Brasilia



Re-volta Voadora Final em

Quatro Atos Pandemônicos

Março / Abril / Maio

Ano Fatídico de 2020

Eis que me aproximo do final de que mesmo não tenho a menor idéia. Em março deste fatídico 2020, três dias depois da chegada da dupla de risco Polaco & Madame em Berlim, é decretada a situação da Calamidade Pública Mundial – Pandemia. O que parecia uma quarentena de 14 dias na verdade ainda não tem prazo para a luz reaparecer na saída deste túnel que deixa de quatro poderosos, em crescimento e principalmente os mais pobres. Por isso, a principal recomendação se transforma na piada mais sarcástica impossível:

Estamos todos no mesmo barco

1 barquinho

Não, pessoa. Uns estão na jangada. Outros no iate. Muitos na canoa furada. Classe média isolada. Classe médica no sufoco. Pior ainda a situação dos serviçais lixeiros, bombeiros, motoqueiros, baderneiros, brasileiros. Aliás, adianto meu primeiro contato nesta revolta à Pátria que me Pariu, depois de uma insólita viagem intercontinental que perdura 36 horas. Na portaria do prédio onde coabito em Brasília, bairro classe B, ao pegar as chaves e as correspondências, ouço a seguinte recomendação da gentil porteira:

– Fique em casa, seu Mamcasz.

– Você tão bem, menina.

-EU NÃO POSSO!

Pois levo a primeira porrada nesta re-volta à Terra Brasilis. A viagem começa no despertar às seis da manhã na casa em Berlim. Às dez, avião levanta vôo no Aeroporto de Tegel, que está sendo fechado de vez. Aliás, o embarque é feito no Terminal C, numa espécie de terreno baldio, tal a situação de presente desolação.

Na prima parada desta re-volta, no aeroporto de Frankfurt, a São Paulo da Alemanha, o contato esquecido com a turba brasileira, manifestada pela forma inconsequente de agir sem respeitar a distância e, o pior de tudo, uns dez sem a máscara de uso obrigatório nas dez horas de espera em antevisão do vir.

2 frankfurt

Na sequência, a manada tupiniquim a um espirro do estouro, o embarque interrompido por diversas vezes para relembrar que a chamada era por grupo escrito no bilhete individual, até que o 777 da Latam alça vôo para onde mesmo?

Nas três primeiras horas da re-volta voadora é servido aos passageiros do infortúnio apenas uma garrafinha de água mineral e um página de papel para ser preenchida â mão para quem desembarcar na espinhosa Madrid.

Espanha por causa de que?

Eu comprei Sampa, cara.

O pouso da Latam em solo espanhol foi o mais fantasmagórico por que já passei nesta minha vida ambulante, acontecido perto da meia noite, as luzes internas apagadas, um aviso rápido de estamos descendo, de repente o baque no solo, a corrida, o freio, stop.

– Atenção para quem fica aqui em Madrid. O desembarque é somente pela porta traseira. Os restantes passem para seus novos lugares.

Nos 90 minutos em que ficamos a bordo, os seguidores da re-volta voadora, a desorganização latâmica chega o auge quando descobrimos que, a partir dali, até São Paulo, os assentos são outros, mais para a traseira do avião. Isso mesmo.

Não fica por aqui, não. A novela vampiresca da re-volta pela Latam continua. Ao descobrir os novos assentos na traseira do avião, no pico desta Coronavirus, encontramos tudo sujo, deixado assim por espanholados saídos.

Resultado. Garrafas usadas, guardanapos sujos, papéis riscados, ou seja, sujeira mental e física dos ditos passageiros é jogada no corredor do avião e, pior ainda, lá resta porque o pessoal da limpeza era mais sujo do que tudo.

– Aeromoça!

De quem é esta máscara usada aqui no meu asssento?

3 mascara

Resultado. Gastamos a nossa provisão de álcool gel para limpar cada centímetro possível do espaço que seria compartilhado nas próximas 10 horas até porque desembarcar não é possível e muito menos desejado nessas alturas.

A re-volta voadora continua

Finalmente, depois do longo desconfortável vôo noturno, o pouso em Guarulhos, pertinho da capital do poderoso, em número de mortos e contaminados, São Paulo. A passagem tranquila pela Polícia Federal.

Nada de parada na Receita Federal. Muito menos na vistoria alimentícia da Agricultura. O principal: ninguém para fazer o teste da pressão, da febre, enfim, pelo menos perguntar peloss sintomas presentes.

Tudo normal. Estamos de volta à Pátria que nos Pariu. Ah. Não se distancie porque a viagem não termina aqui não. Tem mais. A sequência final, uma hora a mais, até a capital desta Terra Brasilis, ainda vai acontecer.

Para tanto, esperemos outras seis horas num ambiente desolador, vazio, com gente sem noção, atestado solenemente pelo balde de lixo, a água pingada do teto e a placa de advertência pandemônica ao incauto:

Cuidado

Piso escorregadio

Goteira

4 placa

Pronto. São exatas 36 horas contadas desde o despertar em Berlim até o abrir as portas de casa em Brasília. Com direito a doses de desconfiança e desconforto e, ao final, um agradecimento sincero aos céus que nos acudam.

No normal, o retorno pela TAP teria durado apenas 14 horas, via Lisboa, direto para Brasília, transforma-se n um voucher que, se usado, terá valor insignificante, isto se a empresa aérea continuar rodando até sei lá quando.

Brasília teu cenário

era uma beleza

que se foi

A exemplo de toda boa novela, esta nossa aventura arriscada, por suposto, mas controlada na medida do imposto possível, termina bem, graças a quem, não sei, só sei que ainda há dias de tensão na atenção dos sintomas típicos.

Na chegada ao aeroporto JK, Brasília, o velho amigo nos aguarda, que nem sempre, com o nosso carro todo cheiroso, ausentes desta vez os abraços e até mesmo a carona até a empresa onde 85 colegas dele estão despedidos.

Ainda no espírito da novela que acaba bem, mas não para todos, passamos, no caminho, Asa Sul, bairro classe B, no supermercado idem, nome afrancesado, para as provisões primeiras desta necessária reclusão por 14 dias.

5 compras

Verdade se diga que o não acontecido na longa revoada para casa, na entrada do mercado, a simpática atendente mede nossa temperatura com o devido aparelho higienizado, que nem os carrinhos o foram, tudo nos 34 normais.

À frente da gente, um senhor idoso se demora na conversa com a moça do mercado medidora da temperatura alheia e, na nossa vez, ela comenta:

– Ele vem aqui toda manhã medir a temperatura do corpo dele porque diz que continua com medo porque há pouco tempo foi operado do coração. Na verdade, ele está bem e acho que está precisando mesmo é de conversar.

Na sequência, com as necessidades anotadas no caderno, fomos ao enchimmento dos dois carrinhos de compra, seguindo o caminho apontado pelas faixas novas no chão limpo e detedizado, os funcionários com máscaras e luvas.

Primeira impressão, quer dizer, segunda, porque a primeira mesmo foi sentir uma cidade fantasma no caminho do aeroporto até o final da Asa Sul, pelo Eixão, que saudades destes termos, então vamos à segunda evidência.

No mercado, começo da manhã, muito do vazio, noto a presença de duplas que constato serem funcionários de empresas novatas de entrega de mercadorias em casa, eles notadamente desconhecedores de certos produtos grã-finos.

– Caraca. Você viu só o preço desta peça de presunto da Espanha? Conhece?

– Véi. Presunto eu só conheço meu tio que morreu anteontem desta Coroa.

– E este pedido aqui?

– Nunca comi.

Na continuidade das nossas compras antes de chegar de vez em casa para o confinamento possível. No pedaço destinado aos legumese e às frutas tropicais, recolho o limão verde para a caipirinha que vai ter feijoada, por isso as laranjas.

– Éca. Isto só pode ser o tal do virus sinótico. Que coisa.

– Que foi, Polaco?

No meio das laranjas amarelas aparentemente sadias encontro algumas visivelmente atacadas e derrubadas pelo mais nojento e embolorado mofo. Pego, com cuidado, meia dúzia das piores, coloca em cima das uvas, e fotografo.

6 limao

Enfim, home sweet hoje, amanhã e até sei lá quando tenho a impressão que a coisa está estourando tal qual o previsto pelo idealizador desta Guerra Fria que sai de dentro de casa, pula para a mente doentia e invade as ruas para o que der e vier.

Adendo final:

Primo, o agradecimento permanente a todas as pessoas queridas que nos desejam uma boa ida de Berlim, uma boa chegada em Brasília, enfim, com sinceros pedidos de cuidados que continuam necessários e, com certeza, dúvidas a respeito desta re-volta num momento tão delicado para o povo brasileiro como um todo.

Adendo final:

A partir de agora entro em Quinzena de Silêncio.

Cumpro promessa feita à protetora dos polacos, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Matka Boska Częstochowsca – Mãe Preta de Częstochowsca.

Obrigado por ter trazido esta dupla de risco  de volta a esta Pátria que nos Pariu.

Continuamos sub tuum praesidium – sob tua proteção.

Entro agora no Silêncio.

Amém.

matka boska

 


Fase pós-pandemônica (13)

Em 24/05/2020

Quase fim

Do mim?

nytimes1

Domingo aqui em Berlim, amanhecer nublado, pingos convincentes de chuva, contagem dos cinco dias finais para o retorno ao atual pico mundial deste sino-virótico-pandemônico demônio, ou seja, minha Terra Brasilis.

Pois acordo tranquilo porque, no aparente, confirmado o vôo Berlim-Frankfurt, na quinta, 28, pela Lufthansa e depois, idem und ibidem, pela Latam, de Frankfurt até Guarulhos e depois até Brasília, a capital da Esperança (!?). TAP kaput.

Eis que adendo no meio internético, wifi esperta, e me caio de novo no real do que não devo jamais me afastar, não mais aquele receio de sempre no ontem – será que o avião vai cair – agora, sim – será que eu vou morrer?

Enquanto nós coleguinhas da dita imprensa exaltamos nas manchetes tupiniquins o número de palavrões ditos em voz alta, minha atenção é ativada para um merecedor de prêmio mundial de comunicação ativa. Existe?

Falo, desculpe, parlo da manchete deste domingo (24/maio/2020) do jornal gringo New York Times, um primor, se me permite um comentário deste repórter desde o longínquo dia 07/07/1977, atesta meu registro na ABI.

Primo, a manchete do NYT, ainda que prefira a sub-manchete e já o digo a causa, ó nobre editor da prima página que, na banca carioca de jornais levaria a imensas discussões mais imediatas do que este futuro Wifi.

Adianto que no Brasil tivemos primeiro as primordiais manchetes do Jornal da Tarde, estive no último ano de O Jornal, do Rio, e depois nas magníficas sacadas no botequim no meio do mato do Correio Braziliense. Lembra?

Antes que me derrame nas lembranças dos mancheteiros brasukas que se foram deste Planeta Terra, nem deveriam mesmo ter continado, menos eu que morro de medo mas não do fato, vamos já à pré- premiada manchete do NYT:

U.S DEATHS NEAR 100,000, AN INCALCULABLE LOSS

(Mortes pelo coronavirus chegam aos 100 mil – uma perda incalculável)

Antes, adendo que sou mais a sub-manchete, parecendo insignificante, na prima e já premiada página frontal do jornalão ianque New York Times que “apenas” coloca os nomes dos MORTOS-FALECIDOS-IDOS-PASSADOS:

OS MORTOS PELO CORONAVIRUS

NÃO SÃO APENAS NOMES NUMA LISTA.

ELES SOMOS NÓS.

Com licença. Não aguento. Puta que pariu, viu?

Antes da foto, repriso o que já de manhã aqui em Berlim, quiçá quase igual em Nova Iorque, ainda madrugada no Brasil com as manchetes dos jornais tupiniquins repetindo as cenas porno-realísticas tipo “boquinha” na garrafa.

Junto à foto do NYT que aqui repito, na minha página do Facebook coloco o seguinte texto representativo da minha depressão, por que não?

Os mortos pelo CoronaVirus são NOMES. Chega de NÚMEROS. Estatísticas. Projeções. Picos e achatamentos. Foram vidas. Fora virus. Ide. Viu. Sem palavrão.

Agora, apague tudo o que acabo de escrever. Fique apenas com a sub-manchete deste domingo, 24/maio/2020, do jornal New York Times. Traduzo mas acho ela que devia de fato ser a Big Manchete:

OS MORTOS PELO CORONAVIRUS

NÃO SÃO NOMES NUMA LISTA.

ELES SOMOS NÓS.

Então adendo:

FOMOS.

Inté!

nytimes


Berlim Ano Zero – Diário da Pandemia

Fase virótica pós-pandemônica (11)

 

Não que Eu – POLACO, CONFESSE!!! – seja chegado. Aliás, juro que nunca o fui, jamais, never nem ever, em absoluto. Quer dizer. Cherei, cheirei, xeirei, ser rei, ser gay, sei, que seja, não fui. Mais. Sempre tem um mas.

Acho-me nesta fase dita pós-pandemônica-virótica-sino, sim, sei que ainda não posso comemorar nem abraçar apertado a mina no pós-cruzar de olhares pseudo-fortuitos, com força, com brio polônico, ao realçar suspeito.

Estamos – Polaco & Madame, a dupla de risco – “Aqui em Berlim”, neste maldito trimestre com a coleira, desculpe, pulseira, não, tornozeleira mental a bisbilhotar cada sonho, remorso, enduvidada situação e tal.

Sorry. Preciso de um gole. De água? Não. Aqui, ela é muito calcárea. Estamos tão perto da vodka. Ai que saudades da minha avó polaca. Com raiz forte. Ah. Sorry por causa do quê? É que os sinos da igreja estão tocando. Sério.

morte

– Eduardinho!

– Quié, vó Sofia?

– Menino, você está tão estranho. E que coisas são essas com as folhas tão esquisitas que, só de olhar, está me dando uma zonzeira, doideira. Fale!!!

– Falar o que, vó polaca?

– Sei lá. Nem estava te escutando mesmo.

Mesmo assim, falo. Calo. Exalo. .

Eduardinho. É falo de falar ou falo deste teu negócio ainda tão pequeno?

– Vó. A mãe está aí por perto neste céu?

– Não. Está passeando com um anjo. Você conhece bem a Lola.

Então, falo agora. Estou aqui em Berlim, com Madame ao lado, no jeito de me olhar muito do parecido com o da avó, durona mas alegre, exigente em tudo, por isso mesmo eu nunca posso me descuidar. Mas agora eu falo o que sinto. Falo.

– O que?

– Nada!!!

Conta tudo!!!

– Para falar a verdade, vó da parte de mãe, EU POLACO CONFESSO que só dei uns golinhos, mas não traguei não.

Acontece que estou vendo aqui de cima você cercado de garrafas de vodka – me dê um gole – cervejas – outro gole – suco sei lá de que – não quero – mais uns biscoitos – de chocolate, é Eduardinho, não parece não. Me passe uns com estes galhos verdes esquisitos. Que folha é esta, meu neto? E você, está esquisito assim por causa de que mesmo? Falando enrolado. Ainda que você desde criança só o cachorro entendia o que você estava falando. Mas hoje você está mais esquisito, menino.

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– Vó. EU POLACO CONFESSO. Comecei pela tal Cannabis, de quem nunca ouvi falar dela processada com Absinto. Ms não tô sentindo nada. Até agora.

Mas já sentiu.

– O que, vozinha.

– Vozinha uma ova, Eduardinho. E fale que nem polaco. Que vozinha mais fraca.

– Falo.

– Pare com esta sacanagem, meu netinho. Você vai ser padre um dia. Continue.

– Depois, dei um beijão de boca na Maria Joana e tomamos juntos um gole da Vodka. Mesma coisa. Sentindo nada. Daí, a mesma folha verde no vinho. Nadinha.

Eduardinho!

– Quié, vozinha Sofia.

– Pois eu bebi uns goles deste negócio que você me passou e estou sentindo uma porção de coisas, sim, menino.

– O que, vozinha?

– Não vou te falar. Você está muito menino para isso. Me passe outro biscoito de chocolate. Mas que gosto diferente, né? Que mais?

– Quero.

– Eu falei “que” e não “quer”.

– O que?

– Eduardinho. Você esta me deixando doidona.

– Maluca.

– Eduardinho meu netinho polaquinho queridinho. Maluca eu?

– Eu que não, vozinha, mas lembra quando a senhora só para me sacanear, antes de oferecer aquele prato gostoso, sempre fui guloso, me perguntava antes.

– O que?

– Eduardinho. Antes de pegar este prato me responda antes.

– O que, vó.

– Caso você estivesse morrendo de fome, morrendo mesmo, não de virus que ainda vai chegar um dia, mas caso você estivesse morrendo, mesmo, de fome, e tivesse que escolher uma dessas três comidas, qual você ia escolher?

– Quais?

– Ranho, cuspe ou bosta?

– Ai, vó, vou vomitar.

– É. Mas você sempre escolhia uma para não perder a gostosura da vovó.

– Qual.

– Falo.

– Não, vó. Agora, não. Tem gente abelhuda escutando nossa conversa.

fachada fechada predio berlim

Polaquinho me conte mais uma história daí em Berlim, pensa que não estou cuidando de vocês aqui de cima?

– Então eu … falo!

– Polaquinho. Assim não vai ser padre. Vai virar jornalista. Vai sim.

Vó. Fomos noutro dia, fugindo da prisão domiciliar pandemônica, no Rokão Pesadão do Cross Club. Uma fumaceira que Madame quase chama os bombeiros. E eu:

– Florzinha. Fica na sua. Na muda. De boa.

E Madame ficou, meu netinho?

– Nada, vozinha. Ela é que nem a senhora. Só faz o que ela quer. E não deixa fazer o que eu quero.

– Está muito certa a Cleide. Chama ela.

– Não chamo.

– Chama. Olha que eu falo.

– Deixa que eu falo com meu falo, vó.

Enfiim, fim da prosa serena e amena entre um netinho e a vozinha nestes tempos de solitária Pandemia Virótica.

– Eduardinho. Não me engane. Você não confessou porra nenhuma. Fale!!!

Falo. Eu de fato bebi tudo mas não traguei nada.

– Que mais, meu netinho que não vai ser padre um dia. Não vai mesmo.

– Não tô sentindo nada mesmo, vozinha.

– Nem eu, netinho.

morte01

#aquiberlim

#berlimanozero

#commeusolhosvesberlim

#mamcasz

 


22/04/2020

cadeia01okbymam

   Diário da Pandemia em Berlim. Indo para os penúltimos capítulos desta sina sino-virótica. Nesta quarta, 22 de abril deste infame 2020, é o fim do campo de concentração a domicílio na Alemanha. Começando pelas lojas. Estão reabertas. Desde que se limitem ao espaço de até 800 metros quadrados de área usada por no máximo 40 pessoas a cada vez.

 

   Mas como o alemão historicamente é detalhista por demais e nunca por de menos, uma série de procedimentos precisam ser adotados pelo povo nesta falsa onda de liberou geral o confinamento social. A partir de segunda, 27, e não hoje, 22, a pessoa pode sair livremente às ruas sem ter que dizer o motivo que justifique o ato, caso parado pelo polícia multante.

 

   Algumas coisas ficam para quatro de maio, caso dos salões de corte de cabelo, unha, maquiagem e tal. Pela proximidade menor de um metro e meio, que continua sendo exigida, tanto o cliente quanto o barbeiro vão ter que continuar mascarados, sim. A partir da mesma data, vai poder até 20 pessoas no enterro ou no batizado e até 50 nos cultos religiosos em mesquitas, igrejas e sinagogas.

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   Tem mais liberação da prisão, desculpe, do internamento, falei que alemão é bem do sintomático. A partir de 31 de agosto, pode ter show com até duas mil pessoas. A partir de 15 de outubro, libera para cinco mil. Sem data prevista para abertura de qualquer restaurante, bar, mesa na calçada, pub, discoteca e puteiro, afinal, fica difícil manter o distanciamento.

   Para testar na prática o que a liberação representa, esta dupla de risco Polaco & Madame saiu ontem às ruas de Berlim, a pé mesmo, distância mais prolongada pelos bairros ocidentais e residenciais Wilmersdorf/Charlottemburg, em torno das avenidas Kudam, Kant e outras com lojas e até shoppings que também têm permissão para reabrir desde que o tamanho, a distância, o número, blá, blá sim.

   De fato, na rua de pedestres Wilmersdorf, com muitas obras no momento, a experiência demonstra um futuro liberto incerto porque a população local, principalmente os descendentes dos otomanos e dos czaristas, comportam-se tal qual os latinos conterrêneos, em risco certo por conta das bocas abertas nas risadas ou nas mordidas no kebab vindo para cima de você. Errado.

   De qualquer forma, a partir de hoje está acabado o isolamento social (horizontal/vertical/diagonal) aqui em Berlim. É chegada a hora de testar a manada que ficou no conforto lamentado de suas casas com salários garantidos. No acordo com o manual da OMS. Não a toa, repito conselho dado na hora do anúncio da libertação pelo vice-presidente da Academia de Ciência da Alemanha (RKI):

 

“O vírus não se foi. Não há fim à vista para esta pandemia

O número de casos pode aumentar de novo.

A situação ainda é grave.”

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Então, tá.

Inté e Axé.

Seja o que Deus/Alá/Jeova continuar  querendo.

Tschuss.


O “Diário da Pandemia em Berlim” pretende neste ensolarado domingo ser menos down e levar em conta as amizades ao redor deste mundo hoje imundo. And so, sem ser pretensioso, muito menos pernicioso, não repasso today meus pensamentos eslávicos que não levam ao up os que estejam mais precisados do que este escriba, agradeço, ainda beneficiado pelas deusas de outrora.

Difícil ser otimista, mas vamos lá, polaco, faça um esforço, largue este copo de vodka e deixe que um pouco do seu vire muito do outro. Pois vamos lá. São vários os motivos para este meu jeito instável de estar neste quarentena que deixa de ser o brinco da quinzena e de fato se encaminha para os 40 dias. Quiçá a prisão se dilate e faça com isto que eu sinta deleite por continuar …vivo.

 

Vamos aos fatos. Nos Zaps de ontem, primeiro a cunhada em Brasília preocupada com a madrasta, no Rio, da filha, em Carolina do Norte – USA. A segunda mãe, médica, internada com o Corona. A primeira mãe, amiga, preocupada. A filha das duas, prefiro reproduzir as palavras: “A Bela está chateada mas ela está confiante de que tudo sairá bem”. E completa a prima mãe cunhada:

“Ela fica me acalmando, sempre positiva em tudo!!!”

urso 1 ok

Pois continuemos a prosa solidária porque no final tem liga. Outro Zap de ontem foi com o amigo Soter, Brasília, editor do meu primeiro livro, Eu Trovão, nos tempos do mimeógrafo. Hein? Fazia tempo que a gente não se conversava. Sei lá o do porquê. Por que? Antes, a fala dele:

-Olá, polaco. Não fala mais com os amigos?

Bem no estilo eslavo, respondo:

– Só escuto.

Resultado. O amigo antigo me convida para participar, mais onze, do sarau online “A Poesia Liberta” para posterior postagem, via You Tube, nas redes sociais, no que ele é bom. Contínuo, continúo, desculpe-me os assentos, ora, acentos fora da hora. Ora, ora. Eu não sou louco. É pouco. Tem ainda tantos amigos e amigas ao redor deste mundo e, inclusive, aqui em Berlim. Todos longe. E perto. Juntos?

Na sequência do pensamento, neste sábado, hoje é domingo, a dupla Polaco & Madame passa de manhã na feira semanal de rua, no distanciamento legal, para comprar os primeiros aspargos da estação, leve caminhada, lenço à boca, parada para um café to go na praça e, às sete da noite, outra saída legal na rua bem perto de casa para três manifestações musicais rápidas da vizinhança.

Na continuidade do raciocínio inicial, de que tenho tantas amizades ao redor deste mundo e, que nem eu, quem sabe não tem alguém neste momento precisando ouvir uma palavra amena, apesar do brinco deste conhecido mode de ser deste polaco. De noite, ligamos os apetechos técnicos da sala e juntos, agarrados, sim, acompanhanos o show online Um Mundo Só, da OMS. Saúde!

Das quatro horas de convívio íntimo globalizado destaco do show, para este pseudo finalizamento do diário neste domingo quase indo para a segunda, o cantado pelo Stevie Wonder. Nome da música: Lean on Me. Ou seja: Conte comigo. A música é do gringo negro Bill Withers. História de vida incrível. Família miserável das minas de carvão de West Virginia – USA. Morreu agora em março.

Para terminar a prosa de hoje começo pelo final da música, tudo a ver com o minha concessão de que temos que mudar o espírito decadente diante do virótico momento. À luta. Eia. Sus. Cantemos juntos:

Please, swallow your pride

If I have things

You need to borrow

For no one can fill

Those of your needs

That you needs

That you wont let show.

Por favor, engula seu orgulho.

Se eu tiver algo

De que você precise

Lean on me

Conte comigo.

Ninguém pode ajudar

Se você não me contar

Que está precisando, tá?”

– Escutou?

– Sim.

– O que?

– Isso aí.

– Então me liga.

– Tá.

– Inté e Axé.

– Tschuss.

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Foto do “ursinho” colocado no meio dos entulhos da construção, aqui perto de casa, em Berlim, de um novo prédio no lugar do que era a da Frei Universitat. Não consegui pergar para mim. Você quer para si? Se sim, volto lá e peço. Sim ou Não? This is the question.

https://www.letras.mus.br/bill-withers/43066/traducao.html


sabado 2okPois então. Primeiro sábado de abril, acho que o quarto aqui em Berlim, da dupla de risco Polaco & Madame e, desde ontem com as novas leis de convivência social acertadas pelos chamados ministros do Senado de Brandemburg. Pois não seja por isso. Escapemos juntos desta prisão domiciliar, sétimo andar, linda vista, sol gostoso clamando “vem cá”. Vamos?

Primeira regra. Passou depois de alguma discussão entre verdes/pretos/vermelhos/brancos. A pessoa, sim, desde que não seja de risco/afetada/adoentada, pode e deve dar uma voltinha ao parque próximo, aconselha-se a companhia de uma criança ou cachorro, este com a devida identificação, inclusive o recibo do pagamento de imposto anual.

Acontece que toda regra alemã sempre tem uma contra-regra mais germânica ainda e isto acontece em tempo dito normal, imagina agora neste inferno. Exemplo. Parou no parque para pegar um sol. Agora pode levar um cobertor para estender na grama. Mas não pode demorar. Tem que ficar pelo menos cinco metros um do seguinte. Mas não fica por aqui/ali/alá.

Primeiro objetivo, até porque se a Polizei resolver te parar, tem que ter uma direção explícita: nosso mercado de rua de todo sábado, ao lado da igreja evangelista, perto aqui de casa, na Hoho, lembrado? Regra usada, até porque desde ontem a multa é de 50 euros na hora, ora, e se eu não tiver, é melhor que tenha, mané chucrute. Turista? Ih. Fudeu. Já falo o do porquê.

Mas a regra seguida desde o começo/meio/fim é o de ninguém chegar a menos de um metro e meio da outra pessoa, a não ser que prove ser íntima na cama, e no caso da feira semanal de rua, isto vale principalmente na banca de legumes – pegamos um cebolão e um pedaço de gengibre fresco da roça – e até na de pães/doces/tortas/presunto – desculpe – vivo,

A meta, caso a polícia nos pare no meio do caminho vira um pedra no sapato, é a mesma feira de todo sábado, ou seja, aquele pão turco especial, vale a pena, um euro e meio e dá para uns quatro dias, se bem comido. Traduzo: Anatolisches Brot (Milchfladembrot). Pão ázimo do deserto. Leva wasser, salz, backmittel, sesam e, lógico, a milenar farinha velha do mundo.

sabado 3okPronto, seu polizei, está satisfeito com o motivo da escapada da prisão domiciliar deste casal de risco, aqui denominado Polaco & Madame? Apenas lembro que você, alemão, fez coisa muito mais feia do que este coroa chinês, quando invadiu, de mãos dadas com os russos, a minha querida Polônia, na Grande Guerra, só porque nossas mulheres são bem mais gostosas que as vossas.

– Florzinha. Cala a boca. Vai que o seu guarda entende “espanhol”.

Pois não é que o seu guarda alemão entende “portunhol”?

– Só não concordo com a parte das mulheres. As brasileiras, polaco, e não me contenho diante de vossa Madame, são as mais gostosas. Ou não?

– Ya.Ya. Ya.

– Podem continuar a escapada. Mas sem demorar. E finjam que não são turistas.

– Por que?

– Ide, polaco. Mania de vocês, eslavos, falarem demais diante de nós, germânicos. Ah. Se quiser pode deixar a madame brasuka que vou achar ó-ti-mo.

– Vamos, Florzinha feminina. Não estou gostando nada desta prosa gostosa.

– Posso ficar mais um pouquinho? Quero dar Boa Páscoa pro Seu Gualda.

Pois fomos. Para onde? Por aí. Sempre fingindo um rumo. Sem parar muito. Entrada na banca de jornal para a revista em inglês para os expatriados – Exberliner – que ainda não chegou. É mensal. Uma foto rápida, sem parecer turista, na vitrine da loja fechada, virótica, pandemônica, com um belo motivo de Páscoa ora chegando. Costumava ser dez dias de feriado geral. Não mais.

– Circulando, Madame.

– Venha, meu polaquinho. Mas não se esqueça. Dois metros de distância de mim.

– E como é que eu polaco vou caminhar sem agarrar nos seus peitinhos brasucas?

– Não vai!!!

– Caminhar???

– Venha!!!

Fui, né. Mas agarrado. Levei ao pé da letra.

Aposto que você pessoa abelhuda está perguntando aí:

– E as regras de convivência nestes tempos pandemônicos aprovadas nesta sexta-feira pelo Senado de Berlim?

Pois respondo bem ao modo polaco de ser:

– Agora não, pô!!!

Então tá.

– Não esquece de levar noutra mão, a livre, o quilo de aspargos colhidos na roça nesta madrugada, e que vou preparar daqui a pouco lá em casa, tá, mein polaquinho querido. Isto, continue. Assim. Ai. Ui. Óia!!!

sabado 5ok

Este capítulo, do dia 04/04/2020, faz parte do livro em andamento “Diário da Pandemia em Berlim”. Sem prazo previsto para acabar. Faz parte dos projetos junto ao NanoWriMo e Clube do Livro. 

Inté e axé.


berlin by madame ok 02

Sábado no #aquiberlim. Quarentena. No décimo. Solzinho lá fora nos convida. Dia de feira de rua. Ao lado da igreja na Hohenzollendamm avenida. No vero, 3 graus. O velho Inverno na briga com a jovem Prima Vera. Hallo Grupo de Risco (no antanho tempo, era a turma da Aids). Vamu lá. Olha o gorro. O cachecol. A cueca de lã 100 por cento. O gel. O lenço. O ca… a 4. Fui.

Enfim, na rua. Fora de casa. Na asa presa ao risco. Vai, coroa. O sol, de sacanagem, some. Cai para 2 graus. Vento a 25 por hora. Se segura na Madame, Polaco. Na feira, o pão turco, mais o queijo francês, mais o aspargo germânico, sem contar o ramo de flores silvestres. Depois, no mercadinho, para a vodka polônica mais a raiz forte, gengibre, limão siciliano, aniz, já viu.

Resumindo a escapada da correntena (misto de 40 mais corrente) Aqui em Berlim, situação a mesma quiçá de Brasília, com lojas fechadas e, infelizmente, todos os bares, e são muito mais do que os do Rio de antigamente, com música ao vivo, alguns 24/7, traduzo, sete dias 24 horas em cada um, isto sem contar os ainda sobreviventes, mas fechados, clubes vale tudo.

Escapada da quarentena. Voltamos ao relato. Depois da feira de rua, o mercadinho. Conhecidos nos dois. O mesmo proceder. Distância de quase dois metros um do outro. Se espirrar, o vizinho se caga todo e não tem mais papel higiênico. Mas o alemão é um povo já curtido no ficar de joelhos, estaca zero, para ter que se reerguer mesmo que das merdas feitas por ele próprio.

E o relato, polaco, de fato? Pois sim. Eu e Madame no escape da Quarentena Aqui em Berlim. Sabadinho. Gasalhados. Hallo de longe. Sorriso discreto. Distância, na fila, de quase dois metros um do outro. Mas não sinto um ar deprê coletivo, pelo contrário. Dentro da realidade, tanto na banca da feira livre de rua quanto no caixa do mercadinho,a mesma bronca:

– Olha aí, polaco, fique longe da Madame, já!!!

Lógico que isto está no vertido para o tupinítico linguajar originário do parvo lusitano que ora se ousa penar europeu. Mas, no germânico, o cara do caixa adverte quem se achega do caixa para que se afaste do que está na frente. Mesma coisa no queijo, na carne, na verdura, na flor da feira de rua que acontece todo sábado aqui na esquina de casa, em Berlim, Wilmersdorff.

Pois aconteceu assim, no vertido para o nosso real daí. Madame, sempre no passo acelerado, achega-se uns dez passos na minha frente junto ao caixa. Eu, polaco na calmice baiana, esbarro na senhora coroa que se pocisionara na vez anterior e me encosto na Madame quente, natural do tropicano Caruaru. Foi só me achegar que o moço do caixa dá a bronca em mim:

– Polaco!!! Desencosta das meninas, das jovens e das coroas. Ponha-se na sua linha de risco. Está pensando que está na Bahia no seu tempo de hippie? Já para lá. Já. E eu quase ia falando Ya. Ya. Quando se me deparo com esta mais linda declaração de amor:

– Péra lá seu chucrute. Você é um rapaz muito do lindo. Veja só, mein polaquinho, ele não parece o Brad Pitt? Mas escute aqui. Este polaquinho é meu marido e ele se encoxa em mim quando e quanto quiser. Ouviu bem?

Antes de contar a reação do bem intencionado e, aceito, vamos lá, mais do que lindo alemãozinho, confesso que não me lembro de Madame, neste 40 anos de convívio, ter-me chamado de marido, até porque recusou meu convite, feito à janela da casa do Monet, perto de Paris, mas deixa isto para lá e voltemos ao relato da escapadela da quarentena destes dois coroas que nos colocamos em situação de risco em troca de uns respingos de vida.

Prague Holesovice Expats Cross Club by Mamcasz

Pois continuo o relato. O alemãozinho mais do que lindo do caixa do mercadinho perto de casa aqui em Berlim deu um sorriso, tipo tudo bem, deu um olhar para a Madame e eu repliquei com um olhar para ele mas do tipo qualé, chucrute, e por cima arrematei, tudo em alemão:

– Estou colado nesta Madame aqui porque tenho direito e corro o risco que eu quiser.

– Ya. Ya.

– E tem mais. Tenho todo direito de correr qualquer risco até porque nesta noite a gente teve sexo duas vezes e meia, tá?

– Ya. Ya.

– E tem mais. Olha bem aqui para nós dois coroas.

– Ya. Ya.

– Então me virei para a Madame, a coroa na fila babando saliva no lenço, e completei, desta vez me virando para o lado, encoxando de verdade, umbigo no umbigo, braço no antebraço, lábios nos entreveros, e …

– Ya. Ya.

Tasquei o maior beijo de língua, na frente de toda a fila do mercadinho, e só voltei para alcancei a glote lá no profundo da garaganta e arrematei:

– Agora, Madame, correndo para casa porque quero completar a metade que ficou faltando para a gente chegar aos três sexos do meio da noite até agora.

– Ya. Ya.

– Você, não, alemãozinho lindo. É a Madame!!!

Final:

Bom mesmo foi o aplauso das coroas todas que também tinham dado uma rápida escapadela da quarentena porque não tem virus que suporte esta vontade de viver.

– Ya. Ya.

– Ai saco, alemão. Por que não te calas?

– Mein polaquinho. Deixe o alemãozinho lindo para lá e vamos logo para casa.

– Ya. Ya.

Fui. Inté, Axé e Tschuss.

doispassarosberlim


embaixada 5

Brasileiro no estrangeiro em tempos de coronavirus. Será que vai ter o mesmo tratamento daqueles levados de volta desde a China em avião presidencial da nossa Fabinha? Pois então, vamu lá.

Na primeira situação de risco, cá na Europa, este polaco e a madame, foi na explosão da usina nuclear então soviética de Chernobyl. A gente estava a uns 100 km do local. Agora, outra situação de risco, ainda que, voltando, no Brasil a situação não difere de cá.

Com visto de permanência até junho, residência garantida até lá, além da promessa de seguro viagem de que, excepcionalmente, atenderá neste caso pandemônico, a escolha nossa foi a de não regressar no momento, mesmo com a ameaça de fechamento. E daí?

Daí que em sendo brasileiros, temos a proteção de nossos funcionários itamaratecos, através do que aqui se chama BRASILIEN BOTSCHAFF. Será mesmo? Então, vejamos:

Comunicado da Embaixada do Brasil na Alemanha:

A Embaixada do Brasil em Berlim faz saber aos interessados, por meio da Comissão de Seleção designada pelo Embaixador (Nota do autor: na verdade é uma mulher, então, Embaixadora) do Brasil, que realizará processo seletivo para a contratação de 1 (um/a) Copeiro/a-Arrumador/a para Residência. Os interessados deverão remeter documentação, por via postal registrada, até o dia 20 de março de 2020.

embaixada 2

Ops. Desculpe é o cacete. Isto está sim na página coronática-pandemônica da Embaixada do Brasil aqui em Berlim. Na verdade, o anúncio valendo a partir desta quarta-feira, 18 de março de 2020, é o seguinte, preste atenção seu brasuka:

Em atenção às medidas de prevenção ao contágio pelo COVID19, o Setor Consular da Embaixada em Berlim, a partir do dia 18 de março corrente, quarta-feira, limitará o atendimento presencial apenas aos casos de comprovadas emergência e necessidade, que serão avaliados caso a caso e agendados com antecedência.”

Pois na parte resignada aos comentários tupínicos, cito o abaixo, embora não colocando o nome do patrício aflito aqui na Alemanha que não pode entrar na Embaixada do Brasil a não ser virtualmente. Diz ele:

Estamos tentando agendar online no Ausländerbehörde de Berlin para pedir o Visto de Estudante. Site diz que o agendamento está indisponível desde 28/02. E pessoalmente não aceitam, por causa do coronavírus. O que fazer? “

embaixada 1

Pelo sim, pelo não, a Embaixada do Brasil na vizinha Áustria que, nos tempos do Adolfo fazia parte da Germânia, colocou o seguinte alerta na página online:

Recomenda-se aos brasileiros de passagem pelo território austríaco que avaliem antecipar o retorno ao Brasil, a fim de evitarem ficar bloqueados em caso de novas restrições.”

Se acontecer alguma coisa com brasileiro aqui na Europa e precisar do ofício da Pátria Amada, as embaixadas ainda completam nos avisos quase fúnebres:

Tendo em vista a necessidade de adequação da Embaixada do Brasil em Viena para proteger a saúde dos consulentes e dos funcionários, informamos que a partir de segunda-feira, 16 de março, o Setor Consular funcionará exclusivamente em regime de plantão. O atendimento ao público será feito por telefone ou e-mail.”

E completo. Sem choro nem vela. Inté e Axé. E seja o que Alá-Jeová-God quiserem. Amém, uai.

embaixada

http://berlim.itamaraty.gov.br/pt-br/News.xml

https://mamcasz.com/2019/04/17/embaixada-do-brasil-em-berlim-e-atacada/


      In diesem Beitrag geht es um das Durcheinander, das aufgrund der internen, aber wohlverdienten Sabotage des brasilianischen Kulturministers geschehen ist, die am Vortag vom Präsidenten des Yankee-Trumpisten Tupiniquim gelobt wurde. Der Angeklagte verwendete einen Satz des großen Sauerkraut-Vermarkters José Goebbels zum Klang des Dramatikers, Schriftstellers, Komponisten und ewigen Richard Wagner, der von der dekadenten brasilianischen Presse als Nazi verwechselt wurde. Ergebnis: Der besagte brasilianische Kulturminister wurde auf Ersuchen von Juden, Kommunisten, Rechten und dem deutschen Botschafter in Brasilien vom Feld gewiesen. Vamu lá.

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         Este post diz respeito do imbroglio acontecido a partir de sabotagem interna, mas merecida, do ministro da Cultura do Brasil, elogiado um dia antes pelo ianque trumpista presidente tupiniquim. O defenestrado usou uma frase do grande marqueteiro chucrute José Goebbels, ao som do dramaturgo-escritor-compositor-eterno Richard Wagner, confundido como nazista pela decadente inprensa brasileira. Resultado: o dito ministro da Cultura do Brasil foi expulso de campo a pedido de judeus, comunistas, direitistas and, ora vejam só, do embaixador alemão em Brasília. Vamu lá.

     This post is about the imbroglio that happened due to the internal but well-deserved sabotage of the Minister of Culture of Brazil, praised the day before by the Yankee Trumpist Tupiniquim president. The defendant used a phrase from the great sauerkraut marketer José Goebbels, to the sound of the playwright-writer-composer-eternal Richard Wagner, mistaken as a Nazi by the decadent Brazilian press. Result: the said Minister of Culture of Brazil was expelled from the field at the request of Jews, communists, right-wingers and, you see, the German ambassador in Brasilia. Vamu there (?).

goebles 2

         1 – Ich lese hier noch einmal, um zu versuchen, diese Katastrophe zu verstehen, die von der Zeitung Bolha de São Paulo zitierte Biographie, geschrieben vom Gringo Peter Longerich, 801 Seiten, alles über den großen Vermarkter, der hier von portugiesischen oder militaristischen Betrügern imitiert wurde. Damit lasse ich für den Moment die Shakespeare-Biografie, 505 Seiten, geschrieben von Park Honan, rechts auf Seite 26, von dem, was bei einem katholischen Brand in Coventry berichtet wurde, wo Prostituierte, nicht Juden, verbrannt wurden gut in Brasilien, nicht nur mit Juden aus Recife. Und die Tatsache, Bericht, Juni 1553:

     “Ein am christlichen Lagerfeuer geborenes Baby wurde in das harte, brennende Holz zurückgeworfen.”

     1 – Estou relendo cá, para tentar entender este cataclismo, a biografia citada pelo jornal Bolha de São Paulo, escrita pelo gringo Peter Longerich, 801 páginas, tudo sobre on grande marqueteiro, imitado cá por golpistas lulistas ou militaristas. Com isso, deixo de lado, no momentâneo, a biografia do Shakespeare, 505 páginas, escrita por Park Honan, justo na página 26, do relatado numa fogueira católica em Coventry onde prostestantes, não judeus, estavam sendo queimados, aliás, isto aconteceu tão bem no Brasil, não só com judeus do Recife. E o fato, relato, junho de 1553:

       “Um bebê nascido na fogueira cristã foi lançado de volta no meio da lenha dura e ardente.”

      2 – Pergunto-te: pelo fato de eu cá, polaco tupínico, estar lendo, no momento atual, a biografia do marqueteiro Goebbels, ao som do socialista Wagner, também me arrisco, por denúncia de alguém de ti leitor, ser jogado de volta, pois já o fui por vezes diversas (hallo EBC), repito e repilo: corro risco de ser jogado na fogueira, mané socialista de merda? Hein?

     3 – Destaco na biografia do marqueteiro Goebbels, mesmo que no arrisco, o escrito no diário pessoal dele quando Hitler e Stalin fizeram o acordo de irmãos de sangue do qual, no dia seguinte, resultou a invasão, pelos dois sacanas, da minha Polônia, polaco que sou no sangue. O Goebbles, tipo o marqueteiro baiano do Lula, apenas escreveu:

      – A cavalo dado não se olha os dentes!!!

       No arriscando minha pele, cito mais capítulos do diário secreto do Goebbles que, aliás, foi o único fiel ao chefe, o sacana Adolfo. Só ele, mais nenhum, matou-se no Dia Final. Ele, a mulher, e os cinco filhos. Já o restante dos companheiros, deu no pé. Alguns capítulos, para uso diverso, de acordo com o teu pendor, colega cá do Face:

        20 – “Só existe um pecado – a covardia” – página 414.

       23 – “Educação do povo para a firmeza política” – página 466.

       26 – “Certo ceticismo se apoderou das massas” – página 530:

     “Devemos conversar com qualquer um que queira conversar conosco. Mas em breve estaremos numa encruzilhada. Dias depois, Hitler disse que desejava muito entrar em contato como Papa que, por sua vez, já havia sinalizado disposição neste sentido, pois temia a expansão do comunismo por todo a Europa” . (págin 563).

      E quanto ao Wagner, preso junto com Marx, antes do nascer do Nazismo, ambos socialistas, citado pelo agonizante sistema Globo como “ao som da música nazista”, agora não falo, pois estou morrendo de medo de ser jogado na fogueira pelos aqui colegas esquerditas. Apenas, cito que neste exato momento a ópera toca na Marcha Nupcial no trecho abrasileirado para:

   – Com quem será, com quem será, com quem será que o Lula vai ….

goebles 3

Foi?

Eu fui.

Inté e Axé!


12 months-12 signs-12 apostles-12 tribes of Israel

2020 abertura ok (3)

1th
Give me a miracle:
Multiplication of the …
Word!
(January – Apostle Andrew – Tribe of Ruben)
Dai-me um milagre:
Multiplicação da…
Palavra!
(Janeiro – Apóstolo André – Tribo de Rubens)
2th
Give me a return:
Bird in the rainbow…
Planted!
(February – Apostle Bartholomew – Tribe of Simeon)
Dai-me um retorno:
Pássaro no arco-íris…
Plantado!
(Fevereiro – Apóstolo Bartolomeu – Tribo de Simeão)

002 ovo 20203th

Give me a forest:

Flower in the crevice of my…

Forehead!

(March – Apostle James Alphaeus – Tribe of Levi)

Dai-me uma floresta:

Flor na fresta de minha…

Testa!

(Março – Apóstolo Tiago Alfeu – Tribo de Levi)

4th

Give me a power:

Remove as many fools…

Dreams!

(April – Apostle James Zebedee – Tribe of Judah)

Dai-me um poder:

Remover tantos bobos…

Sonhos!

(Abril – Apóstolo Tiago Zebedeu – Tribo de Judá)

004 arvore metade 2020 okok

5th

Give me a woman:

In the immense hunger of…

Love!

(May – Apostle John – Tribe of Dan)

Dai-me uma mulher:

Na imensa fome de…

Amor!

(Maio – Apóstolo João – Tribo de Dã)

6th

Give me a dessert:

Fed up on the table and…

Bed!

(June – Apostle Judas non-Iscariot – Tribe of Naphtali)

Dai-me uma sobremesa:

Farta na mesa e na…

Cama!

(Junho – Apóstolo Judas não-Iscariotes – Tribo de Naftali)

005 eus 2020 ok

7th

Give me a new life:

Without being holy or sweating…

Fear!

(July – Apostle Matthias in place of Judas – Tribe of Gade)

Dai-me uma nova vida:

Sem ser santo nem suar de…

Medo!

(Julho – Apóstolo Matias no lugar do Judas – Tribo de Gade)

8th

Give me some ingenuity:

Understand only half of the…

Bye!

(August – Apostle Matthew – Tribe of Aser)

Dai-me uma ingenuidade:

Entender só a metade do…

Adeus!

(Agosto – Apóstolo Mateus – Tribo de Aser)

9th

Give me a fly:

Until you reach infinity so…

Right!

(September – Apostle Philip – Tribe of Issacar)

Dai-me um voar:

Até chegar ao infinito tão…

Certo!

(Setembro – Apóstolo Felipe – Tribo de Issacar)

10th
Give me an enemy:
Placing with you the…
 Friend!
(October – Apostle Peter – Tribe of Zebulan)
Dai-me um inimigo:
Tramando consigo contigo o…
Amigo!
(Outubro – Apóstolo Pedro – Tribo de Zebulan)

003 balao 2020okok.jpg

11th

Give me the sail:Well salted peljo loving you in the…

Sea!

(November – Apostle Simon – Tof Joseph)

Dai-me o velejo:
Pelejo bem salgado o amar no…
Mar!

(Novembro – Apóstolo Simão – Tribo de José)

12th

Give me a bibelô:

In the rough smoke and…

Independent!

(December – Apostle Thomas – Tribe of Benjamin)

Dai-me um bibelô:

Na fumaça agreste e…

Independente!

(Dezembro – Apóstolo Tomé – Tribo de Benjamim)

007 canada 2020 ok

Ah. Bom Natal!

Inté a Axé!

 


Aqui Berlim. Direto da Alemanha, o grande vitorioso derrotado em Guerra Mundial da qual o Brasil sempre participa mas a prosa é sobre as 25 Forças Armadas consideradas as mais “fortes” hoje no Planeta Terra.

O estudo foi divulgado pelo site fribbla.de em que detalha o que é levado em conta, aqui devidamente traduzido para o nosso linguajar tupínico:

A tecnologia utilizada , os gastos com armamento e, por último mas não menos importante, as táticas de combate interno podem ser uma característica decisiva.”

emfa5muro

A listona

Surpreendem a Alemanha, com o considerado oitavo exército do mundo, junto com o Japão, no sétimo lugar, por isso chamados de os “grandes derrotados vencedores”.

Na ponta de cima da destruição, com cada um ainda tendo mais de 7 mil armas nucleares, lógico que estão a Rússia, em segundo, e os Estados Unidos, em primeiro lugar isolado.

Indecoroso é o índice militárico ianque, os Estados Unidos da America da Morte, com gastos indescritíveis de U$581 bilhões por ano em armas (a Rússia gasta U$94 bilhões e o nosso Brasil, U$27 bilhões anuais).

Outros números da Morte Ianque: 7,300 ogivas nucleares, 13 mil aviões de guerra, 9 mil tanques, 500 navios etc e tal.

emfa5bandeira

Os latrinos

Na lista dos 25 exércitos considerados mais “fortes” do mundo estão Peru (25), Argentina (20), México (19) and nosso Brazil, é, no lugar de número 12.

No nosso caso, o estudo aponta os 335 mil militares da ativa , 50 aviões de caça, apenas um porta-aviões, cinco submarinos além dos 600 tanques de batalha. Sobre isso, o estudo divulgado pela Fribbla ultrapassa a ironia pesada ao comentar que a maioria desses tanques do Exército Brasileiro são “obsoletos”.

Sobre o gasto do Brasil com as Forças Armadas, na base dos 27 mill milhões de dólares por ano, a sentença é terrível:

– SERIA MELHOR GASTAR ISTO TUDO COM CAIPIRINHA!!

emfa88

(Manchete na primeira página do Jornal do Brasil em 1988. Ministro-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, brigadeiro Paulo Camarinha, dá entrevista ao presidente interino da Empresa Brasileira de Notícias – EBN – Eduardo Mamcasz. Photo by Sergio Marques).

Para ler a matéria completa clique no abaixo:

https://fribbla.de/insiders/diese-25-laender-haben-die-staerksten-armeen-der-welt/

Então, tá.

Inté e Axé.


 

(The mild prose of this Polish sympathetic to the solitary dove at 18 minutes this Friday at Gleisdreick station waiting for the U 9 subway line Krume Lanke here in Berlin).

(Prosa amena deste polaco solidário com a pomba solitária aos 18 minutos desta sexta-feira na estação Gleisdreick na espera do metrô linha U 9 direção Krume Lanke aqui em Berlim).

(Die milde Prosa dieses Polens, die mit der einsamen Taube sympathisiert, wartet an diesem Freitag um 18 Minuten am Bahnhof Gleisdreick auf die U-Bahnlinie 9, Krume Lanke, hier in Berlin).

pomba berlim 01

a pomba

rôla rôta

gira …

róla na róta reta

e acoxa na cocha

arreta …

se achega no metro

da linha do metrô

segura …

vem cá pombinha

meto o medo e ela

cochila …

minha cocha se amarra

na tua coxa

a corda!!!

gôsto de colcha nova

no cinto da noiva

assinta …

gósto da iminente

cochia assoprada

no cio …

fio!!!

polaco homófono!!!

giro!!!

fia!!!

pomba rôla

gira!!!

pomba berlim 02

– this is the end mein beautiful pombinha …

– heil, polaco baiano!

– já fui!

– volte !

– Que foi?

– cê mesqueceu?

– se me alembre.

– antes abata estas abelhas que no agora nos perscrutam.

– ah … tô me lembrando …

– do que?

– minha pombinha intelecta cheia do cio.

– quer que eu gire?

– ok.

pomba berlim 03

(e você aí, pessoa abelhuda, está esperando o que para desligar?)


Mão Cheia: Miro no Muro e Murro o Burro

Mão Vazia: 30 Ânus de Revolução Pacífica

Mão Boba: Muro Persiste na Cabeça, Mano.

Mão Vazia: Muro é Coisa de:

(a) Comunista – em Berlim;

(b) Nazista – enfim;

(c)Israel – na Palestina;

(d) USA – no México;

(e) África de Mandela – no Moçambique;

(f) Você – no seu Vizinho:

(g) Você – na sua Cabeça.

miro no muro e murro no burro by mamcasz

Für diesen Montag (19.11.04) beginnen die mehr als 200 Partys für die 30 Jahre des Mauerfalls. 160 km kommunistische Dummheit. Gemeinsam gewonnen vom heutigen Heiligen, dem polnischen Papst Woityla, und dem kapitalistischen Künstler Reagan. In der CIA gedeckt. Die Peth Smith Show in der Getsemani Lutheran Church lässt es sich nicht entgehen. Ich bin als Polin registriert. Ich habe auf den bahianischen Ursprung verzichtet. Knochen im Weg. Ich erinnere mich, dass ich 1989, im Herbst, hier durchging. Im Anschluss, glücklicher Hund, Madame. Ich kann immer noch in der Dose.

Pois nesta segunda (04/nov/19) começam as mais de 200 festas pelos 30 anos da Queda do Murro-Muro de Berlim. 160 Km de imbecilidade comunista. Vencida em conjunto pelo hoje santo, o papa polaco Woityla, e o capitalista artista Reagan. Acasalados na CIA. O show da Peth Smith, na igreja luterana do Getsemani, não perco mesmo. Estou resgistrado como polaco. Abdiquei da origem baiana. Ossos no caminho. Lembrando que em 1989, na queda, eu estava de passagem por aqui. Seguindo, cachorro feliz, a Madame. Ainda lato na lata.

For this Monday (04 / Nov / 19) the more than 200 parties begin for the 30 years of the Fall of the Berlin Wall. 160 km of communist imbecility. Jointly won by today’s saint, Polish Pope Woityla, and capitalist artist Reagan. Mated in the CIA. The Peth Smith show at the Getsemani Lutheran Church doesn’t miss it. I am registered as a Polish. I abdicated the Bahian origin. Bones in the way. Remembering that in 1989, in the fall, I was passing through here. Following, happy dog, Madame. I still can in the can.

miro 2

The parties take place here in Berlin from 4 to 9 of this bluish November. I will report, pure, I swear. From 10 am to 10 pm, all free-mouthed, in seven of the main atriums of what was once a socialist horror theater. Another chapter of my rising book, the Berlin Stund Null (Year Zero). Title of this cuticle-liked entertainer:

BERLIN WALL STILL PERSISTS ON THE GERMAN HEAD.

As festas acontecem, aqui em Berlim, de 4 a 9 deste novembro azulado. Darei relato,puro, juro. Das 10 da manhã às 10 da noite, tudo free-boca livre, em sete dos principais átrios daquele que foi um teatro de horror socialista. Mais um capítulo do meu livro em ascenção, o Berlin Stund Null (Ano Zero). Título deste entretítulo curtido na cutícula:

O MURO DE BERLIM AINDA PERSISTE NA CABEÇA DOS ALEMÃES.

Die Partys finden vom 4. bis 9. November in Berlin statt. Ich werde berichten, rein, ich schwöre. Von 10 bis 22 Uhr, alle mit freiem Mund, in sieben der Hauptatrien des ehemals sozialistischen Horror-Theaters. Ein weiteres Kapitel meines aufstrebenden Buches, der Berliner Stund Null. Titel dieses nagelneuen Entertainers:

BERLINER MAUER LEIDET NOCH AUF DEUTSCHEM KOPF.

murro burro by mamcasz

Fui.

Então, tá.

Inté e Axé.

Tschuss.

 

https://mauerfall30.berlin/

 

 

 


Die alten Kirchen im neuen Deutschland

( Com fotos da igreja católica na Leopoldplatz, no distrito de Wedding, em Berlim, alugada a peso de ouro para uso da brasileira Igreja Universal do Reino de Deus ).

(Mit Fotos der katholischen Kirche am Leopoldplatz im Berliner Stadtteil Wedding, die mit Gold für die brasilianische Universalkirche des Reiches Gottes gepachtet wurde).

iurd 1 mamcasz

Berlin, Hauptstadt des Königreichs Germanien. Es würde tausend und ein Jahr dauern. Er hielt am 13. Ich spreche vom Nazi-Traum, einem Regime, das übrigens von den beiden größten Kirchen unterstützt wurde – der lutherischen und der römisch-katholischen.

Kein Wunder, dass die Zahl seiner Anhänger seit 1967 um fast 75% gesunken ist. Bei den Katholiken stieg der Rückgang von 10 auf 2 Millionen. Obwohl es in Deutschland zum ersten Mal mehr Katholiken als Lutheraner gibt. Aber alles ist relativ in dieser Welt.

Berlim, capital do Reino da Germânia. Iria durar Mil e Um Anos. Aguentou 13. Falo do sonho nazista, regime que, aliás, foi apoiado pelas duas maiores igrejas – a Luterana e a Católica Romana.

Não a toa que o número de seus seguidores caiu, desde 1967, quase 75%. De católicos, a queda foi de 10 para 2 milhões. Ainda que, pela primeira vez, na Alemanha, haja mais católicos do que luteranos. Mas tudo é relativo nesse mundo.

iurd 2 mamcasz

Antes que “ex-comunguem” este atéico polaco, adentro no culto dominical. Berlim, uma Babel Faraônica, ocupada por todas as raças, cores e credos, hoje abriga 250 comunidades de fé religiosa. 

Tem um detalhe que arrepia os germânicos derrotados pelos “aliados” de outrora: 170 destas igrejas fazem seus cultos dominicais nos mais diversos idiomas, menos no alemão. Com destaque para os cristãos africanos, coreanos e … brasileiros.

Pois falando em brazukas, o último escândado é a ex-igreja católica que tinha sido dedicada a um tal de Jesus de Nazaré e há dois anos está ocupada pela Igreja Universal do Reino de Deus, que paga aluguel caro e, agora, diz que tem direito à compra do conjunto histórico, construído em 1893. Acontece que …

O seguinte. A Igreja Católica, em Berlim, já vendeu diversas igrejas, por exemplo, a de São Judas Tadeu, que rendeu 2,5 milhões de euros (10 milhões de reais). Ela foi dinamitada pelos novos donos para a construção de algo mais, digamos, do interesse social.

E assim continua acontecendo com várias outras igrejas católicas desativadas aqui em Berlim. O que estaria  para acontecer com essa, usada pelos brasileiros da bilionária Igreja Universal do Reino de Deus, do não bem falado “bispo” Edir Macedo.

O motivo é que a burocracia do distrito de Wedding, bairro operário de Berlim, está se recusando a permitir a venda da ex-igreja porque, dizem, a UCKG (IURD) quer arrecadar o dinheiro através de um grande financiamento alimentado por “doações” dos fiéis, nenhum deles, com certeza, rico aqui na Alemanha, pelo contrário. A não ser que entre, legalmente, muito difícil de acontecer, a grana do “bilionário” Edir Macedo, “defensor de Bolsonaro”. Dizem…

iurd 3 mamcasz

Bom. Teria muito mais a  falar da Velha Igreja na Nova Alemanha, até porque as duas, Luterana e Católica, continuam recebendo dos cofres públicos. Em cada contrato de trabalho, a pessoa diz o credo religioso. No salário, então, cada final do mês, tem o desconto de 10%, repassados para as Igrejas. Nem todas. Só para as que apoiaram o Nazismo e combateram o Comunismo. Pronto, pode me chamar de herege e tal. Tô nem aí. Pecado é mentir. Acima de Tudo.

iurd 4 mamcasz

Para saber mais sobre a IURD em Berlim acesse, se quiser:

http://www.hilfszentrum.de


A bença, minha santa irmã Dulce. Hoje toda gloriosa, no Vaticano, longe da Baixa do Sapateiro e da Ladeira das Primas da Conceição, mas ainda perto dos políticos arretados que te cortejam em troca dos subditos subsídios nem tão públicos, pensa que não sei?

dulcesarneygervasio

– Polaco ateu!!!

– Eu???

Lembrei-me de ti quando estive em Calcultá e visitei a índia Teresa com quem falei de ti, do teu desapego, dos teus afagos e dos teus desejos. Pois não te lembras, Irmã Dulce, quando te visitei, em Salvador de tantos santos anônimos alagados nas calçadas e nos pelourinhos?

– Polaco bocão!!!

– Eu???

Pois falo. Eu era hippie, mostro a foto e obro a coelha. Corrido do Paraná, com passagem pelo Rio e, ainda não sabia, direcionado a Brasília. Hoje, aqui em Berlim. Por falha de formação, noviço capuchinho, franciscana quem nem tua ordem, vestido marrom e tudo …

– Polaco virgem!!!

– Eu???

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Pois conto. Fui na casa da Irmã Dulce, ora santa. De fato, em Salvador, eu hippie, fui até Irmã Dulce e me ofereci a prestar algum serviço aos que lhe eram sacros, os pobres soteropolitanos-baianos até hoje crentes nas promessas de políticos baratos originados do mesmo sujo prato.

– Pega leve, polaco!!!

– Quem tá falando???

– ACM, amigo da Dulce.

– Só se for da Dulce Figueiredo.

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– Continue, polaco!!!

– Obrigado, minha santa. Contínuo, continúo. Boto acento no assento que eu quiser. Conversei de fato com a agora Santa Dulce. Baiana e santa – difícil de acreditar. No que? Primo, que ela seja, de fato, mãe baiana.

– Stop, polaco!!!

– Paro nada. Desculpe, santa Dulce. Minha irmã. Nossa, nunca me esqueço da conversa que ouvi de ti. Sob os efeitos do meu passado no seminário capuchinho no Sul Maravilha, ora hippie auto-largado na Bahia, ofereci-me na boa para prestar serviços voluntários. Pois ouçamos o me disse, na época, a este polaco eterno pecador, então misto de pescador, includo a posse da tarrafa amiga, a ora gloriosa Santa Irmã Dulce da Bahia de Todos os Santos:

Polaco. Continue hippie na tua ilha (Itaparica). Pelo menos até o Carnaval chegar (as chuvas). Te protege o Lalinho (dono da casinha e da venda, paguei três meses, com a pequena grana da saída do jornal O Globo, no Rio, e depois me deixou na boa por quase dois anos, vai ficando, seu Bocage (Mamcasz no baianês), e eu, ele era um santo, ele quem, o Bocage).

Polaco. Olhe nos meus olhos. Sou a irmã Dulce. Preste atenção. Ainda não estás no ponto para voltar a cuidar dos outros. Cuide antes de ti. Segundo mandamento divino. Amar ao próximo “como” a ti mesmo. E por causa de que estás amando “menos” a ti? Pois me escute. Volte para tua ilha. Depois, irás para outra. Bras-ilha.

– Eu???


– Me escute!!! Lá, apertarás a mão de um papa polaco que será santo e de presidente que será preso. Agora, volte para a tua ilha, em Berlinque, mas cuidado. Sei que estás fumando a maconha maranhense amorenando amarrotada no assoalho da casa vizinha.

– Eu???

– Polaco!!! Nada demais. Mas tens outra virtude. Gostas de uma moreninha. Da ilha ou da capital. Rica ou pobre. Aconselho-te. Ao aparecer na tua ilha uma moreninha da capital, pois sei que aparece, geralmente filha de algum coronelzinho, ela não mais virgem pois sei que tu, no caso, por isso recusarias, mesmo assim, preste atenção. Não te esqueças. Semana que vem, lá na tua ilha, vão chegar duas moreninhas de Salvador. Vão te apoquentar. Fique na tua. Mais ainda. De manhã, esconda a tua maconha numa lata grande e esconda num buraco debaixo do pé de fruta-pão.

– Preste atenção, polaco!!!

– No que???

É para a tua salvação. Aguardes tranquilo, naquele canto da praia, no Pontal do My Friend, pelado, que nem ficas sempre, a chegada dos homens da Polícia Federal, procurando pelas meninas e, neste caso, pela maconha maranhense que dizem ser tua, mas não é, que eu sei muito bem. Agora, ide. Antes, pede a bença.”

– Prá quê e prá quem, minha doce irmã?

– Ide, polaco, que tens uma larga jornada pela frente.

– Vou.

– Vá!!!

Final:

Né que fui, dois dias depois, em Berlinque, como me alertou a irmã Dulce, a Polícia Federal chegou, logo depois da chegada das duas moreninhas da Capital, filhas de um político ligado às caridosas obras da irmã Dulce.

– Cadê as minas, polaco?

– Não sou chegado.

– Maconha, então?

– Nem pensar.

– E o calção?

– Escondi ali, debaixo do pé de fruta-pão.

– Qual deles?

– Ih…esqueci.

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Até hoje sou grato à agora minha santa irmã Dulce. E foi do jeitinho que ela falou. Veio o Carnaval, vieram as chuvas, fui para Brasília, voltei a ser jornalista federal, apertei a mão do papa polaco Carol Woityla, hoje santo, que nem ela, e também apertei a mão de presidente republicano agora se recusando a sair da cadeia.

Irmã Dulce. Uma santa de verdade. Só tem uma coisa.

– Que é, polaco, não chega?

– Precisava tanto político safado na tua consagração agora em Roma?

– Pede a benção!!!

– Prá que???

– Fale certo!!!

– Prá quem???

– Prá mim.

– Tá. A bênção, minha santa irmã Dulce.

– Tá!!!

– O que???

– Abençoado.

– Amém.

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