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  • Brasília balança mas não cai (1)

      A foto acima junta duas cobras e um pau. Primeiro, a Ponte dos Remédios. Por conta dos desvios do SUS. Está no balança mas não cai. Ponte JK. Bichada. Doente. Vista da Residência da Presidência. Alvorada Brasileira no Lago do Paranoá. Acaba de ser invadida por uma pessoa cidadã.     Minha Brasília é…

  • Dizem que Deus trocou o Rio por Paris

    Quando cai merda do céu, lá vem a frase do Zé Povinho: – Com a ajuda de DEUS, eu vou melhoral, melhoral … É melhor e não faz mal. Faz sim. Pela ordem, cumpanheirada.   1)      – Em um mês, duas intervenções do Exército Brasileiro no Rio (Alemão-Friburgo).            Para limpar as  merdas divinas  das autoridades terrenas.…

  • Há um Eu que se esconde dentro do EU

    “Começo hoje uma viagem incansável para investigar onde mora o eu que há em mim … se é que mora alguém”. Lobão – 50 anos a mil . Notre Dame de Passy – Paris – 2011

  • EU juro que EU não sou EU!!!

    Pesquiso na internet como calcular o salário mínimo da classe micha brasileira.  É para minha  coluna de Economia numa TV tupiniquim. E encontro esta pérola no blog da GlorinhaMam:   “A melhor forma de calcular o valor do salário mínimo  é virar as costas para este covil de filhas da puta  e mandar todo mundo prá puta que…

  • Sous le ciel de Paris

    La Butte aux Cailles – Paris 13

  • Os come-quieto nos fazem de vilões

    Neste  11 de 1 de 11, (um indeciso entre dois um), fiz 63 anos. Destaco o seguinte presente recebido da consorte:     Já arrebenta no prólogo. Lobão e Cazuza num velório, de madrugada. Preparam duas fileiras enormes de cocaína. Na tampa do caixão fechado do amigo Júlio. E rezam juntos: É a hora dos come-quieto…

  • Outra semana em Paris (3)

    Onde tem Niemeyer, estou lá. Seja Niterói, Nova Iorque, João Pessoa ou Berlim. Principalmente Brasília, onde me acomodo e adoro passear de madrugada, depois de alguma noitada em casas amigas. Pois agora em Paris fui à Place Colonel Fabien.  Fica  na parte alta de Belleville, subúrbio parisiense que omisia argelinos, indianos, turcos, negros, brasileiros e todos…

  • Outra semana em Paris (2)

     Anistia para  Edith Piaf. Nesta  ida a Paris, vasculho  traços perdidos dessa Edith Piaf. Sobrevive  aos 20 no trottoir do bas-fond (puta). Chansonnière da zona. Chegada à morfina, morre aos 47, magricela, baixinha e feia. Mas cercada de amantes bonitos, entre eles o Ives Montand. Ou Marcel Cerdan, campeão de boxe. Sepulta-se na multidão do cemitério Père Lachaise. Perto da…

  • Outra semana em Paris (01)

    Gente! Acabo de chegar de  outra viagem a Paris, não vi a posse nem a virada   nem nada. Amei! Apeio em  São Paulo, a maior cidade da América Latrina, a caminho de Brasilha e no ato ressinto que tudo está tão diferente, sem as filas em zigue-zague, o aeroporto poeirento, um banheiro com dois vasos sujos para trezentos chegantes, poucos estrangeiros,…

  • 2011 – ano mulher

      Bom Ano Novo Vida Nova Gente Boa     Eu posso ser ou não ter ano novo tão bem vida nova mas se nos nove fora der quase nada mesmo que  eu naufrague na ilha da virada continuemos  eu e você  neste meio que periclitante                                                                                                                                                                                       Eu posso ser ou não…

  • Clarice faz 90, Noel 100, Niemeyer 103…

                  Adoro Clarice Lispector.              Hoje, ela estaria fazendo 90 anos aqui ao meu lado.             Daí, eu  me lembro dela me dizendo ao ouvido naquele érre intervocálico nasalado que me deixava todo teso:              Eu gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais…

  • Anuncio no mural da intranet:

      Vendo minha alma Pede-se preço bom Até porque o corpo Não é + promoção

  • Ao cacarejador de plantão

    Por que tanto cacarejas,  galinha? Pergunta Constâncio. Por que não te calas? Retruca-me Perpétua: Só porque  o ovo não sai do teu?

  • Eterno gigolô de palavras.

    Perpétua me pede que lhe rompa o hímem. É a minha parada. Desço do ônibus. Sozinho. Ela continua. Virgem. Do sempre Constâncio