Cap 00

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Berlim – antes e depois do tal do Cristo

Hello.

From today, you will see here, with my eyes, connected with those of History, since when there was this Berlin that, long before the pretended jump to the capital of Greater Germany, moreover, completely destroyed than in many other times, in these two and so many millennia, for then, we shall see this city that was born Slavic, turned Sorbian, Roman, Austrian, and, finally Germanic-German-Deutch.

Olá.

A partir de hoje, verás aqui, com meus olhos, ligados nos da História, desde quando existe esta tal de Berlim que, muito antes de pretenso salto para a capital da Grande Germânia, aliás, soterrada que nem em muitas outras vezes, nestes dois e tanto milênios, pois então, veremos-leremos-teremos-seremos esta cidade que nasceu eslava, virou sorábia, romana, austríaca e, finalmente, germânica-alemã-deutch.

The idea of this series, which will be part of the ebook “With my eyes you will see Berlin”, is to point out two apparently opposing links that trace the destiny of this imperious capital: on the one hand, the primitive Celtic curse of the Berlin Schulusstrich – Final Point, and , on the other side, the “Berlin Stundnull – Year Zero” to which she is always bound to recommence, over the centuries of victories and defeats, both of them overlords.

A idéia desta série, que será parte do ebook “Com meus olhos verás Berlim”, é apontar dois laços aparentemente opostos que traçam o destino desta capital imperiosa: de um lado a maldição quiçá céltica primitiva do “Berlin Schulusstrich – Ponto Final”, e, do outro oposto, a “Berlin Stundnull – Ano Zero” a que ela é fadada sempre a recomeçar, ao longo dos séculos de vitórias e derrotas, ambas acachapantes.

So, let’s follow together the next chapters of this Great Berlin that once was small, in another huge, and, more than once, reduced to wreckage then heaped together in what can be called today false hills swinging upon of the marshy land cut by rivers, lakes and canals, to the delight of the 60,000 inhabitants in the sixth century, or over 3 million, in this twenty-first century. Let’s move on?

Então, sigamos juntos os próximos capítulos desta Grande Berlim que um dia já foi pequena, noutro enorme, e, mais de uma vez, reduzida a destroços em seguida amontoados no que se pode chamar hoje de falsas colinas balançando em cima do terreno pantanoso cortado por rios, lagos e canais, para deleite dos 60 mil habitantes, no século VI, ou acima dos 3 milhões, neste século XXI. Vamos em frente?

Próximo Cap 01: Berlin – the first Stund Null

Próximo Cap 02: Berlim – megalópole com 60 mil habitantes

#berlin #berlim #mamcasz #stundnull #berlimanozero

https://www.youtube.com/watch?v=X279madStHQ

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Cap 02

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O primeiro imperador do Sacro Império Romano da Nação Germânica, Carlos Magno (742-81), tem a ver com o começo da alemanização do pedaço onde no futuro nasce a grande cidade de Berlim, tão falada em todos os sentidos. E isto por causa do quê?

Foi este filho do Pepino, o Breve, quem deu uma surra nos Saxões, e dizem que ele bateu tão forte na cabeça que eles had got flat feet (criaram asas nos pés para fugir mais depressa). Fonte: Berlin Young People 2010.

Já no século XI, o guerreiro saxão da Casa dos Ascânios, derrota a tribo eslava e torna-se o primeiro marquês de Brandemburgo, o estado onde se insere a atual grande Berlim. Com isso, nas margens do rio Spree são ocupadas por imigrantes vindos do vale do Reno e da Francônia.

Pois então quando existe o primeiro registro da criação da nossa Berlim? O ano correto, tanto que assim é comemorado, foi o de 1237. Foi a partir de uma pequena colônia de pescadores, no rio Spree, metidos a independentes.

Agora, o detalhe interessante é que Berlim, tantas vezes derrotada e dividida, reduzida mesmo a escombros, já nasceu a partir da reunião de duas localidades – Kölln (hoje, Neuekolln) e Berlim, as duas separadas pelo rio Spree.

Na verdade, mesmo, a hoje Neuekolln é citada em 1230, enquanto com Berlim isto acontece em 1240 e tem mais. A reunificação, de fato, das duas cidades, numa só Berlim, aconteceu em 1307, por razões econômicas, Liga Hanseática e tal.

Pois dali então começa a história que levo, a partir de agora, sobre a Berlin Stund Null – Berlim Ano Zero. Logo em seguida somaram-se a ela as cidades de Kopenick, no oeste, e de Spandau, no leste, duas grandes fortalezas contra os bárbaros.

Com a morte, em 1319, do último governante ascânio, Brandemburgo é disputada pelas casas de Luxemburgo e Wittelsbach, começando a primeira das tantas guerras devastadoras que vão se repetir em cima de Berlim ao longo dos séculos.

Pois no próximo capítulo a gente entra na primeira fase de Berlim Ano Zero, com o crescimento da cidade chegando aos incríveis, para a época, 8 mil habitantes, além da volta ao Sacro Império Romano da Nação Germânica e aos 500 anos de poderio sob as asas da Casa de Hohenzollern.

Axé e Inté o Cap 03: Berlim – 500 anos de glória quase eterna.

#berlin #berlim #carlosmagno #sorabio #mamcasz


Cap 01

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Berlin – Always a Stund Null

The origin of the name Berlin is uncertain. Ok. Nasceu nos pântanos do West Slavic. Vem da palavra usada na velha Polábia – berl-birl-swamp-pântano. Mesmo que os advindos germânicos jurem que Berlin vem da palabra bar-ber-urso. Aliás, o eterno e cafona símbolo desta cidade que sempre foi sexy e, conforme a época, pobre, milionária, dividida, poderosa ou até a sonhadora sede da Grandessíssima Germânia.

Então, vamos nessa, Berlim. Na Antiguidade, very old mesmo, a zona onde hoje está Berlim começou a ser ocupada por diversas tribos que escolheram dar um tempo nas margens dos rios Spree e Havel, apesar do terreno instável, pantanoso, mas tudo bem porque naquele tempo ninguém tinha prédio mesmo para nele morar que nem num pombal, certo mein Fritz que nem sonhava com os arranha o céu comunista.

Não sobre Berlim, era eslava e não germânica, mas sobre a Alemanha, o registro mais antigo é de antes do Cristo, escrito pelo romano Cornélio Tácito. Em “Germania”, logo no começo, ele declara que sempre pensara que “os germânicos eram indígenas”. Sobre Berlim, nada, óbvio, porque incluída naquela quinta sessão territorial, perdida nos pantanais, “região de feio aspecto, áspero clima e triste de habitar ou morar.”

No século VI depois do tal Crysto, não o que revestiu com nylon toda a Reichstag depois da Queda do Muro, lá pelos anos 500, muitas tribos eslavas dominaram o pedaço, alcançando as zonas suburbanas das hoje Spandau, no Oeste, e Kopenick, no Leste, se é que a gente já podia falar assim naquela época. Daí vem o leitor apressadinho e tasca a pergunta: mas quando foi mesmo que os chucrutes chegaram a Berlim?

Calma, figura apressada. Ainda nem chegamos ao Carlos, o dito Grande, maior ainda, por ter sido Carlos Magno. Segura as pontas porque a história da Berlim, unida ou desunida, ainda vai avançar aqui pelos séculos dos séculos, Amém, tá? Tschuss. Axé e Inté o próximo capítulo.

Cap 02: Berlim – megalópole com 60 mil habitantes


#berlin #stundnull #mamcasz #sorabios #

Link para o livro “Germania”, de Cornelius Tacito, antes de Cristo:

http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/germania.html


         Então, vamos lá. A partir de hoje (15/jan/19), no Brasil, eu posso ter quatro armas, certo? E daí? Arma, eu sempre tive a minha. Uma metralhadora. Com ela eu já matei, feri – de raspão ou mais profundo, aleijei – de leve ou para a vida, tanto no ataque quanto na defesa.

      Preste atenção nesta minha prosa, ô camarada, companheiro, colega, amigo, comparsa, pessoa,  até porque por um senão te varro, com uma rajada, da face deste ambiente dito terreno, nunca ameno, a menos que estejas com colete à prova de quatro armas legalizadas.

           Pois exibo a minha munição preferida que nunca me falhou nestes 71 anos de vida, devido, quiçá, ao meu estilo de arapuca, tramóia, armadilha, cilada, engodo, embuste, campana e baldroca pelas quais sempre te faço cair na rede mesmo que não sejas peixe, pequeno ou graúdo.

          Estou portanto pouco me lixando com este decreto permitindo o uso pessoal de armas porque, repito na maior cara de pau, sempre tive a minha, uma metralhadora, atiro na sequência uma rajada para cima de tua pessoa só pelo gosto de sentires o gozo desta minha tão amada munição.

          As balas que eu costumo usar são formadas por letras – inconstantes consoantes que, sozinhas, não valem coisa nenhuma, precisam do alento das vogais que, por sua vez, dependem dos símbolos e, todos juntos, em ordem unida, pedem o socorro do meu dedo no gatilho. Aperto.

            Miro no A, finjo no E, minto no I, atiro no O e, morres no U. Isto na primeira arma, uma pistola no formato de caneta compacta. Na segunda, formo palavras à toa na multidão no formato de coquetel de letrinhas. Minha terceira arma legal dispara frases, conexas ou desconexas, que tal?

        De volta à minha arma de estimação, legalizada, a velha metralhadora, com ela mesmo que grites no paredão, de olhos vendados, ouvirás o zumbido rasgado das rajadas de parágrafos, páginas e capítulos que podem te matar no ato, com fato confessado ou inventado, a dor é igual.

       Pronto. Está dado o aviso. Estou me lixando de montão com este decreto bolsonariano permitindo que eu cidadão tenha até quatro armas nas minhas duas mãos. Sou mais a minha metralhadora que sempre atirou letrinhas, muitas delas mortais, ricocheteadas até dentro do teu coração.

       – Mas eu sou analfabeto, polaco, tua metralhadora e nada é tudo  para mim.

          Miro. Respiro. Prendo o ar dentro de mim. Penso. Repenso. Calculo a distância entre o meu gatilho e o teu suspiro. Destravo. Aperto o gatilho até o primo passo. Decido. Disparo um só ponto no centro da tua cabecinha. Este ponto tiro de cima da letra-vogal dita do i. É teu o Fim.

(Photo Namastê by Mamcasz).

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Para ouvir, clique-me:

Eu posso Ser ou não Ter

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves Fora der quase Nada

Mesmo que se Naufrague nas Ilhas das Viradas

Que se sucumba nas Praças dos Embora

Enfrentemos juntos os mais que Anônimos Inoperantes

E nos juntemos lá na frente, no Rever.

ponte-01

Eu posso Ser ou não Ter

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves Fora der Quase Nada

Mesmo que se desapareça nos Becos dos Sem Fim

Ver-nos-emos juntos nas Penumbras Eternas dos Esperantes

Lá na frente no Rever.

ponte-02

Eu posso Ter ou não Ser,

Ano Novo também Vida Nova,

Mas se nos Noves Fora der Quase Nada

Mesmo que se vire Poeira Cósmica nos Infinitos

Ressuscitemos juntos

Nos Saudosos Estilos Triunfantes

Lá na frente, no Rever.

ponte-03

Eu posso Ser ou Não Ter

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves fora der quase Nada

Mesmo que se ascenda Degraus Amortecidos

Abracemos juntos o Você do Eu incandescentes

Lá na frente, no Rever.

ponte-04

Eu posso Ter ou Não Ser

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves Fora der Quase Nada

Mesmo que se pise em solo de Marcianas Luas

Juremos juntos sorver no igual Gosto Deslumbrante

Lá na frente no Rever.

ponte-05

Eu posso Ser ou Não Ter

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves Fora der Quase Nada

Mesmo que se tenha Menos do que se Precise

Dividamos juntos muito mais do que o Sobretudo

Multiplicado no Impreciso

Adicionado ao Improviso

E nos juntemos lá na frente, no Rever.

ponte-06-eus

Nossa Senhora de Brasília,

Santa dos Sobressaltos,

Vos rogamos um presente Bem Brasileiro:

Que ressuscitemos de uma só vez

Sem ser preciso Ser Santo

Nem Suar de Medo

Nesta incerteza de Tontos Segredos.

Adicionemos a este Nada

O Tudo que, Noves Fora,

Sonhamos Conceber.

Multipliquemos o Zero da Fartança

Dividido pela Dúvida, agora, do Ato

Que espanta, de Fato, a Esperança.

Que Reine a Certeza Soberana –

Sobremesa Farta na Mesa e na Cama –

Sem nos Chafurdar em Tanta Lama.

rochosas by mamcasz

Ouça bem, Nossa Senhora de Brasília,

O Brado fervoroso de Vosso Povo:

Tenhamos a Nossa Paz!

Poema feito originalmente no ano de 2005 (tanta lama rolou…)


Nossa Senhora de Brasília,

Santa dos Sobressaltos,

Vos rogamos um presente Bem Brasileiro:

Que ressuscitemos de uma só vez

Sem ser preciso Ser Santo

Nem Suar de Medo

Nesta incerteza de Tantos Segredos.

 

Ouça-me:

 

Adicionemos a este Nada

O Tudo que, Noves Fora,

Sonhamos Conceber.

 

Multipliquemos o Zero da Fartança

Dividido pela Dúvida, agora, do Ato

Que espanta, de Fato, a Esperança.

 

Que Reine a Certeza Soberana –

Sobremesa Farta na Mesa e na Cama –

Sem nos Chafurdar em Tanta Lama.

 

Ouça bem, Nossa Senhora de Brasília,

O Brado fervoroso de Vosso Povo:

– Tenhamos a Nossa Vez.

 

#

Feliz Ano Novo, Povo.

#

 

Eu posso Ser ou não Ter

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves Fora der quase Nada

Mesmo que se Naufrague nas Ilhas das Viradas

Que se sucumba nas Praças dos Embora

Enfrentemos juntos os mais que Anônimos Inoperantes

E nos juntemos lá na frente, no Rever.

 

#

 

Eu posso Ser ou não Ter

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves Fora der Quase Nada

Mesmo que se desapareça nos Becos dos Sem Fim

Ver-nos-emos juntos nas Penumbras Eternas dos Esperantes

Lá na frente no Rever.

 

 #

 

Eu posso Ter ou não Ser,

Ano Novo também Vida Nova,

Mas se nos Noves Fora der Quase Nada

Mesmo que se vire Poeira Cósmica nos Infinitos

Ressuscitemos juntos

Nos Saudosos Estilos Triunfantes

Lá na frente, no Rever.

 

#

 

Eu posso Ser ou Não Ter

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves fora der quase Nada

Mesmo que se ascenda Degraus Amortecidos

Abracemos juntos o Você do Eu incandescentes

Lá na frente, no Rever.

 

#

 

Eu posso Ter ou Não Ser

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves Fora der Quase Nada

Mesmo que se pise em solo de Marcianas Luas

Juremos juntos sorver no igual Gosto Deslumbrante

Lá na frente no Rever.

 

#

 

Eu posso Ser ou Não Ter

Ano Novo também Vida Nova

Mas se nos Noves Fora der Quase Nada

Mesmo que se tenha Menos do que se Precise

Dividamos juntos muito mais do que o Sobretudo

Multiplicado no Impreciso

Adicionado ao Improviso

E nos juntemos lá na frente, no Rever.

 

inté e Axé.

Votos de Mamcasz, Poeta Zen

E de sua Consorte

Cleide.

Amém.