agosto 2009



                             Francenildo, o caseiro, agora vivendo de bicos (je vive du béc, diria o velhinho Jô de Taubaté), é o próprio fantasma na imagem dele adentrando o  teatrológico Supremo  Tribunal dito  da Justiça, ao ser colocado pelo advogado, de olho na indenização pela quebra do sigilo da conta bancária (30 moedas, ditas mil, que o soberano Pallófi, ora absorvido sem nem mesmo pedir perdão, ou muito menos pagar penitência, pois bem, eram 30 mil pacotes de real para que o caseiro se desfizesse de vez do pai dele, lá do distante Ceará que, com isso, iria escapar do teste da paternidade em cima da empregada doméstica (estou escutando André Dusek: Doméstica!!!).

O caseiro do Palloci e o motorista do Collor passeiam por Brasilha

Utopia de Merda. photo by mamcasz 

                        Adonde estava mesmo? Ah… O caseiro Francenildo, de terno, qual índio tupiniquim na corte européia postado, pelado é que deveria ter ido para encarar os supremos juízes e os impolutos desviados do escândalo que começou numa casa de putas no ínclito bairro do Lago Sul, Brasília, onde, entre uma pimbada ou outra (seria cheirada?) acertava-se a bolada porque era mais do que isto que rolava. E o caseiro com isso? Porra, meu, vou ter que explicar tudo? Ele ali, só observando, na santa e humilde ignorância dos falsos parvos da Bolsa Família.
                            Mais uma e acabo esta introdução (só doi quando rio). E o que o julgamento do Palófi-Marcelo tem a ver com Os Fantasmas da Rádio Nacional? Porra, meu, hoje você ta difícil de entender as coisas. Ou não? Hein? Ou você se associou de vez à  Omissão Coletiva? Então, vamos lá:

                         1 – O Marcelo  foi presidente da Rádio Nacional (Radiobrás no ex-governo do atual Collor). Demitiu pra caralho. Alguns, voltaram, pela Justiça, e hoje continuam pastando, tranquilamente, e ruminando, que nem vaca,  entre eles o principal fantasma, que hoje pode ser visto, calado e, portanto, não ser ouvido, jamais, no caso, aquele motorista da Casa da Dinda, que viu a mutreta daquela merda do Fiat mais os jardins babilônicos e tal que levaram o então presidente a uma situação … bem … de nababo da República, senador, amigo do Lula, ínclito personagem representativo de todos os nós. E o Marcelo? Porra, meu. Pois ele era o assessor de imprensa do Pallófi que distribuiu o extrato da conta do caseiro, ora travestido de terno e, corrijo, antes que coloquem o nabo em mim, mas se sobrar, foda-se, sou morto, não estou mais vivo, mas mesmo assim, dito : teria distribuído….

                       2 – O caseiro Francenildo também “teria” sido desmascarado, desmentido, desmistificado, enxovalhado… E por que o caseiro Francenildo então não está preso, não existe Justiça mesmo. Porra, vou terminar.  Quem enxovalhou o caseiro hoje é uma das pessoas-chave da Rádio Nacional (EBC, no governo Lula). E então, a sua cabeça está começando a se abrir ou vou ter que dar uma bela de uma porrada nela, hein?

                    Moral: Notícia de jornal. O caseiro Francenildo está condenado, no lugar de indenizado mas,  para não pegar mal, por causa dos nababos soltos, ele prestará serviços alternativos, do tipo  palestra nas escolas da periferia fodida de Brasília. Mas o tema terá que ser o seguinte:

                    COMO DEIXAR DE SER BABACA.

 

 

 

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saci

 

Perguntinha básica antes de passar para a feitura abaixo:

Você prefere ser  anjo torto na vida ou  diabo lindo de morrer?


                     “Companies have their skeletons hidden in the archives of steel, have their childhood wounds” – said (in Brasilia, Nineteen Hours) Eugenio Bucci, past president of EBN – Radiobrás – EBC, to whom he rented his soul for four years, the company that houses The Ghosts of National Radio.
                        Leandro Fortes, the farewell in 2004 (EBC Community in Orkut) wrote that the Radio Nacional is “so eclectic, so full of wealth and misérias, so full of stories and destinations. So Brazil, finally. “

Pombal - photo by Mamcasz

                      Pombal de Gente Inacabada
http://soundcloud.com/mamcasz/tia-heleninha 
                 This is what I am since December 1980 since the previous EBN – Brazilian News, where he was president, which was dismissed by then President José Sarney (ah … the ghosts never die!). In fact, my history with the National Radio begins even before he was born because my father through it, now ghost then expeditionary square in Italy, World War II, sent messages to his then fiancee, my future mother, also a ghost today.
                    This blog is a make of the book in late pregnancy that brings the ghosts of the National Radio of the golden years, the 40s, the undead from the deceased never decrepitude, which began with the suicide of Getúlio old in 50 years. They say it was a plague before the shot in the chest, which initiated the collapse of National Radio, which would never have the golden years of the 40s.
                    And so, VOU DAR LINHA À PIPA QUE O VENTO ESTÁ A FAVOR,    as  said to us my brother Tim Lopes, now ghost-mor (read Offertory, above).

                     
                        De ordem deste Sr. Escrevente e na inconformidade doe que afundaram, ao longo dos anos, nessa nossa definhante presença auditiva, sejamos senhoras, senhoritas, cavalheiros e sobrinhos, efetivados ou escorraçados, certos ou desmoralizados, de quatro ou de joelhos, estamos todos convocados para esta Asembléia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 30 de fevereiro, sexta-feira, à meia noite quase zero hora do sábado de Hallelluya, na decadente sede encardida, situada no início da W3-Sul de Brasília, Distrito Federal, ou no centro da prostituída Praça Mauá, número sete, na zona portuária do Rio de Janeiro, em primeira e única convocação, com a participação de qualquer inda que ínfimo quorum, para tratar da criação do Estatuto desta Entidade que passa doravante a ser denominada “ OS FANTASMAS DA RÁDIO NACIONAL ”, em atendimento à legislação pertinente ao muito além do que imaginam corroídas mentes em processo de apodrecimento em plena vida, sejam os antigos desnivelados ou os novos rapidamente em processo de transmutação em funcionário público acomodado com a vala comum que a todos demonstra imenso poder de atração constante desde os primeiros acordes do Luar do Sertão, nos idos de 1936, (14h58m, sábado), na inauguração da PRK-30.
Greve 2008 - photo by Mamcasz  A Comissão dos Funcionários Convoca. 
                      Promovem o presente quorum de fantasmas exigido para a realização desta Assembléia Geral da Rádio Nacional os suicidados de fato no ato falho do certeiro cotidiano, os que perderam a voz no pretérito aqui consignado, os que lavaram a alma e perderam a calma em míseras causas sem efeito, por serem estes assuntos prementes no inconsciente coletivo de extintos, médios e superiores técnicos, apresentadores, produtores, escrevinhadores e aporrinhadores que, em primeira e única convocação, com qualquer número de associados afetivos presentes, declaram-se de alma liberta para agruparem os que se arrastaram vivos e, mesmo assim, viram-se passantes da paisagem do filosófico barqueiro que os trouxe para este convívio final com os trapos e farrapos recolhidos desde as glórias da fama da década de quarenta até a fase pós a praga lançada pelo velho Getúlio na alcova do Catete, e cuja carta foi de estalo falsificada para a pungente leitura nos microfones então potentes do Repórter Esso, alô, alô, ouvintes, atenção para o prefixo que estamos começando, a partir de agora, para valer, este emocionante relato de uma porrada de vidas perdidas na lida radiofônica nacional.
                    Três. Dois. Um. Atenção para o último toque. Vamos trabalhar, cambada!

                     Fantasmas são justamente aqueles “chiados”  ou “chuviscos” (ler Evangelho 1) de certas lembranças que me atrevo a introduzir, a partir deste momento, mesmo que  na quebrança do código de  insegurança seguida por todos nós servidores desde o suicídio do Velho (ler  Evangelho 2), que teve o Testamento ao Povo Brasileiro (ler  Evangelho 3) censurado, na manhã de 24 de agosto de 1954, quando ganhou a versão datilografada para ser lida ao microfone da saudosa potência da Rádio Nacional do Rio, fato este que será devidamente comprovado durante as infindáveis conversas que  transmitiremos, qual cardume  de escribas, técnicos, artistas e produtores, todos mentes retidas exatamente por termos sido carcereiros e, ao mesmo tempo prisioneiros dos atos oficiais de todos os governos deste “País de Tolos” (ler  Evangelho 4) , tenham sido eles militaristas, popularistas ou popularescos que se sucedem até os dias de amanhã, numa lastimosa e monocórdica troca de guarda  palaciana e planaltina.
 

 


 
                     O palco do desenrolar deste relato de dramas constantes se situa num encontro de fantasmas da Família Nacional (ler Evangelho 5), de madrugada, no ainda hoje encardido e tombado calabouço onde funcionaram os primeiros cinema, rádio e televisão de Brasília (ler Evangelho 6), no começo da W-3 Sul, inaugurado às oito da noite do dia 4 de Junho de 1960, pelo presidente Bossa Nova, o JK, que desceu do novíssimo Simca-Chambord aos primeiros acordes do Hino da Pátria que nos pariu sob a batuta do maestro Radamés (ler Evangelho 7), seguido do show famoso Ermelindo (ler comentário 8), todos saídos direto da Praça Mauá, número sete, no Rio, via Avenida Brasil.
                      Mas falando neste Ermelindo, então artista principal da Rádio Nacional, com mais cartas de ouvintes do que votos para o presidente, acontece que, quatro anos depois, e seu fantasma está hoje aqui entre nós para confirmar, entregaria nas garras dos gorilas (ler Evangelho 9), os 61 profissionais da Rádio Nacional do então Rio por ele considerado subversivos,  sem contar outro astro daquela mesma noite, o Dilermando (ler Evangelho 10), que encantara a todos com a versão candanga do Peixe-Vivo (ler Evangelho 11), o Mário,  que depois foi salvo pela Dercy, o Dias, o Gracindo, o Walter, e até o Ovídio Chaves, que o Ibrahim Sued chamava de Carlos Machado (do teatro das mulatas de Revista) dos Pampas e que por causa deste filho da puta do César foi preso pelos milicos e sabe o que fizeram com ele, conta aqui pra gente:
fantasma 01
                          – É o seguinte, gente. Eu era da Rádio Nacional. Fui então preso por crime de opinião e por isso torturado pra caralho, literalmente, taí o Fausto Wolf que não me deixa mentir,  mesmo depois de morto. Daí,  eles fizeram o seguinte comigo. Botaram meus colhões dentro de uma gaveta e fecharam assim de repente. Puta que pariu, nunca senti dor pior do que aquela. Mas agora confesso que fui salvo mesmo é por causa de outro milico, amigo do meu pai, o general Cordeiro de Farias. Porra, vamos mudar de assunto, cambada?

 


                       Foi memorial a festa de inauguração do agora local deste  nosso encontro de  mortos da vida fodida,    neste pardieiro da Rádio Nacional que até auditório com Orquestra Sinfônica e tudo já teve na História, que agora acaba de ter a parte norte decepada pelo governo do Distrito Federal  para dar lugar à segunda via de ligação entre o Parque da Cidade e o Setor Comercial Sul.
                     Aliás, foi justo nesta parte demolida,  hoje asfalto, porque  usurpada do público  pela Rádio Nacional que,  e me desculpe a produtora aqui se presente  se matou , uma camarada e desacompanheira que levava, em vida, nome de flor (ler Evangelho 12) mas que, em verdade, era um espinho só , tanto que, suicida assumida,  jura,  ainda hoje, e vai repetir aqui para a gente, que muitas outras mortes irão acontecer neste mesmo local por onde o policial-repórter Mário (ler Evangelho 13) passou, final de programa radiofônico, no comando da madrugada,  vindo doutro espaço,  no ali setor de Rádio Sul,  perto da meia-noite, pouco antes de ser assassinado,  que relembre a tumultuada despedida o ainda produtor-técnico, o plantonista Chiquinho (ler Evangelho 14), ainda não presente aqui entre nós, que tal a gente fazer uma outra visita antes que ele saia para a pescaria no Bartolomeu chamado de santo.

Central - photo by Mamcasz

                Falando nisto, está aqui conosco para confirmar direitinho esta história o companheiro Jonas (ler Ofertório acima), que passou duma para outra num micro-ônibus naquele longo trajeto entre Belém do Pará e Brasília, depois do Forum Social Mundial, onde ouviu tanta baboseira e asneira antes de pegar estrada, e não avião, reservado aos colegas ditos de superior curso, e que antes de se enuviar também recebia nossas visitas naquele porão da Rádio Nacional que na origem serviu de frigorífico desmanchador de vacas mortas, embora tenha gente garantindo que, na verdade, foi mesmo o primeiro necrotério de Brasília.

            

 

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