Turismo




Hoje, estou fazendo 62 anos.

Então, vou fazer que nem o Mário Quintana.

Vou seguir em frente …

“jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.”


                        Antes de postar neste blog, lembro que a imagem acima é de um anúncio antigo, de pasta de dente, para o programa feito pelo Mário Lago na Rádio Nacional.

                        Com isso, penso que me livro das mocréias de todos os tempos, desde as Dalvas até as Marlenes.

                       Então, começo:

                       Para entrar na Rádio Nacional, a pessoa universitária de jornalismo tem que fazer uma prova, ainda que fajuta, organizada por um falso Departamento de Recursos Humanos.

                       Daí, passa a ser estagiário mas antes tem que passar por uma entrevista com a gerente que vai definir qual o perfil do futuro jornalista e onde ele poderia aprender mais, em princípio, meio e aí começa o fim.

                       Acontece que depois o pobre do estagiário cai na mão de um editor que não é formado em jornalismo, não tem a menor noção do que seja notícia, mesmo que desviada para o dito público ou que, pior ainda, vem com aquele papo de jornalismo adbuzido e coisa e tal.

                      Para produzir abobrinha, melhor seria que se convocasse universitário de agrononomia, nunca de jornalismo, para a Rádio Nacional onde, aliás, a pseudo ajuda de custo é inferior.

                     Não é a toa que quando, como agora, acontece uma tentativa de revoada de estagiárias, no que apelidei, candidamente, de estresse pós-adolescência, as coordenadoras tremem.

                    Digo isto em homenagem ao ex-estagiário Guilherme Fontes (veja o post dele nos comentários ao lado), que simplesmente não voltou da semana de folga do Ano Novo, Vida Nova.

                    Senti saudades dos meus tempos de faculdade quando, estagiário, brigava para aumentar o “massmedia”(?) que a cada ano eu só vejo ir pro brejo de uma vez por todas. Até que um dia não aguentei e fui ser hippie na Bahia. Infelizmente, tive uma recaída e voltei prá vida.

                  Prá terminar.

                 E quando uma estagiária resolve falar da exposição de Clarice Lispector, que está no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, sugerindo uma impossível pauta? Recomendo porque a vi no Museu de Língua Portuguesa, em São Paulo, durante meu MBA.

                  Moral:

                  – Por que você não vai ali no ponto de ônibus com este velho gravador-cassete (?) e grava uns personagens para esta matéria sobre menstruação canina antecipada?

                 Falta apenas uma coisinha:  permitir que a  estagiária possa também definir  o perfil da coordenadora antes de aceitar os seis meses de sufoco na Rádio Nacional onde a pauta principal do dia pode ser até a importância da meleca (?) ou a repimboca da parafuseta (?).

                 Para incentivar a revoada das estagiárias eu ligo agora este ventilador ultíssimo modelo ainda em uso cotidiano e tomara que ele espante as tias mocréias e os recém-concursados já passados de velhos.

                 Axé!

                 Respire, expire e, caso continues por aqui, não aspires nada na vida, tá?


Clique abaixo para ver a mensagem do Obama:

http://holiday.barackobama.com/Holiday-2009.aspx?uid=7f494b6c-eed2-42d7-ba91-53add73c80e9&g=0&s=xx&s=MAMCASZ&g=0


Wenn Sie einen, der glaubt, Krysto materialisiert in der Form eines Tieres Junge namens Jesus sind, ließ Gott den menschlichen Schoß der Madonna, obwohl sich zu waschen hinweg die Sünde der Welt geboren nach dem Papierkorb hatte verraten, verhaftet, gefoltert und Aufhängen lebender ein Kreuz leuchtet durch vindantes Jahrhunderten, zusammen mit zwei Diebe, aber ein guter und ein, nun ja, sehr korrupt, so dass in diesem Fall, ich will mehr ist, dass Sie eine gute Xmas alle anderen Tag in Ihrem Leben haben können.
Also, wir sind gut, nicht wahr?
Auf Ihrem gebührend berücksichtigt – es beruht auf Gegenseitigkeit.
Gut Weihnachten, heute und in Ewigkeit.
Inté und Axt und eine gute Überfahrt
 Diese Brücke, die man Leben nennt, die auf einer täglichen Basis durchsetzt:

Diese Mamcasz mano.


 

ا كنت أحد الذين يعتقد Krysto تتبلور في شكل الحيوان صبي اسمه يسوع ، تركت رحم الله الإنسان من مادونا ، حتى ولو ليغسل خطايا العالم الذين ولدوا بعد القمامة كان لا بد من خيانة ، واعتقل وعذب و شنق العيش عبر يشعلها vindantes قرون ، إلى جانب اثنين من اللصوص ، ولكن جيدة واحدة واحدة ، حسنا ، فاسدة جدا ، حتى في هذه الحالة ، أريد أكثر هو أنه يمكن أن يكون جيدا لعيد الميلاد سائر أيام حياتك.
لذلك ، ونحن كذلك ، أليس كذلك؟
على الاعتبار الواجب هو المتبادلة.
حسن عيدا ، اليوم وإلى الأبد.
هذا مانو Mamcasz.
الأسواق العالمية ضغطها وaxé جيدة ومعبر :



                      Se tu és daquele que acredita que Krysto se materializou na forma de um bicho menino chamado Jesus, saído divino do ventre humano da Madona, mesmo sabendo que para limpar os pecados do mundo depois de nascido no lixo teria que ser traído, preso, torturado e dependurado vivo numa cruz iluminada pelos séculos vindantes, ao lado de dois ladrões, embora um bom e outro, bem, deveras corrupto, então, neste caso, eu quero mais é que tu tenhas uns Bons Natais  em todos os outros dias de tua vida.

                  Então, ficamos assim, tá?

                 Na tua devida consideração – que ela seja mútua.

                  Bons Natais, hoje e sempre. 

                 Deste mano Mamcasz.

                Inté e axé e boa travessia:

 Desta ponte, chamada de vida, que se trespassa no dia a dia:

Curaçao, Caribe, Antilhas Holandesas, Natal de 2009, ao vivo.


                      Uma semana antes de ir a Curaçao, estive em Salvador da Bahia, a serviço pela Rádio Nacional. Já a conheço de há muito.

                 Desde quando larguei o Globo, no Rio, onde era repórter, para ser simplesmente um hippie em Cacha Pregos, na ilha de Itaparica.

               E nesta última semana em Salvador vi tudo igual, ou pior, inclusive a cena que aqui relatei como o Menino Jesus nasceu na Bahia, no real do quase gente, vestido na placenta, jogado no lixo, o que parece ser comum por lá.

                  Pois agora, passo uma semana no luxo na ilha de Curaçao, no Caribe, hotel Marriot, seis estrelas, marzão limpo, águas azuis claras (é … ainda existe praia sem esgoto nordestino-brasileiro neste mundo).

            Mas, para não perder o costume de cheirar o zé povinho, dei umas voltas pela capital e encontrei algumas verossimilhanças, ainda que sem o medo do assalto num beco apertado ou numa praia escondida e nem de encontrar criança no lixo, que nem no Nordeste.

                Então, aí está o relato do fato, na forma de imagens, que nunca serão que nem estas palavras em movimento.

            Boa olhada:



                        Neste primo encontro e no mote da foto, a estagiária da Rádio Nacional, que bem pode ser você, brinca comigo que meu negócio é o escrito, não o visto, ao que no ato retruco:

                       – Acontece, minha menina, que cada palavra é uma imagem em movimento.

                         Dito o que, assim começa o caminho deste magnífico encontro no remanso caribenho, à sombra do Marriot de Curaçao, na ante-sala do cada dia mais belo crepúsculo, prenúncio do leito bem feito.

                        Tanto que digerimos juntos, por sete dias em que refizemos um novo mundo, os 49 contos de Tennessee Williams, entre eles “Sabbatha e a solidão:

                      “  O melhor que eu tenho a fazer é esfriar minhas veias nas águas salgadas deste mar e depois voltar para você com o corpo fresco e úmido e pedir que me seque com uma das suas toalhas grandes e ásperas, e então tudo vai voltar a ser como era antes … mas como era mesmo antes?  ”

      ” Uma cadeira vazia na praia … um vazio na gente. “

https://mamcasz.wordpress.com/fim/

                     Vou logo adiantando aqui:

                     TIM LOPES, o autor da frase poética abaixo da foto ( no original é: uma cadeira bazia no bar … um vazio na gente ) é um velho amigo com quem iniciei as lides jornalísticas, no Rio de Janeiro, ambos escriturantes em O Globo e dividintes de uma casa num zigue-zague de Santa Teresa que descia direto para a piscina da ACM, ao lado da Sala Cecília Meireles, na boca da Cinelândia, perto da Rua do Riachuelo, onde foi nosso primeiro contato, num consultório urológico, no desenrolar do tratamento de uma precoce gonorréia.

                            `A noite, descíamos juntos até à Gafieira Elite, na Praça da República. Sol claro, ele repórter se fingia operário na construção do metrô, Estação Largo da Carioca. Sua pele escura ajudava. Então, eu repórter passava por ele, minha pele clara realçando o jornalista. Ele me olhava, segurando a marreta, no lugar da caneta, esta manobrava muito melhor. Fingíamos um não conhecer o outro. Neste item, de propósito, eu caprichava no falso desdém. Em casa, no dividir as frutas da feira, ele chiava: 

                         – Pô, polaco – era assim que me chamava .

                        – Que foi?

                        – Não precisava me esnobar  de verdade.

                   No dia 2 de  junho de 2002 , Tim Lopes  desapareceu durante uma reportagem sobre tráfico de drogas, sexo explícito e aliciamento de menores em  bailes funk na Vila Cruzeiro,  Penha. Dias depois,  o veredito :  Tim havia sido condenado pelo “juiz” Elias Maluco a morrer esquartejado a golpes de espada. Durante a sentença, meu amigo e fantasma-mor  levou tiros nos pés que tão bem usava na gafieira Elite, a nossa preferida.

                Amarrado e espancado pela quadrilha, os pedaços do corpo foram queimados dentro de um pneu sem câmara e enterrados no alto da Favela da Grota, em Ramos, dele restando de lembrança apenas alguns resistentes pedaços de ossos e poucos dentes, agora sem a alvez  caraterística que endossava o sorriso que  encantava  minhas meninas concubinas.

                Não à toa o antigo conselho:

                – Polaco, antes de tudo, a gentileza. É disto que elas precisam.

               Ao chegar de viagem pelo sul da África, onde me lembrara dele, por sintonia colorística, a primeira notícia que li, ao abrir, ainda no avião, a notícia tupiniquim, foi a dele, a última, sem direito aos textos que  tanto burilava até encher o saco de tanto pedir opinião para que  fala combinasse com cala e rimasse com vala sem perder o conteúdo da reportagem fina, concisa e elegante.

              Em sua memória, amigo Tim Lopes, vou dar linha à pipa e, porque o vento agora sopra a nosso favor,  faço uma greve nesta minha polaquiana imagem.

                         –  Um beijo no seu coração !

                          Post escrito ( de pós, depois):

              Em 2007, participei, na Rádio Nacional, de uma equipe que teve o projeto patrocinado pela Andi (Associação Nacional dos Direitos da Infância).

              Nome do projeto: PRÊMIO TIM LOPES.

             Depois de executado, acabou reconhecido no Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e da Infância.

             Nome do nosso trabalho premiado na Rádio  Nacional:

             ROMPENDO O SILÊNCIO.

             A minha parte, como velho repórter-investigativo a la Tim Lopes, foi fazer, de caminhão, de Manaus-Boa Vista-Venezuela.

             É o caminho de exportação de menores brasileiras que ainda são usadas na prostituição, na Europa.

             E pensar que este post começou numa lua de mel tardia no Merriot de Curaçao.

            Entonces, ouça aqui:

             http://www.podcast1.com.br/programas.php?codigo_canal=1618&numero_programa=22

 

 


Após ouvir com muita atenção a ordem do nosso líder máximo, de que o povo tem mais é que sair da merda, tive também uma grande idéia (51). Pedi uma licença na Rádio Nacional, peguei minha consorte debaixo do braço, e estamos indo passar uma semana no Hotel Marriot de Curaçao, no Caribe. E o resto do povo que continue na merda. Ou seja obediente, que nem eu, e siga a ordem do líder. Então, até a semana. Inté e axé. Boni Bini., ou seja, to saindo da merda.


ATENÇÃO! ESTE BLOG ESTÁ LIVRE DE PALAVRÃO (quer dizer…) 

Hoje, 9 de dezembro, é Dia Mundial da Corrupção.

Então, que venha a nós o vosso reino.

Roubemos noutro céu ou nesta terra.

Que seja feita só a nossa vontade.

Assim no DEM como no PT.

Na meia ou na cueca.

Amém.

Ouça a seguir um Trocando em Miúdo do Graúdo:

 http://www.podcast1.com.br/canais/canal1618/MIUDO_MAMCASZ_CORRUPCAO.mp3 

E conheça agora o mais novo museu de Brasília.

Visite o MUCO. Museu da Corrupção:

 http://www.muco.com.br

 E aprenda de novo a Oração da Propina (Brunelli, Prudente e Durval):

 http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/wp-content/mu-plugins/anarchy_media/flvplayer.swf?click=http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/wp-content/mu-plugins/anarchy_media/images/flvplaybutton.jpg&file=http://img.estadao.com.br/videos/51/FF/7A/51FF7A7C35804ECCBDD96B31A839723C.flv&showfsbutton=true?file=http://img.estadao.com.br/videos/51/FF/7A/51FF7A7C35804ECCBDD96B31A839723C.flv&autoStart=true&fs=true&click=false

 

 

 


 

1 – Ainda não recebi as diárias da viagem que fiz pela Rádio Nacional pra Salvador, Bahia, pro Congresso Brasileiro de Controle Público ( até parece aquela  piada de mau gosto, do tipo pimenta no pensamento dos outros é refresco… ).
2 – Tô cercado,  aqui em Brasília,  de LAMA prá todos os lados, diante do imenso ventilador ligado, que vai do DEM ao PT, arriscando a pingar nos meus ombros porque, de repende, ela está grudada em alguém sentada ao meu lado, no trabalho.
3 – Tá um domingo chuvoso e danoso aqui no Planalto Central, percebo  aqui  da minha nobre  janela no sexto andar, Asa Sul, com vista para o aeroporto desta fazenda de goiano  (baiano cansado que fez um estágio em Minas) mas para onde vieram devassas pessoas deste nosso imenso país habitado por um povinho ladrão. Tô politicamente incorreto? DANE-SE. No meio deste lamaçal …
4 – Então, prá salvar as aparências desta vida insana, tô aqui numas caipirinhas tiradas do suor dos meus limões, e preparando as malas pruma viagem pro Caribe (infelizmente, não tô na boquinha da comitiva de 725 macaquitos no clima lá  de Copenhague, entonces, tengo que ir a la lucha, companheiro).
5 – Prá finalizar, no sonora da internet tô aqui na escuta  bacana dos seguintes ícones:

a) – Balada pra Giorgio Armani – Zeca Baleiro ( Jorge, sonhei que eu era um anjo no inferno, está tudo azul, nem sei … );

b) – As rosas …  ( volto ao jardim com a certeza que devo chorar, mano Cartola, e rio ao lembrar da Zica me dizendo que minha fêmea tinha cara de santa LUTA…);

c) – Atrás da porta – Elis Regina, tonto de emoção, com sofreguidão e mil venturas …

d)- O remorso está me torturando, mana Bethanea;

e) – Tu Gitana, Ana Inês, cantando Pablo Milanés, loka loquita …

Por aí…. e muito mais … domingão nesta ILHA DA FANTASIA – porque tem  até um bando de mendigos lá fora,  nesta época natalina. Mas quem não é mendigo, meu, doido prum panetone? Tu aí, tiraste o teu da SETA?

Moral:

Êta vista besta, sô, diria Macunaíma saindo do útero daquela estrangeira  índia ongueira.

Então, desligue a tela e me  dê licença  que vou preparar outra caipirinha e  baixar direto pras minha orelhas o seguinte:

 Zé Ramalho canta Bob Dylan.

Que mais?

Ah … Deixa prá lá…

If not for you, mano.

Tradução:

Não é pro teu bico, brod, tá, is’n’t.


Atenção!

Este post foi deletado pela PF do PT.

pt saudacoes pt

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