Eu não sou louco … é pouco

Se eu tiro parte do todo

Deste meu coração

Desmiolado.

 

I’m not crazy … it’s little

If I shot part ot the whole

Of this heart of mine

Brainless.

I’m not little … it`s crazy

If I pop the kernels

Of this heart of mine

Jumbled.

Eu não sou pouco … é louco

Se eu estouro o miolo

Deste meu coração

Atabalhoado.

Eu não sou louco … é tanto

Se eu tento o tiro no centro

Deste meu coração

Descansado.

I’m not crazy … it’s either

If I try to shoot at the middle

Of this heart of mine

Rested.

I’m not crazy … it’s meager

If I start at the very core

Of this heart of mine

Pregnant.

Eu não sou louco … é parco

Se eu parto bem no miolo

Deste meu coração

Engravidado.

I’m not this … neither I try

To extract anything from my mind

Of this heart of mine.

Eu não sou isso … nem tento

Ou não tiro pensamento

Deste meu coração.


(All of this just leave from me. Well well.  Without shot I don’t put cuffs on dominant point. No intimacy with  comma, exclamation or interrogation. Much less in the attached reticents. Point for me is only one. It’s like a shot in my heart. A singleand ready . This is the end, my beautiful frien. Just a point.)

(Acaba de sair. Bem assim. Sem tiro  não ponho punhos no ponto dominante.  Sem intimidade com vírgula, exclamação ou interrogatório.   Muito menos o apenso nas reticiências. Ponto para mim é um só. Que nem tiro no coração. Um só e pronto. Este é o fim, minha linda amizade. Ponto final.)

Why New York city?

Por que New York city?

Because she is the heart.

Porque ela é o coração.

And why Hey Jude?

E por que Hey Jude?

Because it`s a cloudy sunday, six in the morning, at Ground Zero. In my prayer I asked: come to me a song, any song. And she arrived, gentle, completing the total silence.

Porque num domingo, seis da manhã, nublado, no Ground Zero. Em minha prece eu pedi: venha a mim uma música, qualquer música. Ela chegou, suave, completando o silêncio total.

Hey Jude Verse Chord Analysis

Hey Jude Verse Chord Analysis (Photo credit: Wikipedia)

https://mamcasz.com/2010/09/10/sept-11-in-god-we-trust-sera/


Hoje, mas em 1930, dia 14 de abril, portanto, 80 anos passados, comemoro um cara que se matou com um tiro  no peito.

Além de poeta das massas proletárias, eu o prezo porque no meu sobrenome materno por pouco dele não nasço irmão.

 Culpa de um “i” a mais, para ele, (Maiakowsky), ou a menos para mim, (Makowsky).

 Justo o grande  “ i ” que me atrai porque dele, abstraído o ponto acima e depois esticadas as pontas, consigo a linha do horizonte.

 Já pensaste neste milagre da natureza das letras?

Tem mais.

Sempre admirei nele a decisão de se matar pois este é um direito que da gente, por arbítrio, nem Deus tem o direito de nos negar.

Acontece o seguinte.

Noutro dia, soube que o Maiakowsky pode não ter se matado mas simplesmente ter sido morto pelos companheiros da KGB russa.

Uma decepção, né?

Pois em homenagem à morte de Maiakowsky segue um verso dele no grande poema “A Nuvem de Calças”:

Vosso pensamento

Sonhado por cérebros amolecidos

Obesos como lacaios

Estirados em divãs sebosos

Vou fustigar

Com os farrapos sangrentos do meu coração

Mordaz e atrevido

Até fartar-me …