Turismo
19/06/2010
Deitado eternamente em berço esplêndido
Posted by Mamcasz under Notícias, Turismo | Tags: FIFA |Deixe um comentário
15/06/2010
Berlin, alviedersen, by-by
Posted by Mamcasz under Berlin, Brasilia, Literatura, Notícias, Radio, Turismo | Tags: São Paulo, TAM |Deixe um comentário
A última vista de Berlim, começo da tarde de sábado:
O apertado embarque na TAM em Frankfurt:
A primeira vista de Sampa, a maior cidade do Brasil:
Domingo de manhã, Brasília, my sweet home:
Só tem um porém. O avião pousa às 09h15m. Estamos, na foto, às 09h45m. A bagagem só vai chegar à esteira às 10h15m.
Marlene, a alemãzinha que eu trouxe ilegamente para minha casa, apesar de super-legal, não entendia nada.
– Mas é assim que o Brasil vai sediar a Copa do Mundo em 2014?
– Ya…
– Mas como?
– Cuidado, fraulein Marlene.
– Com o que?
– Ponha sua bolsa na frente destes lindos peitinhos.
– Por que?
– Tem um cara ali querendo te roubar.
– Aqui?
– Ya…
E foi assim que perdi a minha alemãzinha logo no primeiro dia de contrabandeada.
14/06/2010
14/06/2010
Da série Normal People in Berlin
Posted by Mamcasz under Berlin, Turismo | Tags: Alexander Platz, Berlin |Deixe um comentário
13/06/2010
O gol do alemão nascido no Brasil
Posted by Mamcasz under Berlin, Notícias, Radio, Turismo | Tags: Brazil, Cacau, Germany |Deixe um comentário
Lógico que estou torcendo pela Alemanha nesta Copa do Mundo, mesmo que minha vuvuzela tenha acordado o marasmo dos vizinhos.
Na rádio, aliás, assim de estalo, tem três torcendo pela Argentina, dois pela Alemanha, um pela Argélia e assim vai.
Mas difícil mesmo é aguentar o ufanismo da nossa imprensa tupiniquim quando destaca no final da goleada da Alemanha em cima dos Aussies:
Sai o primeiro gol brasileiro na Copa!!!
Sai o escambau. O Cacau, apesar de negro,é alemão. Ele só nasceu no ABC paulista. Nada mais.
Daí que separei esta foto que tirei em Berlim. É de uma janela de um brazuca ilegal que, por via das dúvidas, fez o seguinte:
A bandeira, de um lado, é a brasileira. Do outro, a alemã.
Ou seja. Por ele, ficaria tudo no zero a zero:
11/06/2010
Brasil e África do Sul : zero a zero
Posted by Mamcasz under Literatura, Notícias, Turismo | Tags: Brazil, Favelas, South Africa, Soweto |1 Comentário
A cada ano, o Exército sul-africano prende cerca de 30 mil imigrantes do destroçado Moçambique que repetem a façanha dos mexicanos com relação aos Estados Unidos.
Recentemente, ao mostrar os últimos dados, o coronel Hein Visser, porta-voz das Forças Armadas da África do Sul, defendeu o aumento da carga elétrica nas cercas da fronteira a níveis de chegar a matar o invasor.
O Congresso Nacional Africano, da turma do Mandela, continua com 61 por cento dos votos dos 23 milhões de votantes, apesar dos 39 por cento de desemprego e dos maiores índices mundiais de assaltos e estupros.
Foi do conforto de Pretória, uma das capitais, que decidi realizar outro sonho alimentado desde os tempos de universitário, que era um dia visitar a Mama África, em especial a do Sul, e entrar no Soweto.
Um gueto tão conhecido das telas dos noticiários de televisão, por conta dos protestos contra o regime do aparthaid, da histórica presença do Madiba Mandela, dos sermões do Bispo Tutu, enfim, a alma dos pretos na África do Sul.
Muito turista branco visita hoje a área do Soweto exatamente na condição de turista, acompanhado por guias pretos que vivem no local, e a motivação, na maior parte das vezes, é a mesma dos gringos subindo a Rocinha no Rio.
Neste caso do Township do Soweto, era imprescindível a minha ida somente através de um tour organizado e que, no caso, fui encontrar num albergue de estudantes que funciona no centro de Pretória.
Os outros tours não me interessavam, pois as favelas continuam a existir nas periferias de todas as cidades sul-africanas, sejam elas pequenas, médias ou grandes, sempre com aqueles barracos cobertos de zinco, ao redor das vilas dos brancos.
Gastei 150 rands sul-africanos (cada seis compram um dólar norte-americano) em troca do transporte desde o hotel em Pretória, a 70 quilômetros de distância do Soweto.
Éramos um grupo formado por um casal de brasileiros, um holandês, uma inglesa, duas australianas e uma alemã, todos devidamente entregues a um guia, preto, velho morador do local a ser visitado.
Conhecedor de todo o lado bom, ruim e péssimo de Soweto, ele seria mostrado a nós sem qualquer problema de camuflar a realidade que estava ali, escancarada. Afinal, Soweto existe, quem nem Mangueira, Alagados e outras.
Ao sairmos do centro de Johannesburg, o guia aproveitou para fazer uma espécie de mini-tour, exibindo o estádio de futebol, onde o Brasil não jogou – no caso, a partida aconteceu noutro, mais modesto, que existe na entrada do Soweto.
Passamos, em seguida, pelo prédio mais alto da África, de onde, segundo o negro guia ” se tem uma linda vista da região mas que exibiu também o maior índice de suicídios de pretos, na época do apartheid, e que hoje é ocupado por uma multinacional norte-americana” .
Logo depois, uma construção colonial antiga foi destacada pelo guia como sendo a sede da Central de Polícia, “que hoje em dia tem procurado exercer a sua autoridade de uma maneira bem diferente de antes, quando este local era conhecido como o Centro de Torturas de Pretos”. O lugar é tristemente lembrado onde foi assassinado Steven Biko, “este sim, o nosso herói da Libertação, da luta para o fim do Aparthaid, eu não entendo porque vocês só conhecem o nosso Nelson Mandela.”
Enquanto a kombi passa pela avenida central da capital administrativa da África do Sul em direção ao Soweto, fica nítida a mudança que a gente vai sentindo, nos dias de hoje, pela seguinte ordem: casas elegantes, setor comercial, primeiras casas dos descendentes dos indianos e, assim como quem não quer nada, casas mal conservadas dos pretos.
E assim, estramos na rodovia paralela à auto-estrada que, nos tempos passados, era de uso privativo dos brancos que, por outro lado, eram apedrejados nas favelas.
South-west townships – as iniciais que formam a cidade exclusiva de pretos mais famosa do mundo, ou seja, SOWETO – na verdade é um grupo de cidades-satélites, entre elas Orlando, Moroka, Jabulani, Naledi e Kliptown, a 16 quilômetros do centro de Johannesburg.
Elas surgiram na fase da industrialização, principalmente a partir de 1948, depois da Segunda Guerra Mundial, quando as coisas ficaram muito bem definidas na África do Sul: tudo para os brancos, que continuam sendo treze por cento da população.
Em 1980, no tempo do aparthaid, a região do Soweto abrigava 868.580 moradores, que eram impedidos, por lei, de se mudarem para outras partes da região ou mesmo do país.
Na mesma época, os brancos permitiram a primeira eleição livre, para que os pretos elegessem um Conselho Municipal para cuidar, sob a supervisão dos branquelos, dos afazeres locais, dando um resultado de 96 por cento de votos nulos e o começo de uma luta para o fim da segregação, que custou mais de 600 vidas.
“Hoje nós temos aqui no Soweto mais de dois milhões de pretos, contando os imigrantes ilegais dos outros países vizinhos e os que sairam das tribos do meio do mato” – voltou a dizer o guia, numa surpreendente clareza – “vivendo entre o bom, o ruim e o péssimo, com problemas de violência e principalmente desemprego, embora com a tão sonhada liberdade de ir e vir usando estas velhas lotações , mas é verdade que muita coisa foi feita pelo governo do nosso madiba (pai) Mandela” .
O Soweto ficou famoso no mundo inteiro, inclusive em alguns filmes de Hollywood, depois de 1976, quando irromperam as revoltas dos estudantes, insuflados pelo lado político do Congresso Nacional Africano, que também tinha o braço armado da guerrilha.
A luta pelo fim do aparthaid tenha na verdade começado em 21 de março de 1960, longe dali, na township de Sharpeville, no coração do branco Transvaal, quando a polícia matou 69 pretos entre os milhares em passeata.
Então, vamos começar a nossa visita pela parte pobre, quando o guia-motorista nos repassa para outro guia, conhecedor profundo dos becos da favela existente dentro da favelona Soweto.
Passa a ser um local cheio de barracos de zinco e papelão, ainda sem luz nem água, os toaletes coletivos bem raros, o forte cheiro do óleo diesel usado para cozinhar e iluminar .
A gente inclusive é conduzida a interior de uma residência, um quarto-sala-cozinha abrigando uma mulher e cinco crianças abandonas pelo marido.
“Vocês estão tendo a satisfação de conhecer o interior do Soweto e as modificações que já foram feitas depois que a gente conquistou a liberdade e isto foi o principal para todos nós” – arengou o companheiro guia local.
Estamos na reta final da campanha eleitoral para escolha do sucessor de Mandela, que será, todos sabiam, o vice dele, o Nbeke, da ala comunista do Congresso Nacional Africano. A gente quer saber porque, em cinco anos de liberdade, com os negros no poder, eles não ganharam água, luz e esgoto.
“É que vocês não conhecem o verdadeiro sentido da palavra liberdade e do muito que o atual governo teve que fazer por nós pretos que estávamos abandonados há tanto tempo, blá-blá-blá”.
E continuou:
“Eu também não sei porque vocês estão querendo saber porque nesta parte mais pobre do Soweto não tem nenhum cartaz de propaganda dos políticos. Eu vou mostrar para vocês, daqui a pouco, está logo ali na frente” :
De volta para a kombi, teve o turista holandês que tirou fotografias abraçado às criancinhas da favela, que nem os gringos no Rio, Salvador, Manaus e até São Paulo.
Dadas as devidas gorjetas ao guia conhecedor dos becos da parte mais pobre do Soweto, lá fomos nós conduzidos para o agora guia preto vindo da capital. Ele nos mostra o que seria a parte rica, a parte boa, a parte dos novos ventos soprados com o fim do aparthaid, condenado que foi pelo mundo todo, enfim, iríamos ver o resultado da nova administração sul-africana
“Esta área aqui do Soweto foi apelidada de Beverly Hills e nesta casa aqui, que vocês podem ver, toda reformada, dois andares, mora um vendedor de carros importados. Ele melhorou de vida mas não saiu da rua onde se criou, e a casa deve estar valendo bem uns 200 mil dólares americanos, vocês podem notar daqui como ela vale isto tudo. Aquela ali da frente também foi melhorada e vocês podem notar que todas as casas deste pedaço são muito boas e não existiam há dez anos”.
Neste momento, os branquelos politicamente intencionados, embora turistas, irrompem em perguntas mil, até porque não fazem dois minutos que a gente saiu daquela verdadeira favela abandonada pelas autoridades, agora negras, como o foram antes, pelos brancos:
“Os pretos pobres de lá não costumam assaltar os pretos ricos daqui, até porque tem este monte de sistema de circuito de televisão e de alarme e estes avisos e estes cachorrões brabos atrás das grades”.
O guia-preto-motorista-vindo da-capital continuou imperturbável diante de seus cinco anos levando e trazendo turistas brancos do mundo inteiro para conhecer o Soweto depois do odiado regime do aparthaid:
” Esta mansão construída por Winnie Mandela, que foi mulher do nosso Nelson Mandela durante os 28 anos em que ele foi preso , mas desde o primeiro dia juntos, depois que ele ficou livre, nunca tiveram nada, e ele sentiu muita solidão por isso, pensou que ia ser tudo igual…”
A história da Winnie Mandela, que nos tempos do aparthaid fez o papel de esposa fiel, mudou muito depois da chegada ao poder, com denúncias de todas as partes, embora ela continue na direção do Congresso Nacional Africano, e o Nelson Mandela esteja casado com a ex-esposa de Samora Machel, o líder da independência do destroçado, ainda hoje, Moçambique, e que morreu num acidente de avião, junto com quase todos os Ministros, provocado pelos brancos sul-africanos.
“Ah, esta mansão da Winnie, que é muito amiga do sucessor do Mandela, o Nbeke, e por isto este pedaço se chama Beverly Hills, custou uns 600 mil dólares americanos e quando ela foi investigada, disse que o dinheiro foi mandado por um fã da causa negra sul-africana, um banqueiro suiço, que preferiu continuar no anonimato.”
O que vimos, dois minutos depois, só fez aumentar a nossa estupefação, até parece que o nosso guia o faz de propósito, por maneiras indiretas, porque nos coloca diante de uma realidade ainda pior do Soweto:
“Ali é muito perigoso, mesmo de dia. É um conjunto de antigas pensões, hostels ou hospedarias públicas, que foram invadidas pelo pessoal que fugiu das diferentes tribos que existem no interior da África do Sul e podem ser chamados de índios”.
“Nesta parte, sem controle das atuais autoridades, existem grupos de zulus, shonas, ndebeles, vendas e de muitas outras tribos, cada um com uma cultura e até língua diferentes. A gente não se entende com eles e por isso vocês não podem entrar ali, porque eles não deixam. É lugar de muita violência, muita briga. Eles vivem abandonados, nem a polícia entra. É a parte que continua pior do que nos tempos antigos porque eles viviam lá no meio do mato e a gente nestes dormitórios, mas com emprego”.
Paramos então na Praça Hector Peterson, onde foi morto o primeiro estudante secundarista durante o protesto contra o ensino obrigatório da língua Afrikaaner nas escolas, mudada agora pelo dialeto dos Shonas, etnia dominante entre as outras dez tribos que, oficialmente, formam a Nação.
O local onde o primeiro estudante foi morto na verdade foi debaixo de uma árvore, numa ruela um pouco distante da Praça, mas é que foi preciso uma área mais aberta para instalar o Museu ao Ar Livre. Cinco rands a entrada, vários conteiners de aço, em cada um a história de como o negro conseguiu chegar ao poder na África do Sul.
O tour passa ainda pela casa original de Nelson Mandela, onde ele teria morado muito tempo antes, até porque passou 26 anos na cadeia, na Ilha Robbenn, perto da Cidade do Cabo, os dois lugares tornados museus nos dias de hoje.
Em seguida, paramos em frente à casa do famoso Bispo Desmond Tutu, que preside a Comissão da Paz e da Transição, e também pela igreja-escola onde outro bispo, preto, foi acusado de assédio sexual infantil, injustamente, por Winnie Mandela.
Antes de sairmos de Soweto fomos levados ao primeiro bar moderno, bom atendimento, uísque, cerveja, artesanato. É a face do pós-aparthaid, para um leve chá.
Cinco minutos depois, parece que o guia entendia do assunto, estávamos instalados numa birosca, chamada de Shebeen, que foi e continua sendo o bar ilegal, que produz a cerveja caseira, proibida, deve vender drogas, com certeza, “fiquem tranquilos que o lugar aqui é seguro, o quartel e a delegacia ficam logo ali, eles vêm aqui.”
Quase na saída do Soweto, passamos ainda pelo maior ambulatório da África, o Baragwanath Hospital, talvez o maior do mundo, para atendimento gratuito e público, cerca de dois mil leitos, obra ainda dos tempos do governo branco, localizado ao lado da primeira universidade, com prioridade para acesso a estudantes negros, trabalho do atual governo, os dois em frente à usina termoelétrica, responsável pela alta poluição do ar em toda esta região ainda destinada aos pretos pobres da África do Sul.
Na lembrança do grupo de turistas, enquanto a kombi passa pelo centro moderno de Johannesburg, para pegar a auto-estrada em direção à formosa Pretória, ficam as imagens dos contrastes, da propaganda política na porta dos banheiros públicos, do terminal de transporte em péssimas lotações, dominadas por gangues que, vez por outra, promovem verdadeiras guerras pelo domínio de pontos e linhas, azar o seu se for envolvido por esta turba, na maioria das vezes armada e descontrolada.
Ainda pudemos parar no meio do mercadão usado por todas as cidades-favelas em torno do histórico Soweto mas aí não havia nada demais para nós brasileiros, acostumados às feiras livres desde o Mercado Ver-o-Peso, em Belém do Pará, ou São Joaquim, em Salvador, ou Feira de São Cristóvão, no Rio, ou mesmo a Feira do Rolo pertinho de Brasília, a capital do nosso País, a Ilha Fiscal, a formosura para onde são mandados os nossos mais especiais representantes do nosso Povo.
Enfim, realizei o sonho de conhecer o histórico Soweto, e uma pergunta continua no ar, porque sabemos da importância da luta lá realizada mas, e os resultados?
-Será que algum dia os pretos pobres os verão?
Da minha parte, só sei que voltei correndo para os braços de minha leoa:
Amanhã a gente parte para os lados do Oceano Índico, para conhecer o Reino do Lesoto, encravado no alto das montanhas, cercado por África do Sul por todos os lados. Foi o único país da região, dito autônomo, para onde o governo de Nelson Mandela mandou tropas armadas, a maioria de brancos, a fim de garantir o status-quo e a risonha soberania do pobre Rei do Lesoto, um grande produtor de maconha.
Axé!
25/05/2010
Carnaval sem pecado em Berlim
Posted by Mamcasz under Berlin, Turismo | Tags: Berlin, Carnaval |[2] Comments
E então chega o tão esperado Carnaval de Berlim.
Tudo bem que não tem tanto pecado que nem o nosso carnaval tropicano.
É uma mistura de quermesse, quatro palcos para shows (Eurásia, África, Latinauta e Turcaiada).
Todo mundo bebendo até cair mas, mesmo malucão, jogando o lixo no lixo, ninguém assaltando ninguém, o metrô funcionando na maior.
Fica meio difícil para um tupiniquim entender.
E não é que a bebida mais vendida é a nossa caipirinha?
25/05/2010
14/05/2010
Viagem ao underground de Berlin
Posted by Mamcasz under Berlin, Literatura, TurismoDeixe um comentário
Antes de embarcar para Berlim, fui pedir a benção da minha velha avó polaca. Desbocada como sempre, babucha só me fez um alerta:
– Édio, cuidado com o que você vai botar na boca.
Neto obediente, em Berlim chegado me instalei, rapidinho, no Hostel X-berg. Fica na fronteira entre dois bairros inzoneiros: Kreuzberg e Neukoln. O maior barato:
Penso na minha velha avó polaca de Ponta Grossa, Paraná, Brasil – Édio, primeiro coloque um chazinho na boca. Peço o conselho do Andreas, colega de baixo no beliche. E corro direto para o barzinho indicado por ele:
Agora, sim, não estou sentindo nada e posso começar de verdade esta minha viagem pelo underground de Berlim. Se quiser, tu podes me acompanhar. Sem colar na mala, meu. Desgruda, senão a ponte balança:
Espera aí que depois eu continuo o papo porque agora vou dar um chega nesta fraulenzinha de vermelho aqui na minha frente. Não posso acabar sozinho nesta minha primeira noite aqui em Berlim. Florzinha!!!
É. Ela se foi. Tem nada não. Enfrento o túnel sozinho, quer dizer, conto com a tua mala companhia. Era aqui a troca dos espiões capitalistas pelos comunistas. E vice e versa. Oberbaumbrucke:
Pô, estou doido para sair deste underground e achar um barzinho onde molhar a boca que fica do outro lado. Onde mesmo? Será que eu trouxe o endereço? Ah, esta saliva seca travando minha garganta:
Continua o sufoco nesta minha boca. Ainda bem que a minha velha avó polaca me deu um só conselho. Qual foi? Esqueci na primeira meia hora. Tu estás lembrado? Vamos sentar, conversar e fumar um pouco:
Aqui neste banco, sinto assim alguma coisa na cabeça, meio que zoando. É tipo Bossa Nova, João Gilberto, sentado ao meu lado, em Berlim. A gente sussurrando:
– Ai … que saudades … eu tenho da Bahia … bem … que minha avó dizia:
Bom, gente. Agora estou em condição de entrar no barzinho indicado pelo meu colega de baixo no beliche do hostel aqui em Berlin. É que voltei a não sentir nada outra vez. Então, vamos juntos nesta:
Se aqui do lado de fora está assim, imagina lá dentro. Só tem uma coisa. Eu não tenho mais certeza de nada. Não sei se estou entrando no Magnet, no Arena ou no Soulcat. E faz alguma diferença, minha avó?
Continuo sem sentir, quer dizer, sem entender mais nada. Sacanagem do Andreas, o colega de baixo no hosteL. Ele me garantiu que aqui era o maior agito. Tudo live na life da vida. Heil !!! Som na caixa:
Ih … agora estou sentindo tudo outra vez. O que é mesmo que eu estava contando? Quem és tu aqui ao meu lado escutando minha conversa? Ah, me lembrei. Tu és a minha velha avó polaca. A bença:
Só me lembro, agora, que acordei ao lado desta gatona berlinense cantando com aquele bocão grudado aqui no meu ouvido polaco de boca fechada:
– I got you … baby!!! Got you … baby!! G ot …
Foi o tempo de pular do chão, vestir a roupa do lado (parece que peguei, trocado, algo dela), sair para debaixo da ponte, pegar o táxi, que depois descobri ser um carro da polícia, e mostrar ao distinto motorista este cartão que eu achava que era o endereço do meu hostel:
Então, auviederzen, minha avó. Shus. Continuo de boca fechada. Não falei nada nem pro advogado que o seguro de viagem me mandou. Florzinha, nestas alturas da viagem, já se mandou. E digo eu: inté e axé.
06/05/2010
06/05/2010
Uma casa lusitana em Berlim
Posted by Mamcasz under Berlin, Turismo | Tags: Casa Portuguesa |Deixe um comentário
Em toda viagem costumo procurar por um bom restaurante português, com bacalhau e tal.
Aqui em Berlin, estava difícil, até porque a comunidade é pequena e dizem que não chega aos dois mil gajos, contando os que entram e saem.
Em Munique e Hamburgo tem mais.
Mesmo assim, achei uma Casa Alentejanda (era dividida entre português-turco, depois ficou só com o lusitano, mas com jeito espanho, mudou o nome para Telha). Não gostei.
Tem uma outra na parte final da Kudam que está bem caída.
E daí, já desanimando, nesta quarta chuvosa e fria, peguei o Bus 101, dois andres, no bairro do Moabit, e fui conhecer a Casa Portuguesa.
No ato, fiquei para o prato do dia, duas sardinhas portugesas legítimas, fritas com molho bom, batatas e salada, e pedi mais um chope da Bolck, e conhecei a tal da ginginha da casa (espécie do cachimbo do Maranhão), e tudo não chegou nos 8 Euros.
No mais, aquela conversa superbrasileira com o cozinheiro, com o comandante Vitor e com a dona Esperança (ver nas fotos), e trocamos algumas idéias e sugestòes de propaganda-publicidade.
E fui convidado para o dia 14, comer um bacalhau, vinho e ouvir o show de uma dupla de brasileiros, bossa nova, e preste atenção na dupla que aparece aqui em Berlim falando, quer dizer, cantando, em nome do Brasil: Jabuti e Abraão (TÃO NA FOTO):
No cardápio da noite, mais caro, tem até um tal de PIRI-PIRI.
Mas vamos às fotos que prometi levar mais para eles usarem no Google:
06/05/2010
Um belo show em Berlim
Posted by Mamcasz under Berlin, Turismo | Tags: Rufus Wainwright |1 Comentário
Quem não conhece, procure por ele no Google cantando Halleluya, do Leonardo Cohen.
Pois não é que ele lança o CD Songs for Lulu aqui (hier) em Berlin, dia 14?
Vai ser na Praça Rosa Luxenburgo, no Mitte, parte velha, restaurada, da antiga comunista, mas num teatro dos tempos da opulência do Tio Adolfo.
É o Volksbhune. No salão, parte da geral, normalmente são pufes-almofodas no chão, mas neste show haverá cadeiras.
Pesquisa na internet, ouça, e esteja comigo lá, dia 14 de maio a partir das 20 horas (5 a mais no Brasil).
Até lá.
22/04/2010
Bom, pessoas, tô voando rumo ao vulcão de Islândia, para o mês e pouco de férias em Berlim.
Com 51 euros compro o passe que me permite, dia e noite, andar de ônibus, bonde, metrô, barco e trem, o mês inteiro.
No ponto, mesmo isolado, tem lá o painel com o horário exato da próxima chegada.
Ao devolver a garrafa no mercado, ganho um vale que uso na hora, no caixa.
A bicicleta eu coloco num vagão adequado ou na frente do ônibus.
No passeio, não terei medo de ser assaltado e me misturarei a gente jovem e bonita.
Muitos parques onde, se quiser ficar pelado, pegarei meu sol de maio e, se alguém ficar me olhando, ele será acusado de estar invadindo minha privacidade, o que não acontece.
Mandarei meus posts de lá através do meu laptop conectado através dos muitos Wifi free que existem nas praças.
Auviederzen que irei ver o seguinte:
22/04/2010
Brasília Skate Mind Club (Outros 50)
Posted by Mamcasz under Literatura, Notícias, Turismo | Tags: Dois Tempo |Deixe um comentário
50 anos de BSB. O skate faz parte dessa história.
Saiu o número cinco do zine Dois Tempo, com tudo do skate no DF.
Editado pela ex-estagiária com olhos de camelo (defeito:flamenguista; sou fogo).
Este número continua lindo:
Capa: Rota 060 (Route 66).
Alguns enclaves:
- A arte como caminho
- Sarau radical
- Pedras que batem
- Fala Fubá!
- Abastecendo de Picos
- Meu rap é minha história
Por aí e muito mais.
Vale o acesso:
20/04/2010
MINHA ODE A BRASÍLIA
Posted by Mamcasz under Brasilia, Literatura, Notícias, TurismoDeixe um comentário




































































