Image

A mi-chemin il y a une pierre
A mi-chemin il y a une perte
A mi-chemin il y a une pierre
A mi-chemin il ya une perte
La troisième perte –
Je remplis mon sac
Et je lance la pierre
Contre qui, qui, qui?

D’autre encore:

No meio do caminho encontro uma pedra
No meio do caminho encontro uma perda
No meio do caminho encontro uma pedra
No meio do caminho encontro uma perda
Na terceira perda
Eu encho o saco
Lanço uma pedra
Em quem, quem?

Image

A mi-chemin j’achoppe sur une rose
A mi-chemin j’achoppe sur la prose
A mi-chemin j’achoppe sur une rose
A mi-chemin j’achoppe sur la prose
La troisième prose –
Je garde la pierre
Conduis une perte
Adresse cette rose
Et puis je me perds dans la prose
Avec qui, qui, qui?

D’autre encore:

No meio do caminho esbarro numa rosa
No meio do caminho esbarro numa prosa
No meio do caminho esbarro numa rosa
No meio do caminho esbarro numa prosa
Na terceira prosa
Recolho as pedras
Espanto as perdas
Estendo uma rosa
Inflo o meu papo
Me perco na prosa
Com quem, quem?

Image

 No meio do meu caminho sempre tem uma Paris.

Amém!!!

EM

EM (Photo credit: Lukas834)

Anúncios

Herói caolho de Praga surpreende polaco capenga do Brasil.

Pois então.

Today, we went back to the old way. Spending the day in a corner alone, a neighborhood, a piece. The chosen one was bad famous Zizkov. Same name as the one-eyed hero of the Czech people, riding a Cavalão. Type Duque de Caxias ours.

It starts by Lonely Planet, Brazilian version, calling the neighborhood “kind of rude in extremos and it is very dirty and run down, although the top earning a retread come.”

Hoje, a gente voltou à forma antiga. Passar o dia num canto só, num bairro, num pedaço. O escolhido foi o mau afamado Zizkov. Mesmo nome do herói caolho do povo tcheco, montado num cavalão. Tipo Duque de Caxias nosso.
Já começa pelo Lonely Planet, versão em brasileiro, chamando o bairro de “meio rude nos extremos e muito dele é sujo e decadente, embora a parte de cima venha ganhando uma recauchutada”.

E lá vou eu, Madame de segurança, para a parte baixa que a gente não tem medo de cara feia.
Do bonde 9 descemos e fomos logo rumo ao morro para ver o herói caolho, debaixo de chuva. De lá, voltamos para a dita Zizkov suja, decadente e barra pesada.
Subimos até a Torre de TV, herança dos comunistas, que nem o metrô, os bondes, a burocracia, que mais? A foto das crianças é mais uma aprontada do artista tcheco David Cerney, o mesmo do fiofó do presidente na Galeira Futura, em Smichov.

Zizkov tower

Zizkov tower (Photo credit: Wikipedia)

Da torre, 93 metros de altura, aquela vista 360 graus de Praga por inteira. Dali, direto para o belo e recomendado barzão, desde 1923, U Sadu. De entrada, a garçonete indigesta, conhecida do TripAdvisor, que joga na mesa o Menu em Inglês. Ótimo coisa nenhuma. Os preços começam em 150. O prato do dia é 80. Daí, Madame vai na mesa da calçada, pega o Deni Menu, do Dia, em tcheco mesmo, a gente tinha traduzido no Google, antes de sair de casa, tinha cinco pratos, o 5 tinha acabado, ficamos com o 1 e o 3, mais o chopão, mais um uísque que madame anda gripada, e lá vem a conta … 250 cororas, ou 25 reais.
Ah… a garota indigesta tinha sumido há tempo porque fomos atendidos por um galante rapaz, falante em inglês, simpático e bonito, na opinião da madame.
Moral do lero de hoje.  Zizkov tá com tudo. Pena que eu tenha sido enganado pelas versões mais antigas da Internet, dos tempos em que era, de fato, um bairro decadente, esta tal da República Independente de Zizkov.

Dali, a gente ainda foi…. deixa para lá. Fica para outro dia.


Friedrichshain, the Communist side, and Kreuzberg, the capitalist side, both dominated by the victors in Berlin, therefore, were free of judgment at Nuremberg (Siberia, Hiroshima, etc.). Both, however, remain together before and after. But are its days numbered. The invasion of artists gives rise to the bourgeoisie. Join them migrants, Slavs, Turks, Asians, Africans and Latinos. This is Berlin.

Friedrichshain, do lado comunista, e Krfeuzberg, do lado capitalista, os dois na Berlim dominada pelos vencedores que, por isso, ficaram livres do julgamento em Nuremberg (Sibéria, Hiroshima,etc). As duas, no entanto, continuam juntas, antes e depois. Mas estão com os dias contados. A invasão dos artistas dá lugar à burguesia. Juntam-se eles aos migrantes, eslavos, turcos, asiáticos, africanos e latinos. Das  ist Berlin.

Acontece que , em função da invasão burgueza que acontece em Berlin, expulsando os hippies e alienados, primeiro do Norte Kreuzberg, depois de Prezlauemberg, agora de Friedrichsain, amanhã ninguém mais sabe onde, porque nos subúrbios os doidos serão rechaçados, não pelos alemães, mas pelos eternos imigrantes. Mas voltemos às mudanças que acontecem, hoje, no ex-bairro operário pobre comunista, nem todo mundo era proletário:

Um exemplo forte da recuperação do bairro sempre largado para escanteio em Berlim, desde os tempos dos nazistas, depois comunistas, Friedrichshain, é a recuperação que está sendo feito ao redor da Knoorpromenada, uma pequena rua que hoje completa 100 anos, tinha até um mini-portão de Brandeburgo, prédios com fachadas trabalhadas e tudo e que agora, ressurge depois de décadas de cinzas. Ei-lo o que será:


People. I don`t speak north-american. Only south. And so…

Now it is a early morning of Friday,  13. I’m just fine. The moon, ass down, flirting with me. I swear. A cat barking downstairs. Who? I know not. And if it were a dog loose in the morning? His problem. I’m stuck here in the basket, ops, on the sixth floor of the Fantasy Island. Translation. On brazilian language, cesto is basket, and sexto, is sixth. Let`s go ahead, gringo.

 I`m so  good. I swear. And the photo below, other than at the bottom and also below, I’m not down more, I is a square in Alabama, USA, where just a nigger much more important than the current Ozama went to Washington with a bunch of people suddenly saying do not walk over the bus, we walk, the bourgeoisie stinks, capitalism explodes, occupies Wal Street, okay with me this one in the morning of Friday the 13th, loser?

 After the mad I am. Polish madman is superfluous, even mano.Mas what I was looking at, ah, butt moon, not talking, here, oh, I do not sacanea, I’m in control, oh, the moon, naked, in half-devoid pseudo I know not, since then, a good Friday the 13th, ah, tamém’m reading, the moon, of course, this piece of poem Alen Ginsberg, HOWL, to beat fellow, Kerouac, listen, camel, Bukowsky, the title Malest cornifici tuo Catullo, at this Google`s translation, I don`t undestand, meu, ok, mané?

“It’s hard to eat shit, without visions, when they look at me, to me is paradise”.

Gente.

Uma da manhã desta sexta-feira, dia 13. Eu estou numa boa. A lua, com a bunda para baixo, me paquerando. Juro. Um gato late lá em baixo. De quem? Sei não.  E se fora um cão solto na madrugada? Problema dele. Eu estou preso aqui no cesto, ops, no sexto andar da Ilha da Fantasia. Numa boa. Juro. E a foto mais acima, diferente de em baixo, e também de embaixo, não me abaixo mais, é eu numa pracinha em Alabama,USA, justo donde um neguinho muito mais importante que o atual Ozama partiu para Washington com uma porrada de repente cidadãos dizendo não andamos mais de ônibus, vamos a pé, a burguesia fede, o capitalismo explode, ocupe Wal Street, tá me acompanhando nesta uma hora da madrugada desta sexta-feira dia 13, mané? Depois o doido sou eu. Polaco doido é pleonasmo, mano.

Mas o que mesmo eu estava olhando, ah, a bunda lua, não, falando, aqui, ó, não me sacanea, tô no controle, ai, esta lua, nua, pela metade, pseudo-carente, sei não, pois então, uma boa sexta, dia 13, ah, tamém estou lendo, para a lua, lógico, este pedaço de poema do Alen Ginsberg, UIVO, para os colegas beat, Kerouac, ouça, camelo, Bukowsky, o título Malest cornifici tuo catullo:

“É duro comer merda, sem ter visões; quando eles me olham, para mim é o Paraíso.”

Ah. O neguinho que falo na pracinha em Birmighan, Alabama, USA, era o pastorzinho início de vida, chamado MARTIN LUTHER KING. Me arrepio…


                      Domingo cá na ilha, Brasília, os bandidos confinados no clube no final do Lago Norte.

                       Na semana, começa tudo de novo, nós cá no Plano dito Piloto tendo que dividir o mesmo meio ambiente com os representantes escolhidos porcamente pelo Zé Ninguém (alô, seo Brecht)  de todos os recantos deste nosso varonil Braziu, abençoado por Deus, que bonito por natureza ( alô seo Jorge do Ben), ai, ai, ai, mas que povinho de merda…

                      Mudando de prosa, hoje é domingo, cá em Braxilha (alô, seo Nick Behrrrr), faz tempo que não entro neste blog do Word, que, aliás, participa da luta contra a PIPA na SOPA, ao contrário do Facebook, onde, aliás, (alô, seo Zuckerberg) sacaneia brabo o primeiro sócio, o brasuca xará, Eduardo, vulgo ingênuo Savarin (alô, seo Ben Mezrich, belo livro, Bilionários Acidentais), dá vontade de mandar o Facebook à merda.

                     – Mas cadê o fio da meada, shit, meo, traduz isto, Google menos.

                      Ah. Hoje é domingo, Tô cá na Ilha. Faço o café com leite, leve pão com manteiga de Minas, levo junto o Estadão, consorte já acordada, à cama, faço isto há 30 anos, mesmo em dias brigados (alô, dona Glória), no som ambiente, a rádio online de Berlin, próxima parada, final de abril, som de primeira, anote aí, mané:

 http://www.berliner-rundfunk.de/cgi-bin/WebObjects/brf.woa/cms/1053724/Live-Radio.html

– Porra, polaco, cadê a merda do fio da meada da prosa desta domingo?

– Péra aí, com acento porque se tu fosse frutinha iria eu escrevinhar pêra, certo? Desta, não, é deste, certo. Porque, se eu quisesse mangar com tua sexualidade, inquisitaria: Déste?

– Ih…

Pois volto ao fio da meada.

Acordo.

– Já sabemos, polaco.

– Mijo…

– Ih…

– Faço o café da consorte.

– Avante, polaco!

                  – Na hora que levo o café com leite, pão com manteiga, Estadão, rápido beijo, minha consorte ouve, casualmente, na Berlin Rundfunk, Elvis Presley sussurrando no ouvido dela, sacana, juro:

                – Love me tender, Love me…

                – Bem feito, polaco, continue teu domingo. E a caipirinha?

                Seguinte, minhas e meus, quer dizer, nossa!!!! Cuidada a consorte, armo na sala, sol lindo lá fora, sinto-o momentâneo, armo o que, a minha sexualidade, não, a tábua de passar roupa.

               – Ih. Polaco, não me diga que continuas na condicional.

               Não, não, gente, eu sou firme, decidido, diria até másculo. Mas é que aqui, na home, cada um cuida de si. Cada qual passa sua roupa. Cada qual cuida de uma parte da casa. Cada qual não precisa do outro para as coisas comezinhas. Só para as coisas gostosas…

            – Flor!!! Cala a boca!!! O que é que você está escrevendo aí?

           – Nada, nada, nada!!!

           Pois como estava falando, firmemente, num intervalo da passagem da roupa, gosto das calças sem vinco, difícil acertar o mesmo nas mangas das camisas, principalmente do lado esquerdo, pelo menos, neste domingo é o dia da minha consorte cuidar da comida, um bacalhau manero, e ela lá na cama, amaziada ao Estadão, larga a assinatura da Folha porque esta parece que …

             – Polaco, olha o fio da meada!

             Pois então, veja bem. Minha consorte lá na cama, abraçada ao Estadão, desligo o ar, tem destas frescuras, sim, cá na  Brasilha, abro o janelão, vejo do aeroporto baseado na aérea à Ponte dos Remédios, e resolvo dar uma trégua a mim mesmo.

            – Apoiado, polaco, aposto que foste ao primeiro boteco tomar uns chope e olhar as minas desfilando em direção aos clubes, pensando que só na Prado Junior tem disto, né, cá tem cada duas…

           – Que nada, meo. Coloco, cuidadosamente, as camisas bem passadas nos cabideiros, deixo-as arejar um cadinho e as confino no closet. Só então me liberto. Vou à cozinha.

          – Pô, polaco, hoje não é o dia da consorte?

           – Veja bem. Tem duas horas que ela tá lá na cama, abraçada ao Estadão, um cigarrinho antes e outro depois, renovo o cafezinho, fraco mas doce, mas, péra lá (tá lembrado do pêra e péra?), tadinha, tá na hora da primeira cerveja, na marca dela, gelada mas nem tanto, copo de cristal, vidro é coisa de votante pobre que toma pinga e outras coisas do Lula, coisa de pedinte…

          – Polaco!!!

          – Quié, “pora?” (gostou destas virgulinhas duplas?)

          – Cadê o fio da meada?

          – Ah, sim, vou à cozinha, pego o copo de cristal trazido de perto de Praga, coloco no freezer para dar aquele branquinho, enquanto isto, abro a compota trazida de Paris, nela escrito “Les Véritables Grillons du Périgoud”, adiciono fatias de baguete, manteiga legítima, na Berlin RadioFunk toca “You are so beautiful”, volto manero, cheio de manha, educado, sincero, gentil e amoroso, sorriso nestes meus lábios necessitados de um grande  beijo prolongado neste domingo que começa ensolarado e agora se encaminha para grossas nuvens cá na Ilha, vem cá minha filha, qué isso, sou tua mãe, cadê minha consorte, não é tudo a mesma coisa?

      – Continue, polaco, cadê o fio da meada????

      – Pora, não empate a prosa, meo.

      – Daí chego com a primeira taça de cristal da Boemia, Praga,   com a melhor cerveja da praça, geladinha, a fatia de baguete com manteiga e o véritable grillon de Périgoud, France, já de banho tomado, roupa passada, um perfuminho escamoteado por debaixo da orelha direita, justo a que daqui a um cadinho se encosta na boca ainda caliente da consorte, olha só o que eu te trouxe, flor, amor, candor, candura, ternura, e, no conjunto do ato, a travessa completa, dirijo a ela o desejo inconteste da minha boca na tua boca ( péra lá, pêra, na tua, não, na dela, quer dizer, na minha):

 –  Flor! Que é isso?

 – Que foi, polaco?

– Sai para lá, não se imiscua no minha intimidade.

– Que foi?

– Foi o que, polaco?

– Isto no teu lábio.

– O que?

– Com quem?

– Quando?

– Por que?

– Vá lá e olhe no espelho.

Vou e não volto.

Moral:

 Lá se vai a promessa de um domingão manero com minha consorte olhos de águia.

Tô com a maior brotoeja no meu lábio superior, justo no lado direito, o do perfuminho camuflado.

PURA QUE PARIU!!!!!!