Berlin



Tem uma porção de shows de graça aqui nesta época em Berlim.

É só prestar atenção na bolinha verde na revista Tip Berlin.

Pois fui num deles, no Café Tasso, que  me lembrei do amigo Flavinho, que não se encontrou comigo aqui em Berlim porque foi para Barcelona e depois para Paris.

O café, na verdade,  é uma velha livraria dos tempos dos comunistas e fica na maior avenida da época dos invasores vermelhos, junto ao metrô Frankfurt Tor, na Karl Marx Alee (o velho).

Tem livros ótimos a um euro, móveis superantigos, alguns já desbotados pelo tempo, e o atendimento bem do leste, como se diz aqui, ou seja, o comunistão controlando o caixa, o ex-assessor da Stasi ajudando a controlar e um serviçal, no caso, um argentino que sofreu lavagem cerebral, no papel de controlado.

E o pior é que no dia em que estarei embarcando de volta estarão fazendo uma homenagem ao grande Tom Waits:

 


Finalmente chegou o show que só por ele teria valido a pena a vinda a Berlin. Rufus Wainwright.

Nome do espetáculo intimista no velho teatro Volksbühne, no Mitte, ex-lado comunista, ao lado do metrô Rosa de Luxembourg:

All Days Are Nights: Songs for Lulu.

Na primeira parte, a pedido dele, não teve qualquer aplauso nem foto.

Ele entrou num longo vestido preto, tipo Julieta, foi ao piano, uma luz nele e na tela um olho pintado de preto que ia abrindo e fechando, abrindo e fechando … a sobrancelha negra que parecia uma aranha.

E nas músicas, amigo Daniel, ele cantou a nova sinfonia dele, tudo em cima de poemas de Shakespeare.

Ah … sem falar na exposição da Frida Kahlo e do barzão tipo Beirola na noite só de música, ao vivo, lembrando Bob Dylan:


Antes de embarcar  para Berlim, fui pedir a benção da minha velha avó polaca. Desbocada como sempre, babucha só me fez um alerta:

– Édio, cuidado com o que você vai botar na boca.

Neto obediente, em Berlim chegado  me instalei, rapidinho, no Hostel X-berg. Fica na fronteira entre dois bairros inzoneiros: Kreuzberg e Neukoln. O maior barato:

Penso  na minha velha avó polaca de Ponta Grossa, Paraná, Brasil –  Édio, primeiro coloque um chazinho na boca. Peço o conselho do Andreas, colega de baixo no beliche.  E corro direto para o barzinho indicado por ele:

Agora, sim, não estou sentindo nada e posso começar de verdade esta minha viagem pelo underground de Berlim. Se quiser, tu podes me acompanhar. Sem colar na mala, meu. Desgruda,  senão a ponte balança:

Espera aí que depois eu continuo o papo porque agora vou dar um chega nesta  fraulenzinha de vermelho aqui na minha frente. Não posso acabar sozinho nesta minha primeira noite aqui em Berlim.   Florzinha!!!

É. Ela se foi. Tem nada não. Enfrento o túnel sozinho, quer dizer, conto com a tua mala companhia. Era aqui a troca dos espiões capitalistas pelos comunistas. E vice e versa. Oberbaumbrucke:

Pô, estou doido para sair deste underground e achar um barzinho onde molhar a boca que fica do outro lado. Onde mesmo? Será que eu trouxe o endereço?  Ah, esta saliva seca travando minha garganta:

Continua o  sufoco  nesta minha boca. Ainda bem que a minha velha avó polaca me deu um só conselho. Qual foi? Esqueci na primeira meia hora. Tu estás lembrado?  Vamos sentar, conversar e fumar um pouco:

 

Aqui neste banco, sinto assim alguma coisa  na cabeça, meio que zoando. É  tipo Bossa Nova, João Gilberto, sentado ao meu lado, em Berlim. A gente sussurrando:

– Ai … que saudades  …  eu tenho  da Bahia … bem  … que minha avó dizia:

Bom, gente.  Agora estou  em condição de entrar no barzinho indicado pelo meu colega de baixo no beliche do hostel aqui em Berlin. É que voltei a não sentir nada outra vez. Então, vamos juntos nesta:

Se aqui do lado de fora está assim, imagina lá dentro. Só tem uma coisa. Eu não tenho mais certeza de nada. Não sei se estou entrando no Magnet, no Arena ou no Soulcat. E faz alguma diferença, minha avó?

Continuo sem sentir, quer dizer, sem entender mais nada. Sacanagem do Andreas, o colega de baixo no hosteL. Ele me garantiu que aqui era o maior agito. Tudo live na life da vida. Heil !!! Som na caixa:

Ih … agora estou sentindo tudo outra vez.  O que é mesmo que eu estava contando?  Quem és tu  aqui ao meu lado escutando minha conversa? Ah, me lembrei. Tu és a minha velha avó polaca. A bença:

Só me lembro, agora,  que acordei ao lado desta gatona berlinense cantando com aquele bocão grudado aqui no meu ouvido polaco de boca fechada:

– I got you …  baby!!!  Got you … baby!!   G ot …

Foi o tempo de pular do chão, vestir a roupa do lado (parece que peguei, trocado, algo dela), sair para debaixo da ponte, pegar o táxi, que depois descobri ser um carro da polícia, e mostrar ao distinto motorista este cartão que eu achava que era o endereço do meu hostel:

Então, auviederzen, minha avó. Shus. Continuo de boca fechada. Não falei nada    nem pro advogado que o seguro de viagem me mandou. Florzinha, nestas alturas da viagem, já se mandou. E digo eu: inté e axé.


Tô aqui em Berlim vendo o polaco do primeiro ministro da Inglaterra caindo.

Aqui na Alemanha, a Ângela Merkel, ex-moradora do leste comunista, perdeu a maioria na eleição deste domingo.

Tudo porque se meteu a ajudar os gregos.

Daí, saiu o pacotão de um trilhão de dólares, ou 720 bilhóes de euros, ou dois trilhões e meio de pobres reais.

Tudo para fazer um fundo para socorrer os malandros dos gregos e os portugas e os espanhóis que estavam indo pro buraco e ameaçando levar junto a zona do euro.

Daí, saí de casa, aqui na Parisier com a Uhlanda, Berlin, para o pegar o metrô na Spichiestrasse, e vejo a seguinte cena emoldurada na parede do prédio do Banco de Investimentos da Alemanha:

Inté:


Esta vai pro meu amigo Daniel, em Brasília, que estaria em casa, aqui em Berlin, se morando em Kreuzberg-Prezlauerberg-Friedchihaim-Newkohln, que tudo parece com a turma de Santa Teresa, no Rio.

É que ele babou porque no dia 18 vou ver/ouvir Rufus cantando Cohen. Quem sabe, baba mesmo…

E o melhor. Entritt frei com a kart de press:

Então, pra matar, Daniel, acabo de sair uma exposição completa (fotos, pinturas, objetos, áudios) pelos cem anos da grande FRIDA KAHLO.

Aí, foi demais. Ainda estou digerindo. Com uma Berliner Kindl (cerveja) ao lado, aqui no apartamento alugado na Uhlandastrasse.


El Corazon – Tango Nuevo und Worldmusic.

Com músicas de Astor Piazola, Arturo Sandoval, etc, numa sala toda pequena mas transada, numa escola de música chamada de Licht und Musik, (Merseburger Strasse. 3, perto do Metrô U-Bhf. Eisenacher Str, no distrito de Berlin-Schoneberg, intervalo para um pequeno coquetel, gente tranqüila, domingo (Sonntag 9 Mai 2010), final de tarde com um solzinho bom depois de uma semana de frio. Este foi o programa de graça, pra lá de bom, de graça, aqui em Berlim. Siga as fotos do astral abaixo:


Aeroporto de Tempelhof em Berlin.

Bota história nele.

Desde 1903.

Em 1940, o Spier, o arquiteto do tio Adolfo (Hitler), fez um baita embelezamento.

Depois, com o muro de Berlin, os aliados fizeram a ponte aliada, dia e noite, sem  parar, trazendo tudo para Berlin West, a capitalista.

Nele, em 63, desceram os jovens Rolling Stones.

Depois, o João Kennedy.

Pois há um ano e meio, ele está fechado. Primeiro, entrou o pessoal da especulação, da construção.

Venceu o pessoal do verde. Vai ser mais um das dezenas de parques urbanos que existem em Berlin.

E neste final de semana teve a tomada do poder popular no espaço público: bicileta, balão, andada, cervejada, etc e tudo:

 


 


Em toda viagem costumo procurar por um bom restaurante português, com bacalhau e tal.

Aqui em Berlin, estava difícil, até porque a comunidade é pequena e dizem que não chega aos dois mil gajos, contando os que entram e saem.

Em Munique e Hamburgo tem mais.

Mesmo assim, achei uma Casa Alentejanda (era dividida entre português-turco, depois ficou só com o lusitano, mas com jeito espanho, mudou o nome para Telha). Não gostei.

Tem uma outra na parte final da Kudam que está bem caída.

E daí, já desanimando, nesta quarta chuvosa e fria, peguei o Bus 101, dois andres, no bairro do Moabit, e fui conhecer a Casa Portuguesa.

No ato, fiquei para o prato do dia, duas sardinhas portugesas legítimas, fritas com molho bom, batatas e salada, e pedi mais um chope da Bolck, e conhecei a tal da ginginha da casa (espécie do cachimbo do Maranhão), e tudo não chegou nos 8 Euros.

No mais, aquela conversa superbrasileira com o cozinheiro, com o comandante Vitor e com a dona Esperança (ver nas fotos), e trocamos algumas idéias e sugestòes de propaganda-publicidade.

E fui convidado para o dia 14, comer um bacalhau, vinho  e ouvir o show de uma dupla de brasileiros, bossa nova, e preste atenção na dupla que aparece aqui em Berlim falando, quer dizer, cantando, em nome do Brasil: Jabuti e Abraão  (TÃO NA FOTO):

No cardápio da noite, mais caro, tem até um tal de PIRI-PIRI.

Mas vamos às fotos que prometi levar mais para eles usarem no Google:

 

 

 


Rufus Wainweight.

Quem não conhece, procure por ele no Google cantando Halleluya, do Leonardo Cohen.

Pois não é que ele lança o CD Songs for Lulu aqui (hier) em Berlin, dia 14?

Vai ser na Praça Rosa Luxenburgo, no Mitte, parte velha, restaurada, da antiga comunista, mas num  teatro dos tempos da opulência do Tio Adolfo.

É o Volksbhune. No salão, parte da geral, normalmente são pufes-almofodas no chão, mas neste show haverá cadeiras.

Pesquisa na internet, ouça, e esteja comigo lá, dia 14 de maio a partir das 20 horas (5 a mais no Brasil).

Até lá.

 


Bom, cheguei, achei um WI FI free, e por hoje vou postar algumas fotos deste Primeiro de Maio aqui em Berlim.

Neste ano, de novo,é que os nazistas conseguiram desfilar livres e com proteção da polícia.

O motivo dado na Justiça é se todo mundo pode, por que não eles?

Teve então a mnifestação começando no Kreuzberg, bairro alternativo, todos em direção ao Portão de Brandeburgo, local de todas as grandes manifestações, com direito a começar com o tradicional Kolegue (Companheiros).

Teve faixa de lésbica, de anarquista, comunista, fascista, nazista, hiporanga, pacifista, enfim, de tudo um pouco.

E né que apesar da policia estar preparada para umas pancadarias, acabou tudo na tranquilidade.

Então, vamos as fotos.

Noutro dia, volto com mais povo solto na rua, agora que o sol de maio começou a chegar.

Shuss….

 

E já que a Internet livre, por duas horas, aqui num café de rua, em Steglitz, parte sul de Berlin, onde antes era dos americanos, está funcionando pra lá de rapidão, deixa eu colocar mais umas fotos de gente bonita na rua.

Educada, sem qualquer risco de assalto (nem pensar), os pedestres esperam pelo sinal para atravessar a rua, a qualquer hora e lugar. O mesmo dos muitos ciclistas, que têm pistas só para eles.

Algumas fotos:

 Tchuss (tchau).

 


Bom, pessoas, tô voando rumo ao vulcão de Islândia, para o mês e pouco de férias em Berlim.

Com 51 euros compro o passe que me permite, dia e noite, andar de ônibus, bonde, metrô, barco e trem, o mês inteiro.

No ponto, mesmo isolado, tem lá o painel com o horário exato da próxima chegada.

Ao devolver a garrafa no mercado, ganho um vale que uso na hora, no caixa.

A bicicleta eu coloco num vagão adequado ou na frente do ônibus.

No passeio, não terei medo de ser assaltado e me misturarei a gente jovem e bonita.

Muitos parques onde, se quiser ficar pelado, pegarei meu sol de maio e, se alguém ficar me olhando, ele será acusado de estar invadindo minha privacidade, o que não acontece.

Mandarei meus posts de lá através do meu laptop conectado através dos muitos Wifi free que existem nas praças.

Auviederzen que irei ver o seguinte:

 


                      Ich bereite mich für eine weitere Saison im Mai in Berlin.
                     Daher kann ich diesen Kommentar – in der Tat, das Filmmuseum in Berlin, Marlene Dietrich und heraus kommt Romy Schneider: 
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                    Wird sicherlich diese erneut besuchen.
                    Danke
                            

 

I am preparing for another season in May in Berlin.
Hence, I get this comment – in fact, the Film Museum in Berlin, Marlene Dietrich and out comes Romy Schneider:
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