Bãoces, madames e monsieurs, chegou a hora de voltar e ainda não encontrei minha amada fêmea porque ela continua escondida ici em Paris.
            Melhor para ela que se livre de uma terra cheia de mendigos, assaltantes, prostitutas, corruptos de marca maior e onde as índias andam peladas em Copacabana. 
            Ou não seria isso, porque,  o que se sabe, pelo menos aqui em Paris, é que já começaram os ensaios para as Olimpíadas de 2016, principalmente na modalidade de TIRO À DISTÂNCIA.
           Estás puto com este tipo de referência? E se eu falasse que entregam  presunto no carrinho do supermercado dos Macacos, estaria eu inventando tamanha barbárie?
            Aliás, não é assim que los hermanos latinoamericanos sempre chamaram a nosotros brasilenhos?
           –  Somos, ou não somos, os eternos “macaquitos”?
            Tô puto porque estou voltando e ainda por cima tenho que passar hoje à noite por Lisboa, a nossa mãe, por isso somos filhos da mãe lusa mixigenada ao pai africano, Jesus aos beijos com Judas.
           Deu no que deu.
           Ah …  nesta segunda, lundi, estarei na Assembléia dos Fantasmas da Rádio Nacional, em Brasília, na 702 Norte, quando a massa púbere decidirá se aceita, agora ou depois, a proposta patronal de aumento de apenas 4,2 por cento, por dois anos, e vai ser assim, quer queiramos ou não.
           Mas antes de fechar as portas do apartamento aqui na Rue Daguerre, Montparnasse, tenho mais é que mostrar  os cartazes da minha amada que espalhei por toda Paris na vã esperança de que ela volte, pelo menos para mim, não para esta puta pátria que nos pariu.
          Ao fundo, o amado dela, o Napoleão, qual Josefina ela posa, e mais perto, o Pensador do Rodin.
         Então, macaquit@, avisa lá que eu vô, bota água no feijão, avisa a mulata da empregada, coisas deste clichê, certo?
        Mas antes de descer em Brasília, eu falo mais uma vez, mas  de Lisboa, por onde vou passar logo mais.
        Agora, atenção, se alguém vislumbrar minha amada em Paris, diz pra ela que não volte, fico no sacrifício, porque as coisas no Brasil continuam um imenso Maranhão, certo?

Cleide em Paris - photo by Mamcasz

Namore moi qu’un jour je vais vous emmener à Paris. Qui n’aime pas se laisser séduire par de telles promesses et beaucoup de rêves taille complète: Promenades sans fin à travers les boulevards de la capitale.

Des milliers de baisers devant les petites tables a les petits cafés. Rafraîchir les bords de la Seine les tenant par la main.Demandez au incognito qui nous reflète, côte à côte, le fond dans les objectifs du paysage. En retour, prolonger un goût d’invitation qui est très agréable.

Après avoir tenu les mains dans les jardins de Monet – restent les mêmes que les peintures, et regarder les détails dans la cuisine avec des tons jaune, ensemble nous irons monter les escaliers en bois que sont usés-faires, et à l”egtage, à côté de la fenêtre de la chambre, en tirant le perfurm des fleurs, lá-bas, je vais t’attirer l’attention sur un détail, que est toujours le même au lit où Monet ressenti l’amour et est tombé endormi rêvant des images qu’un jour il y aura la peinture.

C’est alors seulement que j’aurais le courage de vous demander:

– Veux-tu m’épopuser?

“Fica comigo que um dia eu te levo a Paris” – quem não gosta de ser seduzida com tais múltiplas promessas e do se completar tamanho sonho: infindos passeios pelos boulevares da capital, trocar beijos vagarosos junto às minúsculas mesas dos repousantes cafés, mãos dadas pelas beiradas refrescantes do Rio Sena, pedir ao incógnito que reflita, lado a lado, aquela paisagem ao fundo nas lentes que, ao regresso, eternizam o sabor de tão prazeiroso convite

Depois de passearmos de mãos dadas pelos jardins de Monet – continuam tão iguais às pinturas, e de olharmos os detalhes na cozinha com tons amarelos , subamos juntos as escadas de madeira- quão gastas estão, e no andar de cima, junto à janela do quarto, atraindo o perfume das flores lá embaixo, vou te chamar a atenção para um detalhe -ainda é a mesma cama onde Monet sentia os amores e adormecia sonhando com os quadros que um dia haveria de pintar.

Só então eu teria a coragem de Te perguntar :


– Você quer casar comigo ?

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