Peguei hoje o livro ” Taguatinga-duas décadas de cultura ” , com fotos do Ivaldo Cavalcanti.

                       Foi para escanear umas fotos para a estagiária com olhos de camelo e resmunguenta que nem tia velha.

                      Taguatinga, para quem é de fora, é uma cidade do DF. Sempre teve vida separada de Brasília. Enquanto aqui rolava Cabeças, Grande Circular, Minstéricas … lá acontecia a outra porção do caldeirão cultural.

                     Década de 80. A gente dizia, oi … tenta! (e né que rolava?).

                     E as fotos do Ivaldo mostram Luiz Melodia e Plinio Marcos no Teatro Rola Pedra, os punks na Praça do Relógio, boates London London, Paralelo 15 e Clube dos 200. Mais o Bar do Careca, Botequim Blues, Diretas Já (?), Faculta…

                     Então, pelo serviço, roubei da estagiária esta foto, feita pelo Ivaldo Cavalcanti, do eterno amigo Renato Matos. Ecumênico que só ele, atuava da Asa Sul à Samambaia, quando não estava gerando áureos filhos em Olhos D´Água. 

                        Em legenda à foto, relembro quando a gente cantava junto os versos ao telefone apaixonado:

                        Um telefone é muito pouco quando a gente ama como um louco e mora no Plano Piloto …

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