duas netas,  sete e   cinco anos, a quem falava, em francês, o significado daquela mesa e duas cadeiras, uma caída, dos tempos do Holocausto nos Campos de Extermínio. Foi quando ouço isto:

– Todos morreram?

– Não, eu não, responde a avó.

Trêmulo me apresento. Ela me diz que a Verdade  não tem Idade.  Ela não morre nunca.

Shalom, madame.

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After four days of Carnival here in Berlin  (Karneval der Kultures),  nothing better than to rest on Tuesday, is not it? Nein, nein, says Madame.  And so we are  going  to a popular bar, close to our home, walking   by dark lanes, passing women alone, biking, no sign of police and … all security.

 Depois de quatro dias de Carnaval aqui em Berlin ( Karneval der Kultures), desde sexta-feira, nada melhor do que descansar na terça-feira, não é mesmo? Nein, nein, diz madame.

 E lá vamos nós para um bar conhecido, aqui perto de casa, a pé mesmo, por ruelas escuras, mulheres passando sozinhas, de bicicleta, nenhum sinal de polícia e …maior segurança.

É que toda terça-feira é noitada de Blues no Rickenbackers Music Inn, na Bundesallee 194, Berlin Wilmersdorf, na parte que foi ocupada pelos norte-americanos.

É a noite de Rock & Blues Session, com Heinz Glass na guitarra recebendo os bluzeiros que vão chegando, vão tocando, vão saindo, vão ficando, o que der na telha.

Entrada livre, of course, muita cerveja, boa e barata, das nove da noite até as duas da madrugada. Que mais? Mais nada, né Mané. Curta as fotos. O som um dia coloco no Youtube.

http://www.rickenbackers.de


Hier in Berlin, Sonntag, 10 bis 16 Stunden, hat einen heiligen Brauch: Brunch.
Wenn all you can eat. Im Allgemeinen rund 10 Euro.
Setzen Sie sich, nehmen, wiederholen, erhalten eine Zigarette, Kaffee,, bekommen, essen und trinken.
Ein wenig ausruhen und … fort, talk, süß, salzig, heiß, kalt.
Es verfügt über Türkisch, Deutsch, Griechisch, Vietnamesisch, Palästinensischen, Russisch und escambau.

Aqui em Berlim, domingo, das 10 às 16 horas, tem um sagrado costume: brunch.

Sempre all you can eat.  Geralmente, em torno dos 10 euros.

Senta, pega, repete, um cigarrinho, café, levanta, pega, come, bebe.

Descansa um pouco e … continua, conversa, doce, salgado, quente, frio.

Tem turco, alemão, grego, vietnamita, palestino, russo e o escambau.

Here in Berlin, Sunday, from 10 to 16 hours, has a sacred custom: brunch.
When all you can eat. Generally, around 10 euros.
Sit down, take, repeat, a cigarette, coffee, get, get, eat and drink.
Rest a little and … continues, talk, sweet, salty, hot, cold.
It has Turkish, German, Greek, Vietnamese, Palestinian, Russian and escambau.

Portanto, a cada domingo, conheço um. Nos bons, lóico que eu repito.

No alternativo, tenho meu preferido, que é o 100 Wasser, no quase acabando bairro riporonga Friedrichshain.

E agora um restaurante grego, bem familiar, de subúrbio desconhecido de 99,9 por cento dos turistas.  Restaurant & Cafe Bei Jorgo. Fica num bairro desconhecido, chamado Baunschulenweg, na verdade, Shöneweide, fora do ring que envolve Berlim.

Mas vamos logo ao brunch que a conversa se alonga.

Primeiro, a tradução do título do post deste domingao de sol aqui em Berlim.

Langes leben für mich, bruder. Prost!

LONGA VIDA A MIM MESMO. SAÚDE!!!!

Ajunto uns goles de ouzo, a pinguinha grega, e outros de Lübzer, a cerveja.

Ein klein beer von fass, bite. Aprendi…

E a dona repete, me imitando:

Ein klein beer von fass, bite. Já Más. Ou seja.Saúde, polaco!

Então, vamos por etapas. É brunch mas não é para bando de faminto.

Primeiro, o antes da refeição. Tipo serviço.

Mas Atchung.

Este blogo não está a serviço e nem é pago por ninguém.

Quer dizer…

Ninguém é uma ilha. Nem Brasília. Ainda existe?

Tem um BUS 166, de Shöneweide até Treptow que para na porta.

Tem qualquer S que vá para Schöneweide, fica uma estação antes.

Quem vem pelo Norte sair pela direita.

Se errar, vai pra outro lado, mais vazio.

Depois, uma leve caminhada, coisa à toa.

É caminho para Schönefeld, o aeroporto que ia ser novo agora no dia 3 de junho.

Mas ficou para o ano que vem, 2013. Ainda bem.Sou mais o Tegel.

 

E a refeição, o brunch, a comida, a bebida, a música grega ao fundo?

Calma, mané.

Brunch com brasuka é danado.

Tudo apressado, parecendo na lage.

Camelô com medo do rapa vem aí gente…

Tem ainda a questão da mesa.

Dentro do restaurante ou fora, no jardim?

Quase trinta graus, ventinho bom, jardim florido, na sombra, pode fumar.

Me decido pela mesa do garten, lado de fora, não só por questões metereológicas.

Sempre me acontece isto aqui em Berlim.

Olhe de novo para a foto acima.

No lado esquerdo, quem está me chamando:

– Mein lieben polaquinho!!!!

Acertou. Lili Marlene.

Já chego com este prato, só para impressionar.

Depois, no outro, é a luta, companheiro.

Ufa…

É que nem naquilo. Só um cigarrinho. Mais nada.

Ah. Quase ia esquecendo da Lili Marlene. 

Mein polaquinho…

Não sabia que ela é socialista. Que estava ali por acaso. A sede fica do outro lado da rua. Acredito … e o fogo alemão?

Daí … a minha frauleinzinha Lili querida, mesmo com o brunch de arrepiar umbigo de polaco, insiste… se é que está me entendendo.

Me leva para conhecer a biblioteca infantil, ao lado.

Também é uma bücher. Livraria infantil.

Uma graça, veja bem.

– Lili, mein lieben fraulein.

– Quié, mein polaquim?

– O que quer dizer NEUERÖFXNUNG?

– Nada. Nada. Nada.

– Então o que a mão dessa mulher está fazendo numa libraria infantil?

Prá que … Lili, minha amiga preferida de Berlim, me pega pela mão. Vamos lá para casa. Sempre andando. Quase 400 metros rasos. Até a estação do S. Isto depois de uns cinco ousos, pinguinhas gregas, mais entradas, meias, saídas, voltas, doces, salgados, frios, quentes, mais ou menos, menos ou mais.

– Vamos, vamos, polaquim.

– Pra donde, Lili?

–  Lá prá casa.

– Fazer o que? Café?

– Nein, nein, polaquim. Fazer mais beicim. Sobe?

– Não. Esta escada toda? Nem pensar.

– Polaquim, você é tão engraçado. Não vê que é escada rolante?

Moral do lero.

Fui, né.

Inté e Axé.

http://www.bei-jorgo.de

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“The day when an enemy bomb fell in Germany, my name will not be more Goering. You can call me Meier. “- Signed: Marshal Herman Goring. Heil Mané!!!

 

“O dia em que uma bomba inimiga cair na Alemanha, meu nome não vai ser mais Goering. Pode me chamar de Meier.”

***

“Der Tag, als ein Feind Bombe in Deutschland fiel, wird mein Name nicht mehr Göring sein. Sie können mich anrufen Meier “- Unterschrift:. Marshal Hermann Göring. Heil!

***

Parte do discurso feito pelo nazistão todo poderoso, chefão da temida Gestapo e da Luftwaffen, Força Aérea da Alemanha, Herman Göring, em setembro de 1939, na academia da Lufwffen, no aeroporto de Berlin-Gatow, hoje Museu ao Ar Livre.

Vamos à tradução. Na verdade, ele falou Ruhr, que é o rio Reno, espécie de fronteira eterna da Alemanha. E por que “Mein Name ist Meier” virou piada tão logo as primeiras bombas aliadas começaram a cair sobre Berlim?

 

Meyer, ou Meier, em alemão, é que nem da Silva, em brasileiro, nome mais do que comum, gente do povo, Zé Ninguém. Daí, com as bombas caindo, o pessoal corfria para os abrigos, tinha que dar o nome na entrada, e todo mundo falava, puto:

– Mein Name ist Meyer!!!

O final, todo mundo sabe, deu no que deu, e estas fotos estão no Luftwaffenmuseum, visitado ontem por mim, num subúrbio de Berlim, justo onde era o aeroporto militar nazista, e onde o marechalzão disse de boca cheia de salsicha:

Meu nome é Zé Ninguém!!!

(Ler Escuta, Zé Ninguém, do William Reich)

Então, tá, Mané.

Acontece que o Göring, ao contrário do Goebels e do Hitler, não deu veneno para a mulher e as filhas e depois um tiro na cabeça.

Ele se entregou, foi a julgamento em Nuremberg.


Aqui em Berlim tem o tal de trem (S),  tram (T),  busão (H), metrô (U), regional (R), quase bala (ICC).

Pode ser de pé, de boa,  de boca, de nada, de camelo, de bote.

É fácil, quer dizer, mais do menos.

Não é rápido, mas pressa a troco de que, mané?

Primeira dicona:

Tem que ser o mais direto possível.

Precisou baldear, o tempo passa, o tempo voa, e nada  dele chegar.

1 – Metrô Linha  U-1, a mais antiga, linha Kudam, a avenida mais capitalista, à Warschauer, a mais riporonga. Maior parte em cima de viaduto de ferro, como a da foto, na estação Nollendorsf, a mais gay, desde 1800.

2 –Linha de ônibus do metrô, por isso o M, que não é U, nem Bus, mas no ponto tem o mesmo H. Na foto, uma das melhores linhas, vai de Grunewald, a floresta chique capitalista, até Hermannplatz, o coração do bairro turco, pobre e migrante. Daí tem o ônibus normal, que não M, pode ter dois andares ou um só, mas dois ou três carros acoplados. Tem ainda o bus turístico, na base de ab (a partir) de 10 euros por dia, com o segundo andar aberto, mas pode ser fechado, se chover.

….

Agora, vamos às tarifas.

É fácil, quer dizer, mais do menos.

Completo.

Tudo muito bem explicadinho.

O diacho é que é detalhado até por demais.

Um exemplo.

Um cachorro é de graça. O segundo, paga.

Mas o cachorro tem que estar acompanhado, lógico.

Geralmente, cachorro de alemão é mais educado ainda do que a dona.

Bicicleta. Carrinho de bebê. Cadeira de rodas. De apoio.

Tudo em seu devido lugar.

Sempre com a carteirinha na mão.

Pode ser diário, semanal, anual ou vitalício.

3 – Bonde, que pode ser de um até quatro carros, é a herança comunista, só existe na parte leste da antiga Berlim da DDR, e foram na maioria reformados para serem mais silenciosos, mas nem tantos. No caso da foto 01, é da linha M-4 porque, a exemplo do ônibus M, este também é da DB linha metrô, ou U. Tem ainda os bondes múltiplos, para os bairros operários distantes.

4 – Vermelho, dois andares, é o sistema “regional”tipo trem mesmo, poucas paradas e vai mais longe do que a região Berlim ABC (saiba depois), alcançando todo o estado de Brandenburgo, onde Berlim está localizada. Na foto, o Regional expresso que vai até o novo aeroporto, que não está pronto de tudo.

5 –  Para uso de turista mais abonados, tem ainda limusine adaptada do antigo Traba, o carro proletário comunista, por isso a piada de que quem usa ele é da Máfia Russa e pode ser encontrado junto ao Portão de Brandenburgo, o lugar mais procurado pelos visitantes e protestantes.

6 –  Outra moda que está começando neste temporada berlinense de turistas (juno) é o aluguel de um carro elétrico, smart, o car 2 go, que pode ser pego e largado em diversos pontos, com cartão de crédito, existindo o mesmo para as bicicletas DB. Tem ainda as bicicletas alternativas.  Tem pistas só para elas, nas pistas, na frente dos ônibus, e no meio dos turistas distraídos que nunca sabem que aquela faixa da calçada com pedras na cor marrom é só para os ciclistas.

7 –  Tem ainda o barco, que pode ser de uso turístico, pelos inúmeros canais e rios, como o público, tem umas linhas no Wansee, o imenso lago junto da floresta, neste caso o cartão de transporte é o mesmo usado nos outros meios (saiba como usar). No caso da foto, é turístico, central, passando por debaixo de outro tipo de trem, o branco, que é ICC, intercity, bem mais rápido, longe e caro.

10 – Paradas. O tipo básico tem banco, mapa, relógio com o tempo para chegada do próximo, propaganda e sempre o H, no caso de bus, podendo ser ele normal, N ou M.  No   caso de metrô, tem U e tem S, duas companhias diferentes, mas do governo, e mesmo ticket.

Mais diconas.

Ah… não tem roleta, não tem cobrador.

Só devedor.

Se for pego pelo fiscal, ele pode  estar até de bermuda, ser bonito mas não se engane.

Ele não está te paquerando.

Do bolso dele sai, rapidinho, o crachá de identificação .

E a maquininha de débito. Tudo na hora.

Mais a vergonha na cara do pessoal fingindo que não está olhando.

Na verdade, multa de apenas 40 euros.

Não aumenta desde 2003.

Que mais?

Ah… tenho cartão  mensal. 53 euros. Mas…

Só vale a partir das dez da manhã.

A não ser em feriados, sábados e domingos.

Mas daí quase não tem transporte. Demora por demais.

Aproveite para bater um papo.

Pegue leve.

E torça para que não tenha uma pedra no meio do caminho.

O trem se imobiliza numa estação. Todo mundo sai. Todo mundo entra.

Menos você.

E o trem sai. Para trás. Volta. Tem uma obra. Tem que ir para o ônibus do DB.

Quem manda não falar alemão.

Tem o N- noturno, Bus na mesma direção da linha do metrô, só dia de semana.

Final de semana. Sexta para sábado e para domingo, tem o N-U.


Só quem conhece o Bertold Brecht sabe da importância dessa visita à atual casa dele em Berlim.

Ainda que meio escondida nos fundos de um restaurante, apesar dos esforços do Literaturforum im Brecht-Haus.

Mas o cara, na verdade, deu muito azar. Fugiu do nazismo para USA. Fugiu do macartismo para DDR. Ainda bem que não viu o falecer comunista.

Também. Quem mandou dizer a Verdade:

“Quem, nos dias de hoje, quiser lutar contra a mentira e a ignorância e escrever a verdade tem de superar ao menos cinco dificuldades:

 

1 – Deve ter coragem de escrever a verdade embora ela se encontre escamoteada em toda parte;

2 – deve ter a inteligência de reconhecer a verdade. embora ela se mostre permanentemente disfarçada;

 3 – deve entender da arte de manejar a verdade como arma;

 4 – deve ter a capacidade de escolher em que mãos a verdade será eficiente; 5 -deve ter a astúcia de divulgar a verdade somente  entre os escolhidos.”

 

Moral do Lero:

Um Prost aos que hão de ressuscitar um dia, quiçá.

Serviço:

Brecht-Haus: melhor mesmo no m1, stopo na Oranienburgtor e subir um cadinho de nada a pépela Chausseestrasse, 125. Ah… antes, entre no cemitério, tumba florida número 4, atual casa do corpo do Brecht e da mulher Helena. Não confundir com o cemitério dos huguenotes, ao lado, tá? Tchuss.


Friedrichshain, the Communist side, and Kreuzberg, the capitalist side, both dominated by the victors in Berlin, therefore, were free of judgment at Nuremberg (Siberia, Hiroshima, etc.). Both, however, remain together before and after. But are its days numbered. The invasion of artists gives rise to the bourgeoisie. Join them migrants, Slavs, Turks, Asians, Africans and Latinos. This is Berlin.

Friedrichshain, do lado comunista, e Krfeuzberg, do lado capitalista, os dois na Berlim dominada pelos vencedores que, por isso, ficaram livres do julgamento em Nuremberg (Sibéria, Hiroshima,etc). As duas, no entanto, continuam juntas, antes e depois. Mas estão com os dias contados. A invasão dos artistas dá lugar à burguesia. Juntam-se eles aos migrantes, eslavos, turcos, asiáticos, africanos e latinos. Das  ist Berlin.

Acontece que , em função da invasão burgueza que acontece em Berlin, expulsando os hippies e alienados, primeiro do Norte Kreuzberg, depois de Prezlauemberg, agora de Friedrichsain, amanhã ninguém mais sabe onde, porque nos subúrbios os doidos serão rechaçados, não pelos alemães, mas pelos eternos imigrantes. Mas voltemos às mudanças que acontecem, hoje, no ex-bairro operário pobre comunista, nem todo mundo era proletário:

Um exemplo forte da recuperação do bairro sempre largado para escanteio em Berlim, desde os tempos dos nazistas, depois comunistas, Friedrichshain, é a recuperação que está sendo feito ao redor da Knoorpromenada, uma pequena rua que hoje completa 100 anos, tinha até um mini-portão de Brandeburgo, prédios com fachadas trabalhadas e tudo e que agora, ressurge depois de décadas de cinzas. Ei-lo o que será: