Berlin and San Francisco to me are the two cities where the quality of life spreads without freshness. I’ve been lots of times in both. Paris, otherwise, is a case of irrational passion aside. In Berlin, I was forty days in the penultimate round. Of stay, I finished my left video, from more than a…
Berlin and San Francisco to me are the two cities where the quality of life spreads without freshness. I’ve been lots of times in both. Paris, otherwise, is a case of irrational passion aside. In Berlin, I was forty days in the penultimate round. Of stay, I finished my left video, from more than a thousand pictures. At the sound of Lili Marlene, the work begins:
Berlim e San Francisco, para mim, são o máximo de cidades em que a qualidade de vida se esparrama sem frescura. Já estive nas duas uma porção de vezes. Paris é um caso de paixão irracional à parte. Em Berlim, fiquei quarenta dias na penúltima ida. Da estadia, saiu o vídeo, a partir de mais de mil fotos. Ao som de Lili Marlene, o trabalho começa assim:
Berlim entre a Cruz e a Suástica. Cristo e o Anti-Cristo. Halleluya e Heil, Hitler!
Berlim em cima do muro que começa a pender para um lado. A queda se aproxima.
Berlim entre o proletário e o burguês. Capital e Trabalho. Operário e Patrão. E o muro … no meio.
Berlim ano zero. O proletariado capitalista dá um murro no muro.
Berlin ano vinte. Pós muro. Sem o escuro do muro. A classe operária vai ao paraíso.Berlim ano vinte. Pós muro. Na Alexander Platz, a Oxfam se apodera do ex-palacete comunista
Berlim ano vinte. Pós muro. O que era decaído, ressuscita em Kreuzbeg. Tem espaço na foto até para Free Tibet, seus chinocas.Berlim ano vinte. Pós muro. Onde havia o escuro, chega o claro. Ao fundo, o Palácio da República vai pro chão.Na ilha dos museus, a caravana dos cães passa. O Pérgamo abriga a imperatriz egípcia.
E a nossa caipirinha invade a monumental Karl Marx Strasse, na ex-Berlim Oriental.
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