A Rádio Nacional estréia hoje um novo programa. Patrocínio da Coca-Cola. E a novidade: Foi criada, especialmente para este programa, a Orquestra Brasileira da Rádio Nacional. Diretor: Radames Gnatalli. No mais: Perrone, Chiquinho do Acordeão, Vidal, Garoto, José Menezes, Heitor dos Prazeres, Lamartine Babo (trio do Osso),etc e tal. Produção: Paulo Tapajós e Almirante. Narrador: Paulo Gracindo. Um milhão de melodias promete ficar treze anos no ar e ser o maior sucesso da Rádio Nacional. Ah, estulto mané: Isto foi no ano de 1942. Cinzas no Paraíso.

Esta foto é uma reprodução da capa de cinco Cds (veio depois dos cinco Lps) e estão preparando os cinco DVDs do trabalho A História do Rádio no Brasil, preparado pela BBC. Confesso que estou roubando a foto e alguns áudios porque eles na verdade pertencem à Rádio Nacional e foram levados para Londres. Tudo bem que o trabalho todo estava jogado no lixo,  mofando num banheiro fedido no vigésimo primeiro andar do Edifício A Noite, sede da Rádio Nacional, na Praça Mauá, no Rio. Os quatro hoje continuam na maior decadência.

Na verdade, a esculhambação da Rádio Nacional começou em 1964. Os que deduraram, ficaram. Os outros, foram … pra cadeia. Outros dizem que, na verdade, tudo começou com a maldição do Getúlio Vargas que teve sua carta-testamento modificada quando foi lida no Repórter Esso, quase que ao vivo depois do morto. A partir daí, virou aquela história toda. Só dá artista. Ganha pouco mas com o nome faz show em qualquer birosca de prefeitinho e ganha os trocados a mais e às vezes até uma eleição pra deputado. Vale até no sentido de ganhar uns trocos a mais direto das ONGs, que não existiam antes de 1992. Por aí, mano …

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