Domingo de graça, aqui em Paris, sem chuva, uns 15 graus, café tomado com baguete e queijo básicos, e hora de seguir o recomendado pelo Pariscope nos programas sem pagar nada. Tinha um ao meio dia mas estava muito cedo. Então, deixamos para o das cinco da tarde. Outra vez, no subúrbio, Parque Buttes-Chaumont. Eglise Luthérienne Saint-Pierre, 55, rue Manin, na 19, Ao lado da praça onde estivemos de noite e vimos o hip-hop. Agora, o programa é mais santo. Chorale du Delta. Obras de Bach, Vivaldi, Mozart, o Hallelluia de Haendel e até um gospel animado. No meio, uma surpresa. No meio do canto do Agnus Dei, acompanhado ao piano, me aparece um nego dançando ao som da partitura, como se fosse um mímico. De emocionar. A surpresa final fica para agora. E não é que era o mesmo nego dançando hip-hop na praça na madrugada? Valeu, mano. Au revoir. 

outubro 2009
04/10/2009
04/10/2009
A noite em que passei na rua em Paris
Posted by Mamcasz under Notícias, Paris, TurismoDeixe um comentário
Domingo, onze da manhã, aqui em Paris. Acordo com uma música ao vivo, flauta dos Andes, no mercado aqui da Rue Daguerre.Isto, depois de uma maratona de Nuit Blanche de Paris. Às três da madrugada tava aí, do lado de fora da Catedral de Notre Dame:
Na Notre Dame, madrugada, dentro dela, telão com imagens santas ao som de um coral mais santo ainda, aquela procissão, parecendo via-sacra, para passar diante das capelas e túmulos onde estavam os cristais multicoloridos da artista suíça da Silvye Fleury.

Um dos cristais artísticos instalados por entre os túmulos e as capelinhas dentro da Notre Dame de Paris.

Jardin de Luxemburg-Paris- quatro horas da madrugada, fila para entrar para ver as estrelas...
De rua mesmo, na frente da prefeitura do Buttes-Chaumont, bem afastado do centrão turisticão, tinham os negros com seus hip-hops e pixação chamada de arte, enquanto, para entrar e sair do parque era a maior danação, para ver sombrinhas no gramado e barquinhos coloridos no lago.
De rua mesmo, na frente da prefeitura do Buttes-Chaumont, bem afastado do centrão turisticão, tinham os negros com seus hip-hops e pixação chamada de arte, enquanto, para entrar e sair do parque era a maior danação, para ver sombrinhas no gramado e barquinhos coloridos no lago.

Teve de tudo neste ano cujo tema foi a Arte Contemporânea. Valeu beijo de dez minutos de duração, hiphop, arte-pixação, cristais entre os túmulos da Catedral de Notre Dame (foi o melhor), telão na frente da prefeitura (Hotel de Ville), multidão nas ruas (outra parte boa),e uma instalação na Grande Mesquita de Paris, com direito a lua cheia e tudo.

Enfim, isto é Paris. E agora, manhã de domingo, saí para pegar a baguete na padaria aqui em frente, rua de pedestre, e já ganhei o meu Bonjour, Monsieur, todo sorridente, do mendigo que instalou a sua banquinha, apenas com uma rosa vermelha num pequeno vaso, ao lado de outro, à espera das moedas.
Então, bonjour pra você também que eu tenho mais o que fazer em Paris. Au revoir.
Na Notre Dame, madrugada, dentro dela, telão com imagens santas ao som de um coral mais santo ainda, aquela procissão, parecendo via-sacra, para passar diante das capelas e túmulos onde estavam os cristais multicoloridos da artista suíça da Silvye Fleury. 
Um dos cristais artísticos instalados por entre os túmulos e as capelinhas dentro da Notre Dame de Paris.

Jardin de Luxemburg-Paris- quatro horas da madrugada, fila para entrar para ver as estrelas...


Teve de tudo neste ano cujo tema foi a Arte Contemporânea. Valeu beijo de dez minutos de duração, hiphop, arte-pixação, cristais entre os túmulos da Catedral de Notre Dame (foi o melhor), telão na frente da prefeitura (Hotel de Ville), multidão nas ruas (outra parte boa),e uma instalação na Grande Mesquita de Paris, com direito a lua cheia e tudo.
Então, bonjour pra você também que eu tenho mais o que fazer em Paris. Au revoir.
03/10/2009

02/10/2009
Calaram minha boca me mandando para Paris
Posted by Mamcasz under Notícias, Paris, Radio, Turismo1 Comentário
Bom, gente.
Já estou instalado no apartamento, aqui em Paris, com internet e tudo. Dei uma saída rápida, comprei meu queijinho básico, o Camembet, mais o vinhozinho simples, o Beaujauolais, a baguete, que não passa de uma bisnaga, e umas moules para completar o jogo na varanda porque, depois do banho na banheira, vamos descansar que amanhã, de sábado 3 para domingo 4, a noite pega de vez, com a oitava Nuit Blanche de Paris, das sete da noite às sete da manhã, tudo de graça, linhas 14 e 11 do metrô funcionando sem parar, concertos em 75 igrejas, mesquitas e sinagogas. Aliás, é tanta coisa que vou tentar ficar só nisso, aguardo sugestões porque Paris está uma festa só, me desculpe o fantasma do Hemingway, que morou aqui perto, no 14 da Montparnasse, onde bebeu vinho até aprender a vomitar … palavras :
1 – Mais cedo, lá pelas oito da noite, vou até o mais longe, o Parque Butte Chaumont, na Beleville, reduto dos bobo’s, ex-yuppies, antigos hippies, porque vai ter uma porção de coisas, comomais de mil barcos de papel, com velas coloridas, no lago principal, mais um letreiro, na entrada, com poesias que vão mudando a noite toda.
2 – Depois, volto para a Grande Mesquita de Paris onde vai ter uma puta de uma instalação preparada por um cenógrafo, artista plástico e o músico John Cage, numa mistura visual, sonora e olfativa.
3 – Daí, passo na estação Arts e Metiers do Metrô onde vai ter música sur Le tapis roulant, a noite toda, a caminho da Catedral da Notre Dame, para ver e ouvir a instalação de mais de mil cristais coloridos e iluminados, ao som do órgão de 1.800 e lá vai porrada.
4 – Daí, de madrugada, indo para a manhã de domingo, vou voltar a pé para casa porque, no meio do caminho, tem o Jardim de Luxemburgo com outra porção de coisas, na frente do Senado.
5 – Ah. Não sei como vou arranjar tempo para passar no Colégio dos Bernardines, para ver e ouvir o espetáculo “Jerusalém, pierres de lumières, num mix de salmos cristãos, mandalas judias e preces muçulmanas.
E então? Tás vendo porque nesta semana eu não estou com tempo para ficar puto da vida com os Fantasmas da Rádio Nacional? Amanhã eu falo aqui da minha noitada em Paris. E me responda: se te mandassem para Paris, tu calarias a boca que nem eu?
02/10/2009
Bom. Gente. Dez dias de folga pras porradas aqui. Hoje, passei por Lisboa a caminho da Europa, Paris. Vim de Brasília direto para Lisboa. Primeira e última vez. No aeroporto lusitano, para embarcar para a minha Paris, esperei na sala 15A, você está aqui (onde? ah…terminal 1) que estava com um forte cheiro de gáz, ou melhor dizendo, cheiro de esgoto, de merda, que esta conheço dos tempos do porão na Rádio Nacional.
Depois, para embarcar no avião, um trecho enorme de ônibus lotado e outro a pé. Aliás, na chegada do Brasil, a mesma coisa. Parece que eles não sabem o que é sanfona.
E na alfândega lusa, apenas de transfer, mais nada, me confiscaram meu uísque Cutty Sark, comprado no free shop de Brasília.
– Tens líquido? Não. Tinha. Mas era uísque. Mãos pra cima. Revista.
Aliás, este vôo Brasília-Lisboa, TP 170, é conhecido como o vôo das Putas Brasileiras (Goiás, Minas e Mato Grosso para a Europa). Pinta estresse. Na próxima, é Sampa direto para Paris. Caí na conversa dos amigos.
Quando eu disse pro gajo pois pode ficar com o uísque (não falei o que estava pensando do gajo, com luva branca, para enfiar sei lá onde, só se for no da mãe dele) ele ainda disse para voltar, entrar no saguão, fazer checkin e colocar a garrafa no bagageiro.
Ah, além do montão de frasquinhos fresquinhos com álcool gel para combater a gripe A, tem uns cartazes dizendo o seguinte: O aeroporto de Lisboa agora é mais aeroporto. Até comprei o mesmo uísque, 15 euros, no free shop lisboetano, aí fode…
Bom, veja a foto porque estou me mandando pra Paris antes que mande esses gajos vascaínos aqui de Lisboa pra puta que pariu. E depois, no posto que vai vir aí em cima, só vai dar Paris, não quero nem saber, foda-se o resto que tem muita coisa fora do circuito turístico bundão que este já conheci faz um tempão.
Afinal, como me atacou aqui aquele lambe bostinha, tenho mais de 60 anos.
Então, veja a foto do embarque em Lisboa para Paris.
Fui.
