On this Sunday (08-08-2010), here in Brazil is the Father’s Day.

So I propose the following gift:

Six months’ paternity leave.

Like to your  mother.

Or her daughter.

Domingo é   Dia dos Pais.

Eu, que não tenho  pai nem mãe,  tô nem aí.

Os dois descansam há muito tempo, livre das amarras.

Filhos, ainda bem que não os tive e, se houver algum escondido por aí, já passou o tempo da validade para reclamar devolução ao útero da mãe lá dele.

Pois resta o que?

 

E antes que minha colega de trabalho, feminista das bem velhas, dos tempos em que elas usavam cabelos nos sovacos ensuarados, por conta do xerocado The Feminine Mystique, 1963, Betty Friedan …

Mas hoje eu quero é falar do pai, não da mãe e muito menos da filha dela.

E do porque o homem não pode ter direitos iguais aos da mulher.

Começando pela Licença Paternidade de seis meses.

Ou, já que somos macaquitos mesmo, por que não fazer que nem na Dinamarca?

Para este domingo, Dia dos Pais, preparei uns miúdos feitos de palavras que defendem o acesso igualitário deles aos direitos trabalhistas, começando pela longa licença paternidade.

 

Para saber como é a Licença Paternidade no Reino da Dinamarca e se ainda tiveres ouvidos para ouvir, clique no linque abaixo:

http://podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1618

 

Convite

Café da manhã

Local: Auditório da Rádio Brazil – Porão do Venâncio 2000

Horário: das nove às 10h30m

Patrocínio: Associação dos Empregados da Rádio Brazil

Observação:

 Não será permitida a entrada de feminista que sofra daquele “mal sem  nome” que a Betty Friedan fala no livro “A Mística Feminina”.

A pedido de uma série de pessoas que não têm fone de ouvido ou que o tem (a orelha)  prejudicado, segue o texto, abaixo, do áudio, acima:

Domingo é Dia dos Pais.

Então, uma perguntinha bem rápida.

A licença paternidade não deveria ser de mais tempo?

No caso da licença maternidade, que pode ser de até 24 meses, aqui no Brasil, ela tem um custo financeiro tanto para a empresa quanto para a própria vida profissional da mulher beneficiada, uma vez que ela prorroga, por exemplo, as oportunidades de progressão no trabalho.

Mesmo assim, a licença maternidade, aqui no Brasil, na verdade ela acaba ficando pouco se a gente comparar, por exemplo, com a Suécia, onde ela é de 96 semanas. No caso da Noruega, a licença maternidade é de 52 semanas. Na Itália, 47 semanas.

Mas a prosa de hoje, em função do Dia dos Pais, neste domingo, é que tem uma coisa diferente começando a acontecer.

Aumentar o tempo de licença paternidade e, o principal, valendo também para os pais adotivos e os pais de casais do mesmo sexo.

Na Dinamarca, por exemplo, isto já existe. Lá, a licença varia de 24 a 48 semanas, ou seja, seis meses a um ano. Mas tem um detalhe interessante. O próprio casal é quem decide como tirar esta licença. Ela pode ser dividida do jeito que o casal decidir. Tantas semanas para um e tantas semanas para o outro. Com isso, o casal se entende como equilibrar a vida pessoal, em casa, sem prejudicar a vida profissional, lá fora.

Esta discussão de se aumentar o tempo da licença paternidade para quatro semanas, inclusive nos casos de filhos adotivos ou de mães ou pais do mesmo sexo, já é realidade em algumas das cem melhores empresas para trabalhar no Brasil.

De qualquer forma, a licença paternidade, aqui no Brasil, é de 1988. Cinco dias úteis. Por enquanto.

Então, neste domingo, Dia dos Pais, discuta este assunto em casa.

Inté e axé.

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