Central Bank of Brazil announces new series of commemorative coins of World Heritage Cities. This time, City Goyaz. Unlike the dissemination of historical currency last year, 2011, this time at the launch, the Central Bank of Brazil placed the author of the verses of poetry, criminally omitted by the Copyright Act, the first time. Cora Coralina, a great Brazilian poet-goiana forgotten. Learn the whole story.

                        Cora Coralina.

                       Eu a conheci, conversei com ela, ao vivo, na Casa da Meia Ponte em Goyaz Velho City. A Patativa do Cerrado. Voz sumida, tal quantas fora do eixo Rio-Sampa, o de sempre. Pois agora, ela faz parte de uma moeda do Banco Central do Brasil. Peso: 27 gramas. Custo: 180 reais. Tiragem inicial (15-11-12) 2 mil e tiragem máxima de 10 mil.Os especialistas vão jogar com ela. Aliás, com ela, não. Com a cidade de Goiás, antiga capital meso-bandeirantes paulista caçadores de “bugres”. Cidade considerada Patrimônio da Humanidade. Desde 10-12-2001. Daí explico melhor. Ano passado, ao anunciar o fato, o Banco Central do Brasil colocou, no projeto de moeda, trecho da poesia da Cora Coralina, mas sem colocar o nome dela. Crime de lesa pátria. Roubo pior que o do mensalão do dito ora condenado. Daí, me rebelei aqui neste mesmo blog. Curta a primeira moeda e o post dantão e já volto.

Saiba exatamente como foi a lambança na prima volta burocrática federal. Clique abaixo.

https://mamcasz.com/2012/03/29/banco-central-do-brasil-rouba-poemas-de-cora-coralina/

E leia agora como foi a reação burócra-oficial na época . Clique de novo no velho.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-31/alertado-por-redes-sociais-bc-vai-incluir-nome-de-cora-coralina-em-moeda-comemorativa

                    De volta aos dias de hoje. O Banco Central do Brasil anuncia, solenemente, o lançamento da moeda comemorativa da cida patrimônio de Goiás, para mil  Goiás Velho, linda na noite dos faracocos, Quinta-feira dita santa, quantas não aprontei, meia-noite saem os azuis e os vermelhos à procura do Cristo, eis que surge o Judas, delação premiada, a cidade apagada, às escuras, tochas dos faracocos (Idade Média, meu). Voltando da rápida viagem. Pois bem. Na moeda de agora, o nosso Banco Central do Brasil, pois bem, parabéns, coloca a assinatura da grande Cora Coralina nos versos.

Agora, se tiveres a fim, clique abaixo e saiba a notícia mais atual

http://mail.terra.com.br/105.0trr/reademail.php

id=49910&folder=Inbox&cache=78B6C89C39C97141AD54355E0ABF4E3230B1408A17@SBCDF155.bc

           – Se já comprei a moeda? Que nada. Reservo a poupança para um bolo de arroz no Mercado Municipal, ou quiçá uma pamonha salgada com leve pimenta, doce de jaca da dona Jacira, pé-de-moleque do Dindo. Banco Central? Prefiro o da pracinha, coreto, picolé de coco ralado. Qualé,mané. Só fiz foi chamar a atenção dos burocratas que estavam roubando o conhecimento alheio. Corrupção incontida noturna.

Português: Casa de Cora Coralina - Cidade de G...

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Atenção. Um dia depois deste post e  da má repercussão no Facebook, a tecnocracia reconhece:

Alertado por redes sociais, Banco Central vai incluir o nome de Cora Coralina em moeda comemorativa.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-31/alertado-por-redes-sociais-bc-vai-incluir-nome-de-cora-coralina-em-moeda-comemorativa

CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL

Votos do Banco Central – Reunião de 29/03/2012

Voto: Lançamento de moeda comemorativa da cidade de Goiás

“O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento de moeda comemorativa em homenagem ao centro histórico da cidade de Goiás.

Pelo conjunto arquitetônico barroco, que se preservou sem alterações significativas desde o século XVIII, o centro histórico de Goiás foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco.

A moeda faz parte da série numismática Cidades, Patrimônio da Humanidade no Brasil, juntamente com as moedas já lançadas de Brasília e Ouro Preto.”

Agora vamos aos fatos.

Que bunito, né? Pois então olhe outra vez para a photo acima. O Mané aí está vendo o nome de Cora Coralina? Pois a poesia é dela, a Aninha da ponte da Lapa, a menina que se dizia feia.
Isto se chama ROUBO, ASSALTO, FURTO, 171.
Está lá, ó tecno-burocrata larápio.

Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais.  Minha Cidade. Edição número 14. Página 47:

“Eu sou estas casas

Encostadas

Cochichando umas com as outras.”

 

 

“Todas as vibrações

De minha sensibilidade de mulher.

Têm, aqui, suas raízes.”

“Eu vivo nas tuas igrejas

E sobrados

E telhados

E paredes.”

“Goiás, minha cidade …

Eu sou aquela amorosa

De tuas ruas estreitas.”

“Eu sou o caule

Dessas trepadeiras sem classe,

Nascidas na frincha das pedras.”

Abandonada …Cora, Coralina, mas não tem nada.

Nesta Semana Santa, os faracocos, meia noite de quinta, vão sair com as tochas acesas, à procura do artista burócra que não colocou o nome da Cora na moedinha numinsmática de cinco réis.

Quando encontrado, o artista co Banco Central vai ter que cunhar na moeda, o dedão em brasa do fogo, o nome profundo de

Cora Coralina…

“a mulher roceira.

– Enxerto da terra,

meio casmurra.

Trabalhadeira.

Madrugadeira.

Analfabeta.

De pé no chão.

Bem parideira.

Bem criadeira…”

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