1 – Rendo-me às implicâncias dos que atacam a minha mania de introduzir palavrão no meio de um texto que costuma fluir lindo, gostoso de se ver, até porque parece que a gente está vendo, e não lendo. Taí, amigo Ibiabina. Prometo não colocar mais nenhum palavrão no meio das minhas doces palavras.

2 – Tive que aguentar a seguinte observação da estagiária de olhos de camelo que trabalha ao meu lado aqui na Rádio Nacional. E o pior é que ela é flamenguista, 19 anos de idade e, portanto, este é o primeiro título da vida dela, embora tenha teimado na história do hexa. Mas vai daí que, ao ver as imagens dos energúmenos torcedores do Coritiba (Coxa), que em 2010 completa 100 anos de idade na segunda divisão, ela me triscou:

– Depois você ainda vive dizendo que o pessoal do Sul do Brasil é educado.

Pois vai então um pedaço do trecho escrito pelo Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, Benedito Felipe Rauen Filho, e me mandado pelo Eduardo Nunes, amigo coxa-roxo e aqui repassado por eu polaco de Ponta Grossa que quando piá não perdia um Ope-Guá, torcendo, lógico, pelo Operário:

Não me censurem por não fazer a ressalva de praxe: eram poucos, uma meia dúzia, etc. Não foi isso que a televisão mostrou e enquanto escrevo estas linhas ouço pelo rádio que a bagunça continua pelas ruas. Depois de acompanhar fielmente o Coritiba por mais de cinquenta anos, hoje está sendo o dia mais triste da minha vida. O mundo todo está vendo não a nossa glória, mas a nossa vergonha. Não há mais o que dizer, senão que estou sufocando um misto de indignação e até de lágrimas, ao mesmo tempo em que suporto uma vergonha indescritível.

Moral: até agora, Ibiapina, não saiu nem 1 palavrão.
Nem unzinho, tá?
Abbs Virtuais

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