Antes de postar neste blog, lembro que a imagem acima é de um anúncio antigo, de pasta de dente, para o programa feito pelo Mário Lago na Rádio Nacional.

                        Com isso, penso que me livro das mocréias de todos os tempos, desde as Dalvas até as Marlenes.

                       Então, começo:

                       Para entrar na Rádio Nacional, a pessoa universitária de jornalismo tem que fazer uma prova, ainda que fajuta, organizada por um falso Departamento de Recursos Humanos.

                       Daí, passa a ser estagiário mas antes tem que passar por uma entrevista com a gerente que vai definir qual o perfil do futuro jornalista e onde ele poderia aprender mais, em princípio, meio e aí começa o fim.

                       Acontece que depois o pobre do estagiário cai na mão de um editor que não é formado em jornalismo, não tem a menor noção do que seja notícia, mesmo que desviada para o dito público ou que, pior ainda, vem com aquele papo de jornalismo adbuzido e coisa e tal.

                      Para produzir abobrinha, melhor seria que se convocasse universitário de agrononomia, nunca de jornalismo, para a Rádio Nacional onde, aliás, a pseudo ajuda de custo é inferior.

                     Não é a toa que quando, como agora, acontece uma tentativa de revoada de estagiárias, no que apelidei, candidamente, de estresse pós-adolescência, as coordenadoras tremem.

                    Digo isto em homenagem ao ex-estagiário Guilherme Fontes (veja o post dele nos comentários ao lado), que simplesmente não voltou da semana de folga do Ano Novo, Vida Nova.

                    Senti saudades dos meus tempos de faculdade quando, estagiário, brigava para aumentar o “massmedia”(?) que a cada ano eu só vejo ir pro brejo de uma vez por todas. Até que um dia não aguentei e fui ser hippie na Bahia. Infelizmente, tive uma recaída e voltei prá vida.

                  Prá terminar.

                 E quando uma estagiária resolve falar da exposição de Clarice Lispector, que está no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, sugerindo uma impossível pauta? Recomendo porque a vi no Museu de Língua Portuguesa, em São Paulo, durante meu MBA.

                  Moral:

                  – Por que você não vai ali no ponto de ônibus com este velho gravador-cassete (?) e grava uns personagens para esta matéria sobre menstruação canina antecipada?

                 Falta apenas uma coisinha:  permitir que a  estagiária possa também definir  o perfil da coordenadora antes de aceitar os seis meses de sufoco na Rádio Nacional onde a pauta principal do dia pode ser até a importância da meleca (?) ou a repimboca da parafuseta (?).

                 Para incentivar a revoada das estagiárias eu ligo agora este ventilador ultíssimo modelo ainda em uso cotidiano e tomara que ele espante as tias mocréias e os recém-concursados já passados de velhos.

                 Axé!

                 Respire, expire e, caso continues por aqui, não aspires nada na vida, tá?

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