Samba do Crioulo Doido na Esplanada dos Mistérios.

                             Quatro milhões de reais foram retirados do nosso bolso candango direto pro bicheiro de Nilópolis molhar o bico da Beija Flor prá mulata mostrar a riqueza do sertão, no caso, aqui de Brasília, pródiga, multipartidária, uma bela dona cinquentona  assediada por um bando de goianos roceiros vindos da Bahia, Pernambuco, São Paulo e tanto ditos rincões.

                            Na  assumida maior roubada, sambaram   os comprados sambistas do Rio, enquanto os coronéis de araque do cerrado que compraram a bela escola de samba carioca dançam nestes  dias de festa “momesca” na cadeia da PF-Papuda, espécie de    Bangu-Carandiru aqui do DF.

                          O governador, no galho de Arruda, que largou a artista bonita e pegou a ninfa, está licenciado, porque no xilindró, enquanto o vice, Paulo Otávio, genro do JK, finge que é mas está, de fato, de olho naquilo que ainda não é, ou seja, o próximo personagem de um video X-9 qualquer.

                          No mais, resta o temor do PT do mensalão aloprado da cueca ganhar no colo a intervenção. Pode até ser tipo ministro da Defesa.

                           Entonces, duas coisas me chamam a  atenção neste miserável sábado de carnaval aqui na ilha:

                           1 – A letra fatídica do samba enredo da Beija Flor deste ano, a maior roubada, digna de vaia:

                          No coração do Brasil, o afã de quem viu um novo amanhã.  Revolta, insurreições, coroas e brasões.  Batismo num clamor de liberdade! Segue a missão, a caravana em jornada.  Enfim,  a natureza em sua essência revelada, firmando o desejo de realizar. A flor desabrochou nas mãos de JK.                    

                               2 – Aliás, o samba enredo da roubada da Beija Flor começa justamente com os primeiros acordes do Guarani que são usados desde os tempos do popularesco bolivariano ditadorzinho Getúlio Vargas, que adorava nomear  interventor. São os  acordes que fazem a entrada de A VOZ DO BRAZIL, carro-chefe da estatal Agência Nacional-EBN-Radiobrás-EBC-Rádio Nacional.

                        E por que coloco a Rádio Nacional no meio?

                       Porque sempre no meio de qualquer coisa … tem coisa, né? Entáo, lá vai.

                      No tempo de Getúlio, tempos de ouro do rádio no Brasil , a Rádio Nacional usou, no dia 29 de janeiro de 1936, no primeiro programa A VOZ DO BRASIL, tu sabes o que? Uma edição especial com as escolas de samba do Rio. E tem mais, mané sambeiro:

                    O samba enredo da    Estação Primeira da Mangueira, naquela época, tal qual  a Beija Flor de Nilópolis, hoje em dia, mamou uma grana do Estado, bicheiro ou treteiro. Em troca, o especial foi divulgado, na íntegra, pela nossa co-irmã, a Rádio Nacional do Terceiro Reich, dos nazistões-fascistas-hitlerianos, aliás, naquela época, também aliados dos comunistas de Stalin.

                   Moral:

                   Tais vendo como o mundo rola sem ser uma bola?

                   Dica:

                   Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil – Leandro Narloch

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