Somos dois sofredores, me joga na cara  o mendigo.

 Chego com  meu carrão na quadra interna da Asa  Sul.

Maloqueiras adolescentes me conhecem na intimidade.

Escapam da escola pública onde estudam.

À espera das domésticas, suas mães.

Moram todas nos subúrbios de Brasília.

Um carrinho do lixeiro atrapalha meu entrar na vaga.

Solícito, o mendigo afasta-o para o aqui doutor.

No Big Mercado do BNDES compro bacalhau, alcaparra,

cerveja holandesa, quitutes inúteis mil.

Na volta, separo a moeda de um real.

Chego pro solícito mendigo e a trespasso.

A camisa rubronegra, Flamengo

adornada do símbolo da Petrossal,

ressalta a miserabilidade do brasileiro. 

Nos rasgos, a pele escura abundante de cascos.

Feridas, cicatrizado sangue e lanhos roxos de pauladas recentes.

O fétido fedido mendigo a exalar em considerável distância.

Tanto que jogo a única moeda tipo coisa de dois metros.

Para realçar meu lado ongueiro, fuqueiro, sustentável, o cacete, replico para o bem explorado público:

– Apesar do amigo ser flamenguista.

E o solícito mendigo pergunta na hora:

– O doutor por acaso é Botafogo

E me arrasa de vez:

– Então, somos dois sofredores.

Ipso facto,  concluimos que Eu, o doutor das letras,

e Ele,  o mendigo, sofremos por igual.

Deposito o bacalhau, a alcaparra, o queijo roqueford,

a cerveja holandesa, os quitutes inúteis

e a minha funda vergonha,

tudo no branco banco do meu carrão.

Ao sair, o solícito mendigo me encara suavemente e finaliza:

– O doutor sofredor não se lembra de mim?

Pois não é que se trata do mesmo mendigo

adotado por sob a marquise da TV Brasil?

Ele levou  uma porrada de porradas, de madrugada.

 Deixou as  poças de sangue de lembrança

antes de ser levado ao quase necrotério.

Nenhuma nota na Grande Imprensa

+ entretida no aloprado caso Palocci.

Siga-o, o fedido mendigo, no post, linko abaixo,

cabisbaixo, arrasado.

https://mamcasz.wordpress.com/2011/06/15/brazil2-se-puder-nao-volte/

Moral do lero:

Quase que o mendigo estraga o meu bacalhau.

 Evito o dito ligando o ar

corretamente condicionado do meu caro carro.

Sustentável.  

Ecologicamente correto.

Eticamente roubado.

E me distancio do Zé Povinho.

Fuga que custa apenas um real.

 

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Baixaria!

Tô cá no Mississipi, no meio dos negos que recebem Bolsa Family.

Pobres de marré.

Mas tão pobres e sem buraco na rua.

Com Wifi, banda larga, tudo free, na boa.

Por isso, amargando a volta pro meu Varonil País, acesso o Estadão:

 

Vai daí que tô aqui numa boa junto dos negos jalofo, tonga, edo ou andongo, sei lá, meu.

E num lugarejo pior do que Caetés, chamado Lula.

Ide ao google: lula, mississipi, usa.

E então, fato posto, os negos gargalham e me ensinam isso aqui, ó, mana:

E aí, meu?

Volto pra este imenso parque de diversão named BRAZIL?

Ou continuo ilegal por aqui mesmo?

Hein?????

Pras manas mensaleiras:

Fuck you!!!


Estou cá no Mississipi, USA, e para matar a saudade de Caetés, Brazil, invado um
canavial onde, no meio, descubro um alambique.

Sorvo uns baitas goles e ainda levo um galão no gibão de couro.

Me lembra, e chego a jurar que se trata da velha 51.

Pois chega a trote o resultado:

1 – Eu que bebo

e são os outros que soltam um terrorista condenado na Itália por crimes de sangue.

2 – Eu que bebo

e me vem o ex-Lula e me diz que, realmente, ao contrário do que havia lido na imprensa oficial, o

PALOCCI FOI DEMITIDO.

Uai.

 É o que dá beber.

Só falta me aparecer a polícia companheira e me expulsar daqui.

Mulher é que não me falta.

Por isso, vou dar no pé, rapidinho.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/927312-lula-diz-que-palocci-foi-demitido-no-momento-http://www1.folha.uol.com.br/poder/927312-lula-diz-que-palocci-foi-demitido-no-momento-certo.shtmlcerto.shtml




Esta saiu no Painel da Folha de São Paulo:

“Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula (aquele do top-top, se fuderam – grifo meu), saía da sede da TV Brasil (junto com a Rádio Nacional e Agência formam a EBC – grifo meu) quando deu de cara com um homem que usava um chapelão igual ao do presidente deposto de Honduras (aquele MST bananeiro que invadiu a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa (???)- grifo meu)”.

 – E aí, Zelaya, como vai? – brincou.

 O dono do chapéu era ninguém menos que Eriberto França, o motorista que ajudou a derrubar Fernando Collor, em 1992.”

utopia-de-merda-photo-by-mamcasz2

Os babacas do caseiro do Palloci e do motorista do Collor fazendo turismo em Brasília, a Capital da Utopia de merda

Mais coisa sobre esses dois detalhes históricos, estulto, procure na escola básica.

 Graças ao simples motorista do Collor, houve o impeachment de um presidente no Brasil.

 Depois, teve que arranjar um empreguinho na EBC para sobreviver.

Já o dito deposto, que nem o Zelaya, hoje, bom, clique o post abaixo para saber de novo, tá, inclusive sobre os destinos do caseiro e do ministro.

 Sobrou pra quem?

 Adivinha?

 Para ter a resposta, clique aqui, ó:

https://mamcasz.wordpress.com/2009/08/