We are in the spree with the bribes, dirty and clowning.

Anything it’s ok, even a man with woman, girl, girl.

You can throw the baby into the stream of sewage.

You have to kill daughter´s six years old lover.

You can shoot the player’s mother Roger.

It´s all right if you run over cyclists.

You can even die in the flood.

But you have to get to dry.

Live in this Carnival.

Anything goes.

Give!

 

 

  

 

Já estamos na farra: propina, sacanagem, palhaçada.

Vale tudo, até homem com mulher, mocinha, menina.

Pode jogar o recém-nascido no córrego do esgoto.

Vale matar filha de seis anos do velho amante.

Pode atirar na mãe do jogador Roger.

Vale passar por cima dos ciclistas.

Pode até morrer na enchente.

Tem que chegar  na seca.

Vivo pro Carnaval.

Vale tudo.

Dê!


 Deixa eu sumir no tempo porque os desencarnados antigos estão enchendo meu saco dizendo que eu só falo deles na Rádio Nacional de hoje.

Clube dos Fantasmas.

Este é o nome do programa na Rádio Nacional, década de trinta (antigo assim tá bom?).

Lamartine Babo, Noel Rosa, Almirante, João de Barro.

Pô, fantasmas deste naipe, tudo junto, aí é covardia.

Aliás, Lalá, o Rei do Carnaval, com O Teu Cabelo Não Nega, em 1941 ganhou o prêmio do pior trocadilho do ano. Foi quando disse a respeito de alguns artistas da Rádio Nacional:

“A aspiração varia de acordo com o temperamento de cada um …

Uns desejam ir ao céu … 

já que só atuam no éter … “

Éter, naquela época, é o exctasy de hoje.

Aliás, era tanto éter que os Irmãos Padilha, de Pernambuco, ganharam, na Justiça, o direito de serem parceiros da música do cabelo da nega, que tinha sido mandada por eles com o nome de Mulata. Daí, o seu Lalá mudou o nome. Da música e do autor.

Coisas da Rádio Nacional.

 ” Mulata

Tens um sabor

Bem do Brasil

Tens a alma cor de anil

Mulata, mulatinha, meu amor

Fui nomeado teu tenente interventor.”

 Quer saber mais?

Volte pra escola, estulto.

Fuja da UNIBAMBI.

Vá pra USP:

 http://www.radio.usp.br/programa.php?id=37&edicao=090405