I`m a czech coward.

Who looked on when they loaded the Jews (cripples and fags).

Hailed the Nazis.Wawed to the Comunists.

And then wanted the certainty of a tenfold.

Firmed by Who?

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Eu sou mesmo um tcheco covarde.

Eu fingi que não vi quando levaram embora os judeus (mais os aleijados e as bichas).

Eu aplaudi os Nazistas. Eu acenei para os Comunistas.

E depois, eu ainda trabalhei para ter os 100 por cento a meu favor.

Abaixo assinado. Por quem?

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           Na parede de chegada-saída do DOX – Centro de Arte Contemporânea, parte interna, o quadro mudo grita as seguintes palavras,  que confirmam os meus pressentimentos a respeito do povo tcheco, desde que cheguei aqui  em Praga,  e das minhas dificuldades para achar monumentos contra fascismo-nazismo-comunsmo e outras formas de totalitarismo que eles fingem esquecer.  

          Não é a toa que em cima do prédio do DOX, totalmente recuperado, numa área até há pouco degradada, movimenta-se um guindaste. Na ponta dele, um enorme crânio humano. Nome da obra do perturbador, para o povo tcheco, David Cerný: Fast Tuned Skull. 

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           Lá dentro, esperava encontrar outra obra dele. ENTROPIA. Contra a entrada da República Tcheca na Europa, Zona do Euro. Feita na época do Censo Popular. Foi censurada. Estava no DOX. E não está mais por que? Resposta do atendente:

          – Foi retirada cerca de um ano e meio e ninguém sabe para onde foi.

          Levada, né?

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Today is a holiday in most of Europe. Liberation Day.

On one side out of the former Iron Curtain, honors to the Americans. 

On the other hand, neither here in Prague, thanks to the Soviets Tanks.

They arrived, freed,  and … went out only in 1989.

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8 de Maio – Dia da Libertação. De que mesmo?

Hoje é feriado em quase toda a Europa. Dia da Libertação.

De um lado da ex-cortina de Ferro, honras aos americanos (Norte e Sul).

Do outro lado, que nem cá em Praga, graças aos soviéticos.

Chegaram, libertaram, exilaram na Sibéria e … foram embora só em 1989. 

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                     Por isso, não se vê hoje nenhum tipo de comemoração. Mas o feriado continua. Até porque o tcheco é que nem o mineiro. Continua desconfiado mesmo depois do tanque soviético ter sido pintado de rosa para servir de monumento. Foi escondido num museu distante.

                 Teve a Revolução de Veludo. O tcheco não gosta do apelido. Quer dizer que eles se livraram do comunismo numa boa. Há quem diga que o comunismo caiu de velho, junto com a União Soviética, e não tinha mais como continuar nele.

Daí, tem ainda o lado do Nazismo do tio Hitler. Na verdade, a atual República Tcheca era praticamente aliada nazista, que nem a Áustria. Já atual República Slovaka, é eslava mesmo, mais russa.

                  O tcheco, independente só em 1918, era parte do Reino de Habsburgo, bem alemão, do lado romano-católico, daí as mil torres de igrejas aqui em Praga.

             Mas voltando ao Feriado de hoje, 8 de maio, aqui em Praga, Dia da Libertação de que mesmo? Ah. Prosa boa essa. Duas discussões públicas nos dias de hoje. 

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                  1 – Está muito grande o número de comunistas nas repartições públicas, principalmente na corrupta polícia. Políticos, mais ainda.

                      2 – O que fazer com os prédios deixados pelos comunistas, os paneláska, feitos de painéis pré-construídos, tudo da mesma cor e tamanho. Uma comissão vai decidir o que fazer: implodir ou reaproveitar, dando uma nova mão de praticidade inclusive. Só escapa a Torre de TV, imponente, espaçosa, controlando tudo, dizem os tchecos, a cara dos soviéticos invasores, ops, libertadores.

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             Ah. De novo. Aqui em Praga, hoje, 8 de maio,  é feriado nacional em homenagem aos libertadores soviéticos que no final da Segunda Guerra Mundial expulsaram os Nazistas.

               E os tchecos, onde estavam? Metade, que nem os franceses, italianos, sérvios e turcos. De mãos dadas com os chucrutes.

                Ah… na entrada do funicular que sobe até o topo da Coluna de Petrin, tem um monumento, na escadaria. Monumento às Vítimas do Comunismo. Na faixa de bronze, no chão, os números: 205 mil presos, 171 mil exilados, 248 oficialmente executados, 4.500 sumidos nas prisões e 327 fuzilados ao tentarem fugir na fronteira de ferro.

                Ah… o monumentos às vítimas do Comunismo na verdade são diversas figuras, dilaceradas, descendo a escadaria. Um detalhe capitalista do leste europeu:

                                    NENHUMA DAS VÍTIMAS É DO SEXO FEMININO.

                         Moral da prosa: Eles queriam, de fato, serem libertados?


The Crisis of the Euro is in the Eye of the Poor

       First sign of the Euro Crisis here in Paris. Increased the number of beggars. Beggars. Les Misérables by Victor Hugo are back. The whole. And now ask for the most expensive of nerve, deux pièces, monsieur, or two euros, gives five dollars. I answer that this is what they live for day, 17 million Brazilians miserable, sorry, those living in miserable condition, below the extreme poverty line, it is best to read it?

 La crise de l’euro est dans l’oeil du pauvre

      Premier signe de la crise de l’euro, ici à Paris. Augmentation du nombre de mendiants. Mendiants. Les Misérables de Victor Hugo sont de retour. L’ensemble. Et maintenant demander le plus cher de nerf, Deux pièces, monsieur, ou de deux euros, donne cinq dollars. Je réponds que c’est ce qu’ils vivent pour le jour, 17 millions de Brésiliens misérable, désolé, ceux qui vivent dans des conditions misérables, en dessous du seuil d’extrême pauvreté, il est préférable de le lire?

     Primeiro sinal da Crise do Euro aqui em Paris. Aumentou o número de mendigos. Pedintes. Os miseráveis de Vitor Hugo estão de volta. A toda. E agora pedem, na maior cara-de-pau, deux pièces, monsieur, ou seja, dois euros, dá cinco reais. Respondo que é com isso que vivem, por dia, os 17 milhões de miseráveis brasileiros, desculpe, os que vivem na condição de miserabilidade, abaixo da linha da pobreza extrema, fica melhor ler assim?

     Mas cadê a Crise do Euro se os restaurantes estão cheios? Pois é, mané, é tudo igual no mundo todo. Inclusive a reação. O jornal satírico francês Sinemensuel (o jornal que faz mal mas tudo bem) traz a seguinte charge. Três milhões de desempregados. E o porco capitalista aconselhando: Tem mais é que esterelizar todo mundo. Senão, isto não acaba nunca. Bem nazista.

      Tem mais Crise do Euro que não aparece no noticiário internacional copiado da CNN ou das oficialescas TV France, BBC ou DeutchWelle. É o seguinte. É só pegar os anúncios dos jornais distribuídos de graça nos pontos de ônibus e de metrô. Entre eles o Metro, Direct Matin, Connexions e outros. Dê um pulo nos anúncios. Em várias páginas, tem este sintoma mais forte da Crise do Euro no olho do Zé Ninguém, o  Zé Povinho, que só fede e não cheira.

     Pois preste atenção a quantas anda o termômetro da atual crise dita financeira na grande Europa. Anúncios e mais anúncios de compra de ouro nas mais diversas formas: bijoux, lingotes, ou até mesmo, sinta só a crise, DENTES, isto mesmo, meu, pièces dentaires. Ainda avisam que a retirada do dente é de graça. Juro!!!

Ici photo crise ouro

    Outro ponto grave da Crise do Euro que a gente sente mais  ardido no olho do povo aqui em Paris. Virou comum se encontrar nos bares um novo cartaz avisando o famoso Fiado nem para Viado, quer dizer, esta casa não aceita mais qualquer tipo de cheque. Isto porque estamos de saco cheio de tanto cheque borrachudo, ou seja, nombreux impayéis. Merci pela compreensão, etecétera e tal, mas vá comer noutro quintal. Mais ou menos isso.

Zé Povinho, caricature of a Portuguese working...

Zé Povinho, caricature of a Portuguese working class man of the 19th century (Photo credit: Wikipedia)

    Mais uma e fecho este post da Crise do Euro, diferente da Crise do Braziu, onde os pobres estao um cadinho melhor, mesmo que à custa da esmola oficial. Aqui em Paris, está diferente. Os ricos, bom, continuam iguais. Já os pobres, estão indo para as ruas, não para protestar, mas para dormir debaixo das marquizes , pedir esmola, não fazer nada, deixar a vida se esvair numa região dita de países muito desenvolvidos.

   Outro detalhe inmportante nos classificados dos jornalecos que os pobres costumam ler, porque de graça. O que tem de anúncio de pretos-negros-africanos se dizendo de marabous, ou seja, mágicos, feiticeiros, adivinhadores, enroladores, prometendo mudar a tua vida já no segundo encontro, está por demais. Tipo: Monsieur Karamba Grand Marabou. Consiga de volta a riqueza perdida, o emprego, o trabalho sumido, qualquer problema financeiro, mesmo que grave, eu resolvo. Monsieur Ibrahim Medium: résultats suprenants em 3 jours. E por aí vai a Crise do Euro.

     Mais uma Crise do Euro no Olho do Povo. Nunca antes havia visto isto neste país. Hoje é comum nos cartazes de video nos ônibus e nos metrôs o aviso mandando a gente, e não a polícia, que mania mais feia de nós latrinos, ops, ladinos, ops, LATINOS. Atention aux pickpocket. Se parle. Pique-Poquê. Trombadinha. No alto auto-falante, a autoridade manda a gente ficar de olho no bolso e na bolsa. E nas estações tipo Copacabana, cheia de turistas, o aviso é multilingual. Até português e japonês e outras que parece a minha, polaco.