fevereiro 2012



Campanha da Fraternida 2012

CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Mas pode ser de qualquer um, até o ateu.

Larga o mote do samba aí, gente:

” Parece que estamos numa longa fila onde, sempre, não há vagas”

Ouça:

http://www.radioagencianacional.ebc.com.br/materia/2012-02-22/campanha-da-fraternidade-vai-tratar-da-sa%C3%BAde-p%C3%BAblica

Anúncios

No bloco do eu caladinho, saio na manhã deste domingo para caminhar no Eixão.

Ó néscia pessoa das coisas cá da Ilha, Brasília. Eixão são as sete pistas de asfalto puro que cortam o Plano, de Sul a Norte, por 15 quilômetos. Mas voltando ao meu desértico carnaval a pé no eixão.

– E não me interrompa mais, viste?

Pois então. Aos vinte minutos de caminhada, o pensamento começa a voar que é coisa boa. Daí, passo por uma bonitona e eu rio da cadela. Dela, claro, a potranca, sorry feministas. A cadelinha se mijando de medo de um isopor com os copos de água a um real e o negão sentado ao lado, mudo de todo, eu diria puto da vida.

Daí, já no pensamento solto, libero  à viva voz:

– Você devia arrumar é um cachorrão que nem eu no lugar desta cadelinha tremeliquenta.

– Boa, polaco, gostei, mas por acaso você sabe latir bonitinho assim que nem ela?

– ???

– Vai, late ai para ver se a vale a pena a gente topar uma troca.

Moral 1:

E não é que o polaco aqui latiu? De verdade. Juro pela Graciosa.

Pior foi a reação:

– Isso lá é latido que se preze, polaco? Continue treinando que domingo que vem pode ser que pinte alguma troca. Melhor ainda, se você aprender a latir de verdade, eu dou sem pedir nada em troca.

Explicação: o eixão  fica aberto para os pedestres só nos domingos. Ou feriados … não tem nada a praticar somente uma vez por semana, não.

Moral 2:

Descartei o pedaço de mau caminho, lati feio para a cadela que respondeu muito da convencida, e saí do eixão para as calçadas da entrequadra, na volta para a parte sul que me cabe nesta  ilha.

– Au… Au… Ai…  continuo treinando meu novo latido. E passo pelo mendicante, saco preto dependurado, um lixo, mais o  pedaço de osso a la microfone:

– Então, você quer que eu responda? Pois digo o seguinte. Se uma pessoa é presa, mesmo sem ter feito nada, respondo que ela tem mais é que continuar presa.

– Au… Au… Au…

– Espera aí, dona Bia, deixa eu passar o microfone para um polaco maluco que está passando por mim latindo, quer dizer, tentando latir que nem um cachorro de madame bonita.

– Pergunta o nome dele e diz que está participando aqui do Bia Talk Show, na Rádio SBM, ao vivo.

– Deixa que eu mesmo respondo que ele acaba de levar um fora de uma bonitona ali no eixão. Acontece que este  polaco late mais feio do que a cadela.

– Como é que é? Deixa eu falar com ele.

– Nem pensar, dona Bia, o horário é meu, tá vindo o intervalo comercial, que eu sei, e não tem nada de polaco roubar meu espaço neste tão popular  Talk Show.

– Xô cachorro!  polaco vira-lata!  ladrão de microfone!

É o que eu continuo a ouvir, cada vez mais distante,  enquanto corro em direção ao pedaço de osso  que o mendicante jogou para bem longe. Dele e do Bia Talk Show. Me desculpe mas agora não possa falar mais nada.

Acabo de pegar o osso. Não largo mais. Sou o maior petelho da paróquia.

Saiba mais:

https://mamcasz.wordpress.com/2009/11/20/setenta-por-cento-dos-mendigos-sao-negros/


No meu engatinhar de Jornalismo dantanho, no Rio, no Globo, havia um neguinho gente fina. Tim Lopes. A gente começou junto, dividia a mesma casa e a mesma geladeira, numa casa em Santa Teresa, no final de uma escadaria enorme que dava, na descida, na ACM, Sala Cecília Meireles, Passeio Público e o Rio aos nossos pés.

 Tempos passados, entro num avião, em Paris, a caminho de Brasília, o jornal tupiniquim do do dia anterior na poltrona e nele a porrada no meio do meu estômago: Meu amigo repórter Tim Lopes tinha sido queimado vivo dentro de um pneu lá no morro.

Mais um tempo passado e imagina minha alegria insana quando eu recebi o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo.

Praticamente sexagenário, profissão repórter, fiz o trecho Manaus-Venezuela como ajudante de caminhão, à procura do ainda existente contrabando de meninas e meninos do Brasil para serem cidadãos prostitutos na Europa.

Desta vez, devolvi o murro do estômago do meu eterno amigo repórter Tim Lopes. Toma, Tim. Vou dar a linha à pipa porque o vento está a favor.

Nos meus tempos de estagiário , Rio de Janeiro, morava em Santa Teresa e dividia a casa, e tudo que nela entrasse, com um amigo na mesma condição de iniciante na vida adulta.

Á noite, descíamos juntos até à Gafieira Elite, na Praça da República. Sol claro, ele se fazia operário na construção do metrô, Estação Largo da Carioca. Sua pele escura ajudava.

Então, eu passava por ele, minha pele clara realçando o jornalista do Globo, nosso começo. Ele me olhava, segurando a marreta, no lugar da caneta, esta manobrava muito melhor. Fingíamos um não conhecer o outro.

Em casa, no dividir as frutas da feira , ele chiava : – Pô, polaco – era assim que me chamava . – Que foi? – Não precisava me esnobar parecendo de verdade…

Há um ano, o corpo deste meu querido amigo foi colocado dentro de um pneu. Foi detonado . Queimado. Dos ossos , nem o pó . Do sorriso , que encantava as amigas ( maior trabalho desviá-las, não à toa o conselho: – Polaco, antes de tudo, a gentileza… é disto que elas precisam.) pois é … do sorriso desse meu querido amigo, só lágrimas – quiçá gritos – de dentro de um madito pneu onde foi queimado – quem sabe – vivo.

Em sua memória, amigo Tim Lopes, vou dar linha à pipa e que o vento continue a soprar a nosso favor. Até faço uma greve nesta minha rude e polaca imagem. Um beijo no seu coração. Do mano MAMCASZ – saltando no Tempo.

– Larga o microfone, Polaco !

 – É todo seu, Tim Lopes !

http://www.timlopes.com.br/edatlhetim.htm

https://mamcasz.wordpress.com/mortos/


Gente. Eu sou polaco, estou velho,64, jornalista, devagar das idéias.
Pelo amor de Shiva, me ajudem.
Pergunto-vos, ó nobres camaradas companheiros.
1 – A cara do Boner, ao anunciar que a TV Globo teve licença para gravar os telefones dos PMs bahianos, foi pior de quando ele perdeu a virgem de Fátima.
2 – O general que salvou a vida do Lula, na segurança, agora na chefia da Bahia, afastado porque chorou, mas o Lula não vivia chorando, por que ninguém afastou ele?
3 – De repente, o filho malcriado pelo Sérgio Cabral, grande figura, me aparece, onde estava ele no bondinho da Teresa, na queda do morro da Ilha Grande, e, recentemente, no tchibúm do prédio ao lado do Municipal? Em Paris ou na Bahia? Daí, agora, apressadinho, me vem ele:
“ Ah… estes bombeiros estão enchendo meu saco.” Por aí…
4 – Agora, gente, se segure, senão eu caio. Acabo de ler nossa brava presidentA Dilma, ex-guerrilheira, do braço armado, dizendo, testículamente, e acredito, piamente, no G1 da Globis, o seguinte, estou estarrecido, companheiro, me ajude, cazzo, a entender, relembrando, sou polaco, jornalista velho, 64 anos de idade e 41 de profissão e, portanto, devagar no raciocínio.
Pois a companheira me diz, hoje, no sertão bahiano, o seguinte:
“ … ATOS ILÍCITOS NÃO PODEM SER ANISTIADOS. SE ANISTIAR, VIRA UM PAÍS SEM REGRA.”
Ao longe, bem longe, bota longe, boto meu companheiro Vlad Herzog, TV Cultura, antes de ser ser estrangulado na prisão dos gorilas, perguntando:
– ANISTIA, ENTÃO, NUNCA MAIS?
N.B. (aposto ó néscio, que tu não sabes o que quer dizer nota bene, mas tudo … mal):
Qual foi a pergunta inicial desta prosa?
– Sou, ou não sou, um polaco velho jornalista debilóide que não entende porra nenhuma?
Ipsis Letieri:

“Eu considero que não é possível esse tipo de prática. Vai chegar um momento que vão anistiar antes mesmo de o processo grevista começar. Se houver manifestação, não deve ser condenada. Mas atos ilícitos não podem ser anistiados. Se anistiar, vira um país sem regra. (…) Acho que você tem que respeitar democraticamente. Não concordo com processos de anistia que parecem sancionar o ferimento da legalidade.”

Posso destacar?
ATOS ILICITOS NÃO PODEM SER ANISTIADOS.
Socorro,companheiros