Reprodução via Folha de São Paulo (Divulgação)

                   Apenas reproduzo aqui duas fotos de divulgação do que mais se debate na atual  Bienal de Artes de São Paulo – de 25 de setembro a 11 de outubro de 2011.

                 Até porque estou de olhos, beiços e ouvidos bem vendados por conta de uma acirrada vigilância que se interpôe entre este escrito e o teu  visto pelo metade.

                Pois vamos às opiniões sobre esta  série “Os Inimigos”, do pintor-artista-pernambucano Gil Vicente.

               Além de Lula e FHC, entram na dança a rainha da Inglaterra, o presidente do Irã, o papa alemão dos católicos ocidentais, etc e tal.

                Moacir dos Anjos:

“ Fica patente aqui, portanto, o cansaço do artista com os modos de representação política vigentes e uma desilusão profunda com a possibilidade de mudanças através de lideranças formalmente constituídas.”

              Walquiria Farias:

“O realismo cruel de cada cena entre esses dois personagens é indicativo do destino fatal que um terá.”

             José Cláudio:

 “A mão do homem Gil segura pelo cabelo e degola o homem Lula; sente que está sendo cruel e que ser obrigado a isso o repugna mas não abdica de fazê-lo, envolvendo-se fisicamente na matança.”

            Roberto Ploeg

“Gil Vicente desenha uma metáfora para expressar o grau de sua indignação e desilusão. A imagem que usa e intensifica é a triste, reprovável e, infelizmente, conhecida cena espetacular da televisão e da internet.”

           Maria do Carmo Nino:

“Penso que a sua rejeição se dá contra as instituições e as convenções do poder no nosso mundo, do qual estas figuras são emblemáticas. E a esse sentimento de não–aceitação ele se entrega e sucumbe. Dá-se por vencido. O seu ato não é heróico, não é nem mesmo um ato de sacrifício, é um ato de desistência.”

            Moral deste treco todo:

             Se for para censurar, que nem a dita Santa Inquisição (da medieval Igreja Católica) ou das fogueiras dos jovens hoje velhos do Hitler, a gente teria que proibir Shakespeare (tem um tal de parricídio, ou seja, de quando se faz preciso matar o próprio pai) ou até o Édipo (comeu a mãe, com quem teve um filho, que matou o pai, cruzes…)

Autor:

http://gilvicente.com.br/

Bienal:

http://www.29bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Participantes/Paginas/participante.aspx?p=88


Tem vezes em que me pego conversando, carinhosa ou putamente, com uma certa pessoa de quem não tenho notícia há muito tempo, pode até ser  parente. Na hora, eu fico em dúvida se continuo a prosa. É que fico sem saber se ela está viva ou morta. E se estivesse finada, qual o problema?

Pois foi assim que encontrei a página 158, do livro “Saí para dar uma volta…”, do Frederico Mourão (leia o post a seguir), e que diz o seguinte, no capítulo As rosas não falam, mandado por ele de Kunming, na China).

 “Estar tão longe e tão perto ao mesmo tempo, dialogar com pessoas que não encontrava, não sabia da vida,nem sequer onde estavam e se estavam vivos ou mortos, pessoas que se vivêssemos em outro tempo só reencontraríamos pelas ruas por acaso, ou depois de desencarnados no outro plano.”

Depois disso, só me resta aumentar o som da minha cabeça e continuar curtindo o Caetano cantando o Lupicínio:

Felicidade é uma coisa a toa e como é que a gente voa quando começa a viajar…”

Ah… sobre o conversar com finado, continue no blog abaixo e depois comente-me.