Sou anal…pha…beto…

She’s my good friend. He is always good with me. That is. Not always. In winter, for example, it survives parched, disappeared, slept, deflowered, disfigured and deformed. Poor.It turns out that when spring arrives, it transforms. Today, for example, it dawned reflowered, greenish, beautiful, refreshed, resplendent in the Dawn of the same Spring. This is my friend tree from Berlin.

Ela é minha boa amiga. Está sempre de bem comigo. Quer dizer. Nem sempre. No inverno, por exemplo, ela sobrevive ressecada, sumida, dormida, deflorada, desfigurada e deformada. Coitada. Acontece que quando chega a Primavera, ela se transforma. Hoje, por exemplo, ela amanheceu reflorada, esverdeada, linda, remoçada, resplandecente na Alvorada de uma outra mesma Primavera.Esta é a minha árvore amiga de Berlim.

Amiga Boa. Sempre De Bem. Comigo.

Não Se Ressecada. Sumida. Dormida.

Deflorada. Desfigurada. Deformada.

Hibernada.

Se Reflorada. Esverdeada. Linda.

Remoçada. Ela Resplandece Toda.

Outra Alvorada. Mesma Primavera.

She’s my good friend. He is always good with me. That is. Not always. In winter, for example, it survives parched, disappeared, slept, deflowered, disfigured and deformed. Poor.
It turns out that when spring arrives, it transforms. Today, for example, it dawned reflowered, greenish, beautiful, refreshed, resplendent in the Dawn of the same Spring.
This is my friend tree from Berlin.

Ela é minha boa amiga. Está sempre de bem comigo. Quer dizer. Nem sempre. No inverno, por exemplo, ela sobrevive ressecada, sumida, dormida, deflorada, desfigurada e deformada. Coitada.Acontece que quando chega a Primavera, ela se transforma. Hoje, por exemplo, ela amanheceu reflorada, esverdeada, linda, remoçada, resplandecente na Alvorada de uma outra mesma Primavera.

Esta é a minha árvore amiga de Berlim.

Amiga Boa. Sempre De Bem. Comigo.

Não Se Ressecada. Sumida. Dormida.

Deflorada. Desfigurada. Deformada.

Hibernada.

Se Reflorada. Esverdeada. Linda.

Remoçada. Ela Resplandece Toda.

Outra Alvorada. Mesma Primavera.

Esta É A Minha Árvore Amiga Aqui de Berlim.

After a long winter of recollection, My Friend Tree of Berlin turns to Light at the arrival of spring. Vale Ouro, I, here at the Window, pray for Her, my Flower. So good to see, now that she Resurrects, her pudendal parts exposed, without shame, especially in the details of her thighs and busts in the radiance of the grass. It happens, I know very well, that even when splendid, it never forgets the Bad Past Past, perhaps Future, never desired I already detail.

Depois de um longo Inverno recolhida, Minha Árvore Amiga de Berlim vira Luz na chegada da Primavera. Vale Ouro, Eu, aqui da Janela, oro por Ela, minha Flor. Tão bom ver, agora que ela Ressuscita, suas partes pudendas à mostra, sem pudor, em especial nos detalhes das coxas e dos bustos no resplendor da relva. Acontece, sei muito bem, que mesmo ora esplêndida, ela nunca se esquece do Péssimo Passado Repassado, quiçá Futuro, jamais desejado. Já detalho.

Infante Nascente Da Semente Em Solo Bombardeado.

Com Sinais Tão Presentes No Ventre Potente do Tempo.

Estuprada Pelas Bombas Ditas Aliadas Vindas do Oeste.

Em Seguida, Tão Carcomida Pelos Camaradas do Leste.

Apesar De Tudo, Minha Árvore Amiga, Aqui de Berlim,

Continua Resplandecente Bem Preparada Para o Futuro.

My Friend Tree of Berlin is actually born from a seed abandoned in the soil harshly bombed, day and night, so much so that it still shows signs so present in the impotent womb of the time passed since the birth so frightened. In fact, my friend is the result of a rape provoked, together, by the so-called allied bombs coming from the West and by the endless eating of the comrades in the East. But in spite of all this, My Friendly Tree continues, Here in Berlin, past Hell, arrival of Spring, much of the resplendent and prepared for the uncertainties of the Future. Summer. We will see.

Minha Árvore Amiga de Berlim na verdade ela é nascida de uma semente abandonada no solo duramente bombardeado, dia e noite, tanto que ela ainda apresenta sinais tão presentes no ventre impotente do tempo passado desde o parto tão assustado. Na verdade, minha amiga é fruto de um estupro provocado, em conjunto, pelas bombas ditas aliadas vindas do Oeste e pelas carcomidas infindas dos Camaradas do Leste. Mas apesar disso tudo, Minha Árvore Amiga continua, Aqui em Berlim, passado o Inferno, chegada a Primavera, muito da resplandecente e preparada para as incertezas do Futuro. Verão.


Cento e vinte dias sem chuva

  as cigarras tontas caladas

 os cantos dos machos

as fêmeas anseiam

 no oco do tronco.

  

 

 

Cento e vinte escândalos cá na ilha

não conseguem acordar as cigarras

das satélites dos entornos do plano

onde a grama se confunde na terra

vento levanta a micro saia marrom

da minha prima  vera  persistente.

  

 

  

Cento e vinte pessoas

na poeira da seca de esperança

vencida pelo apático medo demográfico

não falam não enxergam não ouvem mais nada

nem o debate do peixe fora do leito seco sem água da vida.

  

 

Neste entre ato  entre meio  entre tudo entre tanto

chega minha prima  vera   mais bonita que  minha Brasília

 me aconselha no aconchego da cigarra fêmea inda que da família

vai  Mamcasz distribua mil beijos varonis na primavera  verão e outono

antes que chegue o descanso do guerreiro no inverno tal qual a cigarra macho

pronto para cantar a melodia da atração da fêmea natureza com quem copularás

até o instante do gozo eterno plantado no oco do tronco com que serás abatido  

por não teres mais o mínimo sentido da máxima utilidade reprodutiva de todas as vidas.

 

 

Assim é que a mamãe natureza  qual cigarra fêmea

administra a renovação da vida

na tal da democracia ladina

que precisa de outono

verão e  inferno

é primavera

te canto!