Brasilia by Mamcasz

 Toda viagem, e são tantas, nestes 30 ou mais anos, From Alaska to Jerusalen, meu livo, três partes:

O antes, o durante e o depois.

Sempre foi assim, mesmo antes do advento deste treco chamado Internet.

Desdos tempos de ligar do orelhão para o agente de viagens de confiança do Amadeus.

Volto agora doutra viage (mais uma,polaco?) e tem umas coisas que dá gosto de sentir.

Por exemplo:

Seguro de Viagem. No caso, Mondial Assistance. Recebo o email.

Bom retorno. Como foi a sua viagem?

Nós estávamos o tempo todo à sua disposição.

De estalo, penso em retrucar:

Graças a Deus não precisei.

Daria margens à malinducação. Não é o caso.

Image

Outra. Apartamento alugado, de novo, pela Airbnb.

Email com o informe de cancelamento da importância no cartão de crédito como garantia.

E o espaço para colocar a opinião, pública ou privada.

Image

Junto, a avaliação – minha, positiva, lógico, né, e a do hospedeiro, idem.

Está logo abaixo doutra, meio do ano, em Praga, da Yana.

Agora, é Tomasz, via Ba4u.  

Dois novos amigos alhures. 

Nos dois casos, apenas o deixar as chaves na mesa e fechar a porta.

Única pena o não abraço de despedida.

Image

Ah. Ainda teve o email da Aerolineas Argentinas, vôo direto BSB-BUE.

Agradecemos ter voado com a gente e te esperamos doutra vez. Quase respondo:

Se for para Buenos Aires, infelizmente, não. Enquanto não se desbolarizar.

Mas posso, quem sabe, ir com ela para a Australia, via polar sul.

Tão logo a empresa se restabeleça da crise econômica argentina de 2001.

Image

 Um dos dois cartões internacionais de crédito também me perguntou se tô de volta, se foi tudo ok.

É bom sentir que a  concorrência tem sentido, sim senhor, na nossa santa hora do lazer.

Ah. Ainda tem o pessoal do Câmbio Justo, no relacionamento confiável que continua. 

Image

http://radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2013-10-30/d%C3%B3lar-paralelo-vale-70-mais-do-que-o-oficial-na-argentina#.UnD2K1zs-vM.facebook

Um grande Axé para todos!

Até a próxima viajada.

Amém.

 


Vinte anos passados sem  aconchego na vizinha argentina.

Troco-a por mil paragens  – From Alaska to Jerusalen.

Agora, eis-me pronto para mi Buenos Aires.

Luzes de alerta contra minha vontade.

Medo de Buenos Aires Numa Boa.

Image

Twenty years  without snuggle my neighboring argentina.

For a thousand other stops – From Alaska to Jerusalen.

Now , here I am ready for my Buenos Aires.

Whith warning lights on the top of my will.

  To enjoy Buenos Aires on very nice.

Image

Diferente dos tempos em que Buenos Aires se dizia a Paris das Américas.

E do ódio dos portenhos ao mundo  chamar de a capital do Brasil.

Eis algumas luzes de alertas acesas nesta pré-ida:

Evite as noturnas paragens de El Caminito.

Boca e Constituición na barra pesada do sul.

Palermo Soho, melhor que o curta na luz do dia.

Fotografar o fundo da alma da cidade, nem pensar.

Há trombadinhas espertos que te levam tudo no nada sentir.

Mesmo assim, pretendo curtir Buenos Aires Numa Boa.

Image

– Descobrir os matizes do inexistente Barrio Norte.

– A caminho do Barrio Chino a parada no Jardim do Parreda.

– Lunes, 18h30m, Mis tardes con Gardel. Libre e gratuido.

– Os recitais de graça na Casa de Cultura da Recoleta.

– O vinho tinto do Fin del Mundo patagônico.

– Caminhares nos passos de Sábato, Gombrowicz, Leopoldo e Pizarnik.

– Caminhar ao lado de Borges da casa dele à biblioteca municipal.

– Na Galeria Guemes virar personagem do Cortázar e acordar na Galeria Vivienne em Paris.

– Passar no quarto do Federico Garcia Lorca.

– Conversar com Exupery no quarto a escrever o Voo Noturno.

– Degustar o argentino criollo na forma do mondongo.

– Os assados com gosto de carne dos gauchos.

– Algumas milongas portenhas de bairros com partidas de truco.

E o melhor de tudo:

Curtir Buenos Aires Numa Boa

ao lado de Madame…

A statue of Gardel outside the Abasto Market i...

A statue of Gardel outside the Abasto Market in Buenos Aires, near where he grew up (Photo credit: Wikipedia)

Mi casa é tu casa, polaco, canta-me Gardel http://www.buenosaires.gob.ar/areas/cultura/museos/dg_museos/gardel%20_patio_arrabal.htm

Florales Generica na Buenas Moderna

https://www.facebook.com/pages/Ba4uapartments-Holiday-Apartment-Rentals/71690619509?id=71690619509&sk=photos_stream

O Museu do Larreta a caminho do Bairro Chino prum pisco no bar peruano

http://museos.buenosaires.gob.ar/larreta.htm

Panorama of Buenos Aires.

Panorama of Buenos Aires. (Photo credit: Wikipedia)


Image

Filé de Polaca (peixe) do Alasca ao Queijo de Minas

      São infindos os caminhos que levam da vontade ao ato do prazer à mesa. Sei-o eu, na condição de mestre do ciclo completo. Ele começa, na verdade, antes do Início e termina depois do Tudo. No percurso, entremeio cores, odores, vapores, sabores e mil amores.

       Primeiro capítulo de hoje. No mercado, à procura de um bom filé,  para o que seria uma repetida e,  por isso mesmo, jamais preterida receita de peixe ao molho quatro queijos. Surpresa diante de meus olhos eslavos. Um vistoso pacote de filés de polaca do Alasca. Minha avó.

Image

       Pois vamos à receita de hoje, na verdade nunca repito, nem sigo normas ou manuais. No preparo de um prato, que ele não seja farto, saudades é bom que  deixe. Fundamental é a amizade dele com os ingredientes, parentes, acompanhantes, dependentes e outros entes.

      No caso de hoje, a polaca se acompanha de batatas douradas e salada de folhas mistas ao molho especial de um preparado francês que envolve Vinaigre a la pulpe de framboise. Um vinho de Portugal ou uma cerveja de Holanda. Ficaria feliz se exigissem minha doce caipirinha.

Image

       Antes do passo-a-passo que faço no gosto o aqui repartir, tem os antecedentes, o primeiro já citado, no caso da polaca sorrindo para mim na prateleira do mercado. O tempo do filé se desaguar por completo. O secamento no papel. O sal, manjerona, pimenta branca moída. O descansar.

      Agora, sim, paladar ativado, passemos aos mini-capítulos na exata sequência em que eles foram preparados de uma forma criativa, embora nem tanto, pois tratos básicos se fazem precisos: meia cebola pequena e um dente de alho apenas, finamente picados, jamais amassados. 

Image

Ato 1 –Molho a quatro queijos.

     Um dente de alho, sem o núcleo, e meia cebola, bem picados mesmo, primeiro no comprido, depois na horizontal mas, atenção, jamais amassados, triturados, sacrificados no odor. Coloque-os na panela para impregnar nela a primeira sensação do que vai advir no conjunto da polaca do Alasca.

      Dois minutos passados, coloque duas colheres de sopa de leite em pó desnaturado, pois longe dos seios da mãe original, e mexa-o junto ao dente de alho e mais três minutos para o passo seguinte. Ou seja. O pacote de molho em pó quatro queijos, futuro cremoso, e até o colorido se amelhora.

Image

       Mais três minutos passados, junte ao conjunto seco, na forma de creme em pó, leite desnaturado, alho e cebola, mais a lata de água de onde foi retirado, há pouco, o conteúdo, ou seja, o creme de leite. Chama-se reciclagem total, evita-se o lamber os dedos, e se mixe no conjunto.

        Mais quatro minutos e daí, sim, leva-se tudo a uma panela ao fogo baixo, mexendo-se até que, quase no aferventar, segundos antes das borbulhas, joga-se no conjunto o champinhon, melhor, os cogumelos secos anteriormente, tirados deles a acidez. Melhor se no pasto mesmo catados.

Image

Ato 2 – A formatação da polaca do Alasca

       Passemos agora à informação, melhor, à formatação da polaca do Alaska. Lembro que os filés passaram, na noite anterior, pelo descongelamento, desaumento, secamento, temperamento e aquele belo descanso noturno no conforto da geladeira, na prateleira do meio, exatamente.

       Muita atenção neste momento porque dele depende o incremento da solução do que à boca irá na mesa mais do que composta, e isto é ponto essencial, tem que tudo estar mais do que bonito, prazeiroso, gostoso, aprumado, pratos, guardanapos, copos, taças, talheres e tais.

Image

        De volta à formatação da travessa que levará ao forno a polaca do Alasca com todos os acompanhantes. Ao fundo, raspas de manteiga letítima, sem sal, de marca. Em seguida, a camada de molho e cogumelos. Em cima, os filés menores. Mais molho. Os filés melhores da polaca. O molho final.

       Deposite-se no forno o conjunto que irá dobrar o palatar das pessoas convidadas. A partir deste instante, desista da pressa. Deixe a turma chegar. Ofereça os de beber. Petiscos longe. Vai tirar o prazer. E só ligue o forno, nunca o microondas, uns 20 minutos antes da exibição final. 

Image

      Teria mais ainda a notar neste pequeno presente a poucos convidados neste sábado tranquilo aqui na Ilha, sem qualquer compromisso além daquela velha amizade, mas convém aquecer, agora no microondas, aquela batata sauté pronta e colocar o molho  na salada de folhas.

       Na sobremesa quiça um sorvete, em taças finas, sobrevindo com licor de cacau, ou pedaços de chocolate puro, depois o café aprontado na hora, açúcar na água sendo fervida, marca da boa, coador de preferência de pano, mas até aqui tem muita prosa para ser levada no devagar.

Image

        Esta receita foi feita e ofertada, sem qualquer compromisso, a uma dupla querida dantanho e sempre. Renato Riela e Márcia Lima. Brasília, DF. Brasil. Como diz a propaganda, isto não tem preço, careço de cardápio, de conta, de cartão, de crédito ou de débito, porque amizade vale mais.

         Algum comentário, tipo … não fui convidado, por que? À vontade. Ligue para a Madame. Combine. Acerte. Apareça. Não se esqueça de mim, aqui do Polaco. É eu quem faz tudo, na hora. No caso, tarde especial, para as duas madames –Márcia Lima e Cleide de Oliveira.

SONY DSC