In the overview of studies completed by the International Labour Organization and the IBGE, there is still a serious information that 132 000 families in Brazil are headed by children aged 10 to 14 years old. Eighty-nine thousand children five to nine years old, working without receiving any compensation in return.

OIT: trabalho infantil no Brasil explora quatro milhões de crianças

No apanhado dos estudos concluídos pela Organização Internacional do Trabalho e pelo IBGE, ainda existe a grave informação de que 132 mil famílias no Brasil são chefiadas por crianças entre 10 aos 14 anos de idade. Do total do trabalho infantil, 89 mil crianças que trabalham, a maioria sem remuneração, têm de cinco a nove anos. CINCO ANOS DE IDADE!!!

Então me ouça, pessoa:

http://soundcloud.com/mamcasz/brasil-explora-quatro-milh-es

 Atenção. A prosa de hoje é proibida para menores de idade. Tudo o que eu vou falar  está na pesquisa da Organização Internacional doTrabalho, no Programa de Informações Estatísticas e Monitoramento do Trabalho Infantil, e do IBGE, do governo brasileiro, na Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio. O estudo  tem 245 páginas, acabo de ler, ele se chama Trabalho Infantil no Brasil e de cara, na manchete, grita o seguinte. O trabalho infantil, no Brasil, emprega hoje quase quatro milhões de crianças e pré-adolescentes. Mais um tapa na cara do cidadão que me escuta. Censo do IBGE de 2010. No Brasil, 132 mil famílias são chefiadas por crianças, de 10 a 14 anos.

  

(Foto em Brasília, junto ao Estádio Mané Garrincha, num domingo.)

As regiões Norte, a nossa Amazônia, tem o maior número de crianças trabalhando, na margem dos 10,8 por cento do total. Com um detalhe. As pesquisas ficam no centro urbano, não chegam ao rural. Por isso, no total, dos 5 ao 17 anos de idade. A maior parte fica com atividades infantis não agrícolas. 214 mil do total, 258 mil, arredondando. 22 mil não recebem nada. Ao contrário do Nordeste, onde o trabalho infantil envolve dois milhões e 332 mil crianças dos 5 aso 17. Então, vamos ficar, no Nordeste, no trabalho só das crianças entre os cinco e os nove anos de idade. Isto mesmo. Dos cinco aos nove. É proibido? Lógico que é. Pois então. 190 mil delas trabalham, 150 mil sem ganhar nada.

De volta ao calhamaço de 245 páginas que acabo de ler por isso vamos apressar o passo da mul, sô.Primeira pergunta do ouvinte. E trabalham por que? Agora, lendo no estudo da OIT-IBGE. No conjunto de pessoas de 5 a 17 anos de idade que não são estudantes, 12,1 por cento não frequentam a escola por terem que ajudar a família, trabalhando fora. Pulo correndo para a PNAD do IBGE divulgada na semana.  Vou ler do jeito que está escrito, tá? A população ocupada, de 5 a TREZE anos de idade, está mais concentrada em atividade agrícola, 63,5 por cento, e aproximadamente 74,4 por cento nessa faixa estão alocadas em trabalho sem contrapartida de remuneração, ou seja, não remunerados e trabalhadores para o próprio consumo ou na construção para o próprio uso.

 * * * * *

Ufa, que prosa carregada, né, mas ela existe, tem muita criança trabalhando suado por este nosso Brasil. Apressando o passo da mula na leitura das 245 páginas do estudo Trabalho Infantil no Brasil. O grupo das crianças ocupadas, de 5 a 9 anos de idade, está fortemente concentrado em trabalhos que ocupam até 20 horas semanais. 83 por cento. Na faixa dos 10 aos 14 anos de idade, cumprem jornada de trabalho de 40 horas ou mais de trabalho por semana.E só para fechar a prosa indigesta do Trocando em Miúdo de hoje, acompanhada  das músicas do CD Plantando Cirandas, do Movimento dos Sem Terrinha. Repetindo a sina.  No grupo de crianças trabalhadoras, de 5 a 9 anos de idade, 92 por cento trabalham sem contrapartidada de remuneração.

 Chega!!!

Inté e Axé!

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ECA 21: cinco milhões de menores no trabalho escravo.

 Vinte e um anos de existência do ECA.

 Estatuto da Criança e do Adolescente.

 Conquistas, avanços, direitos e, principalmente, muita coisa a fazer.

 Ainda.

 Por exemplo, e esta é a nossa prosa.

 Com ECA e tudo, no Brasil, hoje, temos quatro milhões e 800 mil meninas e meninos,

 dos cinco aos 17 anos de idade,

 simplesmente trabalhando para sobreviver.

 Twenty-one years of the ECA.

Statute of Children and Adolescents.

 Achievements, progress, rights, and especially a lot to do.

 Yet. For example, and this is our prose.

With this statute and everything in Brazil today,

 we have four million and 800 thousands girls and boys,

from five to 17 years old, just working to survive.

  Só lembrando que de acordo com a Organização Internacional do Trabalho,

 a Constituição do Brasil e o Estatuto de Proteção da Criança e do Adolescente,

 obrigar uma criança até os 14 anos de idade a trabalhar, é crime.

Acontece que trabalham, abaixo dessa idade,

mais de dois milhões e trezentas mil crianças.

 

 Just remember that according to the International Labour Organization,

Brazil’s Constitution 

and the Statute of the Protection of Children and Adolescents,

 forcing a child under 14 years of age is a criminal act.

But,  from five to nine years of age

are 296 illegal workers,

 Não é a toa que, na mesma pesquisa, ficou apurado que

nessa faixa de idade, dos cinco aos 9 anos,

 quatro milhões e meio de crianças informam que

NÃO frequentam a escola.

 Dos 10 aos 14 anos, temos mais um milhão e 935 mil.

Dos cinco  aos 17, a Bahia tem mais: 617 mil.

Seguido de Minas Gerais, com 578 mil,

Maranhão, 417 mil, e por aí vai.

Se a gente levar em conta a proporção da população entre os cinco e 17 anos,

os campeões negativos em trabalho infantil são os seguintes:

 Tocantins – 15,75 por cento.
Piauí – 15,03 por cento.

Rondônia – 14,93 por cento.

No wonder that, in the same survey,

it was found thatthis age group,

 from five to nine years,

four and a half million childrenreport that they do not attend school.

 From 10 to 14 years, we have over

one million and 935 thousand.

 From five to 17, the Bahia has more: 617 000.
Followed by Minas Gerais, with 578 000,

Maranhão, 417 000, and so on.

 If we take into account the proportion of the population

 between five and 17 years,
the champions negative child labor are:

Tocantins – 15.75 percent.

Piauí – 15.03 percent.

Rondônia – 14.93 percent.

Os dados nos 21 anos de existência do ECA são do IBGE,

 no último PNAD.

IBGE é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas.

 Do governo federal.

PNAD é a Pesquisa Nacional por Amostras a Domicílio.

 E os números?

Pois então.

De cinco aos nove anos de idade,

 são 296 mil trabalhadores ilegais,

ganhando sempre menos do que meio salário mínimo.

 Cento e noventa mil deles estão no Nordeste.

 A maior parte é na agricultura, inclusive em trabalhos perigosos.

 * * *

 The data in the 21 years of the ECA are from IBGE, PNAD last.

 IBGE is the Brazilian Institute of Geography and Statistics.

 The federal government.

PNAD is the Brazilian National Sample Household. And the numbers?

  Minas Gerais, com 578 mil,

Maranhão, 417 mil, e por aí vai.

* * *

 Se a gente levar em conta a proporção da população

 entre os cinco e 17 anos,

 os campeões negativos em trabalho infantil são os seguintes:

Tocantins – 15,75 por cento.

 Piauí – 15,03 por cento.

 Rondônia – 14,93 por cento.

* * *

 No wonder that, in the same survey,

it was found that this age group, from five to nine years, four

 and a half million children report that they do not attend school.

 From 10 to 14 years, we have over one million and 935 thousand.

From five to 17, the Bahia has more: 617 000.

Followed by Minas Gerais.

With 578 000, Maranhão, 417 000, and so on.

 If we take into account the proportion of the population between five and 17 years, the champions negative child labor are:

Tocantins – 15.75 percent.

 Piauí – 15.03 percent.

Rondônia – 14.93 percent

 Ah … só para fechar a prosa.

O lero de hoje é sobre o que mesmo?

Estatuto da Criança e do Adolescente.

Hoje, ele completa 21 anos de idade.

Alcança, portanto, a maior idade.

Emancipado, pode trabalhar.

 Então, tá. Inte e axé.

Oh … just to close this talk.

The lero today about what is it?

Statute of Children and Adolescents.

Today he turns 21 years old.

 It reaches, therefore, the largest age.

 Emancipated, can work. So, okay.

Inté and Axé, Mané!

Obs.

Vinhetas de Passagem do disco “Sem Terrinha”, do MST.

Note.

Vignettes of Passage album “Landless children,”

 the MST – Movement of the Landless.

Clique

http://snd.sc/nbKuVR