#Diabo #Satã #Shaitaim #Lucifer #Malahin #Exu

Depois da Série Berlim-Brasília, passemos à Era Perene.

        Adendo: uso maiúscula quando e onde quiser, tá?

   Então, Heil Diabo, Diavolo, Demônio, Satán, Shaitaim, Satanás, Lucifer, Mara, Malah, Malahín, Exu, independente do Credo.

     Todos são, diz Joseph Campbell, em “As Máscaras de Deus”, o Alter-Ego do dito Supremo Alá-Jeová- Gautama-Buda-Olumudaré.

 

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Pois comecemos esta nova Série – Em Nome do Diabo – com cinco citações que voltam à tona neste seriado por conta de tua companhia:

         1 – “ Satanás, o Sedutor deste Mundo, foi mandado aqui para a nossa Terra, e, com Ele, os Seus Anjos” (Apocalipse 12:7-9, Velho Testamento, vale tanto para judeus quanto muçulmanos ou ditos cristãos).

        2 – “Não conseguimos atingir o estado de bem-estar enquanto houver dentro de nós tantos Demônios no lugar de Um Só(Franz Kafka, Diário, 1912).

       3 – “O Diabo é imortal, Ele nada na Correnteza do Tempo, aliás, o Tempo começou com o Diabo” (A História do Diabo, Vilém Flusse, 1965, edição Universidade de Coimbra, AnnaBlume, 2012).

       4 – “Só me dou por satisfeito quando dormir com Deus e o Diabo na mesma Cama” (Eu Trovão, Edição Semin, 1978, Brasília, de minha autoria).

        Aguardo a tua companhia no próximo ato deste “Em Nome do Diabo”, uma série voltada ao Anjo Portador da Luz (Lucifer), o representante do Supremo, nesta partícula Terra, para consubstanciar a Obra do Criador a partir de um punhado de poeira unida pelo Cuspe Divino.

    Antes de voltarmos, na próxima encruzilhada, vai ser interessante, prometo, fiquemos com o cantado pelos Rolling Stones na música “Sympathy for Devil”:

Prazer em conhecê-Lo, Demônio.

Bem sabes que  conheço Seu nome

Mas o que está me confundindo

É a Natureza do Seu Jogo Diabólico.”

Então, tá.

Inté e Axé.

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Próximos:

002 – O Diabo na Mente Muçulmana.

003 – O Diabo na Alma Judia.

004 – O Diabo no Credo Cristão.

005 – O Diabo no Candomblé.

006 – O Diabo no Mundo Zen.

007 – …

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#brazil #brasil #alemanha #berlim #futebol #caipirinha #corrupção

001 – Introitus

O que me leva a partilhar este seguido-passado?

What leads me to share this followed-up?

Was bringt mich dazu, dieses Follow-up zu teilen?

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Eu passo, atualmente, três meses em Berlim e três meses em Brasília. Capitais por iguais aspectos desiguais. Iguais no sorver o dinheiro púbico das regiões produtivas. Iguais por não terem, as duas, Brasíla e/ou Berlim, unidade nacional. São vitrines doutro amálgama exterior.

I currently spend three months in Berlin and three months in Brasilia. Capitals for equal unequal aspects. Equal in siphoning the pubic money from productive regions. Equal because they did not have both Brasilia and / or Berlin, national unity. They are a showcase of another exterior amalgam.

Ich verbringe derzeit drei Monate in Berlin und drei Monate in Brasilia. Großbuchstaben für gleich ungleiche Aspekte. Gleichermaßen, wenn das öffentliche Geld aus produktiven Regionen abgezogen wird. Gleich, weil sie nicht beide Brasilia und / oder Berlin hatten, nationale Einheit. Sie sind ein Schaufenster eines anderen äußeren Amalgams.

Desiguais, bom, conto aos poucos a partir deste ponto. Nas duas, eu habito no sexto andar de classe média – Wilmersdorf, fronteira com Charlotembourg, em Berlim, e Asa Sul, Plano Piloto, em Brasília. Então, siga-me por aí. Será que vai dar 7 a 1? Você é a juíza, pessoa. Então, siga-me, lá e cá.

Unequals, well, I count gradually from this point. In both, I dwell on the sixth floor of the middle class – Wilmersdorf, bordering Charlotembourg, in Berlin, and South Wing, Pilot Plan, in Brasilia. So, follow me around. Will it give 7 to 1? You are the judge, person. So, follow me, there and here.

Ungleichungen, nun, ich zähle allmählich von diesem Punkt an. In beiden wohne ich im sechsten Stock der Mittelklasse – Wilmersdorf, dort an Charlotembourg angrenzend, und im Südflügel, hier Pilotplan. Also folge mir herum. Wird es 7 zu 1 geben? Du bist der Richter, Person. Also folge mir hin und her.

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Esta sequência nova, Berlim-Brasília, é de uso e distribuição públicas, cite-me ou não, falta-me não faz, depende do lado do campo em que você pensa estar. Isto pode ser acompanhado, entre outros, pelas comunidades abaixo e acima, adentro e afora, por aí, nesses tempos hodiernos de rede, ai que saudades da minha sob o coqueiral da Bahia:

This new sequence, Berlin-Brasília, is of public use and distribution, quote me or not, lack me does not, depends on the side of the field in which you think you are. This can be followed, among others, in the following places, nowadays network times, there I miss my under the coqueiral of Bahia:

Diese neue Sequenz, Berlin-Brasília, ist von öffentlicher Nutzung und Verbreitung, zitiert mich oder nicht, fehlt mir nicht, hängt von der Seite des Feldes ab, in dem Sie denken, Sie sind. Daran kann man unter anderem an folgenden Stellen, heutzutage Netzzeiten, verfolgen, da ich meine unter dem Coqueiral von Bahia vermisse:

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Blog do Mamcasz:

https:mamcasz.com

Com meus olhos verás Berlim:

https://www.facebook.com/polacomamcasz/

Na nossa página no Facebook:

https://www.facebook.com/eduardo.mamcasz

Com meus olhos verás Praga:

https://www.facebook.com/tchecomamcasz/

Je vous salue, Paris:

https://www.facebook.com/Je-vous-salue-Paris/

Também nos grupos de brazukas dos quais, entre outros, participo:

Brasileiros em Berlim que ninguém conta:

https://www.facebook.com/groups/860430980693917/

Brasileiros em Praga:

https://www.facebook.com/groups/BrasileirosEmPraga/

Brasileiros em Portugal que ninguém conta:

https://www.facebook.com/groups/847680595440252/

Brasileiros em Paris:

https://www.facebook.com/groups/13775565692/

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Pare. Olhe. Escute. E me diga na sequência à frente:

02 – Eu esqueço minha “grana” em Brasília. Se em Berlim, pego de volta?

02 – I forget my “money” in Brasilia. If I’m in Berlin, will I get it back?

03 – Quantas “tias” cuidam de “uma” criança em Berlim? Em Brasília…

03 – How many “aunts” care for “one” child in Berlin? In Brasilia…

04 – Em Berlim, deixo o “lixo” para o mendigo. Em Brasília, nein.

04 – In Berlin, I leave the “trash” for the beggar. In Brasília, nein.

05 – Prédio invadido em Berlim tem “normas”. Em Brasília, tem?

05 – Building invaded in Berlin has “rules”. In Brasilia, have it?

06 – Em Brasília, só tem mulher “pelada”. E em Berlim, pode?

06 – In Brasília, there are only “naked” women. And in Berlin, is´t possible?

07 – Cobrador na “catraca” tem mais em Berlim ou em Brasília?

07 – Does the “ratchet” collector have more in Berlin or Brasília?

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Heil! Inté! Tschuss. Axé!


Cap 00

cap00 berlinphoto

Berlim – antes e depois do tal do Cristo

Hello.

From today, you will see here, with my eyes, connected with those of History, since when there was this Berlin that, long before the pretended jump to the capital of Greater Germany, moreover, completely destroyed than in many other times, in these two and so many millennia, for then, we shall see this city that was born Slavic, turned Sorbian, Roman, Austrian, and, finally Germanic-German-Deutch.

Olá.

A partir de hoje, verás aqui, com meus olhos, ligados nos da História, desde quando existe esta tal de Berlim que, muito antes de pretenso salto para a capital da Grande Germânia, aliás, soterrada que nem em muitas outras vezes, nestes dois e tanto milênios, pois então, veremos-leremos-teremos-seremos esta cidade que nasceu eslava, virou sorábia, romana, austríaca e, finalmente, germânica-alemã-deutch.

The idea of this series, which will be part of the ebook “With my eyes you will see Berlin”, is to point out two apparently opposing links that trace the destiny of this imperious capital: on the one hand, the primitive Celtic curse of the Berlin Schulusstrich – Final Point, and , on the other side, the “Berlin Stundnull – Year Zero” to which she is always bound to recommence, over the centuries of victories and defeats, both of them overlords.

A idéia desta série, que será parte do ebook “Com meus olhos verás Berlim”, é apontar dois laços aparentemente opostos que traçam o destino desta capital imperiosa: de um lado a maldição quiçá céltica primitiva do “Berlin Schulusstrich – Ponto Final”, e, do outro oposto, a “Berlin Stundnull – Ano Zero” a que ela é fadada sempre a recomeçar, ao longo dos séculos de vitórias e derrotas, ambas acachapantes.

So, let’s follow together the next chapters of this Great Berlin that once was small, in another huge, and, more than once, reduced to wreckage then heaped together in what can be called today false hills swinging upon of the marshy land cut by rivers, lakes and canals, to the delight of the 60,000 inhabitants in the sixth century, or over 3 million, in this twenty-first century. Let’s move on?

Então, sigamos juntos os próximos capítulos desta Grande Berlim que um dia já foi pequena, noutro enorme, e, mais de uma vez, reduzida a destroços em seguida amontoados no que se pode chamar hoje de falsas colinas balançando em cima do terreno pantanoso cortado por rios, lagos e canais, para deleite dos 60 mil habitantes, no século VI, ou acima dos 3 milhões, neste século XXI. Vamos em frente?

Próximo Cap 01: Berlin – the first Stund Null

Próximo Cap 02: Berlim – megalópole com 60 mil habitantes

#berlin #berlim #mamcasz #stundnull #berlimanozero

https://www.youtube.com/watch?v=X279madStHQ


 

From – ab Berlin- to Brasília. Yah. Yes. É. Ok. E daí? Daí que tô aqui, Ok. Tá.  Tô…

– Aqui, adondi, mein polacaquinho baiano?

– Aqui……….

– Pois entonce. De passage por Brasília. I love you, babe.

001 – Primo. Tenho meu cartão alimentação clonado e zerado.

002 – Secundo. No caminho, 71, saúde, o cara dita:

– Passa tudo, véi.

– Tudo o quê?

– Tudo ou nada.

003 – Terço.  Tô na Brasília. Braziu. Quero Berlim.

– Passe o terço.

– Sou ateu.

– Me passe a Madame!

– Jamais!!!

004- Quarto. Me omisio. Disfarço a arma. Desfarço das balas. De hortelã.

005- Resultado. Cá é Brasíia. Brasil. Madame  no Cafofo ordena!!!

– Mein Polaquinho!!!!!!!!!!

– Quié, Mein Dame?

– Limpe tudo.

– Aqui na Brasília?

– Ya. Ya.Ya.

– E na Berlim?

– Lá, na Berlim, mein polaquinho, tu vais cuidar de mim.

– E aqui na Brasília?

– Que tem? Quédi tuas amigas e teus amigos?

– Sei lá. Limpe-me todo.

– Ya.

– Já!!!

– Ya….


Da Série “Poema de Vagar”.

tim lopes by mamcasz

Acordo na madruga com o mano Tim Lopes só sussurrando – difere de só urrando – na beira desta minha polônica orelha. Sou todo ouvido. Não duvido. Sim, divido:

– Polaquinho!!! Só quem brinca com as palavras sabe a graça que elas têm. Cadê o brinco?

Pois então. Acordo no ato. Pulo nos trinques. Olvido o ouvido. No memo, o termo do tempo da Poesia Marginal. Nem Berlim, nem Brasília. Rio da “sêde” matada nas paredes de Santa. “Séde” do Clube do Ócio. Nada de Nado no Ódio. Obrigado. Por tudo, com tudo, contudo, contínuo, “continúo”.

. . .

– Dá-lhe, polaquinho maluquinho do coquinho soltinho!

– Por que não te calas, Tim?

– Qualé?

– Qual é!

– “Uma cadeira vazia no bar…

– Que tem?

– um vazio na gente”!

. . .

Desjejuo lerdo, lento abro meu livro de cabeceira . “A Chama”, do maximorum Leonard Cohen, edição portuga “Relógio D’Água”, página 139, aberto ao acaso, xô ocaso, no poema “DEVAGAR”:

“ Chego quando chegar / Sem sinal de partida” .

. . .

Contínuo, continúo, consoante o acordado. Sou mais a vogal. Do “ah…” ao teu “uh…”.

– Qualé, polaquinho?

– Qual é! No meio tem o i.

– No meio do quê?

– Das cinco vogais sem as quais, mano Tim, nunca irias “brincar com as palavras”.

– O microfone é todo teu. Use-o na vontade.

– Pois sinta.

– Não tô sentido nada.

. . .

Repita comigo. Repila se tiveres peito. Peido no acento. Assento. Senta! Sente? Sinta! :

– Á. É. Í. Ó. Ú.

Outra vez, até adentrar no Ú.

– A. E. I. O. U.

– Qualé, polaquinho?

– Uso isso sempre nos papos poéticos nas escolas de crianças e sempre dá, certo, Tim?

– Falai!

– Falo.

– O meu.

– O teu.

– O nosso pão de cada dia. Te dou hoje…

– E no meio tem o quê?

– O “i”.

– E daí?

– Por que não te calas, Tim?

A. E. I. O. U.

No meio tem o i. Em cima dele tem o que?

– Dele quem?

– Do “i”. Id. Nem Ying nem Yang. O Id. O terceiro ângulo do triângulo. Mata o Mono. Afasta o Duo. Sobrevive o Trio.

– Um é bom, dois é pouco, três … é demais!

– Cala-te, Tim. Este não é o teu estilo. A não ser agora, no eterno etéreo.

– Desculpe, polaquinho. O microfone continua na sua…

– Mão.

A. E. I. O. U.

No meio, tem o i. Em cima dele, o ponto. Sem ele, seria o Nada. Ato contínuo, continúo:

Agora, sem o ponto, pegue o I e estique dos dois lados, cada qual até o Infinito. Direita e/ou Esquerda nas tuas mães mãos.

– Vou dar linha à pipa porque o vento está a favor, polaquinho.

– Fique mais um pouco, Ngrnh d Pstr.

– Cadê as vogais?

– O polaco comeu.

– E o que faço com o ponto que estava em cima do i agora que só estou com a linha nas minhas mãos?

– Nada!

– Mas não tem água.

– Estou no ar.

– Com o quê?

– O pingo do i.

– Cadê?

– Soprei. Só ficou a linha.

– Do trem?

– Então, polaquinho, dê linha linha à pipa …

– Que o vento está a favor.

– E o i?

– Está na tua mão.

– E o ponto?

– Assoprei.

– Não faz isso, polaquinho.

– Isso o que, Tim?

– Não desperdice. Atice. Aspire.

– O que?

– Isto aí.

– Agora, expire.

– O que?

– A fumaça do ponto em cima do i.

– Pronto.

– Respire. Fundo. Mundo, mundo. Vasto…

– Cadê as vogais? Não tô sentindo nada, Tm Lps.

– Passe o microfone, plqnh.

Ah. Alembrei do porquê acordo longe do Face nesta manhã aqui em Berlim-Brasilia-Rio-Bahia. Por causa deste poema nós quase parados na encruzilhada da linha do trem da devida Vida quase Ida. Ouça-me!!!

– Pare! Olhe! Ouça! Passe no passo. Anta, anda. Ande!

– Onde?

– Por aí. Ali. Ouça Alá. Volta Acá. Solte-se Acolá. Ali. Vá!

– Fui, polaquinho. Segura a onda, mano.

– Veja, mano Tim. . De tão “véia”, não vejo mais minha “vêia”. Nem pra remédio. Tô…

– Onde?

– Aqui.

– E daí?

– Daí que não vou.

– Aonde?

– Sei lá. Minha era já era mas continúo, contínuo, aqui.

– E Madame, polaquinho, não te mudou?

– Sim. Vida conjunta. Não só a conta. Afinal, juntamos a junta até o quase nó.

– Entendi.

– O que?

– Nada. Mudou nada, polaquinho. Inté!

– E você, Tim, mudaste? Axé!

This is the End.

Antes que me acabe.

Tá?

Tô!

Aqui.

Fico.


#berlin #berlim #brasilia #brazil #brasil #corrupção #futebol

Papo 02 – Eu esqueço minha “grana” em Brasília. Em Berlim, pego de volta?

Part 02 – I forget my “money” in Brasilia. If I’m in Berlin, will I get it back?

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Em Brasília, 19 horas. E assim começa o mais antigo programa de rádio do “Brasil Maravilha”. De chegada, sofro um golpe cibernético. Zeram meu Cartão Alimentação. E aí?

Em Berlim, 4 horas da madrugada. Largo a chave dentro do apartamento do Airbnb. Já no elevador, aterrorizo-me. Lá dentro, meu colete com 3 cartões de crédito e os euros. E aqui?

Pois vamos assim para este primo papo reto entre o pensar germânico e o antagônico brazuka-portuga-latino, este famoso pela corrupção que vai do mendigo ao presidente.

In Brasilia, 19 hours. And so begins the oldest radio program of “Brazil Maravilha”. On arrival from Berlin, I suffer a cybernetic blow, here in Brasília. Anybody stoled all my Food Card. What’s up?

In Berlin, 4 o’clock in the morning. Key inside the Airbnb apartment. Already in the elevator, I terrify myself. Inside the flat, now without the keys, my vest with 3 credit cards and two thousand euros. And now?

Well, let’s go to this first, straight talk between the Germanic thinking and the antagonistic zuca-tuga-latino-ladino, this one famous for the corruption that goes from the beggar to the president.

FOTO 2 SUICIDA

Começo pelo relato de Berlim. Minha acompanhante nos últimos 40 anos esquece o colete com três cartões de crédito e débito internacionais, mais 2 mil euros em espécie (legalmente declarados, no conjunto, na saída em Brasília e na entrada na quase Europa, em Lisboa, a caminho de Berlim). A gente, a caminho do aeroporto de Tegel, madrugada, sem tempo de chamar a host do Airbnb, de origem russo-polônica. Desespero? Não. Realidade. Vamos em frente para ver no que vai dar. As chaves tinha sido deixadas dentro do flat, conforme o combinado, em cima da mesa e ao lado de um bilhete carinhoso e um presente tupiniquim ligado à caipirinha.

Continuo pelo relato em Brasília, depois eu volto para Berlim. Uma semana depois, em casa, capital do Brasil, famoso pelo maior caso de corrupção de todo o mundo, não podia dar outra. Vou ao supermercado para as recompras. Ao caixa, a surpresa. Meu Cartão de Alimentação, Green Card, com saldo acima dos R$1.500,00, economizados, estava simplesmente zerado. Desespero? Não. Realidade brasileira. Registro na política online, nas nuvens, e nos sites da Cielo e do Grupogreencard e na puta que pariu. Sorry. Continuo pretensamente calmo. Afinal, estou de volta ao meu Brasil-Brasileiro-Inzoneiro, onde até o troco ínfimo tem que ser conferido no ato.

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De volta a Berlim. Quer dizer, Lisboa. Por conta da corrida na confusa baldeação da TAP para Brasília, que exige dez minutos em ônibus lotado, dentro do aeroporto, filas alfandeguísticas, longa caminhada por entre as lojas ditas free e, enfim, dez horas depois deste segundo ato, em casa, Brasília, reabrindo o Whatsapp com a seguinte resposta da por mim chamada “máfia russa”, dona do apartamento alugado na capital do Império Germânico, mais luterano que católico e muito menos ladino, ops, latino, vamos à mensagem, literalmente, sobre o acontecido:

“Hallo Eduardo. Ok. No problem. I will take care of it. Don’t worry!”

Algumas horas depois, chega outro Messanger direto ab Berlin to Brasília:

“Hallo, Eduardo. Everything was there: 3 Credit Card, Passcard, a Key and 2000Euros.”

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Pois relato então o lado ladino do meu Cartão Alimentação zerado por obra de quem será, tenho os locais das três compras efetuadas, sem a minha senha, sem o meu cartão, apenas com o natural sem-vergonhice que assolada esta Pátria Que me Pariu, vulgo P.Q.P. Por enquanto, a robótica resposta ao fato apresentado:

“O Grupo Green Card agradece pelo seu contato. Faremos o possível para responder o mais rápido possível.” Pois aguardemos. Oremos. O futuro do nosso Brasil, a quem pertence? Sei lá, porra. Enquanto isso, retroco todas as senhas possíveis e impossíveis. De fato, dois dias passados, apenas, depois de uma série de documentos assinados e mandados, a quantia volta para a conta.

Ao caminhar para manter a saúde física, a mental me alerta a cada curva. São trombadinhas, ladrões, hackers, de todos e em todos os níveis. Do pedinte ao mandante judiciário federal, passando pelo Pai de Todos, quem mesmo, onde está Ele?

– Ele está preso, babaca.

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Apesar deste lero que se alonga, adendo dois fatos correlatos. O primeiro, na então comunista República Tcheco-Eslováquia, hoje simplesmente Chéquia. Cidade de Kutna Hora. Minha namorada, atual companheira, esquece debaixo do colchão o colete com 2 mil dólares e os cartões de crédito. Já na Áustria, Viena, casa de um ainda amigo, morando agora em Brasília, pois ele telefona para lá e:

– Hallo. Meus amigos esqueceram umas coisas neste hotel.

– Número do quarto, dia da hospedagem, local exato onde foi deixado.

– Room número 38, debaixo do colchão, lado esquerdo de quem estiver deitado.

– Um momento, vamos verificar.

Hallo?

– Pois sim.

– Encontramos. São dois cartões em nome de … e dois mil dólares vivos. Vamos guardar no cofre do hotel. Quando vão vir buscar?

– Primeiro eles vão ter que tirar novos vistos na Embaixada.

– Tschuss.

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Segundo, acontecido há alguns meses, numa das voltas a Brasília. Atendo o telefone, uma pessoa me chama de tio, fala o nome do meu sobrinho, que mora nos Estados Unidos, fala igualzinho, não fale para ninguém, estou chegando de surpresa, mas o carro alugado em Belo Horizonte está enguiçado aqui perto de Cristalina e preciso de dinheiro para o mecânico e pode mandar a ordem na conta, espera um pouco, vou passar para o dono da oficina, a bença, tio. Resultado. Caí de pato.

Na sequência, estilo ladino-latino-tupinico-brasílico, embora morador na Capital do Brasília, com profissão respeitada, faço registro na Polícia Civil do DF, online, internet, coisa de Primeiro Mundo. Tudo escrito: nome, cpf, número da conta e banco e agência e cidade onde foi depositada a grana roubada-ludibriada. Depois, pelo telefone do banco Itaú, registro o fato, para pelo menos alertar sobre o grupo que dá golpe a partir da cadeia, usando conta de laranja. Vamos às soluções:

1 – Email da Polícia Civil Online. Lamentamos não dar sequência ao registro porque o depósito foi feito numa agência fora do Distrito Federal (Brasília). Favor comparecer pessoalmente à delegacia mais próxima da sua residência.

Resultado. Fui à primeira delegacia de Brasília, capital do Brasil, no bairro de classe média aprimorada e me acontece o seguinte, em lá chegando. Desculpe, estamos sem Internet. Mas eu quero apenas registrar uma ocorrência. Nada feito. Volte amanhã. Voltei. A Polícia tinha entrado em greve. Foi coisa de uns três anos. Dancei. Pronto.

2 – No pronto atendimento do banco comercial, o maior do Brasil. O senhor aceitou? Lógico que sim, mas fui enganado. Então, nada podemos fazer. Eu sei disso. Estou telefonando apenas para que vocês fiquem de olho nesta conta tal, do fulano de tal, na agência tal, que pertence a uma quadrilha que age de dentro da cadeia. Apenas para que vocês prestem atenção.

– Infelizmente, meu senhor, nada podemos fazer.

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Então, encerro. E aí? Berlim ou Brasília? Pode comentar. Sei que em Portugal está tendo golpe por demais com os brazucas exilados pelo aperto econômico. Mas aí não sei porque só passo correndo. Já chega o pau brasil e a cana de açúcar e o ouro e o dinheiro dos escravos que os portugas levaram do nosso Pindorama. Fico hoje por aqui mas depois eu volto com mais Alemanha, 7 – Brasil, 1.

Heil! Tschuss. Inté! Axé!

Não perca o próximo episódio:

03 – Quantas “tias” cuidam de “uma” criança em Berlim? Em Brasília…

03 – How many “aunts” care for “one” child in Berlin? In Brasilia…

FOTO 8 CRIANCA


MIGRANTE01OK

Fato 1. A Extrema Direita está presente, devidamente eleita, em 24 dos 27 Congressos europeus.

Fato 2. A tendência é aumentar a participação no Parlamento Europeu, nas eleições de maio (2019).

Fato 3. Agora, dê uma olhada na volta da Extrema Direita na Alemanha que um dia foi, sim, bem Nazista.

Pelos cartazes colados pelas ruas da capital, Berlim, mais no lado suburbano ex-comunista, o AfD, o partidão direitão aponta o rumo em direção a Bruxelas, sede do Parlamento Comum da Comunidade Européia. Pior ainda é conhecer o que disseram os líderes na Convenção do AfD, acontecida no começo desde maio (2019). No lugar dos judeus, na fase Nazista, agora vai sobrar para os Migrantes. Vamos lá.

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Edição do jornal Berliner Morgenpost. Na convenção da AfD na prefeitura de Zehlendorf (Berlim), o líder do partido, Georg Pazderski, vociferou que a imigração de refugiados (na Alemanha) é “a questão candente do nosso tempo”. E completou: “Não podemos ser fracos com os imigrantes. Eles precisam ser tratados com mais dureza.” http://www.morgenpost.de

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Georg Pazderski, líder do Partidão de Direita da Alemanha, ainda avisou os milhões de imigrantes, principalmente os que dominam Berlim, que “tem mais é que acabar com o mito de cidade em crescimento feliz. O Senado (Esquerda) quer convencer o povo de Berlim que o crescimento populacional é uma bênção”.

Ou seja. É bom que os migrantes na Alemanha fiquem de olhos abertos, inclusive no maléfico sentido histórico. O líder alemão direitaço atual culpa os imigrantes, entre outras coisas, do seguinte: esfaqueamento, assaltos, transportes públicos superlotados, falta de habitação, supermercados agora vigiados, e outras coisas.

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Agora – atenção migrantes na Alemanha – vamos ao jornal Berliner Kurier. http://www.berliner-kurier.de Pesquisas apontam que o Partido de Direita da Alemanha, o AfD, tem mais de 10% de chances de votos nas eleições para o Parlamento Europeu, marcadas para o final deste maio (2019).

Este fenômeno só pode ser explicado pelo fato de que os defensores da AfD se tornaram uma sociedade paralela.”

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Outro jornal alemão que serve de alerta para os milhões de imigrantes. Berliner Zeitung. http://www.berliner-zeitung.de Outra vez o direitão Pazderski:

“Quem quer fazer algo credível para esta cidade, deve parar esta imigração descontrolada vinda do Terceiro Mundo.”

De acordo com o Statistisches Landesamt, 20% dos quatro milhões de berlinenses não têm cidadania alemã.  Pessoas que vêm para a Alemanha por razões puramente econômicas, não têm chance de reconhecimento como um requerente de asilo.

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Para terminar, vamos ao http://www.dw.de É o órgão oficial de comunicação do Governo da Alemanha.

Portugal, Irlanda, Luxemburgo e Malta permanecem como únicos quatro países da União Europeia (UE) ainda imunes à Extrema Direita. Esta tem agora como meta o Parlamento Europeu, cuja renovação será decidida nas eleições de 23 a 26 de maio.”

Na sequência, o DW aponta as causas para o ressurgimento da Extrema Direita na Alemanha, para medo dos imigrantes, legais ou não:

A combinação de crise econômica e migratória, descrédito na política e desconfiança das instituições tem contribuído para o ressurgimento da direita radical e populista no Velho Continente. Inclusive na Alemanha, que passou a ter uma bancada de extrema direita no Bundestag nas eleições de 2017, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.”

Finalmente, a ameaça maior está no fato, lembrado pelo DW:

Sozinha ou em coalizão, a Extrema Direita ou a Direita Tradicional, com tendências xenófobas e populistas, conseguiu chegar ao poder em nove países da UE.”

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Então, tá.

Inté e Axé.

Tschuss.


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Hallo. Ainda vivo e direto aqui de Berlim, a capital da ex-Germânia do Milênio. Dia do Trabalho. Ou seria do Trabalhador? De São José Operário, o marceneiro pai adotivo do J.Cristo, gerado no ventre da Maria, refugiados no Egito. Data nascida no seio do Capitalismo – Chicago, USA,1886 – quando 500 mil trabalhadores unidos (…) fizeram uma baita passeata. Resultado. A Polizei ianque matou 10 mil deles. A luta continua!!!

Primeiro de Maio. Feriado desde 1919, na França, e 1920, na Rússia. Mas acontece que ainda estou vivo, aqui em Berlim, neste Primeiro de Maio tenso porque todo mundo está preparado para uma Noite Violenta (não digo a dos Cristais – judeus – ou a dos Longos Punhais – extermínio da SA pela SS). Trata-se da anunciada violenta manifestação da Extrema Esquerda da Alemanha, de um lado, e a Polizei de prontidão total, do outro.

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Pois vamos aos fatos explicatórios porque os fatos de fato rolam logo mais à noite, a partir das 18 horas, no último reduto da companheirada que invadia prédios em Berlim, desde a queda do Muro, e foi sendo “gentrificada”. Falo do bairro Friedrichstain. Era o lado largado dos tempos do Comunnismo. Separado, pelo rio eletrificado, de Kreuzberg, o lado largado da Alemanha Capitalista, na parte dominada pelo USA.

Pois comece a prestar mais atenção. Aqui em Berlim, todo Primeiro de Maio, acabada a festa popular, em Freuzberg começa a luta livre entre neonazista da parte norte, Pancow, que descia para atacar os turcos e os hippies locais. O pau comia brabo mas com o tempo a coisa foi virando mais folclórica. Tanto que a Extrema Esquerda, neste ano de 2019, deu um basta aos agora “burgueses de merda”, dizem eles hojre. E daí?

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Daí, já noutro parágrafo, quem escreve sou eu, mudo quando quiser, aqui em Berlim, neste Primeiro de Maio, o pau vai quebrar, na certeza, nesta noite, cinco horas adiantado em relação ao de Brasília, começando pelo cartaz colado em tudo que é poste de uma parte da cidade “não mais pobre mas ainda sexy” e traduzo a meu modo o escrito no cartaz de convocação da “massa”:

“ A LUTA CONTINUA! O POVO UNIDO, CONTRA A BURGUESIA, JAMAIS SERÁ VENCIDO!!! ”

“ ZUSAMMEN KAMPFEN! GEGEN DIE STADT DER RICHEN!!! HEIL!”

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Pois vamos à pré-Longa Noite deste Primeiro de Maio, aqui em Berlim. A Polizei diz que tomou as devidas previdências ainda que, digo eu, ela costume mais apanhar do que bater, talvez por problemas históricos de consciência pesada, sei lá. Primeiro sinal. Inventou uns longos tubos de plástico cheios de água pesada para fechar ruas e o “povo umido” está furando todos e brincando de chuveiro. Maior desmoralização. Mas nesta noite, como vai ser?

Não é fácil o antever esta Longa Noite de Primeiro de Maio aqui em Berlim, tanto que eu podia deixar este escrito para amanhã (02-Mai-19). O comércio, no bairro de Friedrichstain, fechou as portas, mais ainda, colocou tapumes, seriam eles barricadas de defesa? A Polizei, por seu lado, tem 2 mil policiais separados só para este lance. E outros 1.600 no vizinho agora burguês Kreuzberg. No total, são 6 mil para a cidade, com reforço de toda a Alemanha.

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Agora, o mais interessante é que a Polizei Germânica, na moleza atual, não deu permissão para a prometida violenta manifestação da Extrema Esquerda aqui em Berlim. Esta obrigação foi seguida por outras 15 manifestações. Mas daí a Polizei foi à Justiça para proibir. Não conseguiu. Os juízes tiraram o da reta. E o melhor foi a resposta dos desorganizadores desta PASSEATA REVOLUCINÁRIA DE PRIMEIRO DE MAIO EM BERLIM:

“ O povo unido não tem que pedir permissão para se manifestar na cidade onde ele é o dono.”

Ah. Tem mais uma preocupação da Polizei nesta noite de Primeiro de Maio aqui em Berlim. Tem ainda dita Esquerda Satírica. Isto mesmo. Esta, promete uma passeata no elegante bairro de Grunewald, abrigo de belas mansões desde os tempos quase eternos. É a luta do povo falso pobre contra o povo mais do que rico. Pelo sim, pelo não, só para este pedaço, a Polizei separou 900 elementos devidamente armados. Menos do que lá na Rua Rigaer.

Então, é esperar para ver. De um lado, a Polizei diz que chega com as duas mãos estendidas – uma para cumprientar e a outra para que mesmo, ora, para bater. E do outro lado, da Extrema Esquerda do Primeiro de Maio Revolucionário de Berlim, tudo é possível, desde as famosas bombas molotov até as pedras das construções dos prédios ocupados pelos alternativos socialistas e agora ocupados pelos capitalistas-burgueses-usadores da massa sofrida. Heill Kapitalist!!!

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Inté e Axé.

Fui.

Adondi?

Segredo.

Será?

Tschuss…

1 –

https://www.facebook.com/memories/?source=promotion_feed_story&story_id=805792702850359

2 –

https://mamcasz.com/2012/05/01/may-day-may-day-em-berlim-meu/

3-

https://www.theguardian.com/world/2019/apr/30/berlin-police-braced-for-violent-may-day-protests

4 –

https://mamcasz.com/2012/05/07/the-last-hippie-neighborhood-of-berlin/