(The mild prose of this Polish sympathetic to the solitary dove at 18 minutes this Friday at Gleisdreick station waiting for the U 9 subway line Krume Lanke here in Berlin).

(Prosa amena deste polaco solidário com a pomba solitária aos 18 minutos desta sexta-feira na estação Gleisdreick na espera do metrô linha U 9 direção Krume Lanke aqui em Berlim).

(Die milde Prosa dieses Polens, die mit der einsamen Taube sympathisiert, wartet an diesem Freitag um 18 Minuten am Bahnhof Gleisdreick auf die U-Bahnlinie 9, Krume Lanke, hier in Berlin).

pomba berlim 01

a pomba

rôla rôta

gira …

róla na róta reta

e acoxa na cocha

arreta …

se achega no metro

da linha do metrô

segura …

vem cá pombinha

meto o medo e ela

cochila …

minha cocha se amarra

na tua coxa

a corda!!!

gôsto de colcha nova

no cinto da noiva

assinta …

gósto da iminente

cochia assoprada

no cio …

fio!!!

polaco homófono!!!

giro!!!

fia!!!

pomba rôla

gira!!!

pomba berlim 02

– this is the end mein beautiful pombinha …

– heil, polaco baiano!

– já fui!

– volte !

– Que foi?

– cê mesqueceu?

– se me alembre.

– antes abata estas abelhas que no agora nos perscrutam.

– ah … tô me lembrando …

– do que?

– minha pombinha intelecta cheia do cio.

– quer que eu gire?

– ok.

pomba berlim 03

(e você aí, pessoa abelhuda, está esperando o que para desligar?)


Die alten Kirchen im neuen Deutschland

( Com fotos da igreja católica na Leopoldplatz, no distrito de Wedding, em Berlim, alugada a peso de ouro para uso da brasileira Igreja Universal do Reino de Deus ).

(Mit Fotos der katholischen Kirche am Leopoldplatz im Berliner Stadtteil Wedding, die mit Gold für die brasilianische Universalkirche des Reiches Gottes gepachtet wurde).

iurd 1 mamcasz

Berlin, Hauptstadt des Königreichs Germanien. Es würde tausend und ein Jahr dauern. Er hielt am 13. Ich spreche vom Nazi-Traum, einem Regime, das übrigens von den beiden größten Kirchen unterstützt wurde – der lutherischen und der römisch-katholischen.

Kein Wunder, dass die Zahl seiner Anhänger seit 1967 um fast 75% gesunken ist. Bei den Katholiken stieg der Rückgang von 10 auf 2 Millionen. Obwohl es in Deutschland zum ersten Mal mehr Katholiken als Lutheraner gibt. Aber alles ist relativ in dieser Welt.

Berlim, capital do Reino da Germânia. Iria durar Mil e Um Anos. Aguentou 13. Falo do sonho nazista, regime que, aliás, foi apoiado pelas duas maiores igrejas – a Luterana e a Católica Romana.

Não a toa que o número de seus seguidores caiu, desde 1967, quase 75%. De católicos, a queda foi de 10 para 2 milhões. Ainda que, pela primeira vez, na Alemanha, haja mais católicos do que luteranos. Mas tudo é relativo nesse mundo.

iurd 2 mamcasz

Antes que “ex-comunguem” este atéico polaco, adentro no culto dominical. Berlim, uma Babel Faraônica, ocupada por todas as raças, cores e credos, hoje abriga 250 comunidades de fé religiosa. 

Tem um detalhe que arrepia os germânicos derrotados pelos “aliados” de outrora: 170 destas igrejas fazem seus cultos dominicais nos mais diversos idiomas, menos no alemão. Com destaque para os cristãos africanos, coreanos e … brasileiros.

Pois falando em brazukas, o último escândado é a ex-igreja católica que tinha sido dedicada a um tal de Jesus de Nazaré e há dois anos está ocupada pela Igreja Universal do Reino de Deus, que paga aluguel caro e, agora, diz que tem direito à compra do conjunto histórico, construído em 1893. Acontece que …

O seguinte. A Igreja Católica, em Berlim, já vendeu diversas igrejas, por exemplo, a de São Judas Tadeu, que rendeu 2,5 milhões de euros (10 milhões de reais). Ela foi dinamitada pelos novos donos para a construção de algo mais, digamos, do interesse social.

E assim continua acontecendo com várias outras igrejas católicas desativadas aqui em Berlim. O que estaria  para acontecer com essa, usada pelos brasileiros da bilionária Igreja Universal do Reino de Deus, do não bem falado “bispo” Edir Macedo.

O motivo é que a burocracia do distrito de Wedding, bairro operário de Berlim, está se recusando a permitir a venda da ex-igreja porque, dizem, a UCKG (IURD) quer arrecadar o dinheiro através de um grande financiamento alimentado por “doações” dos fiéis, nenhum deles, com certeza, rico aqui na Alemanha, pelo contrário. A não ser que entre, legalmente, muito difícil de acontecer, a grana do “bilionário” Edir Macedo, “defensor de Bolsonaro”. Dizem…

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Bom. Teria muito mais a  falar da Velha Igreja na Nova Alemanha, até porque as duas, Luterana e Católica, continuam recebendo dos cofres públicos. Em cada contrato de trabalho, a pessoa diz o credo religioso. No salário, então, cada final do mês, tem o desconto de 10%, repassados para as Igrejas. Nem todas. Só para as que apoiaram o Nazismo e combateram o Comunismo. Pronto, pode me chamar de herege e tal. Tô nem aí. Pecado é mentir. Acima de Tudo.

iurd 4 mamcasz

Para saber mais sobre a IURD em Berlim acesse, se quiser:

http://www.hilfszentrum.de


Ainda no ritmo do brilhante Berlin Festival of Lights. Em princípio, pela Liberdade dita conseguida com a Queda do Muro, que se foi há 30 anos.

Pois a prosa agora, ora, tem com o tão vergonhosa para o orgulho alemão, que foi o sonho dos Mil e Um Anos, que duraram 13, do maluco Hitler.

No meio do Festival de Luzes, superinteressante e altamente criativo, passou desapercebido um monumento parcamente iluminado, no lado oposto da rua e do buraco onde o Nazista Mor, dizem, deu-se o tiro final e exigiu, antes, que fosse queimado. Ele e a Eva.

georg elzer2

Falo do homenageado esquecido neste Festival de Luzes. Veja nas fotos o dito momumento para o Georg Elzer. E que foi mesmo que este cara fez?

Detalho. Em 1939, no começo do pesadelo nazista, numa cervejaria em Munique, numa October Festa, o Georg simplesmente explodiu uma bomba para matar o Hitler.

Acrescento. Matou. Não o maluco Hitler, mas outros bêbados, porque o rei nazista saiu um pouco antes, como sempre costumou fazer e, com isso, escapou de vários.

E o Georg Elzer do monumento porcamente iluminado em Berlim no meio da Festa toda? Foi preso, tentando entrar na neutra Suiça, levado para uma cadeia, torturado e tal.

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Finalizo. O azarado Georg Elzer foi torturado por anos para que dissesse quem mais tinha participado do atentado e, se houve, ele nunca falou nada.

Até que em abril de 1945, a guerra já perdida de vez, sem saída, o Georg Elzer foi simplesmente degolado na cadeia. Uma queima de arquivo, como aconteceu com outros.

Pois olhe então o parco monumento ao cara que primeiro tentou matar o Hitler.

Fui. Antes que el , o rei nazista, volte. Tem súditos, por sinal, ressuscitando.

Tschuss.

georg elzer1


#berlin #berlim #brasilia #brazil #brasil #corrupção #futebol

Papo 02 – Eu esqueço minha “grana” em Brasília. Em Berlim, pego de volta?

Part 02 – I forget my “money” in Brasilia. If I’m in Berlin, will I get it back?

FOTO 1 A

Em Brasília, 19 horas. E assim começa o mais antigo programa de rádio do “Brasil Maravilha”. De chegada, sofro um golpe cibernético. Zeram meu Cartão Alimentação. E aí?

Em Berlim, 4 horas da madrugada. Largo a chave dentro do apartamento do Airbnb. Já no elevador, aterrorizo-me. Lá dentro, meu colete com 3 cartões de crédito e os euros. E aqui?

Pois vamos assim para este primo papo reto entre o pensar germânico e o antagônico brazuka-portuga-latino, este famoso pela corrupção que vai do mendigo ao presidente.

In Brasilia, 19 hours. And so begins the oldest radio program of “Brazil Maravilha”. On arrival from Berlin, I suffer a cybernetic blow, here in Brasília. Anybody stoled all my Food Card. What’s up?

In Berlin, 4 o’clock in the morning. Key inside the Airbnb apartment. Already in the elevator, I terrify myself. Inside the flat, now without the keys, my vest with 3 credit cards and two thousand euros. And now?

Well, let’s go to this first, straight talk between the Germanic thinking and the antagonistic zuca-tuga-latino-ladino, this one famous for the corruption that goes from the beggar to the president.

FOTO 2 SUICIDA

Começo pelo relato de Berlim. Minha acompanhante nos últimos 40 anos esquece o colete com três cartões de crédito e débito internacionais, mais 2 mil euros em espécie (legalmente declarados, no conjunto, na saída em Brasília e na entrada na quase Europa, em Lisboa, a caminho de Berlim). A gente, a caminho do aeroporto de Tegel, madrugada, sem tempo de chamar a host do Airbnb, de origem russo-polônica. Desespero? Não. Realidade. Vamos em frente para ver no que vai dar. As chaves tinha sido deixadas dentro do flat, conforme o combinado, em cima da mesa e ao lado de um bilhete carinhoso e um presente tupiniquim ligado à caipirinha.

Continuo pelo relato em Brasília, depois eu volto para Berlim. Uma semana depois, em casa, capital do Brasil, famoso pelo maior caso de corrupção de todo o mundo, não podia dar outra. Vou ao supermercado para as recompras. Ao caixa, a surpresa. Meu Cartão de Alimentação, Green Card, com saldo acima dos R$1.500,00, economizados, estava simplesmente zerado. Desespero? Não. Realidade brasileira. Registro na política online, nas nuvens, e nos sites da Cielo e do Grupogreencard e na puta que pariu. Sorry. Continuo pretensamente calmo. Afinal, estou de volta ao meu Brasil-Brasileiro-Inzoneiro, onde até o troco ínfimo tem que ser conferido no ato.

FOTO 3 BULOW 01

De volta a Berlim. Quer dizer, Lisboa. Por conta da corrida na confusa baldeação da TAP para Brasília, que exige dez minutos em ônibus lotado, dentro do aeroporto, filas alfandeguísticas, longa caminhada por entre as lojas ditas free e, enfim, dez horas depois deste segundo ato, em casa, Brasília, reabrindo o Whatsapp com a seguinte resposta da por mim chamada “máfia russa”, dona do apartamento alugado na capital do Império Germânico, mais luterano que católico e muito menos ladino, ops, latino, vamos à mensagem, literalmente, sobre o acontecido:

“Hallo Eduardo. Ok. No problem. I will take care of it. Don’t worry!”

Algumas horas depois, chega outro Messanger direto ab Berlin to Brasília:

“Hallo, Eduardo. Everything was there: 3 Credit Card, Passcard, a Key and 2000Euros.”

FOTO 4 BULLOW 02

Pois relato então o lado ladino do meu Cartão Alimentação zerado por obra de quem será, tenho os locais das três compras efetuadas, sem a minha senha, sem o meu cartão, apenas com o natural sem-vergonhice que assolada esta Pátria Que me Pariu, vulgo P.Q.P. Por enquanto, a robótica resposta ao fato apresentado:

“O Grupo Green Card agradece pelo seu contato. Faremos o possível para responder o mais rápido possível.” Pois aguardemos. Oremos. O futuro do nosso Brasil, a quem pertence? Sei lá, porra. Enquanto isso, retroco todas as senhas possíveis e impossíveis. De fato, dois dias passados, apenas, depois de uma série de documentos assinados e mandados, a quantia volta para a conta.

Ao caminhar para manter a saúde física, a mental me alerta a cada curva. São trombadinhas, ladrões, hackers, de todos e em todos os níveis. Do pedinte ao mandante judiciário federal, passando pelo Pai de Todos, quem mesmo, onde está Ele?

– Ele está preso, babaca.

FOTO 4 BULLOW 03

Apesar deste lero que se alonga, adendo dois fatos correlatos. O primeiro, na então comunista República Tcheco-Eslováquia, hoje simplesmente Chéquia. Cidade de Kutna Hora. Minha namorada, atual companheira, esquece debaixo do colchão o colete com 2 mil dólares e os cartões de crédito. Já na Áustria, Viena, casa de um ainda amigo, morando agora em Brasília, pois ele telefona para lá e:

– Hallo. Meus amigos esqueceram umas coisas neste hotel.

– Número do quarto, dia da hospedagem, local exato onde foi deixado.

– Room número 38, debaixo do colchão, lado esquerdo de quem estiver deitado.

– Um momento, vamos verificar.

Hallo?

– Pois sim.

– Encontramos. São dois cartões em nome de … e dois mil dólares vivos. Vamos guardar no cofre do hotel. Quando vão vir buscar?

– Primeiro eles vão ter que tirar novos vistos na Embaixada.

– Tschuss.

FOTO 6 B

Segundo, acontecido há alguns meses, numa das voltas a Brasília. Atendo o telefone, uma pessoa me chama de tio, fala o nome do meu sobrinho, que mora nos Estados Unidos, fala igualzinho, não fale para ninguém, estou chegando de surpresa, mas o carro alugado em Belo Horizonte está enguiçado aqui perto de Cristalina e preciso de dinheiro para o mecânico e pode mandar a ordem na conta, espera um pouco, vou passar para o dono da oficina, a bença, tio. Resultado. Caí de pato.

Na sequência, estilo ladino-latino-tupinico-brasílico, embora morador na Capital do Brasília, com profissão respeitada, faço registro na Polícia Civil do DF, online, internet, coisa de Primeiro Mundo. Tudo escrito: nome, cpf, número da conta e banco e agência e cidade onde foi depositada a grana roubada-ludibriada. Depois, pelo telefone do banco Itaú, registro o fato, para pelo menos alertar sobre o grupo que dá golpe a partir da cadeia, usando conta de laranja. Vamos às soluções:

1 – Email da Polícia Civil Online. Lamentamos não dar sequência ao registro porque o depósito foi feito numa agência fora do Distrito Federal (Brasília). Favor comparecer pessoalmente à delegacia mais próxima da sua residência.

Resultado. Fui à primeira delegacia de Brasília, capital do Brasil, no bairro de classe média aprimorada e me acontece o seguinte, em lá chegando. Desculpe, estamos sem Internet. Mas eu quero apenas registrar uma ocorrência. Nada feito. Volte amanhã. Voltei. A Polícia tinha entrado em greve. Foi coisa de uns três anos. Dancei. Pronto.

2 – No pronto atendimento do banco comercial, o maior do Brasil. O senhor aceitou? Lógico que sim, mas fui enganado. Então, nada podemos fazer. Eu sei disso. Estou telefonando apenas para que vocês fiquem de olho nesta conta tal, do fulano de tal, na agência tal, que pertence a uma quadrilha que age de dentro da cadeia. Apenas para que vocês prestem atenção.

– Infelizmente, meu senhor, nada podemos fazer.

FOTO 7 C

Então, encerro. E aí? Berlim ou Brasília? Pode comentar. Sei que em Portugal está tendo golpe por demais com os brazucas exilados pelo aperto econômico. Mas aí não sei porque só passo correndo. Já chega o pau brasil e a cana de açúcar e o ouro e o dinheiro dos escravos que os portugas levaram do nosso Pindorama. Fico hoje por aqui mas depois eu volto com mais Alemanha, 7 – Brasil, 1.

Heil! Tschuss. Inté! Axé!

Não perca o próximo episódio:

03 – Quantas “tias” cuidam de “uma” criança em Berlim? Em Brasília…

03 – How many “aunts” care for “one” child in Berlin? In Brasilia…

FOTO 8 CRIANCA


Cap 00

cap00 berlinphoto

Berlim – antes e depois do tal do Cristo

Hello.

From today, you will see here, with my eyes, connected with those of History, since when there was this Berlin that, long before the pretended jump to the capital of Greater Germany, moreover, completely destroyed than in many other times, in these two and so many millennia, for then, we shall see this city that was born Slavic, turned Sorbian, Roman, Austrian, and, finally Germanic-German-Deutch.

Olá.

A partir de hoje, verás aqui, com meus olhos, ligados nos da História, desde quando existe esta tal de Berlim que, muito antes de pretenso salto para a capital da Grande Germânia, aliás, soterrada que nem em muitas outras vezes, nestes dois e tanto milênios, pois então, veremos-leremos-teremos-seremos esta cidade que nasceu eslava, virou sorábia, romana, austríaca e, finalmente, germânica-alemã-deutch.

The idea of this series, which will be part of the ebook “With my eyes you will see Berlin”, is to point out two apparently opposing links that trace the destiny of this imperious capital: on the one hand, the primitive Celtic curse of the Berlin Schulusstrich – Final Point, and , on the other side, the “Berlin Stundnull – Year Zero” to which she is always bound to recommence, over the centuries of victories and defeats, both of them overlords.

A idéia desta série, que será parte do ebook “Com meus olhos verás Berlim”, é apontar dois laços aparentemente opostos que traçam o destino desta capital imperiosa: de um lado a maldição quiçá céltica primitiva do “Berlin Schulusstrich – Ponto Final”, e, do outro oposto, a “Berlin Stundnull – Ano Zero” a que ela é fadada sempre a recomeçar, ao longo dos séculos de vitórias e derrotas, ambas acachapantes.

So, let’s follow together the next chapters of this Great Berlin that once was small, in another huge, and, more than once, reduced to wreckage then heaped together in what can be called today false hills swinging upon of the marshy land cut by rivers, lakes and canals, to the delight of the 60,000 inhabitants in the sixth century, or over 3 million, in this twenty-first century. Let’s move on?

Então, sigamos juntos os próximos capítulos desta Grande Berlim que um dia já foi pequena, noutro enorme, e, mais de uma vez, reduzida a destroços em seguida amontoados no que se pode chamar hoje de falsas colinas balançando em cima do terreno pantanoso cortado por rios, lagos e canais, para deleite dos 60 mil habitantes, no século VI, ou acima dos 3 milhões, neste século XXI. Vamos em frente?

Próximo Cap 01: Berlin – the first Stund Null

Próximo Cap 02: Berlim – megalópole com 60 mil habitantes

#berlin #berlim #mamcasz #stundnull #berlimanozero

https://www.youtube.com/watch?v=X279madStHQ


Hier in Berlin, Sonntag, 10 bis 16 Stunden, hat einen heiligen Brauch: Brunch.
Wenn all you can eat. Im Allgemeinen rund 10 Euro.
Setzen Sie sich, nehmen, wiederholen, erhalten eine Zigarette, Kaffee,, bekommen, essen und trinken.
Ein wenig ausruhen und … fort, talk, süß, salzig, heiß, kalt.
Es verfügt über Türkisch, Deutsch, Griechisch, Vietnamesisch, Palästinensischen, Russisch und escambau.

Aqui em Berlim, domingo, das 10 às 16 horas, tem um sagrado costume: brunch.

Sempre all you can eat.  Geralmente, em torno dos 10 euros.

Senta, pega, repete, um cigarrinho, café, levanta, pega, come, bebe.

Descansa um pouco e … continua, conversa, doce, salgado, quente, frio.

Tem turco, alemão, grego, vietnamita, palestino, russo e o escambau.

Here in Berlin, Sunday, from 10 to 16 hours, has a sacred custom: brunch.
When all you can eat. Generally, around 10 euros.
Sit down, take, repeat, a cigarette, coffee, get, get, eat and drink.
Rest a little and … continues, talk, sweet, salty, hot, cold.
It has Turkish, German, Greek, Vietnamese, Palestinian, Russian and escambau.

Portanto, a cada domingo, conheço um. Nos bons, lóico que eu repito.

No alternativo, tenho meu preferido, que é o 100 Wasser, no quase acabando bairro riporonga Friedrichshain.

E agora um restaurante grego, bem familiar, de subúrbio desconhecido de 99,9 por cento dos turistas.  Restaurant & Cafe Bei Jorgo. Fica num bairro desconhecido, chamado Baunschulenweg, na verdade, Shöneweide, fora do ring que envolve Berlim.

Mas vamos logo ao brunch que a conversa se alonga.

Primeiro, a tradução do título do post deste domingao de sol aqui em Berlim.

Langes leben für mich, bruder. Prost!

LONGA VIDA A MIM MESMO. SAÚDE!!!!

Ajunto uns goles de ouzo, a pinguinha grega, e outros de Lübzer, a cerveja.

Ein klein beer von fass, bite. Aprendi…

E a dona repete, me imitando:

Ein klein beer von fass, bite. Já Más. Ou seja.Saúde, polaco!

Então, vamos por etapas. É brunch mas não é para bando de faminto.

Primeiro, o antes da refeição. Tipo serviço.

Mas Atchung.

Este blogo não está a serviço e nem é pago por ninguém.

Quer dizer…

Ninguém é uma ilha. Nem Brasília. Ainda existe?

Tem um BUS 166, de Shöneweide até Treptow que para na porta.

Tem qualquer S que vá para Schöneweide, fica uma estação antes.

Quem vem pelo Norte sair pela direita.

Se errar, vai pra outro lado, mais vazio.

Depois, uma leve caminhada, coisa à toa.

É caminho para Schönefeld, o aeroporto que ia ser novo agora no dia 3 de junho.

Mas ficou para o ano que vem, 2013. Ainda bem.Sou mais o Tegel.

 

E a refeição, o brunch, a comida, a bebida, a música grega ao fundo?

Calma, mané.

Brunch com brasuka é danado.

Tudo apressado, parecendo na lage.

Camelô com medo do rapa vem aí gente…

Tem ainda a questão da mesa.

Dentro do restaurante ou fora, no jardim?

Quase trinta graus, ventinho bom, jardim florido, na sombra, pode fumar.

Me decido pela mesa do garten, lado de fora, não só por questões metereológicas.

Sempre me acontece isto aqui em Berlim.

Olhe de novo para a foto acima.

No lado esquerdo, quem está me chamando:

– Mein lieben polaquinho!!!!

Acertou. Lili Marlene.

Já chego com este prato, só para impressionar.

Depois, no outro, é a luta, companheiro.

Ufa…

É que nem naquilo. Só um cigarrinho. Mais nada.

Ah. Quase ia esquecendo da Lili Marlene. 

Mein polaquinho…

Não sabia que ela é socialista. Que estava ali por acaso. A sede fica do outro lado da rua. Acredito … e o fogo alemão?

Daí … a minha frauleinzinha Lili querida, mesmo com o brunch de arrepiar umbigo de polaco, insiste… se é que está me entendendo.

Me leva para conhecer a biblioteca infantil, ao lado.

Também é uma bücher. Livraria infantil.

Uma graça, veja bem.

– Lili, mein lieben fraulein.

– Quié, mein polaquim?

– O que quer dizer NEUERÖFXNUNG?

– Nada. Nada. Nada.

– Então o que a mão dessa mulher está fazendo numa libraria infantil?

Prá que … Lili, minha amiga preferida de Berlim, me pega pela mão. Vamos lá para casa. Sempre andando. Quase 400 metros rasos. Até a estação do S. Isto depois de uns cinco ousos, pinguinhas gregas, mais entradas, meias, saídas, voltas, doces, salgados, frios, quentes, mais ou menos, menos ou mais.

– Vamos, vamos, polaquim.

– Pra donde, Lili?

–  Lá prá casa.

– Fazer o que? Café?

– Nein, nein, polaquim. Fazer mais beicim. Sobe?

– Não. Esta escada toda? Nem pensar.

– Polaquim, você é tão engraçado. Não vê que é escada rolante?

Moral do lero.

Fui, né.

Inté e Axé.

http://www.bei-jorgo.de

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 Today’s post goes to an Angel named Archangel. Archangel Tim Lopes do Nascimento. He’s here with me, at this carnival of Berlin, May 2012. He, I and more than a million people. We are celebrating together the ten years that he, on June 2, 2002, was roasted alive on a tire in a slum in Rio de Janeiro, Brazil. Killed after a series of stories for TV Globo.

* * * 

Der heutige Beitrag geht an einen Engel namens Erzengel. Erzengel Tim Lopes do Nascimento.Er ist hier mit mir, das Karneval der Kultures von Berlin im Mai 2012. Er, ich und mehr als eine Million Menschen. Wir feiern zusammen die zehn Jahre, die er am 2. Juni 2002, geröstet wurde an einem Reifen in einem Slum in Rio de Janeiro, Brasilien lebt. Getötet nach einer Reihe von Geschichten für TV Globo.

 * * *

O post de hoje vai para um Anjo chamado Arcanjo. Tim Lopes Arcanjo do Nascimento. Ele está  aqui comigo,  neste Carnaval de Berlim, maio de 2012.  Ele, eu e mais de um milhão de pessoas. Estamos comemorando juntos os dez anos em que ele,    no dia 2 de junho de 2002 ,  foi assado vivo num pneu numa favela do Rio de Janeiro, Brasil.  Assassinado depois de uma série de reportagens para a TV Globo.

 

 Conto a seguir o nosso reencontro, aqui em Berlim,    cheio de gírias, magias e orgias, estas só para brincar com as palavras,  para saber que graça elas têm. Elas e o meio milhão de loirinhas. Bem ao gosto do mano neguinho gaúcho da Mangueira.  Por mim, prefiro as caipirinhas. Que nem no antigamente nas ladeiras de Santa Teresa. Então, siga eu eo Tim Lopes  chamando as loirinhas vestidas para tirar a roupa delas no matinho e ensinar a elas a dar com o samba nos pés. Com gentileza, polaco. Então tá, Tim. Chame as três primeiras:

Para tanto, contamos com o apoio de um músico, homem,sim, garante o Tim, eu fico na dúvida, que afina o instrumento, atrás do palco Eurasia, Karneval der Kultures de Berlim, 2012, para se apresentar no Delta Blues und Gangsterlieder aus Odessa, sai dessa,meu.  Para a gente não se perder das loirinhas, o Tim escreveu PINTO no poste, que nem cachorro (não sacaneia, polaco).  Preste atenção nas roupas das três primeiras: Cláudia, Lili e Marlene.

Daí, eu e Tim fomos à luta, companheiro, porque loirinha pelada sem nada é uma gelada, quente tem quem aguente, eu, polaco. Acontece que falta ação, som, bateria, que aparece. Repare só nas costas da menina na esquerda da foto abaixo, olha só o gaito de olho na mina do Tim (não sacaneia, polaco, a gente nem dividiu ainda, pega leve). No lombo da loira, o aviso escrito em brasileiro, aqui em Berlim. EXPLOSÃO. E o x num X bem grandão. É que X em alemão se pronuncia SEX. Chega fundo, polaco!

Delicadeza, polaco, me dizia o Tim nos velhos tempos do O Globo no Rio, quando ele era o dançarino oficial das minhas namoradas. (Quem mandou ser duro no tranco, polaco?). Mulher tem que jogar conversa. Depois, lavar a roupa limpa. Passar e enrolar. E eu: Tim, bandeira pouca é bobagem. E ele, aqui comigo no Carnaval de Berlim: Polaco. Maior bandeira verde no amarelo. Te liga. Esta eu já vida noutras vidas. Olho aberto que caolho só dá coalhada. Maior bandeira.

 Polaco. Quié? Que negócio mais enrolado este Carnaval de Berlim.Por que? Repara só se não foi enrolado errado na palha, na moita, no matinho das loirinhas. Ih… repara só que rolo: bandeira brasileira, capirinha, vodka, pinha colada, Cuba livre (o comandante já morreu?), tudo sambando numa nota só. Que doideira, meu. Larga o microfone. Dê linha à pipa. Besteira pouca é bobagem.

Polaco. Quié? Que negócio mais enrolado este Carnaval de Berlim.Por que? Repara só se não foi enrolado errado na palha, na moita, no matinho das loirinhas. Ih… repara só que rolo: bandeira brasileira, capirinha, vodka, pinha colada, Cuba livre (o comandante já morreu?), tudo sambando numa nota só. Que doideira, meu. Larga o microfone. Dê linha à pipa. Besteira pouca é bobagem.

Mano Tim. Quié, polaco, tu fala, heim, larga o microfone.  Tu presta atenção na fala porque os amigos e amigas todas estão ligados na gente, através de um treco chamado Facebook. Que papo é esse de Face, mermão? Quer dizer que acabou a velha prosa de olho no olho, boca na boca, isso naquilo? Vocês não querem que eu volte? Mas vamos à luta, companheiro, que estas meninas precisam ser salvas, aprender a sambar, assobiar na vara curta. Tim. Quié, polaco.Segura a palavra. Palavra presa quem tem é gago. Cadê as loiras? Ah é, vamos à luta que a vida é curta. Desculpa, tá, mas saiu assim, sem pensar. Manda ver, polaco, que boca vazia é penico de otário.  Ih. Dê linha à pipa que esta já está voando. E veio correndo pro matinho.Juro!!! (três vezes). Tá com roupa dê +. E olha só o olho de salsicha do Fritz aí na tua loirinha, mano.

Polaco. Quié, gaúcho. Olha só esta aí. Esta não. Por que? Por acaso ela já sambou, é? Segredo entre a gente? Não, Tim, é que esta não gosto de matinho. Sei. Ela é mais do aconchego, do sossego, do arrego. Me passa o microfone negro que a vez agora é do branco e vamos dar linha a pipa. Nein, nein, polaco. Primeiro a foto da fraulein. Não é assim que se fala com as loiras daqui? E eu que achava que loira era cerveja no Lamas, sempre quente. A foto, polaco, da fraulein do coração, solta a franga, libera o fruto parido escondido. Tá legal. Lá vai. Direto de Kreuzberg, Berlin, 27-05-2012, Karneval der Kultures:

Então, tá, polaco, vou chamar o cumpadi porque senti que tu tá preso na bexiga. Nein, neim, mano Tim, que é isso, companheiro, logo aqui em Berlim, não faz isso ne mim. Vou te arrumar mais uma loirinha pro matinho. Que tal esta? Faz teu tipo, se é que ainda… Qualé, polaco, sou fantasma mas não sofro de asma. Qualé? Qualé o que? Qual é a loirinha? Ah… mas antes tem que levar pro matim porque tá com roupa por dê +.

E aí, polaco, tem pipa dê + e linha dê -. Saca só aí no chão. O que,  a gente está dando bandeira? Nein, nein. Ah, já saquei. É a bacana de biquini. Porra,polaco, tu tá paradão por dê +. Não é bacana, Tim. Não, polaco. É a BAGANA!!!

Larga o microfone, vamos a luta, etecétera e tal, Karneval der Kultures de Berlim, mas eu quero saber é de uma loira gelada.  Pois, eu, gaúcho da mangueiro, quero quente, mesmo neste frio. E me passe o microfone, coisa boa, vindo lá da Costa Rica, presta atenção. Falando nisto, as loiras ainda estão lá no matinho? Empurra nesta e a gente vai lá logo depois .

Polaco. Quié, Tim. Esta de Costa Rica é boa dê +. Larga o microfone. Dê linha a pipa. Mas me responda uma coisa. Quié? Tá  querendo saber como vão os amigos, é? Também, mas repara uma coisa neste Carnaval de Berlim. Não  tá faltando pé? Por isso que as loirinhas lá no matinho não sambam no pé, né.

Polaco. Quié, Tim. As loirinhas no matinho cansaram de esperar pela gente. Também, né, só no microfone, a pipa parada, o vento ventando. Então vamos à luta, companheiro, passando logo para o Plano B, direto para as sem roupa. Qué isso, polaco, gentileza antes de tudo. E muita fé que este Karneval der Kulture aqui de Berlim tá parado mas a gente agita em meio tempo sem preciar bater nem 1 pênalti. Olha esta aí. Eu fico com a loirinha vestida, tá? Tá… ate porque, por mim, ela está meio torta.

Então, vamos à luta, nada de ficar sentado até meia-noite, mesmo que não acabe. Mas agora é simples, é sentar e escolher. Senta você, Tim, que o leão é manso. Qualé, polaco, não sacaneia. Vai lá e escolhe  uma. Mas na gentileza, tá?  Ah… a loirinha é minha.

 Pô, Tim, a gente já está com loira dê + amarrada ali no matinho doida para tirar a roupa e aprender a dar no pé. Eu quero + é uma neguinha, uma mulata, uma preta, porque Carnaval, mesmo em Berlim, tem que ser Coisa Fina, parafina em cima, nada deste papo gelatina, fica tu com as loirinhas  que eu vou à luta, companheiro, para cima das minhas caipirinhas, tá. Péra aí, polaco, que vou também. Oi leva eu, eu também quero ir…

– Tim Lopes!

– Tô dando linha à pipa que o vento tá a favor. Inté.

– Qualé, polaco?

– Qualé o que?

– E as loirinhas?

– Tão lá no matinho. São todas tuas. Fico com as caipirinhas.

– Não sacaneia.

– Não sacaneia o que, Tim?

– Elas fugiram.

– Problema teu, mané, Vai à luta que a vida é curta. Axé. Te cuida. E tão cedo não espero te ver.

Moral do lero de hoje:

A última vez que vi o mano Tim Lopes hoje neste Karneval der Kultures, aqui em Berlim, foi ele no palco dançando ao som dos tambores dos mestres yorubas.

Saravá!!!

Só tem um porém.

As loirinhas voltaram, estão perguntando por ele.

Acontece que eu só sei remexer com as caipirinhas.

Se alguém souber como fazer com as loirinhas, me escreva.

Inté, Axé e Tchuss, tá,Mané?