Ferreira Gullar faz  80 anos de vida nesta sexta,  10 de setembro.

                        Singela homenagem:

                       Esta minha foto-montagem em cima das mãos dele ( original de Murillo Meirelles, da Folha de São Paulo, em capa da exposição The Hand of the Poet).

                      Original Manuscripts by 100 Masters, Center for the Humanities, The New York Public Library, onde estou em 96 e, à porta da exibição, leio o seguinte, de Kay Boyle, e que se aplica, hoje e aqui, para o Ferreira Gullar:

  

“Poet, remember your skeletons.

In youth or Dotage.

Remain as Light as Ashes.”

  

 

 

                          Por estas mãos de Ferreira Gullar,   durante oitenta vívidos anos,  passam palavras e parábolas que na mente dele nascem apenas letras mas que,  depois de ordenhadas, voam assim para todo e sempre:

 

” Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena

como teus olhos são claros
e a tua pele, morena

como é azul o oceano
e a lagoa, serena

como um tempo de alegria
por trás do terror me acena

e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena

sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena

mesmo que o pão seja caro
e a liberdade, pequena.”

  

                           Qual parabéns, ouça as mesmas letras mas agora  evocadas guturalmente na voz do próprio Ferreira Gullar.

 

 Clique abaixo:

 

http://soundcloud.com/mamcasz/dois-e-dois-quatro-by-ferreira-gullar

 

 

 

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