Em estando aberta esta sessão, sublimamos a palavra a uma alma condenada porque em vida, falso poder nas mãos – sabia eu que ela tinha acabado de levar mais uma das dezenas de porradas desferidas com gosto pelo marido jornalista, meu ex-amigo – certa feita, por conta da passageira função na Rádio Nacional, numa comoção histórica, olhou-me nos olhos e disse, sorridente : “Mamcasz, eu quero ver você sentir dor”.
                  De fato, eu senti. Fui fundo. Quase morri. Impossível o ressuscitar depois de tentativas aos milhares, forçadas do fundo desta alma, porque o corpo foi queimado por opção, diferente do que aconteceu com o amigo Tim , com quem dividi temores e até mesmo os bondes de Santa Teresa e a quem ofereço todas estas e outras letras infindas.
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Photo inicial do video No Reino de Aninha. Poemas de Cora Coralina. Música de Helena Meireles. Edição de imagem de Eduardo Mamcasz

         Na última viagem a Chicago, (12 maio 2009), no Blues Bar,  me aparece um jovem e imbecil soldado americano recém-chegado do Iraque, com os seguintes dizeres na camiseta:

A DOR É A FRAQUEZA DEIXANDO O CORPO.

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