Só quem conhece o Bertold Brecht sabe da importância dessa visita à atual casa dele em Berlim.

Ainda que meio escondida nos fundos de um restaurante, apesar dos esforços do Literaturforum im Brecht-Haus.

Mas o cara, na verdade, deu muito azar. Fugiu do nazismo para USA. Fugiu do macartismo para DDR. Ainda bem que não viu o falecer comunista.

Também. Quem mandou dizer a Verdade:

“Quem, nos dias de hoje, quiser lutar contra a mentira e a ignorância e escrever a verdade tem de superar ao menos cinco dificuldades:

 

1 – Deve ter coragem de escrever a verdade embora ela se encontre escamoteada em toda parte;

2 – deve ter a inteligência de reconhecer a verdade. embora ela se mostre permanentemente disfarçada;

 3 – deve entender da arte de manejar a verdade como arma;

 4 – deve ter a capacidade de escolher em que mãos a verdade será eficiente; 5 -deve ter a astúcia de divulgar a verdade somente  entre os escolhidos.”

 

Moral do Lero:

Um Prost aos que hão de ressuscitar um dia, quiçá.

Serviço:

Brecht-Haus: melhor mesmo no m1, stopo na Oranienburgtor e subir um cadinho de nada a pépela Chausseestrasse, 125. Ah… antes, entre no cemitério, tumba florida número 4, atual casa do corpo do Brecht e da mulher Helena. Não confundir com o cemitério dos huguenotes, ao lado, tá? Tchuss.

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