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Filé de Polaca (peixe) do Alasca ao Queijo de Minas

      São infindos os caminhos que levam da vontade ao ato do prazer à mesa. Sei-o eu, na condição de mestre do ciclo completo. Ele começa, na verdade, antes do Início e termina depois do Tudo. No percurso, entremeio cores, odores, vapores, sabores e mil amores.

       Primeiro capítulo de hoje. No mercado, à procura de um bom filé,  para o que seria uma repetida e,  por isso mesmo, jamais preterida receita de peixe ao molho quatro queijos. Surpresa diante de meus olhos eslavos. Um vistoso pacote de filés de polaca do Alasca. Minha avó.

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       Pois vamos à receita de hoje, na verdade nunca repito, nem sigo normas ou manuais. No preparo de um prato, que ele não seja farto, saudades é bom que  deixe. Fundamental é a amizade dele com os ingredientes, parentes, acompanhantes, dependentes e outros entes.

      No caso de hoje, a polaca se acompanha de batatas douradas e salada de folhas mistas ao molho especial de um preparado francês que envolve Vinaigre a la pulpe de framboise. Um vinho de Portugal ou uma cerveja de Holanda. Ficaria feliz se exigissem minha doce caipirinha.

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       Antes do passo-a-passo que faço no gosto o aqui repartir, tem os antecedentes, o primeiro já citado, no caso da polaca sorrindo para mim na prateleira do mercado. O tempo do filé se desaguar por completo. O secamento no papel. O sal, manjerona, pimenta branca moída. O descansar.

      Agora, sim, paladar ativado, passemos aos mini-capítulos na exata sequência em que eles foram preparados de uma forma criativa, embora nem tanto, pois tratos básicos se fazem precisos: meia cebola pequena e um dente de alho apenas, finamente picados, jamais amassados. 

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Ato 1 –Molho a quatro queijos.

     Um dente de alho, sem o núcleo, e meia cebola, bem picados mesmo, primeiro no comprido, depois na horizontal mas, atenção, jamais amassados, triturados, sacrificados no odor. Coloque-os na panela para impregnar nela a primeira sensação do que vai advir no conjunto da polaca do Alasca.

      Dois minutos passados, coloque duas colheres de sopa de leite em pó desnaturado, pois longe dos seios da mãe original, e mexa-o junto ao dente de alho e mais três minutos para o passo seguinte. Ou seja. O pacote de molho em pó quatro queijos, futuro cremoso, e até o colorido se amelhora.

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       Mais três minutos passados, junte ao conjunto seco, na forma de creme em pó, leite desnaturado, alho e cebola, mais a lata de água de onde foi retirado, há pouco, o conteúdo, ou seja, o creme de leite. Chama-se reciclagem total, evita-se o lamber os dedos, e se mixe no conjunto.

        Mais quatro minutos e daí, sim, leva-se tudo a uma panela ao fogo baixo, mexendo-se até que, quase no aferventar, segundos antes das borbulhas, joga-se no conjunto o champinhon, melhor, os cogumelos secos anteriormente, tirados deles a acidez. Melhor se no pasto mesmo catados.

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Ato 2 – A formatação da polaca do Alasca

       Passemos agora à informação, melhor, à formatação da polaca do Alaska. Lembro que os filés passaram, na noite anterior, pelo descongelamento, desaumento, secamento, temperamento e aquele belo descanso noturno no conforto da geladeira, na prateleira do meio, exatamente.

       Muita atenção neste momento porque dele depende o incremento da solução do que à boca irá na mesa mais do que composta, e isto é ponto essencial, tem que tudo estar mais do que bonito, prazeiroso, gostoso, aprumado, pratos, guardanapos, copos, taças, talheres e tais.

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        De volta à formatação da travessa que levará ao forno a polaca do Alasca com todos os acompanhantes. Ao fundo, raspas de manteiga letítima, sem sal, de marca. Em seguida, a camada de molho e cogumelos. Em cima, os filés menores. Mais molho. Os filés melhores da polaca. O molho final.

       Deposite-se no forno o conjunto que irá dobrar o palatar das pessoas convidadas. A partir deste instante, desista da pressa. Deixe a turma chegar. Ofereça os de beber. Petiscos longe. Vai tirar o prazer. E só ligue o forno, nunca o microondas, uns 20 minutos antes da exibição final. 

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      Teria mais ainda a notar neste pequeno presente a poucos convidados neste sábado tranquilo aqui na Ilha, sem qualquer compromisso além daquela velha amizade, mas convém aquecer, agora no microondas, aquela batata sauté pronta e colocar o molho  na salada de folhas.

       Na sobremesa quiça um sorvete, em taças finas, sobrevindo com licor de cacau, ou pedaços de chocolate puro, depois o café aprontado na hora, açúcar na água sendo fervida, marca da boa, coador de preferência de pano, mas até aqui tem muita prosa para ser levada no devagar.

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        Esta receita foi feita e ofertada, sem qualquer compromisso, a uma dupla querida dantanho e sempre. Renato Riela e Márcia Lima. Brasília, DF. Brasil. Como diz a propaganda, isto não tem preço, careço de cardápio, de conta, de cartão, de crédito ou de débito, porque amizade vale mais.

         Algum comentário, tipo … não fui convidado, por que? À vontade. Ligue para a Madame. Combine. Acerte. Apareça. Não se esqueça de mim, aqui do Polaco. É eu quem faz tudo, na hora. No caso, tarde especial, para as duas madames –Márcia Lima e Cleide de Oliveira.

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              The first question has to do with invoice. The listener citizen, if you prefer no invoice, the consultation, the dentist, purchase, service, rent, finally, will be cheaper. What is your answer, huh? Depending on can be two box training, tax evasion, escape from tax, and even conspiracy. Same thing when buying a product.

Faça o teste para ver se você é corrupto ou não

                Se depender das vozes nas ruas e dos pronunciamentos oficiais, existe o entendimento comum de que é preciso combater as diversas formas de corrupção existentes no Brasil. Uma delas é começar em casa. Saiba mais.

              Ouça bem. Onde está o maior número de corruptos? No Executivo, no Legislativo ou no Judiciário? Em qualquer um deles, é fácil fazer a acusação, por se tratar de um ser distante da gente, apesar de uma prisão ou outra. Mas não é distante coisa nenhuma. São escolhidos, no caso do Congresso, ou pessoas chaves do Executivo, pelo voto direto do povo, ou seja, cada um de nós. Pela lógica, então, nossos representantes são o espelho dos que os escolheram,  ou seja, a maioria. Daí a importância do teste, neste Trocando em Miúdo de hoje, muito válido para os dias que continuamos vivendo nas ruas e que forçam votações mais apressadas, como considerar corrupção dolosa um crime hediondo. Que tal então a gente começar o teste? Lápis e papel na mão. Quer não tiver nenhum sim de resposta que atire a primeira pedra. Vamos nessa?

              Pois então. A primeira pergunta tem a ver com nota fiscal. O ouvinte cidadão, se preferir sem nota fiscal, a consulta, o dentista, a compra, o serviço, o aluguel, enfim, vai sair mais barato. Qual a tua resposta, hein? Dependendo, pode ser formação de caixa dois, evasão de divisas, fugir do pagamento de imposto, e até formação de quadrilha. A mesma coisa quando se compra um produto pirata, seja ele o que for, pode ser até remédio. Vamos em frente com o teste?

Pergunta 1

             Alguma vez a pessoa ouvinte cidadã já passou do limite de velocidade na rua, dirigindo um carro ou, pior ainda, já atravessou um sinal vermelho mesmo sabendo que isto poderia provocar um grave acidente? E na hora da multa no ato, alguém já inventou alguma desculpa esfarrapada para o seu guarda e, pior ainda, ofereceu um agrado, propina, ou seja, tentou corromper um agente público? Vale também para qualquer situação quando, na demora para pegar um documento, alguém aí fala o seguinte: Será que não dá para dar um jeitinho, meu? Hein?

Pergunta 2

           O preço pela dose uma bebida, no bar, é fixo. Alguém aí já pediu um chorinho, por fora, para o garçom?

Pergunta 3

          Fazer um puxadinho na loja, na casa, ocupando espaço de uso coletivo, é crime, inclusive financeiro.

Pergunta 4

         E gambiarra, luz sem pagar nada?

Pergunta 5

E a declaração do Imposto de Renda, tudo em cima?

Pergunta 5

E na hora do troco

Para ouvir a coluna de uso livre para as rádios do Brasil, clique abaixo:

http://radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2013-07-02/fa%C3%A7-o-teste-para-saber-se-voc%C3%AA-%C3%A9-corrupto

Congresso Nacional do Brasil

Congresso Nacional do Brasil (Photo credit: Wikipedia)


Ahoy cambada de burocrata comunista de merda!!!

(mais…)


With the arrival of harsh winter in Paris, the French government put into effect a law that prevents eviction until March 15. It is not to increase the population sleeping on the streets, which today can reach 150 thousand. This is the most cruel face of the Euro Crisis. Learn more.

Governo proíbe despejo em Paris até 15 de março

Com a chegada do inverno rigoroso em Paris, o governo francês põe em vigor a lei que impede despejo até 15 de março. É para não aumentar a população que dorme nas ruas, que hoje pode chegar a 150 mil. Esta é a face mais cruel da Crise do Euro. Saiba mais.

Le gouvernement interdit l’expulsion à Paris jusqu’au 15 Mars

Avec l’arrivée du rude hiver à Paris, le gouvernement français a mis en vigueur une loi qui empêche l’expulsion jusqu’à ce que Mars 15. Il ne s’agit pas d’augmenter la population de dormir dans les rues, qui, aujourd’hui, peuvent atteindre 150 000. C’est le visage le plus cruel de la crise de l’euro. En savoir plus.

Para ouvir, clique abaixo:

http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/galeria/audios/2012/11/governo-frances-proibe-despejo-ate-15-de-marco

 

 Script Completo

Quem não paga aluguel em dia não pode ser despejado até o dia 15 de março do ano que vem. É o que manda a nova lei e vale desde o dia primeiro deste mês de novembro. Tudo por causa da crise financeira que atinge principalmente as camadas mais pobres da população. Mas atenção. Isto vale só para quem mora na chique Paris. Não é aqui para nosso pobre Brasil. Então, vamos nessa?

 …

 Pois esta é a primeira notícia que eu trago dos quinze dias que acabo de passar em Paris, a cidade mais cara da Europa. É a crise do euro. A gente está acostumado a receber as notícias da macroeconomia, das medidas tomadas pelo Banco Central Europeu, da recompra de títulos públicos desvalorizados, da queda dos índices das Bolsas de Valores e tal. Mas ninguém é da verdade do povo, do aumento das famílias, principalmente monoparentais, ou seja, formadas apenas pela mãe e filhos, que dormem nas ruas em Paris. E agora começa o inverno, com madrugadas chuvosas e a temperatura abaixo de zero. E como é que fica este pessoal que vive nas ruas?

 …

 A lei que impede, desde o dia primeiro, o despejo de famílias que não estão conseguindo pagar o aluguel em dia, em Paris, é chamada de Trêve Hivernale, ou seja, Inverno das Trevas. É uma das maneiras achadas pelo governo francês para evitar que aumente o número de famílias dormindo nas ruas. Até porque 118 mil famílias, desde o começo do ano, em Paris, foram despejadas. A maioria faz parte da população de 150 mil pessoas que dormem nas ruas da capital francesa. Acontece que, numa operação de emergência, por causa do inverno rigoroso que está começando, o governo de Paris arrumou 19 mil novas vagas, pagas por ele, em hotéis baratos da perifieria ou em albergues, alguns improvisados. Com estas novas vagas, o total chega hoje a 83.000. Só tem o seguinte. A necessidade é de 150 mil. Dois mais dois, 67 mil pessoas continuam dormindo nas ruas em Paris. Palavra do Samu francês e também da Federação Nacional das Associações de Recolhimento e Reinserção Social da França.

E só para terminar a prosa indigesta de hoje porque amanhã tem mais, trazida diretamente de Paris. E por que isto acontece na cidade mais chique do mundo? Simples. A crise do euro. O desemprego. A queda da renda. Principalmente dos emigrantes dos países em pior situação, como a Grécia, Espanha e Portugal, que imigraram em Paris, que está na fase de contenção de despesas públicas.

Então, tá

 

Inté e Axé.


Crisis of the Euro devalues ​​alms in Paris

It is common here in Paris any beggar come to us and ask “piéces deux”, ie two euros, which is more than five Reias. The normal is you give the two pieces of euro or move on. Ça va. You well. But now the crisis of the Euro is getting ugly. And winter is coming mad. Rain and temperatures below freezing. For those sleeping on the street, called SDF, has ever seen, right? It has to appeal to the discount. This same. It’s true. The beggar sleeping on the street so pretty, beautiful, magnificent Paris, is now putting the photo. SOLDES. Scratching puts 2 and 1 Euro. Discount Alms. It is the strongest manifestation of Capitalism Wild. Vale headline in free newspaper distributed on buses and subways: LES DE DF CHANGENT visage. The Homeless They change the landscape of Paris.

 Crise do Euro desvaloriza esmola em Paris

É comum aqui em Paris qualquer mendigo chegar para a gente e pedir “deux piéces”, ou seja, dois euros, que dá mais do que cinco reias. O normal é você dar as duas peças de euro ou seguir em frente. Ça va. Tu bem. Mas agora a Crise do Euro está pegando feio. E tem o inverno chegando brabo. Chuva e temperatura abaixo de zero. Para quem dorme na rua, o chamado SDF, já viu, né? Tem que apelar para o desconto. Isto mesmo. É verdade. O mendigo que dorme na rua da tão linda, bela, magnfíca Paris, agora está colocando na foto. SOLDES. Risca o 2 e coloca 1 Euro. Desconto na Esmola. É a mais forte manifestação do Capitalismo Selvagem. Vale manchete no jornal gratuito distribuído nos ônibus e metrô: LES DF CHANGENT DE VISAGEM. Os Sem-Teto Mudam a Paisagem de Paris.

Crise de l’euro dévalue l’aumône à Paris

Il est commun ici à Paris un mendiant venu à nous et demander “Deux Pieces”, soit deux euros, soit plus de cinq Reias. La normale est de vous donner les deux pièces de l’euro ou de progresser. Ça va. Vous aussi. Mais aujourd’hui, la crise de l’Euro devient laid. Et l’hiver est à venir fou. La pluie et les températures en dessous de zéro. Pour ceux qui dorment dans la rue, appelée SDF, n’a jamais vu, non? Il doit faire appel à l’escompte. Ce même. C’est vrai. Le mendiant dormait dans la rue si joli, beau, magnifique Paris, est en train de mettre la photo. SOLDES. Gratter met 2 et 1 Euro. L’aumône d’actualisation. Il s’agit de la plus forte manifestation du capitalisme sauvage. Vale titre dans le journal gratuit distribué dans les bus et les métros: LES DE DF visage Changent. Les sans-abri Ils changent le paysage de Paris.

Mais uma para os mendigos Sem-Teto da Crise do Euro aqui em Paris. A partir deste 01 novembro e até 15 de março está proibido a retirada de qualquer pessoa que esteja com o aluguel em atraso. O despejo. É a lei do Trêve Hivernale. O Inverno do Cão. A ministra da Habitação da França já garantiu que 19 mil novos lugares serão garantidos para os Sem-Teto. Hotéis baratos na periferia, albergues e tal. Com os outros já existentes, serão 82.890, só em Paris. Beleza. Que nada. A necessidade atual é de 150 mil lugares para os Sem-Teto.

Então, ao lado do Liberté-Fraternité-Equalité, está de volta a camiseta socialista com “Un toit c’est un droit”, ou seja, uma teto é um direito de qualquer um, seja ele presidente socialista ou mendigo capitalista. Ou então, partir logo para uma Revolução Francesa para espantar este Trêve Hivernale que está começando em Paris. Mas pelo que se vê nas ruas, o povo aqui é igual ao daí, mendigo sossegado, e até me faz lembrar a música cantada pelo Zé Ramalho:

– Ê, ê, vida de gado, povo marcado … povo feliz!!!

 Levantamento do SAMU social de Paris garante que o número de Sem-Teto neste Inverno do Cão em Paris aumentou muito por causa da Crise do Euro mais forte em países como a Grécia, Espanha, Portugal e outros que migraram para o sonho de Paris, onde a taxa de desemprego subiu para 11,7 por cento. Pelo levantamento, muitos dos mendigos-desempregados-desalojados-SDF de Paris são famílias monoparentais, ou seja, mulheres e filhos dormindo na rua. Como diria o poeta filósofo polaco, está na hora de chamar a Madame Guilhotina de volta.

http://www.directmatin.fr/france/2012-11-01/treve-hivernale-suspension-des-expulsions-199069


Before the arrival of Dom João VI in Brazil, our money’s worth by weight of the PATACA. Then, it was changing its name and value. Cruzado, new cross, cruise, cruise real and ultimately unlike the beginning, in the plural becomes more reais and not réis.

Dos réis aos reais, a história do dinheiro brasileiro

Antes do Brasil ser descoberto, a moeda de troca se chamava escambo. Depois, com a chegada dos colonizadores europeus, veio a pataca. Depois dos anos 1.700, com Dom João VI chega o primeiro banco. Daí vieram os réis e o real. Com a chega da República, mil réis passam a valer um cruzeiro. Em 1964, cassam o centavo. Volta em 67, junto com o cruzeiro novo. Depois, vira Cruzado. Cruzado Novo. Cruzeiro. Cruzeiro real e, finalmente, valendo até hoje, o nosso real. E o próximo?

(Foto da pataca, que ainda vale em Macao, hoje China)  

Ao contrário dos Estados Unidos, onde o dólar é dólar desde o começo, aqui no Brasil a moeda circulante, ou seja, a representação do dinheiro, em papel ou moeda, além de ter mudado de cara uma porção de vezes também perdeu o valor de vez.

Antes da chegada do rei que fugiu de Portugal e veio para o Brasil, que vira Vice-Reino, a moeda aqui era na forma do peso. Quer dizer, o patacão valia pelo peso de ouro que ele carregava. Simples. Depois,começa a complicar.

Pois então. Chega o rei, funda o primeiro banco,chamado do Brasil que, aliás, quebra de vez quando a família volta para Portugal levando todo o ouro que estava nele guardado, garantindo a moeda que, casualmente, se chamava real, por causa do rei, e um conto dava mil réis. Hoje se fala mil reais, né?

O ouro roubado do Banco do Brasil era o que garantia a quantidade de moeda, ou dinheiro, emitido, regra que vale até hoje quando, por exemplo, circula dinheiro que, somado, corresponde a 80 por cento do nosso PIB, produto interno bruto, soma das riquezas produzidas. Sem o ouro, o Banco do Brasil, o primeiro, fechou.

Português: Cédula de 500 mil réis, emitida pel...

Português: Cédula de 500 mil réis, emitida pela Casa da Moeda entre 1836-1931. Acervo do Museu Paulista. (Photo credit: Wikipedia)

Mas voltando o rumo da prosa para o assunto de hoje. Dinheiro. Em 1942, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, acaba o tal do conto de réis. O real. Mil réis deixam de valer um conto e passam a valer um cruzeiro. Foi então criada a figura do centavo. Em 1964, como falei, acaba o centavo.

Três anos depois, volta o coitado do centavo. Mas cai o valor outra vez. Mil cruzeiros passam a valer um cruzeiro novo. Três anos depois, 1970, nova confusão. Volta o centavo. Volta o cruzeiro. Vamos em frente que a confusão ainda não acabou.

1986. Mil cruzeiros passam a valer um cruzado. Ou seja. Um milhão cai para mil. 1989. Nova desvalorização. Mil cruzados valem um cruzado novo. Ano seguinte muda o nome de cruzado para cruzeiro. 1993. Mais uma queda. Mil cruzeiros passam a valer apenas um cruzeiro real.

Ufa… e finalmente chega o real dos dias de hoje. 1.994. Desta vez a pancada é maior. 2.750 cruzeiros passa a valer quanto? UM REAL. Aliás, este real merece uma prosa especial só para ele.

Então me ouça, pessoa. 

http://soundcloud.com/mamcasz/brasil-vai-dos-r-is-aos-reais

Português: Cédula de mil réis, emitida pela Ca...

Português: Cédula de mil réis, emitida pela Casa da Moeda no Período Imperial. Acervo do Museu Paulista. (Photo credit: Wikipedia


To have its independence recognized internationally, Brazil  had to assume the debt of Portugal, worth 3 million pounds, making a loan to the lender, England. Then, the brazilian independence did not come out in the cry, but in the money. Listen to me, loser (mané). Click aliiiii:

http://radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2012-09-07/brasil-teve-que-pagar-pela-independ%C3%AAncia

Script do lero

Entre o grito   nas margens do córrego do Ipiranga, na provinciana São Paulo, naquela seca manhã de sete de setembro de 1822, e o reconhecimento, de fato, da independência do Brasil, rolou muita água e, principalmente, mais ainda dinheiro, tanto que a nossa dívida externa dá um enorme pulo, nessa época, e nunca mais volta ao chão. Vamos nessa.

…. BG HINO INDEPENCIA SÓ MUSICA …

Para reconhecer a independência do Brasil, Portugal,  pois, pois, exige o pagamento de uma fortuna, na época, três milhões de libras esterlinas, de indenização, de que mesmo, ora, de nada.  Lógico que o Brasil está zerado, quebrado, noiado porque a família imperial, de Dom João Sexto, que havia fugido de Portugal, agora, para  voltar, leva tudo, ouro, divisas, dinheiro, tudo…

… BG

Veja bem. Para fugir de Portugal, as tropas do cunhado de Napoleão invadindo Lisboa, o rei João e a rainha Maria, chamada de a Louca, assinam uma nota promissória. A Inglaterra financia  a fuga da familia imperial portuguesa, com treze navios de guerra,  que escoltam vinte e cinco navios mercantes, com     quinze mil patrícios escolhidos a dedo, pelo velho QI, quem indica, cê sabe com quem tá falando, meu. E chegam todos felizes às praias de São Salvador da Bahia, nossa primeira capital federal  brasileira independente.

… BG..

Ms é  lógico que isto tem um baita custo para Portugal, tanto que a Inglaterra toma posse dos nossos portos, abertos para a nação amiga, e da nossa riqueza da época, pau brasil e cana de açucar.  Mas voltando para sete de setembro de 1822. Quanto a corte portuga volta para    para Portugal, sem pagar a dívida inglesa, leva tudo da gente, raspa o tacho, limpa o cofre, e, adivivinhe  quem fica com a dívida da vinda e da volta dos patrícios portugueses nossos colonizadores exploradores? Lógico que para o nosso jovem dito independente Brasil.

 Bg

A Inglaterra, os Estados Unidos da época, grita. Pera lá. Tenho uma dívida para receber.  Só reconheço o Brasil se    Portugal reconhecer. E Portugal, bem esperto, diz para o filho Dom Pedro do Brasil. Só reconheço se pagar a fortuna que eu devo para a Inglaterra. E aí? Tudo em casa. De pai, João, para filho,   Pedro, tudo rei. O Brasil, para ser independente de fato, não vale o 7 de setembro de 1822, paga as três milhões de libras esterlinas para Portugal que, com isso, se livra da  dívida para com a Inglaterra. Com isso, estamos independentes.

 Bg

Espera lá. O Brasil paga com que? Os portugas não levaram até o ultimo centavo da gente? Ora, pois, pois, adivinhe só, gajo. A Inglaterra, dona do dinheiro do mundo, muito da boazinha, diz para o Brasil. Eu te empresto. Conversa  vai, conversa vem, e se resolve. O Brasil é reconhecido, internacionalmente, independente, de fato, quer dizer, depois que assume a dívida de Portugal para com a Inglaterra, três milhões de libras esterlinas.   29 de agosto de 1825. A independência do Brasil é reconhecida.

 Bg

 Ufa… até que enfim. E só para terminar esta prosa miúda de hoje dita independente. Em 1829, o Brasil faz novo empréstimo, para pagar os juros nãopagos e muito menos as prestações. Tanto que recebe só a metade. Ou 52 por cento. Resultado. O Banco do Brasil vai à falência Quebra. Tanto que a dívida portuguesa, assumida pela gente,  para pagar nossa independência, só é saldada em 1890, depois de mais dois empréstimos, em 1843 e 1852.

… BG

E só para fechar esta prosa miúda e indepente de hoje.

Cansei.

Certo?

Entao, tá.

Inté e Axé.

http://fatosdavidacotidiana.wordpress.com/2012/09/09/dia-da-independencia-e-marcado-por-protestos-em-todo-o-brasil/