Inspirando-me no meu “coleguinha” de redação, Mamcasz, minhas primeiras postagens do ano seguem a linha “planos para 2010”.

Para saber mais,  acesse a lua dispersa da estagiária com cabelo de colibri:

http://lunnadispersi.blogspot.com/2010/01/promessas-para-2010-casa-de-tortura.html

 


                        Antes de postar neste blog, lembro que a imagem acima é de um anúncio antigo, de pasta de dente, para o programa feito pelo Mário Lago na Rádio Nacional.

                        Com isso, penso que me livro das mocréias de todos os tempos, desde as Dalvas até as Marlenes.

                       Então, começo:

                       Para entrar na Rádio Nacional, a pessoa universitária de jornalismo tem que fazer uma prova, ainda que fajuta, organizada por um falso Departamento de Recursos Humanos.

                       Daí, passa a ser estagiário mas antes tem que passar por uma entrevista com a gerente que vai definir qual o perfil do futuro jornalista e onde ele poderia aprender mais, em princípio, meio e aí começa o fim.

                       Acontece que depois o pobre do estagiário cai na mão de um editor que não é formado em jornalismo, não tem a menor noção do que seja notícia, mesmo que desviada para o dito público ou que, pior ainda, vem com aquele papo de jornalismo adbuzido e coisa e tal.

                      Para produzir abobrinha, melhor seria que se convocasse universitário de agrononomia, nunca de jornalismo, para a Rádio Nacional onde, aliás, a pseudo ajuda de custo é inferior.

                     Não é a toa que quando, como agora, acontece uma tentativa de revoada de estagiárias, no que apelidei, candidamente, de estresse pós-adolescência, as coordenadoras tremem.

                    Digo isto em homenagem ao ex-estagiário Guilherme Fontes (veja o post dele nos comentários ao lado), que simplesmente não voltou da semana de folga do Ano Novo, Vida Nova.

                    Senti saudades dos meus tempos de faculdade quando, estagiário, brigava para aumentar o “massmedia”(?) que a cada ano eu só vejo ir pro brejo de uma vez por todas. Até que um dia não aguentei e fui ser hippie na Bahia. Infelizmente, tive uma recaída e voltei prá vida.

                  Prá terminar.

                 E quando uma estagiária resolve falar da exposição de Clarice Lispector, que está no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, sugerindo uma impossível pauta? Recomendo porque a vi no Museu de Língua Portuguesa, em São Paulo, durante meu MBA.

                  Moral:

                  – Por que você não vai ali no ponto de ônibus com este velho gravador-cassete (?) e grava uns personagens para esta matéria sobre menstruação canina antecipada?

                 Falta apenas uma coisinha:  permitir que a  estagiária possa também definir  o perfil da coordenadora antes de aceitar os seis meses de sufoco na Rádio Nacional onde a pauta principal do dia pode ser até a importância da meleca (?) ou a repimboca da parafuseta (?).

                 Para incentivar a revoada das estagiárias eu ligo agora este ventilador ultíssimo modelo ainda em uso cotidiano e tomara que ele espante as tias mocréias e os recém-concursados já passados de velhos.

                 Axé!

                 Respire, expire e, caso continues por aqui, não aspires nada na vida, tá?


1 – Rendo-me às implicâncias dos que atacam a minha mania de introduzir palavrão no meio de um texto que costuma fluir lindo, gostoso de se ver, até porque parece que a gente está vendo, e não lendo. Taí, amigo Ibiabina. Prometo não colocar mais nenhum palavrão no meio das minhas doces palavras.

2 – Tive que aguentar a seguinte observação da estagiária de olhos de camelo que trabalha ao meu lado aqui na Rádio Nacional. E o pior é que ela é flamenguista, 19 anos de idade e, portanto, este é o primeiro título da vida dela, embora tenha teimado na história do hexa. Mas vai daí que, ao ver as imagens dos energúmenos torcedores do Coritiba (Coxa), que em 2010 completa 100 anos de idade na segunda divisão, ela me triscou:

– Depois você ainda vive dizendo que o pessoal do Sul do Brasil é educado.

Pois vai então um pedaço do trecho escrito pelo Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, Benedito Felipe Rauen Filho, e me mandado pelo Eduardo Nunes, amigo coxa-roxo e aqui repassado por eu polaco de Ponta Grossa que quando piá não perdia um Ope-Guá, torcendo, lógico, pelo Operário:

Não me censurem por não fazer a ressalva de praxe: eram poucos, uma meia dúzia, etc. Não foi isso que a televisão mostrou e enquanto escrevo estas linhas ouço pelo rádio que a bagunça continua pelas ruas. Depois de acompanhar fielmente o Coritiba por mais de cinquenta anos, hoje está sendo o dia mais triste da minha vida. O mundo todo está vendo não a nossa glória, mas a nossa vergonha. Não há mais o que dizer, senão que estou sufocando um misto de indignação e até de lágrimas, ao mesmo tempo em que suporto uma vergonha indescritível.

Moral: até agora, Ibiapina, não saiu nem 1 palavrão.
Nem unzinho, tá?
Abbs Virtuais


Acabo de pular do muro.

Aproveito que minha fêmea continua sumida em Paris e repasso o contexto da jovem:

Para os estudantes, ir além das paredes é buscar conhecimento empírico.

Além das Paredes é o blog da menina.

Ainda que eu, sei lá, sou mais o pós-real.

Tô falando da  realidade, não deste real de merda, né, mané.

Ô, me desculpe, minha jovem estagiária, sentada aqui ao meu lado, na Rádio Nacional, me socorram, prófis Leandro e Olimpinho.

Eu, Mamcasz, eterno pecador, me confesso (e se confesso, tudo bem, por pior que tenha sido o meu pecado, sempre existe o perdão)  mas, continuando este  dedo de prosa, vai daí que a minha bela jovem estagiária , sentada aqui ao meu lado, há pouquíssimo tempo,  me joga na cara:

“Quando eu era menino, tio Mamcasz, eu falava como menino, via como menino, sentia como menino, discorria como menino mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”

Concordo, minha jovem donzela, e permita que eu rediga, ao meu modo rude-polaco:

 Quando eu era menina,  tia estagiária, eu falava como fêmea, via como fêmea, sentia como fêmea, discorria como fêmea mas, logo que cheguei a ser fêmea, acabei com as coisas de fêmea.

 E adentro por ora, minha completa estagiária:

 PASSEI A SER MENINO, MENINA !!!

 Portanto, Manezinha, por seres a minha estagiária, com olhão de camelo perdido  no deserto do Saara, espalho teu blog aos ventos deste deserto cultural em que vivemos.

 Moral:

Ide, meu povo:

 http://alemdasparedes.blogspot.com/