Jose Alencar, born in 1931, began a life as a clerk and later became a great entrepreneur, president of the Federation of Industries of Minas Gerais, senator and vice president of Brazil,  in the two Lula’s governments. For ten years  he was fighting a battle against cancer. This, he just lost. By.

  

Produção, Redação e Edição de: EDUARDO MAMCASZ 

Coluna: Trocando em Miúdo 

( Arquivo: Zé Especial – Duração: 03’25”  – Mp3

     José Alencar, nascido em 1931, começou a vida como balconista e depois se tornou um grande empresário, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, senador e vice-presidente do Brasil,  nos dois governos Lula. Há dez anos ele travava uma luta contra o câncer. Esta, ele acaba de perder.

Ouça clicando abaixo e acompanhe no script:

 

 http://snd.sc/h1Icwq

  

TEC/  BG 1 – ZE INICIO – 12” – Vinheta Trocando em Miúdo, com Eduardo Mamcasz e entra José Alencar  cantando: meu Senhor do Bonfim, arranje outra morena igualzinha pra mim).

LOC/ José Alencar Gomes da Silva. Nascido em Itamuri, distrito de Muriaé, numa família de quinze irmãos, no dia 17 de outubro de 1931.  De auxiliar de balconista a presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais. Senador e vice-presidente do Brasil nos dois governos do presidente Lula. 

TEC/  BG 2 – ZE LULA – 3” (Acreditava nele, como continuo acreditando).

LOC/ O Zé Alencar, como gosta de ser chamado, nunca tem   meia-palavra, apesar de ser mineiro. E não adianta chegar para José Alencar e sugerir  que deixe esta questão de juros para os técnicos, os economistas, os burocratas, os financistas e tal. Não tem conversa.

TEC/ BG 3 – ZE JUROS  – 4” ( Nós temos que compreender isso. O país é um grande empresa. Alguns trabalhando diretamente. Outros, vivendo de quem trabalha).  

LOC/ A mesma coisa contra o número exagerado de  impostos cobrados atualmente no Brasil. José Alencar, ex-grande empresário do setor de tecidos, nunca  se cansa de defender  a existência de um imposto que seja único. Até porque …

 TEC/ BG 4 – ZE IMPOSTO – 5”   (A fiscalização seria uma só, em cima de um só imposto e  todos iriam contribuir).

 LOC/ Mas no meio do temporal de palavras, quando, por exemplo, estouram os escândalos, a corrupção, o vice-presidente sempre tem, na ponta da língua, uma observação  básica.

TEC/ BG 5 – ZE CORRUPCAO – 12”  ( Não sei se as pessoas teriam coragem de me propor qualquer coisa errada. Eu não sei. Eles têm a certeza antes de que eu não vou acompanhar … (cantando: um abraço, sorriu, pediu a mão, não quis dar, fugiu…). O problema é o seguinte. Você já ouviu falar. O porco magro é que suja a água.

LOC/ Tu sabes o que mais deixa triste o Zé Alencar saído de Itamuri, no interior de  Minas, para ser auxiliar de balconista na cidade grande, migrante de marmita e dormindo no banco da estação de trem?

TEC/ BG 6 – ZE MIGRANTE – 5” (Foram as migrações dos brasileiros, até clandestinamente, para os Estados Unidos e para outros países. Orientados por que? Nós nós não estamos aproveitando o potencial da economia brasileira…).

LOC/  Outra tristeza que José Alencar demonstra   nas   tantas idas a hospitais para a longa batalha que trava com o inimigo,  não é com o câncer, mas com o fato de ali ele ser tratado como vice-presidente do Brasil.

TEC/ BG 7 – ZE SUS – 10” (Os brasileiros não têm este mesmo tratamento e isto não me agrada, eu fico triste. Eu às vezes fico até mesmo me sentindo culpado).

LOC/ Mas agora, José Alencar está tranquilo. A luta dele contra o câncer está acabada. Infelizmente, venceu o câncer. Mas ele está com mais tempo para fazer o que mais gosta, principalmente, cantar:

 TEC/  BG 8 – ZE FINAL – (um abraço, sorriu … é da sua conta … eu ando louco de saudade … então, tá … trocando em miúdo, com Eduardo Mamcasz … pediu a mão, não quis dar, fugiu… meu Senhor do Bonfim, arranje outra morena igualzinho pra mim).

 

 


Pois é isto mesmo.

Hoje, não trabalhei na Rádio Brazil porque dei um pulo até a zona mais próxima aqui de casa.

Zona é que não falta  em Brasília.

E o que é que tem?

Aliás, ontem à noite tive a idéia de ir à zona depois de ouvir, no Jô Soares, a conversa paga com o vice-presidente da República, Zé  das Couves Alencar.

Falando nele, aqui na Rádio Brazil, já tem uns quatro obituários do Zé Alencar prontos para irem ao ar, inclusive o meu.

No  caso, até pensei em mudar alguma coisa, depois do que ele falou no Jô, mas continua igual.

Ah…

O Zé Alencar falou no Jô que a mulher de 50 anos, professora, digna cidadã, pode até nem ser filha dele.

O vice disse que não aceita fazer DNA porque isto nunca dá 100 por cento.

E o pior.

– Jô, a mãe dela trabalhava na zona e você sabe que naquele tempo todo rapaz ia lá, sabe como é, né, uai?

Por isso, em homenagem ao vice-presidente, hoje eu  fui na zona.

E ainda peguei o atestado para justificar ausência no trabalho.

E pode?

Lógico…

Zona Eleitoral, meu.

Ah…

Não vejo mulher nenhuma reclamando do Zé porque ele está apedrejando a filha da puta.

Hein?

Pois ele não falou que a filha dele, se ela o for, é filha de uma mulher que dava para tudo que é mineirinho que não tinha coragem de comer a noiva lá dele?

Pois então…

Ah…

Esta seca de Brasília, sete por cento de umidade (ô estulta pessoa, no Brasil é umidade e em Portugal é humidade), é caso de emergência pública ou, quem sabe, até de intervenção, mas o que comecei a falar mesmo?

Ah…

Na volta da zona para a minha patroa, no caminho encontrei este passarinho que não costuma abrir o bico e, por isso,amanhã eu posto o que conversamos, só eu, falando, e ele, me escutando. Só adianto o título do que eu falei para ele:

Hoje eu estou com vontade de matar uma pessoa.

Inté e axé.

Para comentar clique abaixo:

https://mamcasz.wordpress.com/2010/08/09/avaliacao-nota-100-foi-uma-merda-e-nao-valeu/#respond