Vadias e maconha no forró de Brasília City

Marcha das Vadias.

De mãos dadas com a Marcha da Maconha.

Visto assim, só pode dar a maior gozação.

A mensagem sai desfocada.

Maconha e vadia, um prato cheio.

Igual à velhaMarcha dos Veados.

Vira do Orgulho Gay. Aí, sim.

Hoje, mostra até  gay mulher.

De volta às Vadias de Brasília.

Acusam, de modo torto, seguinte:

Desde janeiro, na Grande Brasília,

DUZENTOS E OITENTA E TRÊS ESTUPROS.

Mais trocadilhos.

Ainda em cima das vadias.

Meu ouvido vira penico, moro ao lado da Escola.

Asa Sul de Brasília.

É creche classe média, depositário diurno de crianças.

Faz-se, então, a festa junina.

Forró no volume distorcido.

Caixas de som rachadas ( desculpe-me, cara vadia).

Nada contra a canarinho fazer forró junino.

Mas pega mal  pré-escola infantil apologizar

ENTRE   TAPAS   E   BEIJOS.

Ao coro de alegres mães funcionárias, algumas, vadias.

Ou pais assessores maconheiros.

Todos marchando unidos, neste sábado.

Em protesto, tasco no meu som, altíssimo volume:

– Meus heróis morreram de overdose!

– Raspas e restos é o que me interessam!

Brazil, mostra tua cara!

Cazuza

Image via Wikipedia

Para arrematar o forró brega da pré-escola infantil,

lasco + Cazuza:

– Só não é feliz quem não comeu a sua mãe!!!

De quem? A minha ou a sua?

A resposta vem rápida no conjunto ao vivo da pré-escola:

-Eu quero ovo de codorna pra te comer!

Aceito a derrota.

 Telefono pruma amiga vadia.

E vou com ela “dormir” noutro lado da cidade. 

Uma pena que seja crime fazer apologia.

De que mesmo?

Boquete infantil a um real?

Dezoito milhões de miseráveis na merda?

Portanto,

Pense!

Ainda não está proibido.

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