To change the false impression left yesterday, I`m going  today to the Isle of Nicholas, Meadle Age, to eat a einsbein with cachaça, very macho.

Halfway, I`m now stopped by a protest march against blacks screaming Mogadishu, they said, apartheid suffering here in Berlin.

Para mudar a falsa imagem deixada ontem, mudo o programa de hoje e vou até a Ilha de Nicolau, Idade Média, comer um einsbein com cachaça, bem macho.

 No meio do caminho, sou barrado por uma passeata de negros de Mogadício berrando contra, segundo eles, o apartheid que sofrem aqui em Berlim.

(Só para relembrar. Uns anos passados, nos tempos aqui da Alemanha Oriental, a dita comunista, esta Catedral ao fundo não podia ser vista porque tinha o Palácio da República, hoje um gramadão verde na beira do rio. Descobriram, na queda do muro, que o palácio socialista estava bichado, por causa do amianto usado na construção, material comprado do mesmo país africano dos atuais protestantes, então governado por ditadores comunistas corruptos.)

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Um den falschen Eindruck zu ändern, ist gestern, habe ich das Programm ändern und gehen heute auf die Isle of Nicholas, mittleres Alter, essen eine einsbein mit Rum, sehr Macho.

Auf halbem Weg dorthin, ich von einem Protestmarsch gegen Schwarze schreiend Mogadischu beendet, sagten sie, Apartheid leiden, hier in Berlin.

A polícia na frente, liberando as ruas, cercando pelos lados, acompanhando pelos fundos os vinte bicho- grilos ongueiros que davam suporte para os trinta neguinhos numa kombi emprestada, com alto falante, e eles na velha toada:

– Companheiros  (em alemão se ouve cológue).  Não aceitem a provocação da polícia. Companheiras, a vida continua!

Enquanto isto, eu fotografando tudo, numa boa, até que uma puliça me aponta a arma. Não tremo, velho companheiro macho que sou. A arma dela? Além da beleza, uma câmara de filmar. Faço pose, beicinho, coço o saco e tal. Daí só escuto um grito da poliçona:

– Polaquinho!!! Você por aqui? Mamzinho, mein querido. Que saudades…

Moral:

Difícil foi explicar a trama para a madame e também para os negos que me pensavam do lado deles, bom companheiro de jornada. E eu, na defesa:

– Gente. Repara no coque do cabelo da loira. E no jeito dela andar. De sorrir para mim. De  me chamar de polaquinho. Nein, neim, neim, mein fraulein. Juro que esta é a primeira vez que eu vejo esta poliça alemã chamada Lili.

– Ah é? E por que ela te chamou de polaquinho?

– Ora, ora. Para os negos eu disse que sou brasileiro. Para ela, que era polaco, bom de fama. Foi ontem, naquele café dos bibas, em Shönemberg.

Final do lero.

Para acabar a confusão, que entrou no microfone da kombi dos negos, foi preciso uma conferência entre polícia, ongueiros e neguinhos, até liberarem o polaquinho e a passeata seguir em frente, sem graça nenhuma. 

– Gigolô! Mein polaquinho!

– Psiu, fraulein. Continua filmando que depois a gente revela.

E assim recupero minha imagem de polaco macho aqui em Berlim.

 Só teve um negócio. Madame, como sempre, deu a última palavra:

– Lá em casa, florzinha, na Pariser Strasse,você não passa esta noite. Vá dormir com esta tua alemã da poliça.

Quem conhece a madame pode confirmar. Quando ela manda, o melhor é obedecer.

– Péra um cadinho só, Lili, que a gente já recomeça otra veiz, tá, mein lieben.

– Faz beicim, polaquim, prá mim…

Tchuss prá vocês.


First, uma palavrinha

AOS DEFENSORES DA TORTURA.

Deu no New York Times.

http://www.nytimes.com/2011/05/05/opinion/05thu1.html?_r=1&ref=world 

Tempos de Bin Laden assassinado e eu aqui on the road pelos States.

E passando pelo Estado de New York. Parte norte. Terra dos ex-indios.

Para comeco de prosa, tres bandeiras a meio pau plantadas. De USA, de NY e da Nacao POW-MIA:

Pois como eu ia falando, nestes tempos de Bin Laden pseudo jogado no mar, uma das bandeiras acima pertence aos prisioneiros de guerra.

Sera que vale para os prisioneiros de Guantanamo?

Nao vale para os indios e os negros.

Foram exterminados.

E as bandeiras estao justo numa regiao de indios.

 E a falsa Nacao atual dos indios seneca, caandaque, cayuga, owasco e skaneatles.

 Tudo na parte de cima de Nova Iorque, o estado, nao a cidade, que foi comprada pelos judeus do Recife, negociao, mas de outros indios.

Nada a ver com este Pow Mia:

Pois como estava falando do Bin Laden assassinado pelos ianques no Paquistao, tambem invadido por eles, na verdade, emtroca de milhoes de dolares para os primos que possuem bomba atomica e ninguem fala nada, mas voltando on the road, aqui em NY, USA.

E os negros? E o pretos? E os afros?

Aqui nao tem mameluco, cafuzo, moreno, mulata, uma pena.

Mas tem ainda os negros exterminados pelos gringos.

O exemplo maior e o Martin Luther King.

Hoje, tem bandeirona e tudo:

Mais uma em cima do exterminio, pelos ianques, de pretos, arabes, indios e congs.

Anteontem, em Michican, mais ao Norte, abaixo de Detroit, numa cidadezinha polaca chamada Sandusky, paro na beira do lago para olhar o vizinho Canada.

E junto a retreta, tem um monumento baita de legal.

Path to Freedom.

Caminho para a Liberdade.

Obra da artista Susan Schultz.

Pelo seguinte.

Uma familia negra fugindo do exterminio alcanca o lago para escapar para o Canada.

Acontecia por demais.

E daqui to seguindo on the road again.

Indo pros lados da costa leste.

Bater papo com os brazukas.

Quase cinco milhoes de brasileiros e brasileiras, mao de obra damelhor, estao homiziados.

Uma puta diaspora.

Heim? Nao sabes o que e diaspora?

Fuck!!!


os pretos de paris 20- photo by mamcasz

No Jardim de Luxemburgo, sede do Senado da França (liberdade, igualdade e fraternité) tem o monumento aos pretos libertos, na forma de uma corrente quebrada.

Pois bem. Quase ao lado dele, tem um operário, um negro, bien sûr, fazendo a limpeza, poeira de pedra ao vento, ele sem qualquer proteção das vias respiratórias ali tão históricas.

Na placa, a grande informação, aliás, duas:

1 – No dia 4 de fevereiro de 1795 houve a primeira declaração de abolição da escravidão nas colônias francesas.

2 – No dia 10 de maio de 2006 (isto mesmo, madames e monsieurs, 10 de maio de 2006, houve a primeira comemoração de fato, em Paris, pela libertação dos escravos.

Então, para ir finalizando esta passagem pela Cidade Luz, vamos a algumas sequências do aqui chamado AOS PRETOS DE PARIS:

os pretos de paris 8- photo by mamcaszos pretos de paris - photo by mamcasz