Os dez melhores cartazes dos Filhos da Revolução do Brasil

        São famosos os cartazes da Revolução Russa, com seus punhos cerrados, foice amestrada e martelo industrial alimentada nas veias abertas na Sibéria. Sem contar os filmes, as poesias e as músicas.

      Pois aqui nos Tristes Trópicos, os bisnetos dessa Revolução Comunista, netos do pré-64, e filhos de 68 empoleirados ora no Poder, voltam às ruas divorciados das classes trabalhadoras da UNE e CUT.

     Em compensação, sobra sabor  de sopro novo no horizonte, donos de centavos que dão um chega para lá nas autoridades vigentes, ex-guerrilheiros, à sombra do sempre  aparato coronelístico-militarista.

The ten best posters of the Sons of the Revolution in Brazil

     Are famous posters of the Russian Revolution, with his fists clenched, sickle and hammer tame industrial fed in open veins in Siberia. Not counting the movies, poetry and songs.

    For here in Tristes Tropiques, the great-grandchildren of this Communist Revolution, the pre-64 grandchildren, and 68 children perched in power now, back to the streets divorced from the working classes and the UNE CUT.

      Instead, plenty of flavor blow again on the horizon, owners cents giving a reach beyond the existing authorities, former guerrillas, the shadow of the ever-militarist coronelístico apparatus.

     Portanto, os pais dos Filhos da Revolução que acontece nas ruas de todo o Brasil, de Norte a Sul, estão de quatro, embasbacados, desnorteados e encastelados atrás de grades hoje bem reforçadas.

      Para mim, no entanto, o melhor de tudo isto é vislumbrar o futuro através dos cartazes não mais impresos em gráficas clandestinas ou mimeógrafos gelatinosos, mas feitos no ato da rua, no repente.

       Eis alguns dos melhores momentos espalhados nesta Primavera Brasileira:

      Therefore, parents of the Sons of the Revolution that happens on the streets all over Brazil, from north to south, are four, dumbfounded, bewildered and entrenched behind bars today and strengthened.

      For me, however, the best of all this is to see the future through posters impresos no more graphic in clandestine or mimeograph gelatinous, but made ​​upon the street, in a sudden.
Here are some of the best moments spread this Brazilian`s Spring:

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There’s so much wrong that does’nt  fit on this poster

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Your son does’nt run out of a fight

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Take the black money of politicians. Do not clean the money of the people.

Brazil 002 by Mamcasz

Your son does’nt run out of a fight

Brazil 004 by Mamcasz

 

When your child will sick,  take him to the football stadium (FIFA)

Brazil 005 by Mamcasz

Brazil 007 by Mamcasz

A people who vote on the thighs takes in the ass.

Brazil 008 by Mamcasz

Who decides the elections in Brazil are not the newspapers, but who cleans the ass with them.

Brazil 009 by Mamcasz

Ô uniformed (police).  You are also explored.

Brazil 010 by Mamcasz

Dilma (president of Brazil – Dilma Roussef), it’s your fault.

Today the class is on the street.

Brazil 006 by Mamcasz

No one party represents me.

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Dos pelos do nariz às esmaecidas páginas datilografadas.

Das cutículas das unhas roídas às fotos esbranquiçadas.

Sinto uma enorme apegância às lembranças.

Delas me deletar? Que nada. Dói. Daí…

Na página 148, acordada no adormecido livrinho de capa preta (Longa Jornada Noite Adentro-Eugene O`Neill-Edição 1980), estanco e leio:

“Desde que nasceste

Não és mais do que um vôo no tempo.”

( Menotti del Picchia – O Vôo).

Detalhe interessante. 1980. Estrada de terra. Duas da madrugada. Ao lado da Cachoeira de Corumbá de Goiás. O Fiat Uno despenca. Acordo no lado oposto. Na direção. Onde está, inda dantes, minha então namorada.  Morro por um minuto. Tempo do vôo do carro da estrada ao leito do rio. Caminhada até Corumbá. 10 km. Clavícula  estourada. Dela. Em mim, nenhuma trinca. Lua cheia. Carona até Anápolis. Hospital. Mais nada. Quer dizer…

E qual o porquê desta prosa? Ah … a faxina que hoje faço em mim.

No entreato, reabro o livro, encontro a poesia  datilografada, esmaecida, que dia seguinte  ao fato, repasso para a até hoje enamorada, 288 luas cheias ultrapassdas:

“Que importa a rota?

Voa e canta.

Enquanto resistam as asas”.

Mas é claro que dou um tempo nesta faxina de mim mesmo. Do Eu.

 Mesmo porque, na mesma página de onde envolto o poema do Vôo do Menotti del Picchia, no livro Longa Jornada Noite Adentro, do Eugene O`Neill, sobrevive,  por mim sublinhada, é, faço isto nos livros, o trecho em que o persona Edmund cita sardônicamente uns versos de Dowson:

De um sonho brumoso

Energe o nosso caminho por um pouco de tempo

– a seguir se fecha

Novamente num sonho…”

Moral do lero desta Faxina do Eu:

 É melhor deixar os bons fantasmas em paz.

 Inté e Axé.

Clique, vai.

https://mamcasz.wordpress.com/mamcasz/


After four days of Carnival here in Berlin  (Karneval der Kultures),  nothing better than to rest on Tuesday, is not it? Nein, nein, says Madame.  And so we are  going  to a popular bar, close to our home, walking   by dark lanes, passing women alone, biking, no sign of police and … all security.

 Depois de quatro dias de Carnaval aqui em Berlin ( Karneval der Kultures), desde sexta-feira, nada melhor do que descansar na terça-feira, não é mesmo? Nein, nein, diz madame.

 E lá vamos nós para um bar conhecido, aqui perto de casa, a pé mesmo, por ruelas escuras, mulheres passando sozinhas, de bicicleta, nenhum sinal de polícia e …maior segurança.

É que toda terça-feira é noitada de Blues no Rickenbackers Music Inn, na Bundesallee 194, Berlin Wilmersdorf, na parte que foi ocupada pelos norte-americanos.

É a noite de Rock & Blues Session, com Heinz Glass na guitarra recebendo os bluzeiros que vão chegando, vão tocando, vão saindo, vão ficando, o que der na telha.

Entrada livre, of course, muita cerveja, boa e barata, das nove da noite até as duas da madrugada. Que mais? Mais nada, né Mané. Curta as fotos. O som um dia coloco no Youtube.

http://www.rickenbackers.de